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Em 2005, um site contendo basicamente uma única página repleta de anúncios foi vendido por US$ 1.000.000. Não demorou nada e várias cópias começaram a aparecer, mas já era tarde. O "The Million Dollar Homepage" é uma daquelas ideias originais que só funcionam uma vez.
Lembrei da história há alguns dias numa conversa com alguém jovem demais para sequer imaginar que algo assim existe na Internet. Na época, o criador do site disse que a página nunca sairia removida. Não resisti e fui verificar. Dito e feito, 21 anos depois e o site ainda está ativo.
Este é o primeiro episódio do podcast sendo publicado e distribuído pelo novo site. E para registrar o momento, o tema do episódio é o próprio site. Enfim, espero que tudo dê certo e que o episódio 57 chegue ao seu aplicativo de podcasts preferido sem nenhum problema.
Algo que esqueci de mencionar no episódio é que continuo escrevendo os conteúdos do blog no Obsidian. Existe um script que procura pelas etiquetas pt e en para saber em que língua a página deve ser criada e depois faz a conversão de Markdown para HTML.
É também neste momento da conversão que as demais etiquetas são adicionadas de forma escondida nos posts para que eu possa criar os filtros que mencionei no episódio.
Depois de tentar diversas ferramentas, estou de volta às minhas origens online. Estou criando meu próprio site sem usar plataformas. Tudo é feito escrevendo código, como antigamente.
Porém, isso não quer dizer que estou ignorando tecnologias mais modernas. Esse novo site usa Javascript, CSS e até mesmo IA. Sem mencionar scripts Python que me ajudam a criar listas e os feeds RSS do blog e deste podcast.
Existe algo de especial em construir sua própria casa online. Ter controle sobre absolutamente tudo significa que posso criar o que eu quiser e da forma como eu preferir. Sem mencionar que é muito fácil mudar para outro serviço de hospedagem, simplesmente copiando todos os arquivos que estão no meu computador para um novo espaço online.
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Suas fotos do Instagram estão prestes a virar dados para a IA da Meta. Um novo recurso permitirá que qualquer pessoa use IA em suas fotos para criar novos conteúdos baseados nelas. E o mais absurdo é que você não será notificado.
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Loucura? Retrocesso? Chame como quiser, mas para mim, reconstruir meu blog do zero, de forma totalmente manual e sem depender de plataformas proprietárias, está sendo o ápice da minha liberdade digital.
Neste episódio, falo sobre as minhas idas e vindas no uso do Micro.blog como ferramenta para hospedar e publicar conteúdo no meu site e como o Fediverso influenciou essa escolha e agora tem sido a força que está me levando a tomar uma decisão radical.
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Mais do que apenas um projeto para construção de um computador totalmente personalizado, essa experiência com o Raspberry Pi está me forçando a sair da conveniência das interfaces gráficas e retornar à essência da computação: o terminal e o código.
Neste episódio, reflito sobre como a escolha por sistemas “mais fáceis” no passado moldou quem eu sou hoje e como, ironicamente, estou usando IA — uma tecnologia extremamente moderna — como professora para “escovar bits” nessa jornada de reaproximação com o princípio de tudo, o cerne das máquinas.
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Apesar de não falar sobre o assunto há algum tempo, continuo investindo energia na ideia de usar uma IA local via Ollama para conversar com minhas notas do Obsidian.
Comecei experimentando alguns plugins, mas confesso que não senti confiança nesta opção por conta de enorme quantidade de configurações em alguns deles. Achei arriscado demais acabar criando acidentalmente algum tipo de conexão com algum IA em nuvem.
Foi quando parti para algo mais radical. Usar o Terminal do Mac para apontar o Ollama para a pasta do meu cofre do Obsidian. O problema, neste caso, foi o volume gigantesco de notas que tenho.
Hoje, tive uma terceira ideia inspirada na forma como o Evernote funciona. E acho que tem tudo para dar certo.
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Há alguns dias, quando explicava para algumas pessoas o que era uma rede mesh e suas vantagens, algo me ocorreu: existem opções muito melhores para praticamente tudo, mas é muito mais fácil optar pela conveniência do que já estamos fazendo. É como uma prisão que mantém as portas abertas, mas de onde os prisioneiros não fogem.
Entendo que a maioria não sabe que existem tantas opções de qualidade. Porém, mesmo quando descobrem outros caminhos mais saudáveis, a conveniência impede a mudança. Enfim, decidi parar de tentar convencer os outros e escolhi focar em viver em paz.
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Enquanto lia meus primeiros livros no KOReader, fui explorando diversas das inúmeras configurações e acho que agora já estou mais familiarizado com todas aquelas opções nos menus. Por exemplo, estou adorando poder fazer ajustes finos nos grifos e copiar e colar textos em anotação. Comecei até a usar algo que eu não pensei que usaria: tamanhos diferentes de fontes e margens em cada um dos livros.
O mais incrível é que as inúmeras configurações que me assustaram no começo, estão agora fazendo falta em outros leitores de eBooks. Voltei por uns dias ao Supernote para fazer algumas comparações e já nas primeiras páginas de um livro comecei a procurar configurações do KOReader que não existem nele.
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Há algum tempo que venho refletindo sobre como terminamos escravos de tantas redes sociais. É algo realmente difícil de entender, especialmente com tanta coisa interessante ao nosso redor.
Neste episódio, compartilho um pouco da minha trajetória, começando pela ilusão que me levou a abandonar meu blog em favor do Facebook e como, aos poucos, fui voltando a tudo que me dava prazer de verdade antes das redes sociais.
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