humildes de espírito (“pobres de espírito”, NVI). O espírito é o elemento imortal no homem; e sobretudo a parte moral da alma humana com a qual o homem é religioso e recebe e comunga com o Espírito Divino. Aquele cujo espírito o Evangelho encontra suprido e falsamente rico com algo mais do que o Evangelho, não pode receber o Evangelho. Se o espírito estiver cheio e satisfeito com alguma falsa religião, ou orgulho, ou bem terreno, ou moralismo, não tem espaço ou receptividade para o Evangelho, e nenhuma bênção de Cristo. Assim, o completo e auto-consciente pecador, moralmente pobre de fato e de espírito, tem muitas vezes mais probabilidade de receber o Evangelho do que aquele que tem algo que não é religião no lugar da religião. Bem-aventurado, portanto, aquele que tem um vazio receptivo, uma pobreza, real e sentida, para o Evangelho. [Whedon, 1874]