Liderar uma área de tecnologia é, antes de tudo, uma questão de pessoas: o verdadeiro diferencial não está em dominar a tecnologia, mas em fazer com que a equipe entenda por que faz o que faz. O profissional que apenas "tira pedido", que anota e executa, tem valor limitado; o salto acontece quando ele compreende o negócio e passa a ser reconhecido pelo impacto que gera, e não só pelo que conhece de tecnologia. Para engajar um time grande, é fundamental mostrar o papel de cada engrenagem no resultado, com rituais de acompanhamento, autonomia, protagonismo e a responsabilidade de cada um pela própria carreira — conectando as pessoas ao propósito, e não à tarefa. Ainda há espaço para o especialista mais técnico, desde que exista equilíbrio e que ninguém deixe de entender como o seu trabalho gera valor. Diante da IA, que muda o mercado rapidamente, o caminho é aceitar que a profissão não seguirá a mesma, pensar em futuros no plural e apostar em aprendizado contínuo, habilidades humanas e na capacidade de trabalhar ao lado da inteligência artificial sem torná-la o centro das entregas.
Participantes:
- Wagner Matos, Diretor de TI, Rede D´or.
Host(s):
- Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
- Daniel Mathias, Consultor, Positivo S+.