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Graduada em astronomia (1978) e doutora em geologia planetária (1986) pela Universidade de Londres, a brasileira Rosaly Lopes tem três décadas de experiência na investigação de superfícies planetárias, particularmente vulcanismo. No fim do doutorado, começou a trabalhar com divulgação científica no Observatório de Greenwich, no Reino Unido. Após um pós-doutorado no Jet Propulsion Laboratory (JPL), na National Aeronautics and Space Administration (NASA), nos Estados Unidos, foi convidada a permanecer no laboratório da agência, onde trabalha desde 1991.
Atualmente, Lopes é vice-diretora do Departamento de Ciências Planetárias do JPL, que coordena missões planetárias não-tripuladas. Ela foi membro de uma das equipes da missão Galileu (1991-2002). Sua experiência em missões também inclui a Cassini, como membro da equipe Radar (2002-2019), e a New Horizons, como colaboradora nas observações de sobrevoo de Júpiter.
Suas publicações incluem mais de 150 artigos e onze livros publicados, entre eles um traduzido para o português: “Turismo de Aventura em Vulcões” (Editora Oficina de Textos, 2008).
Entre as premiações e homenagens que recebeu estão: Prêmio de Serviço Público Excepcional da NASA (2019), Medalha de Serviço Excepcional da NASA (2007), prêmio da União Geofísica Americana (2018), da Sociedade Geológica da América (2015), da Associação Americana para o Avanço da Ciência (2006) e Medalha Carl Sagan de excelência em comunicação científica para o público da American Astronomical Society (2005).
Como se não bastasse, em 2016, a União Astronômica Internacional homenageou a pesquisadora ao batizar o asteroide (22454) como “Rosalílopes”. Além do seu trabalho científico, Lopes atua em prol da educação, da diversidade e da divulgação científica em âmbito internacional. Ela concedeu diversas palestras públicas nos Estados Unidos e no Exterior, em todos os continentes, incluindo a Antártica.
Com tanta experiência em sua vida, a menina da praia de Ipanema que um dia sonhou em ser cientista espacial realizou seu desejo com louvor. Referência mundial em sua área, Rosaly Lopes é a convidada desta edição do “Um Tema” podcast.
Ficha técnica
Produção e entrevista: Fábio Gallacci
Edição de áudio: Bruno Piato
Capa: Alex Calixto
Apoio: Alvaro Crósta – IG Unicamp
Coordenação geral: Patrícia Lauretti
A Constituição Federal brasileira atingiu, em setembro deste ano, a marca de 136 emendas desde a sua promulgação, em 1988. Com isso, a Carta Magna registra 3,6 emendas por ano, ou seja, trata-se do texto mais alterado da história das constituições brasileiras até o momento. Em segundo lugar, vem o documento de 1946, que recebeu 27 emendas em 21 anos de vigência (média de 1,3 por ano). Os dados são do Senado
Federal.
A mais recente Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em
tramitação foi aprovada na última terça-feira (7/10) pela Câmara
dos Deputados. Ela trata de regras para a contratação e a
aposentadoria das carreiras dos agentes comunitários de saúde
(ACS) e dos agentes de combate às endemias (ACE). Caso
também seja aprovada pelo Senado, a medida representa um
impacto bilionário para as contas públicas. Um estudo da
Confederação Nacional de Municípios dimensionou um impacto
de R$ 21,2 bilhões aos cofres públicos.
No mês em que são celebrados os 37 anos da “Constituição Cidadã” –
promulgada em 5 de outubro, com o deputado Ulysses Guimarães
como presidente da Assembleia Nacional Constituinte, que inaugurou a
nova ordem democrática, após 21 anos sob a ditadura militar –, o Um
Tema Podcast conversa com o advogado e professor da Faculdade de
Ciências Aplicadas (FCA), da Unicamp, Luís Renato Vedovatto.
Afinal, o grande número de emendas torna a nossa Carta Magna mais
frágil, “inchada” e distante de suas origens ou, pelo contrário, deixa-a
mais dinâmica e atual, conforme as transformações da sociedade?
#unicamp #constituição #cartamagna
Ficha Técnica
Produção e entrevista: Fábio Gallacci
Edição de áudio: Bruno Piato
Capa: Luis Paulo Silva
Coordenação geral: Patrícia Lauretti
Registros de intoxicação – e mortes - por metanol após ingestão de bebidas alcoólicas no estado de São Paulo despertaram a atenção de todo o País sobre a questão da adulteração de alimentos em geral. Problema comum em diversas partes do mundo, esse tipo de falsificação afeta de forma contundente a saúde pública e a economia.
Além de bebidas, itens como café, azeite, suplementos vitamínicos e até mesmo leite são alvos frequentes de quadrilhas criminosas que buscam o lucro colocando em risco a vida das pessoas.
As autoridades que combatem essas ações têm na Ciência uma aliada para neutralizar as consequências da contaminação deliberada e cada vez mais estruturada. Pesquisas, estudos, metodologia e o desenvolvimento de mecanismos de análise são importantes agentes para uma eficaz identificação de problemas.
Para tratar do assunto e apontar o que o mundo acadêmico tem realizado para assegurar a saúde e bem-estar de milhões de consumidores ao redor do planeta, o professor Rodrigo Ramos Catharino é o convidado desta edição do “Um Tema” podcast.
Diretor e professor titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, da Unicamp, ele também é coordenador do Laboratório Innovare de Biomarcadores - com experiência em área translacional, atuando principalmente com biomarcadores, elucidação estrutural, diagnóstico, medicamentos, cosméticos e alimentos. Catharino ainda leciona bromatologia, que é a ciência que trata dos alimentos em todos os seus aspectos, focando na composição química, valor nutricional, qualidade e segurança.
Para ele, os avanços da Ciência são as chaves para o combate às adulterações de alimentos e bebidas cada vez mais ousadas e desafiadoras no que diz respeito à identificação dos golpes.
Falar sobre saúde mental é sempre necessário. Ainda mais em uma época em que muitas pessoas buscam na Inteligência Artificial um papel até então ocupado por profissionais como psicólogos e psiquiatras. Muitos têm buscado o mundo digital com um novo “terapeuta”, usando a ferramenta para compartilhar suas angústias, medos e questões mais pessoais como se estivessem diante de um profissional real. Qual a razão de as pessoas buscarem no digital esse amparo que, a princípio, requer essa “troca humana”? E quais os riscos disso?
O imediatismo, a felicidade guiada por algoritmos e a realidade paralela das redes sociais também são mecanismos que não contribuem para o bem-estar real. Pelo contrário, alimentam sensações negativas e oprimem, principalmente os mais jovens, gerações que já nascem de olho nas telas.
Esta edição do “Um Tema” podcast recebe a Dra. Tânia Mello, graduada em Medicina pela Unicamp, com residência em Psiquiatria e doutorado em Linguística e formação em Psicanálise pelo Instituto de Pesquisa em Psicanálise de São Paulo, ligado à Associação Mundial de Psicanálise. Ela também é coordenadora do programa de Promoção da Saúde Mental da Diretoria Executiva de Apoio à Permanência Estudantil da Unicamp.
Ficha técnica
Produção e entrevista: Fábio Gallacci
Edição de áudio: Matheus Mota
Coordenação geral: Patrícia Lauretti
Uma rocha coletada em Marte por um robô da agência espacial estadunidense Nasa - o Perseverance - apresentou minerais que na Terra costumam se formar em ambientes influenciados por microrganismos. A confirmação da descoberta foi divulgada em um recente artigo publicado na revista Nature.
Os cientistas identificaram nesta rocha a presença de vivianita (fosfato de ferro) e greigita (sulfeto de ferro). Esses minerais, no planeta Terra, costumam aparecer em deltas de rios, lagoas e áreas úmidas, geralmente como consequência da decomposição de matéria orgânica feita por micróbios.
Para discutir sobre a possibilidade de vida fora do planeta Terra, as conquistas que essas explorações podem trazer e o atual papel do Brasil nesse cenário, o “Um Tema” podcast recebe o professor geólogo Álvaro Crósta, titula sênior do Instituto de Geociências (IG), da Unicamp, e especialista em geologia planetária.
Ficha técnica
Produção e entrevista: Fábio Gallacci
Edição de áudio: Bruno Piato I Matheus Mota | Rafaella Oliveira
Coordenação geral: Patrícia Lauretti
#unicamp #marte #planetaterra #geologia
Qual a recomendação para o desenvolvimento saudável de crianças no esporte? Praticar várias modalidades ou escolher apenas uma? E pensando na formação de atletas de alto rendimento, algo muda na iniciação esportiva infantil? Estudos sugerem que as crianças precisam vivenciar diferentes modalidades logo nos primeiros anos de vida, garantindo uma diversificação e experimentação que permita que elas façam o que é mais importante em tudo isso: se divertir.
Larissa Galatti, professora de Ciências do Esporte, da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA), da Unicamp, e uma das coordenadoras do Laboratório de Pedagogia do Esporte na universidade, mostra que práticas esportivas podem ser transformadoras da comunidade e uma das bases da formação infantil. Sendo assim, o esporte em suas múltiplas formas é uma importante ferramenta social.
Nos últimos 15 anos, estudos em escala mundial reforçaram a importância da diversificação. No Brasil, conforme aponta a professora Galatti, a Unicamp é protagonista desde os anos 1990 neste tema, quando o professor Roberto Paes lançou um livro contra a especialização precoce no esporte. Décadas depois, em 2022, docentes da Unicamp colaboraram com o Comitê Olímpico do Brasil na produção do documento de referência para o desenvolvimento esportivo do Brasil a partir dessas evidências científicas.
Ficha técnica
Produção e entrevista: Fábio Gallacci
Edição de áudio: Bruno Piato I Octávio Silva
Arte: Alex Calixto
Foto: Freepik.com
Coordenação geral: Patrícia Lauretti
Equipamento essencial para a vida cotidiana nos dias de hoje, o aparelho celular está em praticamente nas mãos de todas as pessoas. Informações pessoais, fotos, dados, redes sociais e aplicativos; simplesmente tudo está concentrado nessas “caixinhas”.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024, 167,5 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade tinham telefone móvel celular para uso pessoal no Brasil. Isto correspondia a 88,9% da população dessa faixa etária. Nas áreas urbanas, 90,5% da população possuíam telefone celular para uso pessoal, enquanto nas áreas rurais esse percentual foi de 77,2%. Os dados são do módulo anual da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) sobre Tecnologia da Informação e Comunicação.
Uma pesquisa recente da Reviews.org mostrou que os americanos, por exemplo, checam o celular, em média, 200 vezes por dia. Sendo assim, não é exagero dizer que o celular virou uma forma de extensão do corpo humano, vencido pelo hábito e busca incessante por satisfação contra a ansiedade.
Para tratar deste assunto e ampliar a discussão sobre o domínio dessas máquinas na vida das pessoas, o “Um Tema” podcast traz nesta edição o médico psiquiatra Rodrigo Martins Leite, mestre em Políticas Públicas e Serviços de Saúde Mental, que atua no Centro de Saúde da Comunidade (Cecom) da Unicamp.
As ocorrências envolvendo assassinatos de indígenas no País cresceram 201,43% na última década, passando de 70 casos, em 2014, para 211 em 2024. Os dados fazem parte de relatório “Violência Contra os Povos Indígenas do Brasil”, produzido pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ligado à Igreja Católica.
O levantamento ainda aponta o aumento nos episódios de violência contra a pessoa indígena, que totalizaram 424 registros em 2024, contra 248 em 2014. Abuso de poder, racismo, discriminação étnico-cultural e violência sexual também estão entre os registros mais comuns.
Para tratar desse e de outros assuntos ligados à luta pelo fortalecimento da existência indígena em todo o território brasileiro, esta edição do “Um Tema” podcast traz a antropóloga, doutora em demografia pela Unicamp e primeira mulher presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Marta Azevedo. Outro convidado é o estudante indígena Diogo Guarani, natural de Dourados (MS) e aluno de Licenciatura em Química na Unicamp.
Reportagem: Fábio Gallacci
Edição de áudio: Octávio Silva | Matheus Mota
As informações geradas pelas sequências digitais dos recursos genéticos, conhecidas como DSI (Digital Sequence Information), referem-se a dados digitais do sequenciamento genético de plantas, animais e microrganismos.
Essas informações são essenciais para a realização de pesquisas nas áreas de biotecnologia e conservação da biodiversidade. Como deve ser feita a repartição de benefícios? Quando um país usa as informações de sequências digitais dos recursos genéticos geradas por outro?
A convidada do podcast Um Tema é a professora e coordenadora da Comissão de Patrimônio Genético da Unicamp, Derlene de Angelis, membro da Divisão de Recursos Microbianos do CPQBA/Unicamp.
Ficha técnica
Apresentação - Hebe Rios
Edição de áudio - Octávio da Silva e Juliana Budoya
Coordenação - Patrícia Lauretti
Em sua edição de estreia, o podcast “Um Tema” conversa com Heloísa Lins, professora da Faculdade de Educação da Unicamp e coordenadora do Observatório de Direitos Humanos da universidade. Ela aborda as mais variadas temáticas surgidas a partir de questões envolvendo a “adultização” de crianças e adolescentes na internet.
O papel das famílias, da escola, do Estado e das chamadas big techs em relação à exposição exagerada – e muitas vezes criminosa – de menores de idade nas redes sociais. Quais as causas e consequências disso? Como encarar uma realidade tão delicada, perigosa e evitada pela sociedade?
Reportagem: Fábio Gallacci
Edição: Matheus Mota / Octávio Silva
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