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"Maldito seja o enganador que, tendo no rebanho um macho sem defeito, promete oferecê-lo e depois sacrifica para mim um animal defeituoso", diz o Senhor dos Exércitos; "pois eu sou um grande rei, e o meu nome é temido entre as nações." (Ml 1:14)
Sua oferta manifesta a grandeza do Deus que a recebe. Ela define o quão especial Ele é. Oferta fala de valor, de honra, de ser o primeiro. A forma como você enxerga o teu Deus será vista através daquilo que você entrega. A escolha, o preparo e a intenção em ofertar serão etapas que interferirão na essência do sacrifício. Oferta não é o que você mata, é o que você entrega por amor. Não é o que você paga, mas é o que você libera por gratidão. O Pai sabe o que carregamos de valor em nossos celeiros, em nossos depósitos, e Ele já viu, quando no secreto, separamos o perfume que será quebrado. Abel trouxe uma oferta marcada com sangue, com preço, com paixão, e a escolha do seu melhor custou-lhe a vida. Muitas vezes, nossa oferta custará nosso eu. Custará a nossa morte, custará nossa renúncia e aquilo que temos por precioso. Porém, o testemunho de Abel fala até hoje. Ofertas marcam tempos, definem destinos e movimentam o trono. Não entregue o que é manco tendo em suas mãos a oportunidade de ofertar o perfeito. Não dê ao Senhor o que sobra podendo quebrar teu alabastro. Ele já viu o que passou em seu coração, e as prioridades da sua oferta dirão se Ele é o primeiro ou o único, o principal ou o essencial. Ainda que te custe tudo, prefira entregar duas moedinhas por amor do que uma sobra de valor.
“À meia-noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo se aproxima! Saiam para encontrá-lo! Então, todas as virgens acordaram e prepararam suas candeias.” ( Mt 25:6-7)
Está na hora de acender a candeia. Hora de fazer queimar o azeite para que ela cumpra seu propósito. É madrugada. Muitos estão dormindo, mas minha lamparina precisa estar pronta para que a voz do noivo me encontre. Numa parábola, dez virgens ouviram os passos do Amado. Ele se aproximava, e a expectativa de vê-lo pessoalmente tornava ainda mais valioso cada minuto que passava. Os detalhes não poderiam falhar e a candeia no lugar do encontro seria insubstituível. Para elas, o fogo revelaria sua identidade, e o azeite provaria sua lealdade. Uma lamparina acesa na madrugada revela a essência de uma noiva que espera ouvir os seus passos.
Uma noiva que está atenta quando Ele se aproxima e se mostra ansiosa para desfrutar dos banquetes que Ele possui. Ele pode chegar a qualquer momento, e o que a presença Dele ativa em mim não se compara ao tempo do meu descanso. A paixão ativa o sacrifício, por isso, me levantar, descobrir os meus pés, carregar minha candeia e estar no lugar do encontro a cada madrugada se tornou meu alabastro. Eu estarei pronta pra te encontrar, e até que eu te toque de verdade, permanecerei guardando meu azeite e preservando em minha lamparina a chama que me identifica como tua.
“Mas bendito é o homem cuja confiança está no Senhor, cuja confiança nele está. Ele será como uma árvore plantada junto às águas e que estende as suas raízes para o ribeiro. Ela não temerá quando chegar o calor, porque as suas folhas estão sempre verdes; não ficará ansiosa no ano da seca, nem deixará de dar fruto". ( Jr. 17:7-8)
A árvore frutifica segundo a seiva que a nutre. O que ela absorve irá determinar sua estrutura, e o que ela se alimenta irá preservar a sua essência. A permanência dos seus ramos, a firmeza do seu tronco, o florescer dos seus frutos estão completamente ligados ao crescimento de suas raízes. É de lá que o equilíbrio vem. Quanto mais profundo, mais sólido. Quanto mais enraizado, mais resistente. Se as raízes do teu espirito se estenderem em direção ao rio de Deus, tuas folhas servirão de remédio e teus frutos alimento para as nações. A altura não define sua força, mas sua profundidade sim. Raízes geram altura. Sucesso não é o quanto você cresceu, mas é o quanto você permaneceu. Não é o quanto você ostentou, mas é o quanto você enraizou. O tempo provará sua raiz, e as estações medirão o que te fundamenta. O ciclo de uma árvore e seu tempo de permanência serão marcados pela vida que ela carrega. Em vários momentos, a Palavra nos compara a uma árvore, nos ensinando que as estações não definem meu destino, mas a fonte que me alimenta sim. Se minhas fontes estiverem em Deus, eu viverei a prosperidade em todos os meus dias, e as tempestades serão apenas ciclos que testemunharão do amor que me cerca e do Ribeiro que me gera.
“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.” (Lc 24:49)
Quando o Espírito vem a casa se enche. Quando o vento sopra a casa se transforma. A obediência e a sede da espera atrai o mover do céu sobre o limitado e faz o pequeno gerar grandes ambientes de glória. O mergulho no fogo ativa um novo propósito e faz reviver um exército que antes estava paralisado. Aonde havia portas fechadas pelo medo, agora se testemunha de um cenáculo que proclama. Aonde os braços envolviam os joelhos pelo medo, agora se vê uma geração de profetas que avançam pela manifestação da verdade. Quando o Espirito sopra o que é abalável dá lugar ao que é eterno e palavras se transformam em labaredas incandescentes de vida e poder. Permaneça no lugar que o céu definiu ser tua promessa até que Ele o transforme com o peso da sua glória. Não abra mão da sua família, não desista da tua cura, não abandone teu ministério, não negocie o teu milagre. Fique em sua Jerusalém, até que o impacto do Espirito gere em você a glória da segunda casa. Até que a cruz seja maior que os teus limites e o propósito seja mais intenso que os teus medos. Espere por Ele, confie Nele, permaneça Nele. Quando o vento se movimentar, Ele irá te mover, e a promessa que antes era um sonho, será como uma chama cravada em teu peito. Se o vento impetuoso soprar, nada mais conseguirá te paralisar. Tua casa será cheia, e as portas se abrirão para que você manifeste sobre tua Jerusalém o som do céu e se torne um atalaia daquele que é fiel.
“ Vocês foram regenerados, não de uma semente perecível, mas imperecível, por meio da palavra de Deus, viva e permanente.” ( 1Pe 1:23)
Existe um ciclo gestacional no Espirito. Um tempo aonde uma nova vida é formada. No ventre de uma mulher são nove meses até que o processo de formação se conclua. Assim, eu também preciso me esconder nesse lugar em Deus, ser gerada nas águas e ficar ali, no secreto, até que Ele crie em mim um novo coração. As anomalias que eu carrego, as deformidades do meu caráter, as síndromes do meu eu abortam a nova vida que Ele deseja criar em mim. Por isso, só o útero do Espirito é capaz de gerar o perfeito no imperfeito. A corsa suspira pelas águas, e ela encontra nos mananciais o único meio de anular o cheiro que a faz presa. Assim também, todo mau cheiro e má formação que minha velha natureza carrega só podem ser extintos pelo movimento das águas. A gestação do Espirito pode me dar uma nova coluna, uma nova sustentação. Novos pulmões para respirar e suspirar por Ele. Novos pés com um novo destino, novo corpo, nova essência, novos fundamentos, nova mentalidade. Nas águas de Deus eu posso receber a chance de vir para fora e provar de uma nova história para a glória Dele. Leva tempo. As mudanças não são instantâneas, por isso eu preciso perseverar e permanecer. Quem persevera é aprovado, e quem permanece celebra. E eu estou certa de que o Espirito se moverá sobre a face das minhas águas, e uma nova criação se levantará para mostrar que da minha terra, sem forma e vazia, foi possível fazer nascer uma filha segundo o seu caráter e segundo a obra do seu amor. Só vive um novo destino aquele que foi tecido pelo Deus do secreto e num novo nascimento deixou tudo para viver a semelhança do seu rosto e a glória apaixonante da segunda casa.
"Amanhã, por volta desta hora, enviarei a você um homem da terra de Benjamim. Unja-o como líder sobre meu povo Israel; ele libertará o meu povo das mãos dos filisteus. Atentei para o meu povo, pois seu clamor chegou a mim".( ISm 9:16)
A unção que você transbordar será a mesma que irá te capacitar. Todo empoderamento tem embutido em si mesmo a responsabilidade de um propósito, e todo propósito se desenvolve pelo bem do outro. O que o céu desenvolve dentro de você nunca será para sua saciedade, mas será para nutrir quem está fora. É como uma macieira. Ela mesma não se alimenta de suas maçãs, mas quem passa por ela sim. A unção é semelhante. Quando ela é derramada sobre um escolhido, este libera da sua unção para ativar o destino do outro. Foi assim com Samuel. Ele carregava a unção e através do seu empoderamento homens foram reposicionados em seus destinos proféticos. Aquele que carrega a unção sabe discernir e identificar uma geração de reis que se esconderam entre as bagagens. O que Samuel transbordava conectou um benjamita ao trono e fez o pequeno se tornar grande. Antes de Samuel ungir Saul, o profeta fez ele subir ao altar, ofertou uma coxa que era a parte oferecida para homens de honra, lhe deu descanso e em seguida partiram (ISm 9:22-26). Isso mostra que a unção que você carrega pode alinhar, sustentar e trazer descanso para homens de propósito. O óleo que unge tua cabeça é como um ativador que trará para fora, segundo a ordem do Espirito, uma geração de reis que ficaram esquecidos atrás das malhadas. Então libere o que você carrega, e tua unção será como frutos que servirão de alimento para aqueles foram chamados segundo o seu propósito.
“ E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas. ( Lc 24:1)
Na madrugada meu coração te procura, e ainda que nessa busca meus pés precisem acessar túmulos, tua Presença fará nascer deles milagres. Foi assim com algumas mulheres que te buscaram no primeiro dia da semana. Era madrugada, e o túmulo foi o acesso que elas tocaram para que encontrassem em Ti uma nova revelação. Muitas vezes, ambientes improváveis gerarão encontros de destinos, e atmosferas de luto nos reconectarão ao propósito. Quando me refiro ao luto eu penso em sonhos que morreram, em esperanças que deixaram de trazer o sorriso, em causas que se tornaram impossíveis. Mas, quando eu vejo a vitória do Filho sobre a morte, eu percebo que o impossível não é um fato; impossível é a minha opinião. Não é a verdade, é a minha realidade, e os céus não se movimentam pela minha realidade, se movimentam pela verdade do Espirito. Era madrugada, noite intensa, algumas mulheres foram ao lugar onde Jesus havia sido sepultado, mas o túmulo não era o fim, era o início da revelação. Não era o lugar onde as experiências acabaram, mas era o lugar onde as respostas nasceram. As altas horas da noite e o sepulcro não impedem o acesso à vida do Filho. Não importa se meus pés tocam um jardim ou um túmulo, se o sol nasceu ou se é alta madrugada. O que importa é que Ele sempre chega primeiro, Ele sempre está lá. Por isso, sucesso não tem a ver com a realização do impossível ou com lugares que eu acesso, mas tem a ver com a Presença Dele no meu futuro e com a intencionalidade dos meus pés para encontrá-lo. Ainda que no primeiro dia da semana eu precise tocar os lugares escuros da minha história, meus olhos enxergarão a revelação da tua glória, e o poder da tua Palavra ministrará sobre mim o milagre de uma nova promessa.
“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz, para nós, um peso eterno de glória mui excelente;” (2 Co 4:17)
Não são todas as ostras que produzem pérolas, apenas aquelas que foram feridas. Basta um grão de areia para começar a dor no interior da ostra. Por fora uma resistência. Por dentro uma sensibilidade intensa. Mas essa sensibilidade é processo que faz a ostra cobrir com sua essência aquilo que a feriu. O Espirito nos reveste de sua força, mas quando o grão de areia entrar, aquilo que fere deve ser matéria prima para produzir em você tesouros escondidos. A ferida ativa o processo, e o processo gera o propósito. A reação do teu espirito diante da dor deve ser como a geração de uma grande pérola. Você pode até ser machucado, mas a fragilidade de dentro deve ser capaz de produzir os pesos de glória que os céus esperam. É um grão, mas a cobertura do perdão pela essência do Filho fará nascer de você uma glória excelente. Não se trata da dor e sim do que você faz com ela. Não tem a ver com as palavras que você ouviu ou com o que aconteceu na sua história, mas sim com a sua reação diante do que te machucou. Reações segundo a cruz geram vida, mas a passividade segundo a dor gera norte. Se as feridas não forem ressignificadas dentro de você, elas te moverão e serão gatilhos para que teus pés busquem em atalhos de morte a cura para cada uma delas. Ferida aberta, destino paralisado. Ferida fechada, ministério ativado. Que o processo da ferida não te impeça de voar, mas que pela lei do Espírito suas pérolas sejam um memorial que você determine manifestar.
“E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo;” ( Ez 36:26a)
Somente aquele que decide ser gerado nas águas conseguirá provar de uma nova criação. Assim como um bebê é formado lentamente no ventre de sua mãe e recebe em seus primeiros dias a formação de um sistema cardíaco, de uma coluna vertebral, da mesma forma, aqueles que acessam o ventre do Espirito receberão Dele também um novo coração e uma nova sustentação. E o Senhor ministrava ao meu espirito :”….filha, quantas mulheres deformadas, mutiladas, abortadas em suas estruturas. Quantas famílias afetadas por síndromes e paralisias, quantos jovens aleijados em suas emoções e meu Espirito aqui, pronto para refazê-los outra vez. A arte de se refazer só é completa nas mãos do Oleiro, e todo conserto só é perfeito em sua origem. Eles precisam ser gerados nas águas. Serem atraídos para dentro de mim e como o ventre de uma mãe, serem formados outra vez. Eu trarei os abortados, os que tiveram seus pedaços arrancados para que em minhas águas recebam um novo espirito e a cura de suas anomalias. O ventre do meu Espirito possui a forma de um quarto, de um lugar chamado secreto. Ali eu posso gerá-los novamente segundo a essência das minhas águas e não segundo a essência de seus lodos.“ A insegurança, o medo, a rejeição, a orfandade, a derrota, a solidão e tantos outros sentimentos tóxicos, são lodos, charcos que nos engolem e nos deformam. Eu estava sendo gerada no lodo, mas suas águas me cobriram e me refizeram de dentro para fora segundo a essência do teu Espirito. Se você busca um novo lugar em Deus, volte para sua origem e como um embrião Ele te tecerá segundo o seu coração.
“Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito do que o altivo de espírito.”( Ec 7:8)
Começos não determinam destinos, e inícios não sentenciam o fim. Até porque a Palavra vem nos ensinar que melhor é o fim das coisas do que o começo. Melhor é o propósito do que a visão. Aquilo que nossos olhos enxergam e nossa visão define nem sempre estão alinhados a verdade da promessa. Foi assim com Jefté. Um guerreiro valente, que carregava um destino de libertador, mas que construía sobre si uma visão de perdedor, de alguém inferior. Jefté significa “Deus abre”, e seu nome já determinava a força do seu propósito. Filho de uma mulher caananita, prostituta, expulso de casa pelos seus irmãos, sem paternidade, sem herança, um improvável, mas os céus já haviam determinado que melhor seria o fim do que o começo. Jefté seria levantado como juiz e através da sua bravura romperia o ciclo de ataques vindo dos amonitas. Dentre todo o Israel, em nenhuma tenda ou tribo foi encontrado um coração disposto a guerrear por aquela geração. O que os homens não enxergavam em Jefté, Deus já havia feito nascer. Improváveis carregam dentro de si heróis que só o céu conhece. Valentes que confundem os que estão perto por ressignificarem sentimentos de dor em oportunidade para milagres. Deus entregou os amonitas nas mãos de Jefté, e Jefté precisou cumprir seu voto ao Senhor. Sua filha foi entregue como oferta e sacrificada a uma virgindade sem a chance de poder frutificar. Jefté era intenso, mas a intensidade pode gerar a precipitação, e a precipitação a alegria da frutificação. Quando o Senhor soprar o seu nome, seja um herói, mas não se esqueça que a palavra Dele será suficiente para as tuas guerras. Não sacrifique pessoas que ama pela intensidade do teu propósito, mas confie, porque se Ele prometeu, aquilo que olho não viu e nem subiu ao coração do homem será o que teus braços irão celebrar. Ele é Deus do infinitamente mais. Por isso, descanse, a Palavra te garante: melhor sempre será o fim do que o começo.
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