Vamos Ler Juntos • Audiolivros

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Vamos Ler Juntos • Audiolivros episodes

  • Pedro Páramo • Juan Rulfo 🇲🇽
    O realismo fantástico como hoje se conhece não teria existido sem este livro. Desta fonte beberam o colombiano Gabriel García Márquez e o peruano Mario Vargas Llosa. A partir da combinação de dois elementos essenciais ao sucesso da literatura latino-americano - o realismo fantástico e o regionalismo -, Rulfo se destaca pela sua habilidade em contar uma história reunido relatos e lembranças. De enredo conciso e preciso o único romance de Juan Rulfo trata da promessa feita por Juan Preciado à mãe moribunda. O rapaz sai em busca do pai, Pedro Páramo, um lendário assassino. No caminho, encontra impressionantes as personagens repletos de memórias que ele falam da crueldade implacável de seu pai. Em sua estrutura não há uma linha temporal exata tampouco o narrador fixo. Juan Rulfo nos leva a mergulhar e a nos dissolver no turbilhão de sentimentos de todo um povoado, em torno desse grande homem. Alegoricamente o romance é o México ferido, que grita as suas chagas e suas revoluções, por meio de uma aldeia seca, onde apenas os mortos sobrevivem para amarrar Os horrores de sua história e política. Editora: José Olympio, 2020, 1a edição.
    5 hr 9 min
  • Os sofrimentos do jovem Werther • J. W. Goethe
    As histórias de amor devem muito a Johann Wolfgang Goethe e seu Os sofrimentos do jovem Werther, obra escrita em 1774 e que, desde então, tornou-se uma referência da literatura mundial. O livro é narrado numa estrutura epistolar: conhecemos as danações de Werther por meio de cartas que ele regularmente escreve ao amigo Wilhelm. Pelas mal traçadas de nosso missivista, descobrimos que a impossibilidade de consumar seu afeto pela moça é porque ela já tem o casamento prometido com outro homem, Albert. A convivência próxima entre o apaixonado e o casal não é capaz de reprimir os sentimentos do primeiro, ao contrário: parece até potencializá-lo. Ciente da impossibilidade de levar adiante o seu amor, Werther muda-se, então, de cidade, numa tentativa desesperada de esquecer Charlotte. Mas, incapaz disso, retorna em pouco tempo. A volta à convivência próxima com o casal acaba por comprometer ainda mais a "saúde emocional" do apaixonado. ~Editora: Estação Liberdade, 2017, 10a edição, tradução: Erlon José Paschoal
    23 min
  • S. Bernardo • Graciliano Ramos 🇧🇷
    No declínio de um atribulado percurso de vida, um poderoso fazendeiro do sertão alagoano -Paulo Honório- conta a sua história. Já mais velho, amargurado pela vida que levou, o narrador revisita dramas de seu passado e conflitos internos que permanecem inexplicáveis até o momento em que suas memórias estão sendo escritas. A escrita, então, é o que lhe resta, na tentativa de ter de volta a paz desejada. Da elaborada teia existencial desenvolvida ao longo da trama - com os conflitos entre as visões de mundo incorporadas pelos personagens -, destaca-se, em S. Bernardo, um texto riquíssimo, principalmente nas falas de Paulo Honório, construído em metáforas surpreendentes, ainda que disfarçadas pela concretude das palavras. ~Editora: Record, 2019, ed 102a.
    5 hr 39 min
  • Desaparecer de si • David Le Breton
    Às vezes o indivíduo não quer mais se comunicar, perde as perspectivas, foge do presente, não tem mais projetos, tampouco desejos, e quer ver o mundo de outra margem: eis o que neste livro David Le Breton denomina “branco”. O branco pode afetar homens e mulheres comuns que chegam a um esgotamento total tentando assumir seu personagem. É esse estado particular fora dos movimentos do vínculo social em que desaparecemos por um tempo do qual, paradoxalmente, temos necessidade para continuar a viver. David Le Breton nos oferece um livro capital que nos ajuda a compreender por que tantas pessoas hoje se deixam levar, são tomadas por “uma paixão pela ausência” face a um mundo que tudo tenta dominar e marcado por uma busca desenfreada de sensações e de aparência. Muitas vezes as pessoas se deixam levar para fugir daquilo que se tornou demasiadamente pesado. A novidade é que esse estado vai arrebanhando cada vez mais adeptos e tornando-se cada vez mais duradouro. David Le Breton, com esta obra em forma de manifesto, faz uma constatação assustadora e salutar de nosso entorpecimento generalizado. Todos estamos envolvidos nesse risco de uma vida impessoal. ~Editora: Editora Vozes, 2018, tradução: Francisco Morás.
    3 hr 40 min
  • O deserto dos tártaros • Dino Buzzati 🇮🇹
    Não é sobre a vida militar que fala o livro, mas sobre a vida de todos nós. Fala da vida como uma aposta na imobilidade. Se não fizermos nada além de aceitar as coisas como são, um dia algo virar para redimir nosso pobre cotidiano, algo notável e brilhante que a vida nos reserva mais para frente. Embora escrito 80 anos atrás o livro parece interessar se diretamente ao século XXI e nos atinge profundamente. Editora: Nova Fronteira, 2020, 8a edição, tradução: Aurora Fornoni Bernardini e Homero Freitas de Andrade.
    8 hr 41 min
  • é isto um homem? • Primo Levi
    Neste clássico da literatura contemporânea, Primo Levi dá um testemunho urgente de uma tragédia que afetou milhões de pessoas. Considerado o mais belo livro de escritos sobre a existência massacrada dos judeus deportados, 'É isto homem' não é, no entanto, um relato carregado de ódio e vingança. Desprovidos de esperança e saúde, os judeus nos campos de extermínio dificilmente poderiam ser identificados como os homens que eram antes da tragédia. Muito menos seus algozes sem rosto, senhores de escravos, mas sem vontade própria, no campo de morte onde ela, afinal, era o menor dos males. ~Editora: Rocco, 1988, tradução: Luigi Del Re.
    1 hr 33 min
  • Orgulho e preconceito • Jane Austen
    A história de 'Orgulho e preconceito' gira em torno das cinco irmãs Bennets, que viviam na área rural do interior da Inglaterra do século XVIII. Aborda a questão da sucessão em uma família sem herdeiros homens, dentro de uma sociedade patriarcal, onde o casamento era fundamental para as mulheres. Jane Austen mostra que uma impressão errada sobre alguém pode não dar chance para florescer um grande amor. Prova que as aparências enganam e que muitas vezes a face apresentada ao público não é o que vai no íntimo. ~Editora: Ciranda Cultural, 2018, tradução: M. Ângela Santos.
    8 hr 35 min
  • O conto da Aia • Margaret Atwood
    Visão assustadora de uma sociedade radicalmente anulada por uma revolução teocrática no século XXI, 'O conto da Aia' tornou-se um dos romances mais poderosos de nossos tempos. Nas palavras da própria Margaret Atwood, "a República de Gilead é construída sobre a base das raízes puritanas do século XVII que sempre estiveram por baixo da América moderna que pensávamos conhecer". ~Editora Rocco, 2017, tradução: Ana Deiró.
    2 hr 56 min
  • Memórias do subsolo • Fiódor Dostoiévski
    Nesta obra ressoa a voz do "homem do subsolo", o personagem-narrador que, à força de paradoxos, investe ferozmente contra tudo e contra todos -contra a ciência e contra a superstição, contra o progresso e contra o atraso, contra a razão e na desrazão-; mas investe, acima de tudo, contra o solo da própria consciência, criando uma narrativa ímpar, de altíssima voltagem poética, que se afirma e se nega a si mesma sucessivamente. A novela é dividida em duas partes. Na primeira, "O subsolo", o anônimo narrador destila amargura e escárnio contra as almas idealistas de seu tempo, que confiam ingenuamente na subordinação do homem às leis da natureza como forma de atingir um estado de harmonia social e espiritual. Na segunda parte, "A propósito da neve molhada", a narrativa das peripécias do homem do subterrâneo leva da galhofa à tragédia. A negatividade do narrador revela seu lado sinistro quando enreda a prostituta Liza em sua teia: o espetáculo da auto-degradação se transforma em crueldade; os anátemas contra o humanismo deságuam no desespero e no remorso. ~Editora 34, 2000, 6a edição, 5a reimpressão, 2020, tradução: Boris Schnaidderman
    4 hr 37 min
  • O povo brasileiro • Darcy Ribeiro
    Fruto de um longo trabalho de mais de 30 anos de escrita e reescrita, 'O povo brasileiro' configura-se como um ensaio magnânimo de um pensador que expõe, com propriedade e por meio de uma linguagem clara e ao mesmo tempo exuberante, as agonias e os êxitos da formação brasileira. Darcy Ribeiro promove um mergulho profundo nos meandros de momentos fundantes da formação nacional. Ele disserta sobre os antecedentes da expansão ultramarina, as instituições políticas que se organizaram no território americano, o choque entre os povos europeus e os que aqui foram subjugados, a incapacidade das elites monárquicas para lidar com a questão da mão de obra escrava, os processos falhos de urbanização e de industrialização do país, entre outras realidades que compuseram nosso passado. 'O povo brasileiro' firma-se como uma leitura imprescindível para todo aquele que deseja entender os destinos do ser nacional. ~Editora Global, 2015, 3a edição, 6a reeimpressão, 2020.
    4 hr 36 min

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Algumas de minhas leituras, em andamento, com todos os tipos de interrupções, reações e ruídos normalmente ligados ao ato de ler. Visando aprimorar meus conhecimentos, vocabulário, dicção e também…