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Em Lucas 22:14-18 lidamos com um momento inusitado: Jesus estava ansioso por algo. Não que nosso mestre estivesse preocupado, pelo contrário, Jesus estava cheio de expectativa, esperando por um momento específico.
Nosso entendimento a respeito da doutrina da encarnação deve começar com o entendimento correto da segunda pessoa da trindade: Deus Filho. Desde que o Pai existe, isto é eternamente, o Filho existe e também o Espírito Santo. Nunca houve um tempo em que não houvesse amor. Na verdade, o próprio Deus Espírito Santo é o amor entre Deus Pai e Deus filho. Há plenitude e prazer eterno na Trindade
Cristo é o dono da Igreja, e os seus olhos estão voltados para nós, mas enquanto os nossos olhos não o verem, não estaremos aptos para o trabalho que é esperado da Igreja do fim.
A Igreja é a comunidade que Deus, desde a Eternidade, escolheu revelar seus segredos a respeito da Promessa e do Reino Eterno de Cristo. É a comunidade que Deus escolheu para aprender a viver aqui e agora um estilo de vida que represente o Reino Eterno de Jesus por meio do sacerdócio. Isso é a Comunidade do Reino, o povo do Cordeiro.
A Reforma se faz necessária sempre que os homens começam a pensar que serão seguidos por Jesus em vez de seguirem a Jesus. Para a Igreja que anda como pedra de tropeço para Cristo, o Senhor se revelará a eles como a “pedra de tropeço e rocha que os faz cair”, mas para aqueles que andam na revelação de quem Ele é, o Senhor se revela como “a pedra angular” na qual todos os que o seguem se encaixam como pedras vivas.
Muitos tem deixado de congregar, como nos diz o autor de Hebreus, mas nós não. Nós estamos caminhando para um lugar, onde a comunhão irá tomar proporções intimidadoras para nosso estilo de vida individualista. Será que realmente queremos isso? Realmente queremos ser o tipo de Igreja que Deus quer?
Um dia nos reuniremos com Cristo nos ares, mas essa não pode ser a primeira vez que vamos experimentar o que é unidade. Cristo nos chama para provar dessa comunhão aqui e agora.
Quando olhamos para a cena de José de Arimateia, não encontramos apenas um homem dedicado, encontramos um retrato do que deve ser a geração pré-avivamento, a geração que prepara o caminho do Senhor, que aguarda o grande avivamento.
A Igreja é a comunidade dos verdadeiros discípulos - aqueles cultivam a Phronesis (o sentimento) de Cristo a fim de serem moldados à imagem Dele.
Em João 17 o que vemos é o coração de Jesus. Em Salmos 2 vemos que a concretização dos planos eternos estão condicionados ao pedido do Filho ao Pai ("pede-me as nações e eu te darei"). Em João 17 o que estamos vendo é Deus falando com Deus, através do poder de Deus, sobre o destino de Jesus e o seu povo. O que Deus nos revela em João 17 não é apenas um modelo de como orar, mas o retrato do que o Pai e o Filho esperam para a Igreja.
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