Como qualquer ser humano é passível de corrupção, qualquer sistema religioso também o é. Assim, o evangelho raiz, o qual o apóstolo Paulo refere-se como loucura para o mundo, tornou-se mais “domesticado”. Passou a aceitar coisas que Jesus rejeitou no deserto da tentação. Quando se substituiu o Deus verdadeiro pelo deus do dinheiro, o cristianismo trocou (e troca) o evangelho do Cristo - que serve, que se doa, que morre pelo outro - por um Cristo que não serve, não se entrega na cruz, mas que somente salva a si mesmo.
Jesus virou as mesas dos cambistas no Templo na sua época. No entanto, nós, de alguma forma, as temos reestabelecido, ou seja, o poder e o dinheiro voltaram a ser os aliados primordiais da religião. O institucionalismo, o controle e o poder continuam abafando o testemunho da vida e do ministério de Jesus no palco central do Cristianismo. Mas nossa lealdade deve estar alicerçada em Jesus e não em um sistema religioso que faz de Jesus uma trivialidade.
-Texto base: Marcos 11:12-26; Jeremias 7 e 8.