Uma Semente

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Uma Semente episodes

  • EP632 - O COLORIDO E OS PROCESSOS

    “E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores.”( Gn. 37:3)

     

    Uma túnica, um coração e um preço. Esse foi o destino da história de alguém que carregava fora o que seu pai enxergava dentro. O Pai ama e se volta para àqueles que carregam da sua vida diante de uma geração que o tem como inválido ou inútil para gerar milagres outra vez. Jacó amava a José por ser o filho de sua velhice. Mas, imagine se hoje seu pai biológico presenteasse seu irmão com um carro zero, e a você não desse nada? O que você sentiria vendo seu irmão celebrar o presente, dirigindo e mostrando pra você que ganhou do pai!!!! Que pensamentos brotariam dentro do seu coração? Injustiça por não ter recebido também? Essas foram algumas reações dos irmãos de José, porém a túnica revelava a capacidade que o menino tinha de suportar o processo. Para os irmãos, a túnica era a exibição de uma recompensa, mas para José o colorido da túnica custaria a diversidade das suas mortes. Era o Pai livrando e poupando cada um dos irmãos dos aprisionamentos dos cárceres, das perseguições, das calúnias. A túnica revelava a essência de José, mas também revelava a essência dos irmãos. O Pai nunca será injusto e se Ele presentear seu irmão com uma túnica colorida, não inveje, mas agradeça. Não mate, mas interceda. Quem recebe, precisa suportar, e quem ganha vai ter que sustentar. Túnica tem preço. Tem marca de sacrifício. Então, antes de se sentir inferior a túnica que seu irmão recebeu, agradeça as prisões que ele viverá em seu lugar. José suportou cada estação para gerar sementes de vida e ter a capacidade de encher celeiros com grãos de livramento para aquela geração. A túnica revela, que apesar do colorido, alguém será sacrificado por um propósito. Aquele que te poupou, te amou primeiro. Se você usa uma túnica, suporte os processos, e saiba que mesmo na prisão, você ouvirá a voz do rei chamando o teu nome e tornando real o dia do teu milagre. Quem carrega túnica morre em seu coração para viver o preço de um sonho por sua geração.

    4 min
  • EP631 - O VENTO QUE ME MOVIMENTA

    “Pois eu sou o Senhor, o seu Deus, que agito o mar para que suas ondas rujam; Senhor dos Exércitos é o meu nome. ( Is 51:15)

     

    Que o teu sopro levante o som das minhas ondas, e no barulho delas eu manifeste a paixão de voltar as profundezas recomeçando o processo de ser impulsionada outra vez pelo teu Espirito. Minhas ondas revelam a intensidade do teu Ruach em mim, e quanto mais altas e impetuosas mais forte elas tocarão a praia. O que é seco e causticante se tornará refrigério e alívio para os pés daqueles que decidiram mergulhar. Minhas ondas se erguem em gratidão ao teu nome, e a cada estação, celebrar a fonte que me gera sempre será a essência das minhas alturas. Minhas conquistas e meus recomeços são como os ciclos de uma onda, mas sem o sopro do teu Espirito, eu não me moveria e a continuidade do teu propósito se abortaria. Um mar sem ondas tem sua identidade alterada e a beleza do seu destino fica comprometido, porque mar sem ondas é lago. Se teu vento não soprar, se teu Espirito não me mover, o som que eu canto pra Ti desaparecerá e a alegria que me torna forte não passará de uma distração vazia pela ausência da tua presença. O que ativa os meus ciclos e dá continuidade aos meus movimentos é saber que em teus ventos eu sou gerada e por teu sopro eu sou reerguida. A mesma onda que se levanta, se quebra. Sobe, mas desce, porém águas paradas não geram promessas, nem águas indiferentes celebram milagres. Não basta estar nas águas de Deus, é preciso ser levantado para a glória Dele e estar disposto também a ser quebrado para viver o ciclo de um novo milagre outra vez.

    3 min
  • EP630 - UMA OFERTA QUE CONFUNDE

    “Depois que o sol se pôs (…)eis que um fogareiro esfumaçante, com uma tocha acesa, passou por entre os pedaços dos animais. Naquele dia o Senhor fez a seguinte aliança com Abrão: “Aos seus descendentes dei esta terra, desde o ribeiro do Egito até o grande rio, o Eufrates…( Gn 15:17-18)

     

    Um coração que ama os céus é capaz de sacrificar o que a Terra não entende, ofertar o que a criação não espera e renunciar o que os homens não compreendem. Para aquele tempo, Isaque era visto como um filho, mas para Abraão era a oferta que morreria por amar ao Eterno. Um coração que carrega a paixão pelo Filho sabe que sacrifícios e renúncias fazem parte da aliança. Um dos requisitos para as partes que se unem em uma aliança de sangue é o presente que devem ofertar entre si. O que um deles pedir, ainda que seja único e valioso, terá que ser entregue. O que é de um passa a ser do outro. O sangue une as partes como um só homem. Deus propôs fazer essa aliança com Abraão e ele disse “SIM”. Agora chegava a escolha do presente e Deus pede Isaque, o único filho da promessa. Deus queria ver, se mais importante para Abraão seria seu filho, ou a aliança que havia feito com Ele. Deus já havia enxergado no coração de Abraão a oferta morta, mas agora, o Pai exporia para as gerações o que Abraão carregava em fidelidade à aliança. E Abraão não titubeou, não duvidou, não negociou. Ele mataria seu filho. Fidelidade e paixão não é aquilo que eu preservo, é o que eu entrego. Não é o que alimento, é o que eu mato. Não é o que amo, mas é o que eu sacrifico. É não ter nada como seu, mas ter tudo como Dele. Abraão sabia que o pedido do Pai fazia parte do pacto da aliança, e este estava pronto para sacrificar seu maior amor para seu Único Amor. A Terra nunca entenderá o significado de um sacrifício, nem o poder de uma paixão revelada na morte de um Isaque estendido no altar. Quando você sacrifica, tua promessa revive. Então estenda teu sacrifício sobre a lenha, e a benção se levantará como estatuto perpétuo sobre teus filhos, e os filhos dos teus filhos.

    4 min
  • EP630 - UMA OFERTA QUE CONFUNDE

    “Depois que o sol se pôs (…)eis que um fogareiro esfumaçante, com uma tocha acesa, passou por entre os pedaços dos animais. Naquele dia o Senhor fez a seguinte aliança com Abrão: “Aos seus descendentes dei esta terra, desde o ribeiro do Egito até o grande rio, o Eufrates…( Gn 15:17-18)

     

    Um coração que ama os céus é capaz de sacrificar o que a Terra não entende, ofertar o que a criação não espera e renunciar o que os homens não compreendem. Para aquele tempo, Isaque era visto como um filho, mas para Abraão era a oferta que morreria por amar ao Eterno. Um coração que carrega a paixão pelo Filho sabe que sacrifícios e renúncias fazem parte da aliança. Um dos requisitos para as partes que se unem em uma aliança de sangue é o presente que devem ofertar entre si. O que um deles pedir, ainda que seja único e valioso, terá que ser entregue. O que é de um passa a ser do outro. O sangue une as partes como um só homem. Deus propôs fazer essa aliança com Abraão e ele disse “SIM”.  Agora chegava a escolha do presente e Deus pede Isaque, o único filho da promessa. Deus queria ver, se mais importante para Abraão seria seu filho, ou a aliança que havia feito com Ele. Deus já havia enxergado no coração de Abraão a oferta morta, mas agora, o Pai exporia para as gerações o que Abraão carregava em fidelidade à aliança. E Abraão não titubeou, não duvidou, não negociou. Ele mataria seu filho. Fidelidade e paixão não é aquilo que eu preservo, é o que eu entrego. Não é o que alimento, é o que eu mato. Não é o que amo, mas é o que eu sacrifico. É não ter nada como seu, mas ter tudo como Dele. Abraão sabia que o pedido do Pai fazia parte do pacto da aliança, e este estava pronto para sacrificar seu maior amor para seu Único Amor. A Terra nunca entenderá o significado de um sacrifício, nem o poder de uma paixão revelada na morte de um Isaque estendido no altar. Quando você sacrifica, tua promessa revive. Então estenda teu sacrifício sobre a lenha, e a benção se levantará como estatuto perpétuo sobre teus filhos, e os filhos dos teus filhos.

    4 min
  • EP629 - UM QUARTO, MAS QUATRO ACESSOS

    “Um dia, essa mulher sunamita disse ao marido: “Sabe de uma coisa ? (…) Vamos construir um quarto para ele, lá em cima do terraço; colocaremos uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lamparina . Assim, quando Eliseu passar por aqui, poderá ocupar esse quarto”. E assim fizeram.” (2 Re 4:9-10)

    O que você constrói no Espirito eterniza, e o que você edifica se torna um memorial. Em Suném, um quarto foi levantado para abrigar a presença. Uma mulher rica, sunamita, embora tivesse a fartura de bens, não se realizou pelo que o dinheiro poderia construir, mas se preocupou com o que a Presença poderia atrair. Então, um quarto é construído. Um lugar dentro de sua casa aonde ela acessaria a cadeira da posição, a mesa da Presença, a cama do Descanso e a lamparina da revelação. Um ambiente, mas quatro acessos. Um ambiente, mas quatro caminhos de cura. Um altar, mas quatro pontas que traziam liberdade, quatro pontas que estabeleceriam uma estação de milagres. Assim era o quarto de Suném, um lugar onde as quatro pontas da cruz revelariam a glória do Filho e o amor do Pai. Aquela mulher construiu um acesso a eternidade e a busca pela presença ativou sobre ela um tempo de vida sobre a esterilidade. Um quarto foi suficiente para Suném conhecer o poder que gera. Quem levanta um altar para o Filho, aciona em seu secreto recompensas de um altar público. O quarto de Suném era um lugar onde a Presença anulava a morte, e fazia do útero daquela mulher a porta que traria para fora uma geração impedida de ver a luz. Construa seu quarto, e a glória do Filho te fará um reprodutor de milagres e um gerador de embriões que testificarão as recompensas do secreto. Quartos de Suném não tem beleza, mas são ambientes onde milagres nascem e o sobrenatural é gerado como um estilo de vida. Construa para o Espirito e as pontas do altar trarão vida para os teus sonhos e movimento para as tuas promessas.

    3 min
  • EP628 - A COROA E MEU PROPÓSITO

    “O rei sentiu-se atraído por Ester, mais do que por qualquer outra moça, de tal maneira que colocou na sua cabeça a coroa real e declarou-a rainha em lugar de Vasti.”( Et 2:17)


    Momentos de angústia extrema despertam reis para seus propósitos. Para que um governo maligno seja aplacado, mulheres de governo precisam gerar o livramento. Uma sentença de morte só tem poder para avançar se a autoridade de uma coroa falhar. Foi assim com Ester. Poder não significa autoridade. Sisera tinha o poder, mas Jael carregava a autoridade. Nabal tinha o poder, mas Abigail carregava a autoridade. No reino de Assuero, o decreto de Hamã tinha o poder, mas Ester prevaleceria em autoridade. Era um momento decisivo para Israel porque em questão de dias sua nação seria extinta. Mas quem caminha em autoridade não desiste da promessa, e quem sustenta a coroa não aborta o propósito. Ester se levantou, e pela intensidade do seu sacrifício, o rei liberou um novo decreto sobre seu destino. Quando a noiva sacrifica, o rei estende o cetro. Ester simboliza a igreja, uma rainha que quando desafiada pela morte precisa sacrificar por uma geração que carrega a promessa. Se Ester não se levanta uma descendência seria abortada, uma nação seria extinta e os frutos de uma nova geração nunca brotariam. Honre a coroa que o rei colocou sobre sua cabeça, e da sua autoridade faça um propósito para remissão de muitos destinos.

    3 min
  • EP627 - O ESPIRITO QUE FAZ SONHAR

    “Estes homens não estão embriagados, como pensais (…) O que está ocorrendo foi predito pelo profeta Joel: nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre todos os povos, os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos.“( At 2:15-17)


    Sonhar é uma das caraterísticas de quem está vivo. Mortos não sonham, não suspiram, não esperam, e nosso Deus não é Deus de mortos, mas é Deus de vivos ( Lc. 20:38). Ele coloca dos seus sonhos em nós para que manifestemos a presença do seu Espirito. Após a descida do Espírito Santo, muitos achavam que os discípulos estavam embriagados. Mas, Pedro em seu primeiro sermão explica que aquele acontecimento havia sido predito pelo profeta Joel, e todos que fossem cheios desse derramar receberiam poder para profetizar, ter visões e sonhar. Quem carrega sua botija cheia de azeite está autorizado a sonhar os sonhos de Deus. O óleo que a botija transborda não dá espaço para que o natural gere algo de si, nem o que é humano gere algo abalável. Pelo Espirito, diz a Palavra, eles “terão sonhos”. Quem sonha, gera, e quem gera vive promessas. Lance suas sementes, teus sonhos sobre as águas e depois de um tempo acharás. Sementes são lançadas em terra fértil, mas ainda que você lance sobre as águas, sobre ambientes improváveis e desconexos de uma possível frutificação, ainda assim, as acharás. Quando você se move pelo Espírito, os ambientes não alterarão o produto da sua colheita, nem interferirão na geração dos teus frutos. O processo nunca será sobre o ambiente que você planta, e sim sobre o que te autorizou sonhar. Quem autoriza teu sonho, garante a promessa. Quem te faz lançar o grão, garante a espiga. Ouvi uma frase essa semana que dizia “ aonde Deus aponta Ele paga a conta “. Se o Espirito do Senhor te fez viver, então frutifique os sonhos que Ele plantou em você, e tuas mãos serão poucas para suprir a fartura de feixes que ocuparão teus celeiros.

    4 min
  • EP626 - O ANTÍDOTO CELESTIAL

    “4 Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.”( Gn.3:4;6)

     

    Ele caminhava em um jardim perfeito: Adão, o filho desejado pelo Pai. Tudo havia sido planejado e arquitetado minuciosamente no Éden para recebê-lo. Todas as fontes, cada árvore desejosa à vista, cada fruto que nascia, cada montanha, cada estrela e tudo que havia em volta do homem e da mulher inspirava e manifestava o amor de um Deus que os queriam bem. Mas o que é perfeito só permanece assim se o enxergarmos com o óculos da gratidão. E o ponto de gratidão entre o Pai e o homem era “do fruto da árvore do bem e do mal, não comerás, disse o Senhor.“ Quando a mulher olha para o fruto e se sente impedida de prová-lo, as insatisfações fizeram os questionamentos surgirem. Nossos ouvidos têm o formato de um útero porque aquilo que ouvimos tem o poder de gerar vida ou morte dentro de nós. Um ponto de gratidão se tornou ponto de insatisfação. E a serpente fez de um jardim tão perfeito um ambiente comum, sem valor . O que tornamos comum desprezamos, e o que não valorizamos, negociamos. O jardim e a presença foram trocados por um fruto, e um segundo de ingratidão foi suficiente para negociar o tudo pelo nada. Eva desejou e o que você deseja, te domina. O que você ambiciona, te movimenta. O homem e a mulher, seduzidos por algo tão pequeno, foram levados a desprezar um investimento de amor. Assim como Esaú trocou sua primogenitura dizendo “ que me serve a primogenitura se vou morrer de fome”, da mesma forma, o homem olha para o jardim e conclui: para que me serve esse jardim se não posso ser igual a Deus?” Se não posso fazer o que eu desejo e comer daquilo que eu quero. Uma lei de Deus nunca será para te punir, mas será para te proteger. A lei não aprisiona, ela resguarda. Não proíbe, mas ama. O problema é aquilo que eu gero dentro de mim pelas vozes que me levam a questionar a bondade de Deus por não me dar aquilo que eu quero ou desejo. Se o jardim não for suficiente, um pequeno fruto será capaz de te expulsar de um ambiente de glória e favor. Quem é grato não morre por veneno de serpentes, mas ele carrega dentro de si o antídoto celestial que o protege.

    4 min
  • EP625 - O SOM E A TROMBETA

    “Anunciai em Judá, e fazei ouvir em Jerusalém, e dizei: Tocai a trombeta na terra, gritai em alta voz, dizendo: Ajuntai-vos, e entremos nas cidades fortificadas.” ( Jr 4:5)

     

    Sons carregam frequências, e quando a frequência é liberada com o mesmo timbre do céu, o que era rígido desmorona e o que era inabalável racha. Foi assim com o som das trombetas diante de Jericó. O alarido dos shofares eram como gritos de guerra diante dos inimigos. Os sons e os timbres vinham de trombetas, que ligadas à boca de seus sacerdotes retiniam um som que vinha do coração. Como a boca fala daquilo que o coração está cheio, da mesma forma, o alarido dos shofares manifestavam um som de poder que vinha de seus sacerdotes. Timbres que vinham de um espirito profético, de homens que acessavam a presença e carregavam a arca. Se eu for uma trombeta apegada a boca do meu sumo sacerdote que é Cristo, meus sons serão como a voz do seu Espirito e carregarão em si mesmos o timbre do Trovão. O inimigo não foge pelo meu barulho; ele foge porque reconhece a voz do Trono. Pelo toque do shofar as estações eram marcadas: estações de ajuntamento para celebração, para guerra, para partida ou sacrifício. Você é uma trombeta, um profeta sobre sua geração, por isso, seja um instrumento capaz de discernir os tempos. A voz que você traduz rompe o inabalável e as Jericós que te resistem saberão de um Deus que soprou sobre elas o ruído do seu Espírito. Som liberado, inimigo derrotado. Toque o som do coração do Pai e teus acordes serão canções que afetarão muralhas, e trarão ao chão os muros que impediam a conquista da tua promessa. Seja um shofar e tua Sião se alegrará pelas muitas cidades que o céu irá te entregar.

    3 min
  • EP624 - UM OLEIRO ENTREGUE

    “Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobre as rodas.” (Jeremias 18:3)


    Uma entrega não se identifica com a palavra desistir, abandonar, cansar. O oleiro estava entregue à sua obra sobre as rodas. Rodas falam de tempo, de estações, de processos que junto com o oleiro construirão o vaso. E Ele não irá desistir. Ele não irá parar. Ele está entregue à sua obra e até que o vaso seja agradável aos seus olhos e ao seu propósito, “mil vezes” Ele irá refazer. Mais vezes Ele irá reconstruir. O oleiro não se importa com os cacos, com as rachaduras, com as quebras. Ele não é afetado pela fragilidade do barro. Ele se importa com o que jurou a si mesmo, e até que seu vaso seja profundo mas vazio de si, as rodas e suas mãos trabalharão nele. Até que seu vaso seja o projeto dos seus sonhos, até que reflita as marcas do seu amor Ele não levantará das rodas, nem sairá da olaria. O que o vaso pode fazer? Pra onde ele irá? Eu sou esse vaso. Seu amor está entregue em me construir e a cada manhã disposto a me restaurar. As rodas, ora giram intensas e ora giram lentamente. Eu me quebro diante delas várias vezes. O processo dói, mas eu O vejo sobre mim. Eu estou na roda mas Seus olhos de amor dizem que eu vou conseguir, que eu vou me tornar àquilo que Ele espera porque estou em suas mãos. Então, mais uma vez, Ele junta os pedaços e sua paixão faz recomeçar em minha estrutura sua obra mais perfeita. O Criador sobre seu vaso não se cansa, não se fatiga e por ele investe seus suspiros, sua vontade e assim, eu permaneço. Presa por amor nas mãos de um Deus que decidiu fazer de mim a coroa da sua glória e a beleza da sua criação. Quebrado ou inteiro, permaneça nas mãos do Oleiro.

    3 min

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