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Confesso que não foi nada fácil, mas consegui instalar o KOReader no meu Kindle de 2012. Sim, aquele que a Amazon recentemente matou. E o mais incrível é que não só ressuscitei o equipamento, como ele está ainda mais poderoso do que era.
Estou feliz com meu feito, mas por não ser algo simples de se fazer, é natural que a maioria das pessoas nem sequer vai tentar essa possibilidade.
É revoltante perceber como o enshittification está cada vez mais presente no nosso dia a dia e que algumas das alternativas são complicadas demais para a maior parte das pessoas. É como se estivéssemos em uma prisão de luxo.
LinksNão sei se já parou para pensar sobre isso, mas se você ligar ou enviar uma mensagem do seu telefone para alguém que está na sua frente, a comunicação vai viajar muitos quilômetros até a central da empresa de telefonia e fazer o mesmo caminho de volta até a pessoa que está bem ali ao alcance dos seus olhos.
E se eu te disser que essa não é a única opção que temos? Há 19 anos aprendi o que era uma rede mesh e finalmente estou fazendo parte de uma.
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Como muita gente, acompanhei a missão Artemis II e me deliciei com as inacreditáveis fotos da terra e da lua. Foi muito difícil, mas escolhi minhas três prediletas para registrar no podcast este momento tão belo no mar de ódio e loucuras que tem dominado nosso planeta. Ou, como desse Carl Sagan, a única casa que conhecemos.
Infelizmente, houve também um lado negativo. Pessoas modificando fotos com IA e criando sensacionalismo online para gerar clicks. Humanos!
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A partir do dia 20 de maio de 2026 não será mais possível baixar ou comprar novos livros em aparelhos Kindle de 2012 e anteriores. Essa mudança traz uma série de implicações, sendo uma delas não podermos mais usar estes aparelhos para remover o DRM dos nossos livros, como demonstrei em um vídeo recente.
A notícia veio por email, sem uma explicação clara da razão pela qual isso estava sendo feito. Honestamente, gosto muito mais dos primeiros modelos de Kindle, porque eles não têm luz de fundo e o peso e a espessura remetem a um livro de verdade.
Starting May 20, 2026 — 14 to 18 years after their initial launches — we are discontinuing support for Kindle devices released in 2012 or earlier.
Affected devices include Kindle 1st and 2nd Generation, Kindle DX and DX Graphite, Kindle Keyboard, Kindle 4, Kindle Touch, Kindle 5, and Kindle Paperwhite 1st Generation.
Tenho outro aparelho Kindle pós 2012 em casa que era da minha esposa e tentarei fazer o procedimento de conexão ao Calibre com ele.
De qualquer for, ano passado (2025), quando a Amazon começou a dificultar o acesso aos nossos livros passei a comprar livros na loja Kobo e remover imediatamente o DRM. Entretanto, se as coisas se complicarem por lá também, já decidi que voltarei aos livros de papel. Afinal, hoje em dia é muito fácil transcrever as anotações usando IA no telefone. E os grifos e anotações são as partes que quero efetivamente levar para meu Obsidian.
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Existem três características do Obsidian que me deixam muito tranquilo em relação à preservação e acesso dos meus arquivos. Em primeiro lugar, tudo está guardado no meu computador. Além disso, as notas estão baseadas em dois formatos que podem ser facilmente manipulados por IA, o YAML e o Markdown.
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Quando importei as minhas notas do Evernote para o Obsidian, eu ainda não conhecia muito bem tudo que era possível fazer no Obsidian e terminei com centenas de notas que vou levar meses para reorganizar. No episódio de hoje, falo sobre essa história e explico por que acho importante guardar momentos, mesmo que sejam coisas banais do dia a dia.
A propósito, não cometa o mesmo erro que eu. Entenda primeiro o que pode ser feito no aplicativo e deixe a importação para depois. Use por alguns meses e só faça a importação depois que estiver confortável com como as coisas funcionam. Essa é uma dica que inclusive faz parte do curso Obsidian para Iniciantes.
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Alguns acontecimentos têm me levado a pensar a respeito de como a humanidade tem se distanciado cada vez mais dos inúmeros sinais que vêm da natureza. Quanto mais tecnologias usamos, menos sabemos viver sem elas. Isso tem um nome. Chama-se dependência.
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Há alguns dias, uma conversa no Mastodon sobre como a IA vem incomodando pessoas que gostam de escrever, descobri que o meu autor predileto — Fernando Sabino — andou aparecendo no radar de alguém lá na Austrália. E foi isso que me inspirou a publicar a reflexão de hoje.
Esse acontecimento tocou profundamente meu coração porque a relação que tenho com Sabino vai muito além do “meu autor predileto”. Carrego até hoje comigo uma boa quantidade das sabedorias que ele frequentemente compartilhava nos seus livros.
Além de tudo isso, houve um momento em que trocamos correspondências. Infelizmente, não tenho cópias das cartas que mandei para ele, mas guardo com imenso carinho as que ele me enviou. Estão devidamente emolduradas e aparecem ao fundo em diversos dos meus vídeos no YouTube.
A conversa no Mastodon começou por conta do tal travessão que muitos atribuem a textos produzidos por IA. O que só demonstra uma imensa falta de cultura de algumas pessoas, já que o travessão é algo que se usa há literalmente centenas de anos.
Foi nos livros do Sabino que me deparei com eles à exaustão — como pode ser visto na imagem abaixo — e acabei me apaixonando por este curioso símbolo usado na nossa e em tantas outras línguas.
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Não sei desde quando o Evernote passou a ter um assistente de IA, mas só notei isso há alguns dias. Essa descoberta, que veio justamente no momento em que procuro um assistente para o Obsidian, me levou a algumas reflexões que compartilho com você neste episódio do podcast.
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A quantidade e variedade de conteúdo que tenho hoje no Obsidian é muitas vezes superior ao que eu tinha no Evernote. Naquela época, eu já sonhava um dia poder conversar com as minhas anotações, mas confesso que nunca refleti muito sobre o lado técnico de como fazer isso funcionar.
Quando os LLMs começaram a se popularizar, fiquei, ao mesmo tempo, empolgado e frustrado. Afinal, compartilhar as minhas anotações com um modelo online não estava nos meus planos. Mas as coisas evoluíram e agora há ferramentas como o Ollama que rodam localmente.
Chegou a hora de experimentar algumas opções, elaborar um plano e colocar em prática. No episódio de hoje, explico o que tenho em mente.
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