
Sign up to save your podcasts
Or


“Quando Daniel soube que o decreto tinha sido publicado, foi para casa, para o seu quarto, no andar de cima, onde as janelas davam para Jerusalém. Três vezes por dia ele se ajoelhava e orava, agradecendo ao seu Deus, como costumava fazer.”(Dn 6:10)
Daniel orava com suas janelas abertas, voltadas para Jerusalém. Direções apontam destinos. Aonde teus olhos focam definem o propósito do teu espirito. O coração de Daniel desejava por Jerusalém, suspirava por Sião, anelava pela Presença. Babilônia era um lugar de manjares e tentações violentas. Era um reino onde suas taças transbordavam de vinhos que fermentavam o espirito. Mas quem prova do vinho novo não se embriaga com o oposto. Quem come o pão da Presença governa sobre a tentação intensa. As janelas de Daniel permaneciam abertas porque o ambiente da eternidade não se comparava com a atmosfera da impiedade. Aquelas janelas falavam de um alvo permanente, de uma lealdade inegociável. Janela para Sião fecha boca de leão. O que te atrai, te domina. O que ganha tua atenção pode alterar a tua essência. Por isso, mantenha teus olhos em Jerusalém, e não se intimide se vier a perseguição. Ela será a chave para mostrar que a santificação agirá como armadura para teus ossos e livramento para teus passos.
“ Porque, se de todo te calares agora, de outra parte se levantará para os judeus socorro e livramento, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para conjuntura como esta é que foste elevada a rainha? (Et 4:14 ARA)
A palavra sempre terá o poder de criar, de gerar. Ela cria novas realidades, novos destinos, e quando ela manifesta com o poder de intercessão para denunciar um mover espiritual das trevas, no físico se opera um grande livramento. A denúncia atrai os céus para operar libertação, abertura em cadeias. Foi assim com Ester. Diante do veredito de Hamã, a rainha intercedeu diante do rei pelo povo e denunciou as intenções daquele que tramava matar. A denúncia de Ester expôs o inferno e sua intercessão moveu o cetro de vida que o rei carregava. Você carrega um testemunho e da história das tuas cicatrizes é possível se levantar um grande memorial. É necessário que você denuncie o que o inferno tramou em sua vida e como Cristo te fez vencedor. Quem sabe não foi para isso que o Senhor te exaltou? Para que você testemunhe. Teu silêncio poderá ser a causa da morte de muitos, ou a chave da prisão do outro. Quando você fala, você sara. Eles precisam saber o que Deus fez em você. É certo que o cetro do rei se moverá em seu favor e estações como vida e autoridade serão coberturas sobre tua cabeça. Tuas palavras acessarão o trono e a confirmação do livramento chegará para uma geração que foi sentenciada a morte. Sua história teve um propósito, por isso fale e gere novas realidades. Tua ousadia acionará editos reais e as sentenças de morte poderão ser revogadas por um Rei que te quer bem.
O ALICERCE ORIGINAL
“ No primeiro ano do reinado do rei Ciro, foi publicado um decreto a respeito do templo de Deus, em Jerusalém. “Que o templo seja reconstruído para ser um local onde se ofereçam sacrifícios, usando os alicerces originais (…) ” (Ed 6:3)
O original se difere do paralelo, e em muitas situações se não usarmos o que veio da origem teremos prejuízos irreparáveis. Na reconstrução do templo, o rei Dario autorizou a conclusão das obras, porém elas deveriam ser retomadas sobre seus alicerces originais. As reconstruções da tua história precisam ser retomadas aonde o ciclo foi interrompido. É preciso voltar a origem, voltar ao ciclo que ficou aberto, ao gênesis que inspirava um destino de glória. A estrutura que foi lançada na origem traz consigo memoriais e instruções que fundamentaram aquele começo, e para reconstruir é preciso trazer de volta o propósito. E propósito não se revoga, não se torna obsoleto, não se abala porque ele é gerado na Rocha. De todos os alicerces que sustentam um templo, o principal é o Filho, a pedra de esquina angular. Ele é o Alfa e o Ômega de todo propósito que se deseja restaurar. Seja nos relacionamentos familiares, seja no emocional, em qualquer ambiente que estiver em obras dentro de você, reconstrua no fundamento original. Alicerces paralelos não oferecem garantias. Quando seus alicerces estiverem ligados a origem do Filho, o ambiente da glória encherá a estrutura do teu segundo templo, e seus frutos serão mais excelentes e mais desejáveis que os primeiros. Apenas reconstrua o lugar do encontro, um ambiente irresistível, e esteja certo de que tua estrutura voltará a estremecer pelos passos que serão ouvidos em teu jardim outra vez.
“ Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?” ( Is 43:13)
Inviolável e inexplicável é o seu amor. Acordei com a voz do Espírito Santo sussurrando essa frase em meu coração enquanto dormia. Como um lacre que não se rompe, assim foi a sua determinação em me amar. E amor inviolável é aquele que carrega uma essência aonde forças ou universos jamais conseguirão alterar ou desconstruir. O que teu coração construiu ao meu respeito era como um decreto que não se podia revogar. Incomparável e inexplicável, mas acessível e eterno. O que não se explica, não se entende. E assim foi teu propósito pela criação. A mente humana nunca conseguiu explicar o que foi a ativação do perdão, a aplicação da redenção, nem a manifestação da atração. Um amor que me atraiu primeiro, me desejou primeiro, me perdoou primeiro, me curou primeiro. Ainda antes que houvesse dia, o Pai diz, EU SOU. e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos ( inviolável) ; agindo eu, quem o impedirá ( inexplicável )? Assim eu te descrevo: o Deus Amor que não alterou o lacre do seu propósito mesmo sabendo que eu carregava uma essência que O feria. Vontade “Boulema”, vontade irrevogável, determinação de um Pai que estabeleceu O caminho para a volta dos pródigos que retornariam para os seus braços. Eu era como um deles. Uma pródiga que desprezou a herança, mas que não encontrou na autonomia do seu coração a mesma beleza de ser serva. Era assim que eu imaginava. O desejo de ir embora para traí-lo poderia ter violado seu amor por mim, e agora estar de volta me faria serva. Mas ainda assim, serva do seu reino seria melhor que serva de mim mesma. Porém, seu amor era inviolável e inexplicável. E assim acontece com todos aqueles que retornam. Teus olhos os avistam de longe, e teus pés se apressam para ter no aconchego do seu abraço aqueles que te abandonaram confirmando que são inviolavelmente amados e inexplicavelmente filhos. Mesmo rejeitando sua companhia e vagando como um andarilha vazia, quando eu decidi voltar, teu amor inviolável e inexplicável se levantou como dois braços na cruz definindo sobre a morte o direito da minha filiação e sobre o inferno o poder da minha herança.
“Enquanto eu, pasmo, admirava esses animais, eis que tronos foram trazidos, e um ancião pleno de dias se assentou. Suas roupas eram brancas como a neve; e seus cabelos alvos como a pura lã. Seu trono estava todo envolvido por labaredas de fogo, e as rodas do trono eram chamas ardentes.”( Dn 7:9)
Assim como um boi é marcado com o fogo pelo seu dono, meu espirito deseja ser ferido pela brasa do teu trono. A brasa que só uma tenaz poderia transportar. Os serafins que eram anjos de fogo, mesmo contendo o fogo em sua essência, não eram compatíveis com o fogo que era tirado do trono. Penso eu que o fogo dos serafins queimava por criação, mas o fogo do trono queimava por reação . Reação a presença do Eterno, reação ao poder do Verbo, reação a voz do que ruge, reação ao Ancião que unge. Eu quero as reações do fogo do trono em mim. Eu carrego um trono que é só Dele, e tanto a intensidade como a incandescência do que Ele carrega também precisam me marcar, me ferir, para que as cicatrizes de suas iniciais revelem Aquele que me comprou. Um serafim carrega o fogo da sua essência, mas eu carrego o fogo da sua presença. Essa é a abstinência do meu espirito. Carregar em mim uma marca que identifique o fogo. O selo já foi posto sobre o meu coração, agora o fogo só será minha realidade se eu estiver disposta a ser a lenha para combustão. O avivamento foi prometido, mas somente os tições tirados do fogo desfrutarão de um Atos 2 definitivo. Olhe para o trono, deseje também estar em chamas, e como a sarça o fogo não irá te consumir, mas arderá em você até que os Moisés desse tempo se levantem e no mar, novos caminhos venham se abrir.
"Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração."( Oséias 2:14)
A lenha ativa o Espírito. A fome atrai o alimento à mesa. O desejo por Ele traz a Presença. O que manifestamos ativa uma reação do céu para Terra. Em Joel 1, no final do versículo 5 está escrito: "...gritem por causa do vinho novo pois ele foi tirado dos seus lábios". Muitas vezes é preciso acontecer a necessidade para se gerar a fome. É preciso acontecer a tempestade para se gerar o clamor. Acontecer a fornalha acesa sete vezes mais para se gerar a honra. O Espírito sempre virá por aquele que bate, busca e clama, porém a voz da Noiva tem sido cada vez mais escassa. O encantamento por outros amores tem amortecido a paixão dela pelo Fiel e Verdadeiro. A bebida fermentada da Babilônia tem sido provada por sacerdotes que deveriam se alegrar apenas com a Presença. O que te alegra, te encanta, e o que te encanta te domina. O noivo tem tido ciúmes da sua igreja, e por ela tem movido seus profetas. Vozes no deserto tem clamado para que se prepare um caminho reto. A terra clama por sua redenção e o Trono moverá juízos até que sua noiva retorne aos seus aposentos e entenda que seu beijo é melhor que o vinho. Até que o arrependimento gere a pureza novamente, que o luto gere as lágrimas e o lamento gere a autoridade de sua coroa outra vez, o noivo a atrairá. Quando a noiva deseja, o Noivo se apressa. Quando ela clama, Ele se manifesta. Quando ela ordena, Ele abate. Quando ela profetiza, Ele se levanta. É a manifestação da noiva que move o cetro do noivo sobre o Reino. Por isso, que o amor Dele seja suficiente para mim, e não seja preciso escassez, tempestade ou fornalha para me fazerem amá-lo mais do que a primeira vez.
“O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido.”(Salmos 34:18)
Quem permanece toca os céus, e quem toca os céus tem seu destino mudado. A insistência para o Eterno não é vista como inconveniência, mas como a dependência de um bebê que só tem o Pai para defendê-lo. Humilhação e dependência são chaves que geram milagres. É como alguém batendo numa porta dia e noite, noite e dia até que ela se abra. Não é pela quantidade de palavras ou quantas vezes se repete o mesmo pedido numa oração, mas é pela quantidade de lágrimas e gemidos que sobem como incenso e perfumam o Trono. O perfume modifica atmosferas e altera a essência de um ambiente. Então até que o céu responda, encha com tuas lágrimas os odres e as taças. A constância do teu perfume encherá os salões eternos e acionará sobre tua tenda a legitimidade do teu milagre e a expansão das tuas colheitas. O choro atrai a atenção do Pai, e a lágrima torna irresistível o pedido de um coração que espera por Ele. Como a viúva de Naim, chore pelas ruas da cidade pelo teu propósito, e ainda que esteja morto, a presença do Filho fará brotar das tuas lágrimas sorrisos que serão como canções a cada manhã .
“ E me disse: Filho do homem, porventura viverão estes ossos? E eu disse: Senhor DEUS, tu o sabes.” ( Ez 37:3)
A sequidão nos faz duvidar da promessa. Desconstrói nossa estrutura e desfaz nossa sustentação. Foi assim no vale de ossos secos. A sequidão separou os ossos, desfez o que antes estava inteiro, desfragmentou a essência. Não havia mais pele, sensibilidade para crer contra a esperança. Não havia mais músculos, força para entrar e sair do vale. Não havia mais tendões, mobilidade para conquistar, e um exército permanecia no chão. A esperança nos mantém vivos pelo caminho e a decisão de profetizar preserva o propósito. Enquanto profetizamos o movimento acontece, o vento sopra e a vida do Espirito coloca de pé o que antes estava preso ao chão. É a experiência que produz a esperança, mas experiência também é processo. E são nessas geografias espirituais, são nesses processos que a esperança guardará meu coração confirmando que meu Redentor vive. Ainda que minha tenda habite em terras inférteis, o vale não secará os meus ossos, nem o deserto desfragmentará o que a eternidade estruturou em mim. O vento do Espirito soprará, e segundo a ordem do Eterno, eu continuarei profetizando vida sobre os meus vales. A sequidão não será um tempo de morte, mas será uma estação de restruturação. Como em Ezequiel, eu esperarei por Ele e minha esperança será como âncora lançada no Trono. A força de um exército nascerá em mim e eu permanecerei de pé para marchar novamente e viver os milagres Daquele que me quer bem.
“E tomarás duas pedras de ônix, e gravarás nelas os nomes dos filhos de Israel (…) E Arão levará os seus nomes sobre ambos os seus ombros, para memória diante do Senhor.” (Ex 28:9;12)
Uma arca não se carrega com estruturas, se carrega com essência. Não se carrega com boa intenção, se carrega com obediência aos princípios. Por isso que bois não podem carregar sua arca. Protocolos, redes sociais, performance, títulos, ética ou boa educação não fazem a arca permanecer. Sua condução não pode ser feita por uma nova modalidade ou ideologia. O que é natural não direciona o que é eterno. E o que é físico não sustenta o que é etéreo. A presença que está sobre você não permanecerá se os meios pelas quais você caminha forem ilegais. O que sustenta a glória sobre tua tenda são os ombros de um sacerdócio puro que te representa diante do Pai. Os mesmos ombros que suportaram uma cruz maciça de maldições. São esses que sustentam o meu mundo, sustentam os suspiros do meu espirito e os alicerces da minha história. Somente os ombros de Jesus são capazes de manter minha arca em movimento e carregar um principado eterno que o confirma como Maravilhoso, Deus forte, Pai de Eternidade e Príncipe da Paz. Quem sustenta, provê. E quem provê assume destinos. Na antiga aliança, o nome de todas as tribos eram escritas sobre os ombros do sacerdote. Era ele que sustentava a intercessão pelo destino da nação. Hoje, nos ombros do sacerdote perfeito deposito a minha arca e lanço sobre Ele meu destino e minha sorte.
(...) “Dispõe-te, porque este é o dia em que o SENHOR entregou Sísera nas tuas mãos. Porventura não marchou Yahweh à tua frente?”( Jz 4:14)
Nossos olhos sempre definirão resultados diante dos cenários que eles absorvem. Uma guerra nunca foi um ambiente de conforto, mas sempre um ambiente de confronto. E no confronto, a hipótese de morrer ou perder causam medo, e o medo paralisa retirando de nós a possibilidade de conquistas. Nesse processo a visão do intransponível diz para o teu espírito que é impossível. Mas para aqueles que carregam a arca, impossíveis são conceitos que acionam milagres e intransponíveis são definições que te farão erguer altares. É no altar da adoração, do incenso, da entrega que o amor lança fora o medo. Ali eu entendo que a vitória não é medida pelo tamanho ou pela quantidade do exército inimigo, mas pela presença exclusiva do Deus que marcha comigo. Débora disse para Baraque “ dispõe-te”, esteja à disposição, te levanta, te prepara porque o Senhor entregou Sisera em tuas mãos. Debora estava dizendo ponha tua armadura, apronte tuas armas, faça sua parte e não se intimide pela competência daquele que está vindo pra te destruir, mas avance pelo poder Daquele vai adiante de Ti. Porventura não marchou Yahweh à tua frente? Quando Deus se posiciona, Ele destrona. Quando Deus combate, Ele abate. Então alinhe os teus olhos, confie e veja na marcha do Leão a garantia dos inimigos que serão abatidos e a posse dos despojos que te serão devolvidos. O Leão que marcha à tua frente nunca tosqueneja, então se prepare, porque quando Ele entra não há inferno que subsista na peleja.
From the publisher's feed