Vou começar aqui uma série de episódios nos quais converso com vocês sobre situações comuns na infância, cenas do cotidiano que muitas vezes passam despercebidas, mas que podem deixar marcas profundas na forma como nos relacionamos com nós mesmos e com os outros na vida adulta.
São falas, atitudes e dinâmicas que, para uma criança, podem ser interpretadas como pressão, culpa, responsabilidade ou medo de perder o vínculo.
A ideia não é apontar culpados, nem olhar para os pais como vilões, mas abrir espaço para reflexão. Porque muitas dessas formas de se relacionar são aprendidas, repetidas e naturalizadas ao longo das gerações.
Ao longo dessa série, quero trazer exemplos reais, simples e cotidianos, para que possamos entender melhor como essas experiências podem ser internalizadas e aparecerem na vida adulta em forma de angústia, culpa, dificuldade de se posicionar ou de sustentar os próprios desejos.