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No episódio do uModeCast, João Risoléo conversa com Pedro Corrêa, executivo com trajetória central na construção do e-commerce brasileiro e hoje responsável por tecnologia, dados e inovação na VESTE S/A. Pedro detalha sua jornada desde o início no Extra.com, passando pelo Magazine Luiza, onde ajudou a estruturar o primeiro MVP de marketplace da companhia. Um dos marcos citados é a expansão do sortimento de uma categoria de cerca de 4 mil SKUs para mais de 80 mil SKUs, sem gestão direta de estoque, movimento que abriu caminho para o modelo de marketplace que depois se tornaria estratégico para o varejo nacional.
Ao longo da conversa, Pedro aprofunda o papel do intraempreendedorismo dentro de grandes empresas, explicando como liderou projetos como clubes de compras, lista de casamento, aplicativos mobile e novas frentes digitais. Ele compartilha números relevantes, como o crescimento do marketplace do Magazine Luiza de R$ 60 milhões para R$ 800 milhões de faturamento anual em poucos anos, e relata desafios práticos envolvendo logística, tributação, cross-docking e integração de sellers. A conversa também aborda sua passagem por Renner e Arezzo&Co, incluindo a reestruturação de operações de e-commerce, canais B2B, televendas e a criação de plataformas únicas para sustentar múltiplas marcas sem perder escala.
Na etapa final, Pedro descreve o cenário atual na VESTE S/A, destacando o processo de turnaround, a consolidação de marcas com DNAs distintos e a construção de uma espinha dorsal tecnológica comum. Ele explica como o digital representa cerca de 19% da receita do grupo, comenta decisões estratégicas sobre dados, LGPD e uso corporativo de inteligência artificial, e projeta o futuro do e-commerce com agentes de IA capazes de realizar compras de forma autônoma. O episódio entrega uma visão concreta sobre como tecnologia, dados e organização caminham juntos para escalar marcas de moda sem comprometer identidade e valor.
No episódio do uModeCast, o planejamento no varejo de moda ganha destaque ao mostrar como decisões sobre abastecimento podem impactar diretamente a experiência do cliente. A conversa revela como a análise de dados, quando bem aplicada, ajuda a equilibrar portfólio, prever demandas e reduzir riscos de estoque parado. O debate se conecta ao desafio central das marcas: ter o produto certo, no local certo, no momento exato.
João Risoleo conduz a entrevista com Franco Morais, gerente de Planejamento e Abastecimento da Youcom, que detalha como a marca organiza sua operação para atender diferentes regiões do Brasil. Ele cita a importância de mapear o comportamento de compra e de usar indicadores claros para direcionar o sortimento, destacando que a leitura do cliente é essencial para não trabalhar apenas com intuição. Além disso, ele explica como o planejamento se apoia em ferramentas que cruzam dados de vendas, giro de estoque e previsão de demanda para ajustar decisões em tempo real.
O episódio mostra que planejar não é apenas uma tarefa técnica, mas também estratégica para a moda. Franco ressalta que um bom processo de abastecimento libera espaço para criar e inovar, enquanto garante rentabilidade. O insight mais forte é que o planejamento, quando bem estruturado, se torna tão criativo quanto o design de uma coleção — e ouvir esses bastidores ajuda a enxergar como moda e gestão caminham juntas para entregar valor ao consumidor.
No episódio de hoje, Fabiana relembra sua trajetória de mais de 20 anos no varejo e na moda, desde os primeiros passos na Intel e na Riachuelo até cargos estratégicos em empresas como Marisa, Dafiti, Aliexpress e Shein. Ela destaca os aprendizados ao migrar do mundo físico para o e-commerce, como a importância de adaptar processos, entender o comportamento do consumidor e trabalhar em parceria com marcas para digitalizá-las, muitas vezes educando fornecedores sobre o potencial de vendas online. Na Dafiti, Fabiana ajudou a expandir do segmento de calçados para vestuário, criando modelos de negócio inovadores para lidar com as limitações e particularidades das marcas.
A conversa aprofunda-se em temas como omnicanalidade, desafios de experiência do cliente, gestão de dados e velocidade de resposta às tendências. Fabiana argumenta que o varejo precisa acompanhar o ritmo do consumidor, que não quer esperar meses por um produto identificado como tendência, e mostra como empresas como a Shein se apoiam em leitura constante de dados e produção em pequena escala para testar e escalar rapidamente. Ela alerta que, sem uma cadeia de suprimentos ágil e alinhada, não há estratégia de dados que funcione — e defende modelos de testes e pequenas profundidades para minimizar riscos e maximizar acertos.
No encerramento, Fabiana enfatiza que mudar o mindset é essencial, saindo da “zona de conforto” para acompanhar transformações no comportamento e na comunicação com o cliente. Ela aconselha empresários e profissionais a começarem entendendo seus próprios números, definindo estratégia e KPI claros, e se abrindo para novas formas de desenvolvimento de produto, uso de dados e relacionamento com fornecedores. A mensagem central é clara: moda, comportamento e tecnologia estão interligados, e quem não se adaptar rapidamente ficará para trás.
Neste episódio, Eduardo Dias e Waldemar Augusto revelam como a Studio Z tem se transformado para colocar o cliente no centro de toda a estratégia. Com mais de 100 lojas e cerca de 5 milhões de clientes, a marca mostra que não basta mais ter produto ou processo: o diferencial competitivo está na experiência. Eduardo destaca que clientes da financeira interagem digitalmente até 10 vezes por mês, e que “o robô já compreende 94% do que é dito, mas ainda não tem empatia”, reforçando a importância da humanização nos canais digitais, mesmo com o avanço da IA.
A empresa está se reposicionando a partir de dados — unificando NPS, implementando uma stack tecnológica nova e focando em algoritmos de recomendação que aumentam o ticket médio em até 40%. Waldemar explica que 70% das vendas digitais já saem das lojas físicas, otimizando logística e resolvendo problemas clássicos de grade. A digitalização é clara também nas classes C e D: “90% dos acessos vêm do celular, e com smartphones bons”, o que exige que a experiência digital seja eficiente, intuitiva e responsiva.
A integração entre o varejo e a financeira da Studio Z também é tema central. Eduardo defende que “ninguém entra numa loja querendo cartão, entra porque quer se empoderar”, e que o crédito deve ser uma ponte para esse desejo. Para isso, a Studio Z unificou as diretorias de cliente e serviços financeiros, tornando mais fluida a jornada de consumo. A reflexão final aponta para o futuro: dados bem utilizados, testes rápidos e correções ágeis, aliados a uma estrutura técnica sólida, serão os pilares para escalar com inteligência — sempre com o CPF único da cliente no centro de tudo.
Neste episódio do uModeCast, Alexandre Ferrari e Sandro Costa conduzem uma conversa com Anny Mayara Brogni Modro, coordenadora de modelagem na LIVE, sobre os bastidores técnicos da moda fitness. Com mais de 20 anos de experiência, Anny compartilha sua trajetória desde o início como costureira até se tornar peça-chave na modelagem da marca. Ela revela que a escolha por modelagem veio ao perceber seu gosto por números e cálculos aplicados na prática, como no uso da tabela de medidas e no desenvolvimento de moldes precisos para os diversos biotipos brasileiros. A modelagem é descrita como a “arquitetura da moda” e envolve testes rigorosos, inclusive com movimentos físicos das modelos para garantir caimento e conforto.
Anny detalha como a LIVE tem investido em processos estruturados, integração entre áreas e tecnologias como modelagem digital 2D e planos para o 3D, com potencial de reduzir até três semanas no desenvolvimento de uma coleção. Além disso, ela reforça a importância do feedback direto de quem costura e prova as peças, como estratégia para minimizar erros e retrabalhos. Um exemplo citado é o uso de protótipos em tecido original para testes antes da costura definitiva. O episódio destaca ainda como a modelagem interfere diretamente na viabilidade do design, influenciando decisões de recortes, encaixe e aproveitamento de tecido.
A conversa também aborda desafios estruturais do setor, como a escassez de mão de obra qualificada, especialmente em modelagem de moda fitness. Anny compartilha sua visão sobre o futuro da área, incluindo a crescente presença da moda fitness no cotidiano e a necessidade de profissionais que unam domínio técnico e visão criativa. Com entusiasmo, ela relata o orgulho de ver peças que criou nas vitrines ou nas ruas, e incentiva novos talentos a considerarem a modelagem como carreira. O episódio entrega aprendizados valiosos sobre processos, tecnologia e a paixão silenciosa que dá forma ao que vestimos.
Neste episódio do uModeCast, recebemos Fernanda Brumana, head de estilo da Santa Lolla, para uma conversa imperdível sobre o universo dos calçados no Brasil. Com mais de 20 anos de experiência, Fernanda relembra sua trajetória — do design industrial à liderança criativa em marcas como Jorge Alex, Schutz (Grupo Arezzo) e no varejo de moda.
Ela revela os bastidores da criação de sapatos, os desafios de manter conforto sem perder identidade de marca, a complexidade dos processos manuais e as estratégias por trás do sucesso da Santa Lolla, que hoje conta com mais de 300 lojas. Também discute a escassez de especialistas em calçados e dá conselhos valiosos para quem está começando na área.
Se você trabalha com moda, design de produto ou quer entender como se constrói uma marca forte e consistente, esse episódio é pra você!
#moda #santalolla #estilo #calçados #design #fashion #podcast #umodecast
No uModeCast, Bárbara Barreira, head de estilo da Youcom, compartilha como construiu uma trajetória sólida e multifacetada na moda a partir de experiências práticas e curiosidade constante.
Com passagens por áreas como imagem de moda, branding, compras e desenvolvimento de produto, Bárbara desenvolveu uma visão ampla do setor, que hoje aplica na liderança criativa de uma das marcas mais conectadas ao jovem brasileiro.
Ela começou a carreira com o desejo de entender o funcionamento real da moda e, desde cedo, valorizou o aprendizado em diferentes pontos da cadeia.
Na Youcom, foi responsável por estruturar a área de estilo e liderar o reposicionamento da marca. Combinando escuta ativa, repertório visual e uma base técnica que vai de planilhas a inteligência artificial, Bárbara mostra como é possível criar com liberdade sem abrir mão da responsabilidade comercial. “A gente não está aqui para impor estilo. Nosso papel é refletir o que o jovem brasileiro quer vestir agora”, afirma. Um dos momentos marcantes citados no episódio é o case da collab com a influenciadora Gen Z Malu e artistas da Bonja — iniciativas que traduzem seu compromisso em trazer o cliente para o centro da criação.
O episódio oferece uma aula sobre como liderar com propósito, construir times diversos e trabalhar moda de forma mais conectada com comportamento, dados e realidade de mercado.
No episódio do uModeCast, apresentado por João Risoléo e Sandro Costa, o convidado Gregorio Reis, diretor de marketing da Malwee, compartilha uma trajetória intensa e cheia de reviravoltas pelo mundo da moda e da comunicação. Natural de Itaúna (MG), Gregorio narra como a vivência com roupas herdadas dos irmãos despertou seu olhar criativo, o que mais tarde se consolidou em uma formação em Publicidade, um mestrado em Milão e experiências marcantes com grandes marcas como Diesel e Amaro. Uma das histórias mais impactantes do episódio é quando, aos 24 anos, recém-chegado na Itália, ele lidera sozinho uma instalação ousada para a Diesel — com carro queimado, guindaste e andaimes — e salva o evento com uma solução improvisada que o consolidou na agência.
A conversa mergulha também nos bastidores da Amaro, onde Gregorio viveu a pressão de lançar uma marca 100% digital do zero: “Eu fotografava, editava, subia no site e ainda tratava mídia — tudo em um só dia”. A experiência trouxe aprendizados valiosos sobre tecnologia, comunicação visual e agilidade, que mais tarde se chocaram com o ambiente corporativo mais tradicional da Shoulder. Lá, ele liderou um reposicionamento estratégico ao resgatar a essência da marca, originalmente voltada à mulher inserida no mercado de trabalho nos anos 80. “Assumir quem você é — como pessoa ou como marca — pode ser o maior diferencial”, destaca.
Ao longo do episódio, Gregorio discute também temas provocativos como a busca por autenticidade na comunicação de moda, o impacto da inteligência artificial na criação de marcas e campanhas, e a tensão entre tendências globais e identidade local. Com reflexões afiadas e exemplos concretos, o episódio revela como criatividade, improviso e propósito podem transformar não só marcas, mas também carreiras inteiras no mercado da moda.
No uModeCast, o dia a dia da Dro Jeans é exposto sem filtro: a confecção, especializada em atender marcas como Baw e Reserva, mostra como transformar fichas técnicas em produto exige muito mais do que seguir instruções. O processo começa com o recebimento da ficha, passa pela criação da peça piloto, ajustes de modelagem, costura e comunicação intensa entre times. Um dos principais desafios apontados é interpretar a cabeça do estilista e transformar isso em algo viável de ser produzido. Mesmo com acerto alto, o número de revisões pode ser imprevisível — como no projeto feito com a Reserva para uma collab com Ayrton Senna, em que um único bordado precisou ser refeito diversas vezes para aprovação final.
Para lidar com essa complexidade, a Dro Jeans adotou o uMode, sistema de fashion PLM que estrutura a operação em etapas visíveis, organizadas por Kanban e acessíveis a todos da equipe. A tecnologia permite controlar fichas, materiais, histórico de peças, apontar gargalos e documentar os ajustes feitos por piloteiros e modelistas. A integração com sistemas de ERP também está em curso para garantir rastreabilidade de ponta a ponta. Em meio às mudanças do mercado do Brás e do Bom Retiro, e com o avanço de vendas via WhatsApp e feirinhas digitais, o modelo da Dro Jeans se destaca por combinar agilidade com controle. A lógica de produzir pouco e com mais margem, vendendo direto ao consumidor, já movimenta parte das confecções. O podcast traz ainda reflexões sobre os prazos irrealistas das collabs e como isso impacta negativamente a qualidade final. O episódio é um mergulho na realidade da moda nacional — cheia de improvisos, mas cada vez mais sustentada por dados, sistemas e decisões estratégicas.
No episódio, Carla e Karin revelam como a Texneo, tradicional indústria têxtil com mais de 30 anos, criou o Texplay, um braço educacional voltado à capacitação do ecossistema têxtil. Movidas pelo propósito de empoderar pessoas e organizações, elas explicam que a Texneo percebeu que seus próprios clientes buscavam mais do que produtos: queriam conhecimento técnico e orientação. O insight gerou a criação de cursos voltados para as dores reais da indústria, com linguagem prática e acessível, como o curso de inteligência artificial aplicada à moda, que já formou quase 200 alunos.
O episódio destaca como a educação de nicho se tornou ferramenta de inovação, ajudando tanto pequenas confecções quanto grandes players a se adaptarem às transformações do mercado. As convidadas reforçam que inovação não é só sobre tecnologia de ponta, mas sobre aplicar soluções reais que mexem o ponteiro. Karin lembra que “qualidade já não é diferencial, é o mínimo esperado” e que hoje, “o ordinário também tem voz”, graças à conexão digital. A proposta do Texplay é traduzir tendências globais para a realidade brasileira, oferecendo conteúdos que respeitam o tempo, o contexto e os recursos do público-alvo.
Por fim, o debate gira em torno do papel da liderança nesse processo. Carla reforça que empresas não morrem por fazerem errado, mas por fazerem certo por tempo demais. Elas compartilham como o uso de IA, mesmo em contextos simples como a criação de coleções e moodboards, pode gerar diferencial competitivo e impulsionar carreiras. O episódio é um convite direto a repensar modelos de negócios, investir em formação e assumir protagonismo na transformação da moda brasileira.
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