Think Tech

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By Positivo S+Technology
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Think Tech episodes

  • #142 Possibilidade: a palavra que define a relação entre tecnologia e pessoas com deficiência | Bruno Bartolo (Gol Linhas Aéreas)
    A tecnologia e a acessibilidade caminham juntas e se traduzem em uma palavra central: possibilidade, sustentada por três valores — segurança, autonomia e conforto. Para pessoas com deficiência visual, recursos como leitores de tela, aplicativos de descrição e óculos inteligentes com inteligência artificial abrem caminhos antes impensáveis, embora menos de 1% dos sites brasileiros atendam ao padrão internacional de acessibilidade. O avanço depende tanto de superar barreiras de infraestrutura física quanto de mostrar ao mercado que soluções inclusivas também atendem a aplicações comerciais mais amplas, como segurança pública e logística. Interessante notar que muitas tecnologias cotidianas — do corretor ortográfico ao fone de ouvido e até o próprio telefone — nasceram da necessidade de incluir pessoas com deficiência. Pensar em acessibilidade, portanto, não é atender a um nicho: é reconhecer que incluir é a forma mais rica de inovar para todos.

    Participantes:
    • Bruno Bartolo, Especialista-líder do Pilar de Acessibilidade e Consumo Inclusivo, Gol Linhas Aéreas.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    58 min
  • #141 IA é solução para tudo ou o melhor assistente que já surgiu? | Paulo Yukio (Ypê)
    A inteligência artificial deixou de ser hype e já está embarcada em soluções do dia a dia, de aplicativos de navegação a operações industriais inteiras, com centros de distribuição automatizados, caminhões autônomos e análises preditivas em linhas de produção. Apesar de seu avanço impressionante, ela não é a solução para todos os problemas e tampouco vai curar o câncer ou acabar com a fome sozinha. Também não substitui pessoas por si só — quem substitui é o profissional que decidiu adotá-la, dominá-la e usá-la como alavanca de carreira. Para empresas, o sucesso da adoção depende tanto de infraestrutura quanto de uma cultura que realoca e capacita colaboradores para atividades mais nobres. A pergunta decisiva, portanto, não é mais o que a IA pode fazer, mas o que cada profissional vai fazer com ela.

    Participantes:
    • Paulo Yukio, Head de Segurança da Informação, Privacidade de Dados, Arquitetura Corporativa e IA, Ypê.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    • Alessandro Macedo, Consultor, Positivo S+.
    38 min
  • #140 Indústria 4.0: entre a ousadia de inovar e a disciplina de não falhar | Erico Rossi (Gerdau)
    A Indústria 4.0 avança em ritmo exponencial, combinando tecnologias como big data, robótica, manufatura aditiva, cibersegurança e inteligência artificial. No chão de fábrica, essa adoção exige uma cautela diferente da que vigora em ambientes corporativos, já que falhas podem comprometer processos críticos e colocar vidas em risco. O conceito de IA industrial surge justamente para garantir que sistemas não possam "alucinar" diante de decisões de alto impacto operacional. Investir em inovação exige tolerância ao erro, agilidade para corrigir e disciplina para cancelar projetos que não vingam, equilibrando retorno financeiro com ganhos de segurança. E, em um ponto raro de convergência, empresas até concorrentes compartilham conhecimento quando o tema é proteger pessoas — porque, nessa frente, ninguém ganha competindo.

    Site do Encontro Nacional de Automação (ENA): https://www.fiemg.com.br/ena/

    Participantes:
    • Erico Rossi, Gerente Técnico de Automação do Time de Indústria 4.0, Gerdau.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    • Fábio Welzel, Consultor, Positivo S+.
    38 min
  • #139 A tecnologia em pesquisa, desenvolvimento e uso dos produtos | Cesar Jendreieck (Electrolux)
    A tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta de produção e passou a atravessar todo o ciclo de vida dos produtos, da concepção baseada em dados de uso até a experiência final do consumidor. Simulações computacionais avançadas substituíram testes físicos como os túneis de vento e reduziram em mais de 50% o tempo de desenvolvimento de novos produtos, comprimindo em meses o que antes levava anos. A evolução recente da inteligência artificial, especialmente com o salto do texto para o áudio e o vídeo, abre caminho para eletrodomésticos integrados, assistentes por voz e uma nova geração de robôs domésticos. Nas fábricas, a robotização já redesenha equipes e processos, mas exige análise econômica cuidadosa para definir onde aplicá-la faz sentido. O verdadeiro desafio, hoje, não é criar mais tecnologia — é escolher onde, para quem e com qual propósito ela realmente entrega valor.

    Participantes:
    • Cesar Jendreieck, Diretor de Produto e Desenvolvimento para Cocção de Alimentos na Europa e na Ásia, Electrolux.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    • Fábio Welzel, Consultor, Positivo S+.
    46 min
  • #138 Por que resolver a dor do cliente vale mais do que correr atrás da tecnologia da moda? | Henrique Granja (Rede)
    Inovar não é adotar a tecnologia da moda: é resolver uma dor real do cliente e gerar resultado para o negócio. Empresas que ficam para trás costumam repetir o erro de investir sem medir valor, enquanto as que avançam aprendem rápido com as falhas e encurtam o tempo entre ideia e execução. Com barreiras técnicas cada vez menores, o desafio deixou de ser tecnológico e passou a ser estratégico: entender o retorno real de cada escolha. Nem todo sistema precisa ser inovador — alguns só precisam funcionar, sem consumir esforço que poderia ir para o que realmente importa. No fim, tecnologia sobra; o que falta é clareza sobre qual problema se está tentando resolver.

    Participantes:
    • Henrique Granja, Superintendente de Tecnologia, Rede.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    • Fábio Welzel, Consultor, Positivo S+.
    51 min
  • #137 A inovação em tecnologia no mercado de saúde | Marcelo Soares (Unimed Fortaleza)
    O setor de saúde vive um paradoxo: altamente regulado e de margens apertadas, precisa inovar mais do que quase qualquer outro, mas com menos liberdade para experimentar — e a tecnologia é o motor dessa transformação, desde que conectada à estratégia de transformação digital. A inteligência artificial entra para empoderar, não substituir, apoiando decisões (como as do médico no consultório) e mantendo sempre o humano no comando, com uma base sólida de governança e integração de dados por trás. Onde a mudança fica mais palpável é na jornada do paciente: pelo aplicativo já é possível fazer pré-checkin de emergência, gerar senha antecipada e ter o atendimento iniciado por geolocalização, substituindo um fluxo antes quase analógico. O grande desafio é o equilíbrio, resumido na ideia de que governança sem IA é freio de mão, mas IA sem governança é risco — tanto que menos de 5% das ideias se tornam viáveis diante de regulação, LGPD e compliance. No fim, inovar em saúde é uma corrida delicada entre melhorar a vida de pacientes e profissionais e cuidar de vidas e dados sensíveis, e vence quem souber inovar com responsabilidade.

    Participantes:
    • Marcelo Soares, Gerente de TI e Transformação Digital, Unimed Fortaleza.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    • Alessandro Macedo, Consultor, Positivo S+.
    39 min
  • #136 Conexão com propósito: como liderar times de tecnologia na era da IA | Wagner Matos (Rede D´or)
    Liderar uma área de tecnologia é, antes de tudo, uma questão de pessoas: o verdadeiro diferencial não está em dominar a tecnologia, mas em fazer com que a equipe entenda por que faz o que faz. O profissional que apenas "tira pedido", que anota e executa, tem valor limitado; o salto acontece quando ele compreende o negócio e passa a ser reconhecido pelo impacto que gera, e não só pelo que conhece de tecnologia. Para engajar um time grande, é fundamental mostrar o papel de cada engrenagem no resultado, com rituais de acompanhamento, autonomia, protagonismo e a responsabilidade de cada um pela própria carreira — conectando as pessoas ao propósito, e não à tarefa. Ainda há espaço para o especialista mais técnico, desde que exista equilíbrio e que ninguém deixe de entender como o seu trabalho gera valor. Diante da IA, que muda o mercado rapidamente, o caminho é aceitar que a profissão não seguirá a mesma, pensar em futuros no plural e apostar em aprendizado contínuo, habilidades humanas e na capacidade de trabalhar ao lado da inteligência artificial sem torná-la o centro das entregas.

    Participantes:
    • Wagner Matos, Diretor de TI, Rede D´or.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    • Daniel Mathias, Consultor, Positivo S+.
    36 min
  • #135 O impacto da tecnologia na jornada do profissional de TI | Claudia Mardegan (Ambev)
    A jornada do profissional de TI sempre foi feita de reinvenções — do design gráfico ao webmaster, da especialização em uma linguagem ao uso da IA para eliminar tarefas repetitivas — e a atual não será diferente. A mudança mais delicada está na porta de entrada: como a IA resolve bem o código simples, o júnior precisa hoje chegar quase como um pleno, mas sem a experiência de mercado que esse nível exige. Ao reduzir vagas de entrada, as empresas criam um problema de médio e longo prazo, porque profissionais sêniores não surgem do nada, formam-se ao longo de anos.

    A pergunta que importa passa a ser o que o humano consegue fazer que a IA ainda não consegue: identificar o problema real, testar hipóteses, romper silos e construir confiança entre as áreas. Escala não é sinônimo de acerto, e aceitar a resposta pronta sem contexto — ou transformar o uso da ferramenta em meta, como cobrar percentual de código gerado por IA — leva o profissional a deixar de prestar atenção no que está fazendo.

    Participantes:
    • Claudia Mardegan, Diretora de Tecnologia, Produto e Design do Zé Delivery, Ambev.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    39 min
  • #134 Migração de carreira para tecnologia | Cristiane Martins (Hospital Sírio-Libanês)
    Nem toda carreira segue um plano traçado desde cedo: muitas das melhores transições para a tecnologia nascem de acasos e da coragem de dizer "por que não?". A migração da enfermagem para a área de tecnologia de um hospital não veio de insatisfação — pelo contrário, foi na assistência que se desenvolveram competências valiosas, como empatia, decisão rápida e olhar para as pessoas —, mas de um desvio pessoal, um intercâmbio no exterior e uma oportunidade surgida no retorno. O que fez a mudança dar certo não foi o conhecimento técnico prévio, e sim a bagagem do negócio: conhecer a rotina hospitalar e a realidade de quem usa os sistemas permite enxergar muito além da ferramenta e desenhar soluções que conversam com a ponta. O maior desafio não foi técnico, mas construir credibilidade num ambiente de formação tradicional e provar que negócio e tecnologia precisam coexistir, aprendendo na prática ao longo do caminho. No fim, migrar para a tecnologia não significou abandonar a saúde, e sim ampliar a forma de cuidar — e a bagagem de origem se revelou justamente o maior diferencial.

    Participantes:
    • Cristiane Martins, Gerente de Tecnologia, Hospital Sírio-Libanês.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    • Fábio Sampaio, Technical and Commercial Advisor, Positivo S+.
    34 min
  • #133 A inteligência artificial não vai substituir o profissional de TI tão cedo | Felipe Zanetti (Ifood)
    A inteligência artificial generativa evolui rápido e traz consigo um medo concreto: o de perder o emprego. Mas, ao menos por enquanto, a substituição do profissional de tecnologia não é o cenário mais provável — o que muda é o seu papel, que deixa de ser o de executor e passa a ser o de arquiteto, aquele que projeta a solução, entende o negócio e supervisiona o que a IA produz. A tecnologia não faz tudo sozinha: alucina sem bom contexto e depende de dados bem estruturados, tanto que empresas que apostaram na substituição pura acabaram voltando atrás. O conhecimento de código continua necessário, não para escrever do zero, mas para entender, revisar e desconfiar do que é gerado — inclusive por segurança, já que código previsível também é previsível para quem ataca. O verdadeiro ganho é escala: quem domina a ferramenta multiplica seu alcance e, em vez de ser substituído, tende a se tornar mais indispensável.

    Participantes:
    • Felipe Zanetti, Especialista em Cibersegurança, Ifood.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    • Daniel Mathias, Consultor, Positivo S+.
    42 min

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O Think Tech é o podcast da Positivo S+ sobre tecnologia e negócios que entrevista os maiores nomes do mercado. Nele, você fica por dentro das estratégias e das inovações que transformam o dia a dia…