Sinopse: Abraçamos a quem amamos ou queremos bem. Abraçamos quem está perto e se parece conosco. Abraçamos, paternalmente, como forma de carinho e acolhimento, mas também como forma de uma certa superioridade. Nesse sentido, precisamos pensar que existem os “inabraçáveis”. Há alguns que não querem ser abraçados e assim devem ser deixados. Não devemos coagir, manipular ou violentamente puxarmos para o abraço. O reino de Deus é o reino da liberdade de escolha e ao oferecermos nosso abraço, precisamos estar prontos para esse abraço ser rejeitado, mesmo que parcialmente, ou momentaneamente. Além dos que não querem, há os que não conseguimos estabelecer um laço suficientemente profundo ou amoroso a ponto de querermos abraçar. Ainda assim, preciso entender que, em uma comunidade diversa, talvez outros abracem os que não consigo abraçar. E essa é uma das belezas da diversidade dentro de uma comunidade: talvez, individualmente, não abrace a todos, mas todos serão abraçados por alguém. Por fim, há coisas em cada um de nós que são tão singulares e específicas que, talvez, ninguém queira abraçar. Ser “inabraçavel” em algum ponto ou em algum momento não deveria impedir o abraço, mas pode adiá-lo. É preciso viver a liberdade do reino de Deus para realmente entender o abraço e o não abraço como processo.