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“E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.” (Lc 2:7)
Belém é lugar aonde nascem promessas. É lugar de recenseamento, de identificação. É ambiente que você precisa assumir sua verdadeira identidade, sua essência de filho porque promessa tem endereço e o que céu escreveu a teu respeito outro não irá viver. Belém é lugar de provisão, de visitação, mas também é lugar de estrebarias. No processo, quem passa pela estrebaria vê o novo de Deus chegar. Nesse lugar Herodes não te encontra, e embora o ambiente não seja atrativo, é ali que o Filho se manifesta trazendo glória, incenso e mirra. É uma estrebaria, é um secreto. Nesse lugar suas dores serão recompensadas pelo sorriso de você ver nascer o que o céu te prometeu. Mais do que estar em Belém, mais do que estar na Casa do Pão é estar na estrebaria e viver o novo com Ele. Estrebarias são ambientes que movimentam os céus e atraem presentes. Ali é só você e a promessa. E promessas não são geradas na evidência, são geradas na confidência. Não são geradas na visibilidade, mas são geradas na privacidade. Ainda que Belém carregue a beleza de um propósito é na estrebaria que nascerá a promessa, porém o novo só virá se eu estiver no lugar prometido e não no lugar permitido. Não seria “pecado” Maria dar à luz numa estalagem, mas lá não era o lugar prometido. O céu não se move pelo que é bom, se move pelo que é perfeito, então se esconda em sua estrebaria e entenda que num ambiente prometido o céu liberará sobre tua cabeça tudo que na eternidade te foi garantido.
"Disse mais o Senhor a Moisés: Toma especiarias aromáticas, estoraque e onicha e gálbano; estas especiarias aromáticas e o incenso puro em igual proporção. E disto farás incenso, um perfume segundo a arte do perfumista, temperado, puro e santo; E uma parte dele moerás, e porás diante do testemunho, na tenda, onde eu virei a ti, coisa santíssima vos será." ( Ex 30:34-36)
O céu sempre responderá respostas, e assim como o juiz iníquo julgou a causa da viúva, aqueles que insistem em acessar os céus terão suas sentenças respondidas. A essência do pedido é irrelevante porque a questão não é sobre o que se pede, mas sobre a permanência de crer na fidelidade do justo juiz independente do tempo. Busque até encontrar. Peça até receber. Bata até se abrir. É do céu que provém toda virtude e todo favor imerecido, é do trono que provém todas as bênçãos que enriquecem e não causam danos, é do trono que provém todo o dom perfeito e todo fôlego que suscita a vida, então é de lá que virá o meu socorro. E será lá que minha oração irá perfumar. Eu vou continuar enchendo as taças, vou continuar colhendo a onicha, o gálbamo e a estoraque para ter o perfume segundo a arte do perfumista, temperado, puro e santo. Vou continuar movendo meu incensário, até que a fumaça do meu incenso envolva o meu Amado e meu perfume se derrame diante Dele dia e noite. Minhas lágrimas encherão os odres dos céus, tocarão os fundamentos do trono e a essência da minha adoração serão notas que os anjos cantarão por reconhecerem todos os dias minha voz diante Dele. Taças, recipientes cheias de mim que são derramadas para Ele. Assim Ele me ouvirá e será propício em meu favor. Não pela insistência em si, mas porque na permanência em bater eu O amarei e farei Dele o arrimo da minha sorte. Continue enchendo as taças e Ele fará surgir pelo teu amor nuvens do tamanho da mão de um homem que anunciarão sobre a terra seca o prenúncio de abundantes chuvas.
"Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o Senhor, e a sua glória se vê sobre ti." (Isaías 60:2)
As trevas encobrem a Terra, diz o Senhor. Elas tocam nossos dias, tocam as estações. O avanço da maldade tem refletido sobre a criação e nunca se viu uma diversidade tão intensa de síndromes e distúrbios que tem levado a morte. Quando o mal se levanta e a igreja adormece, a criação agoniza. Quando as trevas se expandem e a igreja se cala, a criação geme. Para a ciência, frio é ausência de calor, assim como as trevas são ausência da luz. Isaías disse: trevas escuras como a noite cobrem as nações, mas sobre vocês se levanta a glória do Senhor. Candeias apagadas não apontam destinos, e lamparinas desligadas promovem a escuridão. Se tua candeia não reflete luz, teu propósito foi abortado. Se tua vida não reflete a glória, teu destino estará condenado. Uma das funções da candeia era iluminar o rosto da virgem para que o noivo a reconhecesse. A luz da tua lamparina te identifica. O fogo te distingue. Candeias que queimam carregam em si mesmas o poder de manifestação e o acesso a promessa é uma condição daquelas que foram separadas pela luz. Mostre o fogo que te sustenta e a glória que te fundamenta. A luz que está dentro de você livra da queda e tem poder de trazer de volta para O caminho aqueles que se perderam. Então, libere a tua luz, seja um braseiro e reflita sobre a criação o amor Daquele que te amou primeiro.
"E Elias lhe disse: Não temas; vai, faze conforme à tua palavra; porém faze dele primeiro para mim um bolo pequeno, e traze-mo aqui; depois farás para ti e para teu filho."( I Re 17:13)
Viuvez é um estado de aparente desconsolo, privação e solidão. O luto para mulheres que não possuíam filhos adultos e perdiam seus maridos em Israel significava falência, mendicância e até a morte. Dificilmente uma mulher enlutada ofereceria algum tipo de provisão ou estaria disposta a doar o pouco que tinha por conta do seu estado. Mas quem retém o pouco administra a escassez, e quem guarda o grão nunca provará das espigas. Independente da abundância ou da restrição, a semente sempre será a moeda de prosperidade do Reino. Quem investe na vida do outro atrai para si tesouros que antes estavam retidos. A semeadura sempre apontará para o muito, e a colheita de “um grão” sempre ensinará que não importa o pouco, o plantio determinará a provisão. Foi assim em Sarepta. Uma viúva possuía apenas um punhado de farinha e um bocado de azeite. Esse seria o seu pão, mas do pão ela fez semente. Cozeu um bolo e independente da sua condição, por oferecer primeiro ao profeta, ela intensificou o poder da sua semente tornando-a primícia. Sempre que eu tenho o direito de comer primeiro do meu fruto, do meu salário, do meu trabalho e eu oferto ao outro, a intensidade dessa semente passa a ter efeito multiplicado. Por isso que Elias libera a benção de uma prosperidade continuada sobre aquela viúva: "Porque assim diz o Senhor Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará até ao dia em que o Senhor dê chuva sobre a terra”. Viuvez, luto, desemprego e restrições são estações ímpares que te conectarão ao " modo multiplicação". Nesses ambientes o que você entrega passa a sobejar. Ainda que a viuvez e o desemprego sejam estações de possíveis privações, suas sementes serão chaves de intensas provisões. Independentemente do que teus olhos veem, creia no princípio do reino, pois aquele que semeia andando e chorando voltará com alegria trazendo na mãos os seus feixes. Cumpra princípios e você viverá as promessas.
“Então Samuel tomou um cordeirinho ainda não desmamado e o ofereceu inteiro como holocausto ao SENHOR pelo povo de Israel, e Yahweh o ouviu e respondeu à sua oração.”(I Samuel 7:9,17)
Alinhe tuas lenhas, acenda suas brasas. É chegado o tempo de fazer subir teu incenso. O teu perfume trará novamente a chuva que ativa a colheita, o sopro que restaura os ossos, o Rio que cura os desertos, o orvalho que fecunda a terra. Um incenso promove uma nova história. Um sacrifício define uma nova promessa. Uma lenha determina uma nova canção. O que você libera diante do altar nunca ficará sem resposta. Sacrifício gera salvação. Oferta determina provisão. Todo altar faz o céu se mover em poder. Com Samuel, o trovão estrondou. Com Elias, o fogo desceu. Com Abraão, o Eterno bradou. Altar ativa, sacrifício atrai. O céu só responde altar que queima. Homens de altares incensam nos céus e ardem na Terra. Quem levanta altar faz céu e terra se encontrar. Estabelece intimidade, pois todo sacerdócio está ligado a um altar, e todo altar está ligado a um trono, e todo trono está ligado a um reino, e o reino traz o Rei. A resposta da Terra está no altar. Um homem diante do altar tem poder de ferir exércitos, mas seu maior prazer é saber que poder não substitui a presença, e conquista não substitui as respostas. O Deus que responde ao sacrifício se movimenta pela essência, então levante o lugar do teu sacrifício e teu perfume atrairá o fogo, o trovão e o brado do Eterno transformará o que não tinha respostas em memoriais de celebração.
“E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com seu pai, Zebedeu, consertando as redes;”(Mt 4:21)
Redes falam de relacionamento. São fios que se ligam e se entrelaçam com uma mesma essência para um único propósito. Alguns discípulos, como os filhos de Zebedeu, também eram pescadores e conheciam o processo de lavar e consertar redes. Às vezes, por conta da intensidade da pesca, as redes se rompiam, mas no reino, filhos de Zebedeu restauram e reconstroem propósitos, refazem a estrutura, religam os fios e tornam as redes próprias para pesca outra vez. Com fios danificados não é possível pescar. A ruptura seria evidente e a rede não estaria segura. Mas, discípulos não pescam apenas; eles cuidam de redes. Cuidam dos relacionamentos. É uma manutenção preventiva. Quando uma rede trazia muitos cardumes, os peixes que estavam embaixo eram pressionados e muitos morriam esmagados. Se após a pesca as redes não fossem lavadas, os pedaços de carne e os restos de peixes apodreceriam e comprometeriam a estrutura das malhas. O que está morto corrói a aliança entre os fios, e o que está podre fragiliza a unidade. Redes rompidas abrem espaço para murmuração. Por isso, lave suas redes, reconstrua seus fios, retire o que já morreu. Só é lançado quem está limpo e inteiro. Uma malha com seus fios conectados não sofrerá perdas, mas será como uma rede forte que ajunta e sustenta em si mesma os peixes que o céu resgatou. Onde você estiver seja uma rede reconstruída, lavada, e as vidas que você tocar se moverão com o mesmo coração, o mesmo propósito, numa mesma direção. Um amigo mais chegado que um irmão não é gerado apenas por afinidade, mas é construído por intencionalidade. Cuide dos relacionamentos que te cercam, e em tuas redes nunca faltará vida em teus fios e alegria em tuas amarras.
“Quando Jesus e seus discípulos chegaram a Cafarnaum, os coletores do imposto de duas dracmas vieram a Pedro e perguntaram: "O mestre de vocês não paga o imposto do templo?”( Mt 17:24)
As águas do Espirito tem o poder de gerar essências preciosas dentro de estruturas impróprias. O céu não investe pelo lucro, ele investe pelo propósito. Os que cobravam impostos haviam questionado a Pedro se ele e o Mestre não pagavam tributos. Jesus manda Pedro ir ao mar e lançar o anzol. O primeiro peixe que Pedro fisgasse teria dentro dele uma moeda, e com essa moeda Pedro deveria pagar o imposto para ele e para Jesus. Peixes não carregam moedas, mas debaixo das águas do Espirito o que parece ser inapropriado gera milagres, o que parece ser inadequado libera dons, o que parece ser comum carrega dentro de si chaves que desligam cobranças. Um peixe, uma moeda e uma resposta. Apenas um peixe no meio do cardume carregava a essência que o Filho precisava. Você pode ser comum, só não pode ser igual. Peixes vazios não servem para o Reino, mas aquele que carrega moeda será levantado como resposta em nome do Filho. Permita que as águas do Espirito gerem em você o que o céu precisa, e no momento certo, os tesouros que forem achados em sua boca serão liberados como fontes de provisão e cantos de livramento.
“Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.”( Lc 14:33)
Quando recebemos uma entrega passamos a ser donos e responsáveis por aquilo que adquirimos. Temos o direito de posse e não existe mais restrição de uso para aquele que pagou o preço. Assim aconteceu comigo lá no Calvário. O Pai recebeu o direito de posse, e tudo que eu sou foi entregue a Ele por bom preço. Mais que uma encomenda absurdamente desejada, eu era parte do seu amor. Era um pedacinho Dele que voltava, era o sonho que havia se perdido, era a inspiração que havia se desviado. Por ter pecado no Éden, eu me extraviei e um destino foi carimbado sobre minha história. Nele estava escrito: caos, morte. Mas o sangue carmesim reescreveu o nome REDENÇÃO sobre a inscrição do meu “caos”, e devolveu ao Aba a posse da minha vida. Lendo um livro essa semana eu fui debulhada quando ouvi o Espirito do Pai dizer: “Faz trinta e sete anos que eu espero meu direito de posse sobre você. Trinta e sete anos que você disse sim pra mim, mas eu ainda não sou cem por cento dono de tudo que você é. Você me permite ter tudo de você? Se disser “sim” eu vou entrar como Deus, mas você vai ter que sair porque eu não me misturo com seu “eu”. A glória expõe nosso coração. Foi assim com Isaías. Ele viu o Senhor assentado sobre um trono e a glória revelou seu caráter. Quando acessamos ambientes em Deus Ele apresenta um holocausto. Apresenta o altar, a lenha e você decide se irá morrer pra viver a Sua vida . Só que a vida Dele não irá comunicar com nada que para mim tem valor. Se Ele quiser tocar em minha reputação como fez com Isaías, ou me fazer morar num deserto como João Baptista, Ele fará. Ele terá o governo e eu não terei mais escolha. Não haverá mais volta. Escolhas definirão entregas. Entregas determinarão destinos. Hoje eu preciso escolher. Renúncias te colocarão na brecha, mas será ali, na fenda da Rocha que a dor da entrega não se comparará com a grandeza da Glória. Sem sacrifício não existe posse. Sem posse não existe destino. Sem destino não existe promessa. A renúncia que te rasga gera a promessa que te fundamenta. O cutelo ainda está em minhas mãos, e eu preciso decidir se irei morrer ou morrer.
UM LEVANTADOR DE MURALHAS
“Busquei entre eles um ser humano que ajudasse a erguer uma muralha em torno da cidade, alguém que cooperasse comigo para evitar que o muro todo ruísse, que se prontificasse a ficar na brecha, diante de mim e em favor desta terra, para que Eu não viesse a destruí-la; contudo, não encontrei uma só pessoa!”( Ez 22:30)
Uma muralha não é levantada facilmente. Sua construção vai exigir força para erguer os blocos, persistência para vencer o tempo e propósito para concluir a obra ainda que o construtor venha ficar sozinho. A solitude não faz recuar um levantador de muralhas, antes faz dele um valente. Uma muralha traz proteção, abrigo e resistência ao inimigo. Assim funciona aquele que se põe na brecha. Ele é um construtor de muralhas, é aquele que se move como uma contenção, uma parede forte em favor de uma nação, uma cidade, uma família ou um coração. Deus procurou alguém que construísse uma muralha, que ficasse diante Dele e intercedesse por destinos, mas entre aproximadamente trinta e oito mil sacerdotes, a ninguém encontrou. O céu não levanta quem está pronto, ele levanta quem se apaixona pelo propósito. Não é sobre o cumprimento de regras, mas é sobre o amor à cruz. Quando a linhagem sacerdotal se corrompe, o céu aciona uma nova estrutura chamada intercessor. Uma nova voz que desvenda o coração do Pai e acessa seus segredos. O Eterno buscou um homem que estivesse apaixonado por uma cidade, que amasse seu povo e se importasse com aqueles que lhe eram preciosos. Um intercessor é um construtor de muralhas e carrega uma estrutura firme, um espirito forte, não por sua permanência, mas porque aprisionou seu coração dentro do Pai retirando de lá a firmeza dos seus alicerces. Construa sua muralha pelo poder dos seus joelhos, pela entrega das suas lágrimas e pela decisão de um coração determinado a se ofertar por uma geração que Cristo amou primeiro.
“Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não conheciam o Senhor; “( I Sm 2:12)
A correção produz vida. Ela é baseada no amor e embora a dor seja necessária, quem corrige ama. A falta de correção diminui a longevidade, e os dias são riscados do livro da Vida por conta da desobediência. Quando não corrigimos uma geração ela morre prematuramente. Foi assim com Eli e seus filhos. A falta de limites e a omissão do sacerdote gerou em Hofni e Finéias uma delinquência, e o sacerdócio foi profanado ao ponto da gloria ser completamente extinta de Israel. O discipulado que eu exerço em minha mesa resulta na permanência da gloria de Deus sobre a igreja e sobre a sociedade. O juízo de Deus não vem porque a sociedade perdeu a gloria, mas vem porque a Igreja permitiu que ela se fosse. O Brasil não tem sido julgado como nação, mas a igreja brasileira sim. Um sacerdócio que perde sua autoridade e permite a prostituição do altar vai gerar filhos sem glória, Icabod nascerá e a arca nunca mais estabelecerá a promessa. Aplique a correção sobre aqueles que você ama, e que não seja a tua mesa a responsável pela expulsão da presença. Que a lâmpada dessa Presença permaneça acesa sobre os filhos dos teus filhos, e os sacerdotes de tua casa nunca fecundem os embriões de Icabod. A correção não mata, pelo contrário, ela fará nascer a geração de Samuel, meninos que carregarão a unção e levantarão reis segundo os princípios do céu.
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