Há muito o que entender sobre os mecanismos humanos de excluir. Entretanto, a radicalidade do evangelho, já presente no Antigo Testamento, é que aquele que mata o irmão, Cain, ainda recebe de Deus uma chance. Essa chance não implica perdão automático de seu pecado monstruoso, mas a possibilidade de arrependimento e mudança. O abraço de Cristo na cruz alcança até os Cains, mas para isso nós, os Cains, precisamos estar dispostos a receber esse abraço e sermos transformados de praticantes da violência em recebedores da violência em nome do evangelho. Sim, porque ao recebermos e aceitarmos o abraço de Cristo, a radicalidade do seu evangelho nos tornará, como em Suas palavras, merecedores das Suas dores. Em Cristo, já não serei eu, Cain, quem vivo, mas Ele, Cristo, viverá em mim.