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“E começou Salomão a edificar a casa do SENHOR em Jerusalém, no monte Moriá, onde o SENHOR aparecera a Davi seu pai, no lugar que Davi tinha preparado na eira de Ornã, o jebuseu.”( 2 Cr 3:1)
Quem constrói avalia, planeja, emprega. Salomão começou a construir um templo ao Senhor em Jerusalém, no monte Moriá aonde o Senhor havia aparecido a Davi seu pai. Uma construção depende da avaliação de um território. Um local apropriado, um solo firme capaz de suportar o edifício que será lançado. Investir em uma construção num terreno passivo de desmoronamento, ou num solo argiloso é decidir administrar tragédias. Assim é a construção da tua história. Se Salomão, o homem mais sábio que já existiu, construiu uma casa ao Senhor em Jerusalém, edifique também teu edifício nas estruturas do céu. Jerusalém fala de um fundamento seguro, de um local inabalável, firme e eterno. Não lance seus fundamentos e nem apóie suas colunas no padrão da Terra. A referência sempre será o céu. Fora do céu tudo que você construir será resumido a perdas e fatalidades. Fundamentos condenados determinam os abalos. Terrenos reprovados definem a queda. O milagre não está no que você constrói, está no que te fundamenta. Não está no que você conquista, está no que te sustenta. Fundamentos são gerados no secreto, e são dos lugares escondidos que provém a força. Salomão iniciou sua construção em Jerusalém, e mais ainda, ele decidiu lançar seus fundamentos em um monte alto, o monte Moriá. Um lugar aonde altares definem a promessa. Era naquele lugar, aonde a glória se manifestava, que Salomão decidiu investir o que tinha de precioso. Não comece pela Terra, comece pelo céu, e os teus fundamentos serão suportes que preservarão as tendas da Presença e os templos de glória.
“…Davi respondeu: Vim comprar sua eira e construir nela um altar para o Senhor, a fim de que Ele faça cessar a praga.” ( I Sm 24:21)
Altar faz cessar juízo. Sacrifício muda realidades, mas altares não são construídos em terra estranha. O preço precisa ser pago, o penhor precisa ser investido para que haja legitimidade na posse da terra. Eu sou dono apenas daquilo que compro ou que ganho, e Davi entendia que uma construção dependia da posse de um território. Ele sabia que não poderia usar um altar ou tomar de sacrifícios que não fossem dele para ofertar ao Senhor. Ele disse para Araúna:”…não usarei holocaustos que não me custaram nada.” Existe um preço para o sacrifício. Nenhum altar é levantado sem perda, sem custo, sem renúncia. Quem compra, tem direitos. Quem paga, tem domínio. O preço foi pago na cruz, então o domínio das minhas terras não é meu, é Dele. Eu não posso tomar posse e ter o controle de algo que não comprei e não paguei. Quem compra, investe e um sangue valioso foi investido pela noiva. Ele tem o direito de domínio e o direito legal de controlar, dirigir e decidir os meus sonhos, meus projetos, meus propósitos e construir sobre eles um altar em seu nome. Então, que os céus assumam sua posse legal, e o Eterno edifique sobre mim o projeto de sua arquitetura mais linda.
“Conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança.” ( Ap 2:2)
As mudanças precisam acontecer para que as novas estações cheguem. Decidir mudar é um processo que acontece na mente. Quando mudamos nossos hábitos, mudamos nossa cultura. Quando mudamos nossa cultura, mudamos nosso destino. Para que novos caminhos neurais se estabeleçam nosso cérebro precisa entender através de uma nova rotina que a partir de agora será assim. Nosso cérebro gasta cerca de 20% da nossa energia. Então grosseiramente, caminhos neurais seriam como estradas que o cérebro constrói mediante a rotina de um hábito, e essas estradas poupam sua energia quando são construídas. Por exemplo: levar a colher a boca, andar, dirigir. Enquanto você está aprendendo, você fica preocupado, aflito, gasta muita energia, mas com a repetição isso se torna automático e não te causa mais preocupação. Você levanta e simplesmente anda. Ou seja, o caminho neural foi criado. Isso tem a ver com a decisão de romper. E a chave do reino que você deverá usar para construir novos caminhos neurais será a PERMANÊNCIA . Mudar os seus hábitos vai exigir a permanência naquilo que você se predispôs a cumprir. Nossos hábitos mudam de acordo com o que vemos e ouvimos. Ouvir e ver preenche o nosso espirito, enche a nossa alma, e é por isso que as informações e acessos que nos ministram precisam estar relacionados as mudanças que estamos dispostos a cumprir. Se você deseja ter o hábito da oração, por exemplo, leia livros que te ministrem sobre essa cultura, até que seja gerado em você a decisão de praticar. Defina micro metas. Comece o hábito de orar durante cinco minutos sem falhar um dia. Essas micrometas dirão ao seu cérebro que é possível cumprir a nova rotina. E dessa nova rotina, com a repetição, um novo caminho neural será estabelecido e sua mente depois de alguns dias, entenderá que a partir de agora é preciso orar diariamente. Nossas decisões nos afetam, afetam o Reino, e buscar o novo de Deus implicará em permanecer em uma nova constância de vida, até que isso seja incorporado à sua identidade. Você deixa de cumprir a prática da oração para se tornar uma voz de intercessão. A prática se incorporou a sua identidade. Então, até que os valores do Reino se tornem uma realidade em sua mente, permaneça, sujeite seus hábitos ao comando do Espírito, e a mudança que aos seus olhos era impossível agora se tornará um legado de glória.
“O tratamento de beleza das moças durava um ano; durante seis meses eram usados perfumes de mirra e, no resto do ano, outros perfumes e produtos de beleza. Terminado o tratamento, cada moça era levada ao rei Xerxes.”(Ester 2:12)
O que te marca não são as conquistas, são as cicatrizes. Não são as vitórias, são as tempestades. É quando passamos pelo fogo que entendemos o poder da presença. Quando passamos pelo vale que entendemos o poder do cajado. Quando passamos pelo deserto que entendemos o poder da nuvem. O que te constrói não está ligado ao que te realiza, mas está ligado ao que te desafia. Logo você irá entender que a preparação é o estágio que antecede a promessa. Que a humilhação é a estação que antecede a honra. Que o luto é o período que antecede a glória, e a noite o momento que antecede a alegria da manhã. A dor faz nascer o propósito. Se você ainda não sabe qual é o seu propósito busque em sua estação de dor o que te construiu. O processo é apenas a isca para o céu tratar o seu caráter. Por isso que após o preparo Deus exporá sua candeia. Ester passou pelo tempo do preparo. Um tempo aonde ela foi imergida na unção, imergida em óleos específicos, e ao terminar esta estação, ela estava pronta para se apresentar ao rei. Sua unção foi profunda e sua essência tocou aquele que a amou tornando-a rainha sobre Susã. Uma noiva que passa pelo tempo da preparação recebe a unção e atrai a coroa. A unção que perfuma, empodera. Candeia que resiste ao tempo e mantém seu azeite sempre será levantada. O que te desafia, te unge. O que te unge, te separa, e o que te separa, te coroa. Por isso, serão os problemas e os desafios que te prepararão e gerarão a unção fresca sobre tua cabeça. Então, celebre tuas cicatrizes e espere porque muito em breve o rei soprará o seu nome e te colocará como uma cidade edificada sobre os montes, formosa e inabalável.
“Sejam sábios no procedimento (…) aproveitem ao máximo todas as oportunidades.” (Colossenses 4:5)
Existem portas que são estreitas e para passarmos por elas será necessário deixar a bagagem. Uma porta sempre será um acesso e muitas delas permanecem fechadas porque não decidimos usar as chaves que o Reino nos entregou. Nos apegamos a tantas coisas e o apego impede de deixar ir aquilo que ficou velho e inútil. O que você deixa te reconstrói, e o que você faz nascer te renova. Assim como uma árvore que a cada outono deixa suas folhas secas para se reconstruir e voltar a brotar, assim são as folhas secas que produzimos. O que é velho enruga, o que é seco se despedaça, e o que é roto abre fissuras com facilidade. Odre velho, vinho velho, semente velha, histórias velhas te prenderão a mentalidade da falta e te afastarão da visão do fruto. Deus não te chamou para carregar o velho e nem te criou para conviver com uma história de remendos. Carregar o velho é sustentar uma história em pedaços e insistir apegado ao que secou é abrir mão de um destino de vida. As portas que dão acesso a uma nova estação podem ser abertas se você usar as chaves do desprendimento. Não se apegue ao que passou e nem se culpe pelo que não aconteceu. Quando eu não deixo ir o que está seco, o vento irá soprar. Soprar e balançar a árvore até que só fique apegado a raiz o que estiver sarado. Viva os sonhos de Deus. Use as chaves que o Reino te entregou. Galho seco não produz, e folha seca não gera. Por isso, se renove, e entenda que na estação do outono só frutifica aquele que se liberta da palha seca e investe no poder de uma nova semente. Retire a sequidão das tuas estruturas, deseje frutificar pelo Espírito e o vento soprará, não mais para limpar tuas folhas, mas para espalhar o novo pólen dos teus galhos e o novo perfume dos teus frutos.
“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; pelo que sejam poucas as tuas palavras.” ( Ecles. 5:2)
Nossas decisões são como ponteiros que movimentam a bússola do nosso destino. O que determinamos para nossa história terá efeito eterno, então cuide para que decisões definitivas não sejam fruto de sentimentos temporários. O que sentimos, pensamos e falamos são as famosas saídas do coração que nosso Jesus enfatizou em seus ensinamentos. Jesus disse:” aquilo que contamina o homem não é o que entra, mas sim o que sai .” Não tem a ver com alimento físico, mas com a essência que alimenta essas saídas . O coração vai expor as emoções que foram memorizadas pela alma. A boca será o meio de escape. Por isso que a impetuosidade e a impulsividade tem sido responsáveis pela formação de muitos traumas e distúrbios dentro das famílias. Quando a alma se agita, quando a mente se perde, quando o espirito se aflige, a criatura perde o controle e apenas o criador pode reprogramar o que foi desconectado pelas tempestades. A voz de Jesus acalma qualquer crise, silencia e traz paz a qualquer desequilíbrio emocional. Imagine se um inventor criasse um aparelho de utilidade doméstica, com certeza produziria também um manual de instrução. Ajudaria muito na manutenção do aparelho, mas caso o mesmo desse uma pane fatal somente o construtor seria capaz de refazer o que foi quebrado. Assim somos nós. Pergunte ao Criador como você funciona. Se a ansiedade, o pânico, as doenças psicossomáticas ou qualquer outro dano destruir sua estrutura, corra para o Criador. Só Ele poderá restaurar com perfeição o que se quebrou. Se decisões ou palavras precipitadas te conectaram a um destino de morte, refaça seu caminho em direção a cruz, e a bússola do teu destino será reprogramada para anos de fartura, vida e paz. Retorne ao jardim, volte a sua origem, e permita que o Oleiro perfeito restaure, e em amor reconstrua de dentro pra fora a obra prima mais linda chamada “ VOCÊ “.
“pois estamos tendo o cuidado de fazer o que é correto, não apenas aos olhos do Senhor, mas também aos olhos dos homens.” ( 2 Co 8:21)
O perfeito não é apenas uma visão, mas uma manifestação. É uma denúncia aquilo que foi gerado torto. Se um prédio for levantado com sua arquitetura desnivelada, enquanto estiver só, seu impacto será pouco percebido. Porém, se construírem ao lado uma arquitetura reta e perfeita, o que está desnivelado se denuncia por si mesmo e será gritante seus fundamentos. Então, para esta geração não basta ser influente, é preciso ser reto. Não basta construir algo novo. É preciso construir algo novo reto. O que é perfeito expõe. Na criação, o que era vazio e sem forma foi denunciado quando o Perfeito foi construído. Na nova aliança, Jesus era o Perfeito de Deus levantado no meio de uma geração corrupta. A perfeição do Filho manifestava a glória do Pai e o que estava deformado pelas enfermidades, se curava, o que estava torto pela morte revivia, o que estava perdido se achava, e o que estava aprisionado era livre. Somos edifícios, moradas do Espirito, mas não basta sermos levantados em nome de um reino, é preciso carregarmos a perfeição do Filho e “sermos reto”. Na retidão o Perfeito se manifesta. Seja reto como um filho, e em sua casa uma paternidade torta será alinhada. Seja reto como um sacerdote e em sua aliança sua coroa será reposicionada. Seja reto como um mordomo fiel e em seu ministério teu propósito será ativado. Levante-se como uma estrutura reta e o que é Perfeito reagirá em seu favor. O juízo de Deus não é gerado por conta de uma geração má, mas é estabelecido pela manifestação de uma geração reta que prevalece inabalável a cada estação.
“Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos; e os meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos.”( Is 55:9)
Para viver os sonhos de Deus é preciso entregar à Ele a minha autonomia. É preciso devolver a chave da minha liberdade e minha visão de felicidade. Nossos sonhos alimentam nossa visão de felicidade e produzem em nós uma sensação de aprovação quando são realizados. Da mesma forma que nos sentimos “rejeitados” quando não vivemos o que sonhamos, ou quando, olhamos para nossa história e vemos que tudo aquilo que desejávamos viver não aconteceu, mas alguém do meu lado celebrou. Porém, é preciso entender que a bondade do Pai não se limita àquilo que eu sonho, mas se realiza naquilo que eu entrego. A realização dos meus sonhos não tem a ver com a aceitação de Deus por mim ou se eu sou uma filha que mereça, mas tem a haver com o que eu renuncio estando pronta para viver os planos Dele que são maiores. Sonho é um destino particular escrito por mim. Propósito é um destino social escrito pelo Espírito. Digo social porque propósito tem a ver com a realização da vontade Dele na vida do outro através de mim. Eu posso escrever o meu destino, escrever os meus sonhos, mas o que eu escrevo não determina a promessa. Eu vejo o agora, Ele vê a eternidade. Eu vejo o minuto, Ele vê a realidade. Eu quero o hoje, Ele quer a validade. Só vive os sonhos de Deus quem está disposto a morrer para sua visão de felicidade, de realidade e de validade. Quem sou eu diante do meu Deus, e o que saberia eu que Ele não soubesse? Antes que houvesse dia Ele diz “ Eu Sou”. Se teus planos e teus caminhos são mais altos, então eu quero subir e viver das alturas o que foi escrito e determinado ao meu respeito. Eu quero os escritos dos céus e não os meus rascunhos. Minhas letras não se comparam a tua autoria. Portanto, ainda que a renúncia me leve a rasgar o que eu escrevi, ainda que isso me marque como uma cicatriz, ainda assim, viver os teus sonhos será um estilo de vida que me levará a celebrar as tuas promessas e a vida abundante do teu Espirito em mim.
“Venha", respondeu ele. Então Pedro saiu do barco, andou sobre as águas e foi na direção de Jesus.(Mt 14:26)
A estação das perdas é um ambiente em que meus pés só têm as tuas Palavras para caminhar e meu coração tem apenas os teus olhos para me sustentar. Se eu me desviar dos olhos do teu amor, a tempestade será fatal, o medo irá me cobrir e os ventos conseguirão me derrubar. Se eu não caminhar sobre as ondas eu nunca saberei o que é governar aquilo que eu não sei explicar. Estar fora do barco é estar fora do meu apoio, porém mais perto do teu coração; fora do meu mundo e dentro do Teu. Eu preciso permanecer mesmo não entendendo, caminhar mesmo não sabendo, e chegar do outro lado mesmo não compreendendo. Quando eu temo o futuro o Senhor já chegou lá, e à medida que eu caminho pra perto dos teus braços eu vou me tornando o teu milagre. Tempos de escuridão revelam milagres de Deus, e esse milagre sou eu. As altas madrugadas são despertadores que me chamam para te encontrar. Eu te vejo acima das águas e o Senhor me ensina que este também é o meu lugar. Meus olhos enxergam ondas, mas o Senhor me ensina que elas são impossibilidades, e andar sobre elas é possível quando eu me movo segundo o caráter do Espirito. Quem caminha sobre as ondas descansa ao ver a Presença que as governa, e as estações que eu não sei explicar se tornam profundidades vencidas debaixo dos meus pés. Contigo eu posso dar mais um passo, e o que vai me fazer chegar do outro lado não é o barco que carrego, mas é o Deus que eu espero. Não é a embarcação que me fundamenta, mas é poder que me sustenta. E ainda que eu não entenda a tempestade, viverei o milagre de Te encontrar e as ondas serão pra mim como canções que sempre me levarão a te adorar.
"…sobe, come e bebe, porque ruído há de uma abundante chuva.”( I Re 18:41)
Quem tem água, tem vida. As águas sempre foram agentes de criação e transformação. A água gera, por isso que nos lugares em que predominam a escassez a terra se torna infértil. Não porque nela não existam nutrientes suficientes, mas o fato é que nutrientes sem água não cumprem o propósito. Da mesma forma que nossa capacidade sem o Espirito Santo não gera colheita. As sementes que você carrega negarão seus frutos se as águas de Deus não te preencherem. A germinação não se dá mediante a terra, se dá mediante a fonte. Não se dá mediante o que a semente carrega em si, mas pelo que o céu libera de si. Semente regada é promessa ativada. Quando o céu desce com suas águas até a raiz envelhecida volta a brotar como planta nova. Então, é no movimento e pelo cheiro das águas que o processo de restauração das sementes acontecerão. Semente é a colheita da promessa que precisa germinar debaixo das águas de Deus. Então, se encha das águas do Trono. Atraia as fontes superiores e inferiores, e as sementes dos teus sonhos e propósitos, ainda que estejam envelhecidas, ouvirão o estrondo de uma abundante chuva. Que as águas te surpreendam e tragam para a sua história uma estação de frutos surpresas, frutos desconhecidos de sementes que morreram em sua terra, mas que reviveram segundo a ação do Espirito. Viva a estação das águas e o seu destino será marcado pela alegria de colheitas inéditas e pela evidência de promessas inesperadas.
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