Uma Semente

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Uma Semente episodes

  • EP613 - A OFERTA E O TUDO

    “Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou muito, e fez um voto, dizendo: ó Senhor dos exércitos! se deveras atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas lhe deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e pela sua cabeça não passará navalha. ( I Sm 1:10-11)

     

    As lágrimas de Ana quando caíram tocaram uma Siloé seca, um tabernáculo frio e um sacerdote vazio. Seu choro ativou os céus e a promessa foi liberada. Então Siloé tornou-se um altar. O tabernáculo, um lugar de nova aliança, e o sacerdote, um homem que liberaria a geração de uma nova vida sobre Ana. Nunca foi sobre o ambiente, e sim sobre a oferta que atrai os céus. Nunca foi sobre a frieza, e sim sobre o que um coração incendiado pode fazer. Ana carregava a determinação de um propósito e por ele ofertaria tudo que lhe custasse. Promessas não são geradas em ambientes adormecidos, mas são geradas dentro de um coração que clama dia e noite até que Ele venha. E ainda que em volta haja uma liturgia morta, um evangelho sem sinais ou uma liderança corrompida, nada disso interrompe a intensidade do clamor ou a motivação de uma entrega. Oferta posicionada no altar gera fogo como resposta. O que te custa diante do Trono gera Samuel como promessa. O céu sempre responderá respostas, e o Espirito sempre responderá a entregas. Por isso, transforme tua Siloé e não desista de fazer nascer do teu altar promessas que conectarão o trono outra vez. O novo do teu espirito modificará atmosferas e ensinará uma geração a responder novamente: “… fala que o teu servo ouve.” Siloé, um lugar estéril sarado pelo ventre de uma mulher que primiciou tudo de si para tocar em amor o tudo de Deus. Se tua promessa for intensa, teu memorial será eterno.

    4 min
  • EP612 - ELE ESTÁ À PORTA

    “Eu estava quase adormecida, mas meu coração vigiava. Escutai! É a voz do meu amado. Eis que está batendo à porta. Assim que meu amado passou a mão pela abertura da fechadura, meu coração palpitou mais forte e todo o meu corpo estremeceu por causa da sua presença.” ( Ct. 5:2;4)

     

    Quando Ele estremece as trancas do meu coração é para que eu O deseje e entenda que os toques do céu são suficientes para me restaurar. O toque restaura a paixão, acelera os batimentos outra vez e traz o calor do propósito novamente. Uma tranca só pode ser aberta por àquele que está por dentro, mas às vezes, a pressa de quem deseja entrar precisa estremecer a fechadura para que o desejo de estar perto ganhe a atenção outra vez. Há alguém que deseja estar comigo, entrar e preparar um jantar a dois. Só Ele e eu. Os céus desejam beijar a Terra, sarar suas sementes e trazer os frutos de uma paixão, de um avivamento por Ele. É preciso clamar de novo, abraçar de novo, chorar de novo, ser grato de novo. Como um vento impetuoso Ele deseja entrar, me tirar para fora e mostrar às nações que sou sua coroa. Seu amor lança fora todos os medos do meu coração, e Nele eu sei que posso todas as coisas. Como a sulamita que já havia se deitado e fechado a porta, as portas que me afastam carregam nomes. Nomes que eu preciso deixar, rotinas que eu preciso ressignificar, pressas que eu preciso romper, traumas que eu preciso vencer. As paredes e as portas me excluem do abraço Dele e me isolam da sua presença. Mas Ele não desiste!! Ele está à porta. Ele está batendo. As trancas estão estremecendo e embora eu preserve meu perfume, o azeite que escorre das minhas mãos nunca será semelhante a Presença. Ele continua insistindo, e minha resposta exige que eu me levante e destranque o que me aprisiona. As trancas e as portas nunca serão mais fortes que minha decisão, mas minhas escolhas sempre definirão minhas colheitas. Então, seja bem vindo Jesus!! Pode entrar. Estou pronta para estar em chamas e renunciar com veemência o comportamento apático de uma noiva que dizia te amar com todas as suas forças. Estremece mesmo as trancas do meu espirito, e ainda que isso me confronte, serei atraída para o teu coração como na primeira vez, pois o que me move, me paralisa, e o que me atrai, me governa.

    4 min
  • EP611 - A OFERTA QUE ETERNIZA

    "Josué ergueu também doze pedras no meio do Jordão, no local onde os sacerdotes que carregavam a arca da aliança tinham ficado. E elas estão lá até hoje." ( Js 4:9)


    Josué depositou um altar e Deus devolveu um céu aberto em Jesus. Ele levantou um trono e Deus devolveu um rei. Eram apenas pedras, mas ali no meio do Jordão, Josué determinou um ponto de adoração, um ponto de sacrifício, um ponto de aliança. O que você entrega aos céus eterniza, e o que você sacrifica memorializa. Quando o Eterno recebe uma oferta, no físico pode parecer pequeno, mas para Ele é matéria prima para realização do milagre. Deus havia pedido que após a travessia do Jordão o povo de Israel levantasse um memorial para que as próximas gerações O conhecessem, mas eu posso imaginar Josué levantando o seu próprio altar e dizendo: Deus, eles levantarão um altar para cumprir uma regra a fim de que os outros te conheçam, mas o meu altar será levantado porque te amo. Eu deixo registrado no meio desse Jordão, através dessas pedras, que não preciso de regras pra te ofertar o meu amor, e que de livre e espontânea vontade eu te oferto um altar, não para que outros te conheçam, mas porque eu te vejo e sei que és Adonai. Enquanto o altar do povo era levantado para o cumprimento de uma regra, o de Josué era levantado para o cumprimento de uma aliança. Um altar em intercessão pelo outro é obediência, mas um altar particular por amor é honra. E honra movimenta os céus e gera milagre. Abraão depositou um filho e o Eterno devolveu uma nação, mas não se trata de valor ou sobre quantidade da oferta, e sim a espontaneidade de um coração que deu tudo por ser muito perdoado. Quando André viu aquele menino que ofertava cinco pães e dois peixes ele disse:"...,mas o que é isso perto dessa multidão." Alguns desprezarão o seu altar, a sua oferta dizendo: " é pequena demais, é insuficiente pra que Deus use, pra que você viva milagres, pra que o avivamento chegue. Mas assim como Jesus tomou aquela cestinha, Ele tomou também o altar de Josué e o filho de Abraão, porque não é sobre a espécie, é sobre a essência. Por isso, surpreenda o Amado ofertando o que ninguém entregou; teu altar tocará a eternidade e sua entrega será alimento para as gerações.

    4 min
  • EP609 - A ÂNCORA

    “E temendo ir dar em alguns rochedos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que viesse o dia.”(At 27:29)


    Você é uma âncora e em você habitará uma estrutura capaz de suportar a fúria das ondas para o resgate de uma geração. A âncora é um instrumento que traz estabilidade para que a embarcação não se desvie diante das correntezas e dos ventos. Quanto maior a fixação nas profundezas mais segura estará a embarcação. O propósito da âncora só se manifesta quando ela desce. Âncora na superfície não cumpre o processo, não liga ao fundo das águas o que está instável em cima. A profundidade promove estabilidade. Existe uma ligação entre as águas do Espirito e o material, entre as águas que não se podem passar a nado e a superfície que legaliza a autonomia , mas sua vida como âncora deve ser capaz de restaurar a conexão da sua descendência a dependência do Espirito. Ligar as águas profundas a realidade de seus dias. Você tem a capacidade de descer pra trazer de volta o controle da superfície. Quer conquistas? Desce. Quer cura? Desce. Quer grandes peixes? Desce. Mas você diz: Deus, no navio tem tanta gente!! Porque eu? Porque você é o Gideão que Ele viu dentro da caverna, é a Jael que Ele achou dentro da tenda e quando Deus escolhe Ele capacita. Âncora desce para trazer equilíbrio. Então seja âncora, sustenta esse barco, porque se Ele te chamou pra ser âncora e se você teimar em ficar na superfície correrá o risco de ver seu barco lançado contra as rochas. O negócio não é com teu patrão, é contigo. Não é com teu esposo, com teus filhos, é contigo. Em Lucas 5 a conversa de Jesus era com Pedro. Não era com os onze. Ele disse : Pedro, vá para as águas profundas. Então desça e atraia para as profundidades do Rio de Deus uma geração que está sendo marcada pela ansiedade de não saber aonde buscar socorro e equilíbrio. O Deus que sopra o vento te faz âncora para mostrar que o maior milagre não é o tempo, mas é a estrutura que Ele fará nascer em você. É nas profundidades que você testificará Daquele que é Senhor, e descobrirá que sobre todas as tuas tempestades Ele sempre será Salvador.

    4 min
  • EP608 - O CÉU EM MIM

    O CÉU EM MIM


    “A nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente o Salvador, o Senhor Jesus (…) ele transformará os nossos corpos humilhados, tornando-os semelhantes ao seu corpo glorioso.” ( Fp. 3:20-21)


    O céu que te toca é o céu que você manifesta. Na Palavra podemos identificar três tipos de céus: o auranio (céu que vemos), mesoraneo (céu aonde as batalhas espirituais são travadas) e o eporaneo ( terceiro céu, atmosfera de glória 2 Co 12:2). Se o céu natural movido pelo que se vê exercer governo sobre minhas estruturas, então será sua influência cética que ditará o nível das minhas conquistas. O céu mesoraneo é tomado por guerras e conflitos (Dn 10:13). Se esse céu me mover e minha fé não estiver fundamentada na Rocha, a consciência das guerras poderá afetar o descanso do meu espirito e a ansiedade será uma porta que bloqueará o meu destino. Se escolhas definem colheitas, eu decido viver as farturas do terceiro céu e ser tocada pela cultura do Eterno. No dois primeiros céus o homem tem a possibilidade de acessar por meios próprios, mas no terceiro só por meio da cruz. Nos dois primeiros, acessa quem paga. No terceiro se acessa porque foi pago. Eu escolho a atmosfera do terceiro céu. Que ela me toque, e o céu que existe em mim seja como a melodia que alegra o trono e o perfume que enche as taças. Manifeste o céu que te toca, mas saiba que o céu dos céus é ambiente que te transformará e te fará glorioso como “ Jerusalém, a cidade da luz”.

    3 min
  • EP607 - SEDE DAS ÁGUAS

    “Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres. Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe.” (Sl 126:3-4)


    Terra seca não libera, retém. Não provê, mas absorve. Num clima desértico uma gota de chuva que cai se torna refrigério, porém insuficiente para transformar a geografia árida. Eu sou como Neguebe, uma terra seca em mim mesma. Uma estrutura que nunca conseguiria tocar os céus se não fosse a cruz. Uma terra que clama e espera pelas chuvas do Espirito. As gotas que caem, os milagres que vivemos, as celebrações que cantamos precisam ser insuficientes para o tamanho da sede que deveríamos carregar. A presença que toca o seu rosto, que faz chorar e gemer o teu espirito precisa ser como a pele que te cobre. Viva, permanente, constante. Eu espero por essa presença, por esse avivamento, por esse Rio que cobrirá a Terra. Um tempo aonde as águas e os celeiros de Deus serão como dilúvios sobre nós. Como a terra do Neguebe aguardava as águas que vinham impetuosas do Monte Hermom, assim deve ser a sua terra. Sedenta, seca, estéril para si, mas pronta para receber do céu e gerar Nele. Um lugar que irá reter dentro de si tesouros escondidos, azeites que perfumam, vinho que alegra, trigo que alimenta, mas ao mesmo tempo um lugar pronto para liberar mananciais de provisão. Neguebe, um lugar que retém, mas na visitação das águas provê. Um lugar que absorve, mas na visitação das águas gera outra vez. Quem tem sede vive em abundância. Tenha sede das águas e tuas terras nunca cantarão sobre a morte, nem tuas sementes testemunharão sobre a esterilidade.

    3 min
  • EP606 - APENAS AME-O

    “Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração." (Jr. 29:12-13)

     

    A necessidade desperta a intensidade. Devido a nossa humanidade, geralmente, só conseguimos buscar a Deus quando nos falta algo precioso. Passamos a ser intensos porque a falta dói, e a dor nos leva a buscar socorro pela sobrevivência, quando na verdade, a paixão por Ele deveria suficiente. A paixão pela Presença deveria ser o único ímã de aproximação e o desejo de estar perto deveria ser mais forte que a satisfação da falta. Se buscássemos ao Senhor de todo o nosso coração, com todas as nossas forças e com todo nosso entendimento, nossos olhos saberiam que antes da falta já existiria provisão. O que os olhos enxergam determinam as impossibilidades, mas o que o espirito sabe define a fé. Quando meu espirito sabe que o amor lança fora todo medo, as impossibilidades podem até gerar intensidade, uma busca maior pela Presença, mas não pela falta, e sim pelo entendimento de que nos braços Dele eu terei tudo que eu preciso. Ame ao Senhor. Apenas ame-o. Busque-o por amor. A essência e a revelação sobre quem Ele é constrange, e eu vejo a insuficiência das respostas que dou a esse amor. O amor é furioso, é intenso, é constante, e o desejo de tocar seu coração deveria ser mais forte que o desejo de extrair virtude de suas vestes. A virtude faz celebrar, mas não me faz permanecer. O milagre faz testemunhar, mas não me faz reviver. Troféus não constroem caráter e milagres não constroem nova natureza. Antes, meus olhos se desviavam porque eu te conhecia de ouvir falar, mas hoje meus olhos te veem. Por isso, entenda que seu amor por Jesus será medido pela permanência da tua entrega, e o valor da cruz medido pela rotina da tua oferta.

    3 min
  • EP605 - UM TESOURO QUE NÃO É MEU

    “Por este menino orava eu; e o Senhor me concedeu a minha petição que eu lhe tinha pedido. Pelo que também ao Senhor eu o entreguei, por todos os dias que viver; pois ao Senhor foi pedido. E ele adorou ali ao Senhor.” (ISm 1:27-28)


    A beleza de uma ostra não está em si mesma, mas está nas pérolas que ela libera. Não está no encanto de sua estrutura, mas está na beleza que ela produz. Pérolas são frutos de um processo de gestação. Quando uma ostra está gerando, ela sabe dos desconfortos que seu corpo enfrentará até que seu tesouro seja formado. Ela é ferida por dentro. Dores nos fazem gerar. Chegam os enjoos, os incômodos para dormir, as alterações de peso e no rompimento da sua própria carne é arrancado dela algo precioso. Sua joia nasceu! Como uma ostra se submete a dor de gerar, assim é a mulher que se entrega a maternidade. Por fora, resiliente ao processo. Por dentro, ferida no propósito. A questão é que maternidade não consiste apenas em gerar para nós, mas sim em liberar para o mundo as riquezas que produzimos. Viver a maternidade é viver a estação da doação. Assim como uma ostra não produz suas joias para si mesma, da mesma forma Joquebede, Ana, Maria e tantas mulheres na Bíblia geraram suas pérolas para enriquecer a criação. Jesus foi a maior pérola gerada e entregue para esse fim. Maria compreendeu que ostra não gera para si, mas gera para a beleza de um propósito. Nesse Dia das Mães, gere suas pérolas, mas não guarde-as com você. Deixe-as ir e celebre, porque para cada estação, corações encontraram nelas o valor que necessitam para serem felizes. Quem gera para o Senhor, entesoura nações!

    3 min
  • EP604 - UMA PEQUENA NUVEM

    “E ele me revelou: “Estas águas fluem para o Leste (…) ao vale do rio Jordão, chegando ao mar Morto, e ao entrarem nas águas salgadas, estas se tornam doces e saudáveis.” ( Ez 47:8)


    A água tem poder de multiplicação, e em toda a criação ela é geradora de vida. Através da água a germinação e a frutificação são possíveis. Novas geografias se manifestam por conta da presença e da essência da água. No monte Carmelo, o servo de Elias avista uma nuvem do tamanho da mão de um homem. Era pequena, mas dentro dela estava sendo gerada água em abundância. Então disse Elias a Acabe: Sobe, come e bebe, porque há ruído de abundante chuva. A visão que se manifesta do seu exterior não define o poder do teu propósito. A nuvem era insignificante, mas ela carregava o poder de uma grande tempestade. Não era sobre capacidade, era sobre intensidade. Não era sobre ser grande, era sobre ser cheio. Assim Jesus falou ao teu respeito. Do seu interior fluiriam rios de água viva. Água que faz brotar da raiz morta um rebento, faz florescer um caule seco, faz Mar Morto abrigar cardumes outra vez, sementes frutificarem segundo os seus propósitos. Você precisa apenas liberar. Tirar o lacre das tuas comportas. Não olhe para aqueles que você acha ser grande. Não se sinta incapaz. Os céus só precisam de uma pequena nuvem, de uma botija com um pouco de azeite, de cinco pães e dois peixes para que uma geração saiba que Ele ainda faz milagres. Você será gerado no Carmelo e o barulho das tuas águas será ouvido como som de esperança. Libere o que você carrega. Seja a resposta para o clamor dessa geração, e o barulho das tuas águas testificarão que do pequeno Ele faz gigante e do menor Ele faz perseguir a mil. Rompa teu lacre, abra tuas comportas e a terra estéril cantará : Foi a mão do Senhor que fez isso.

    3 min

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