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Inesperadamente, ou talvez não, Irlanda do Norte, País de Gales e Escócia deram mostras de querer acabar com o Reino Unido. Mas será que querem mesmo, ou pretendem apenas ganhar estatuto, poder regional e capacidade de decisão no quadro dos seus interesses particulares? E querem voltar à União Europeia? De que forma? Não passará tudo de uma espécie de ‘não-assunto’?
Sem assunto está a relação entre o Irão e os países do Conselho de Cooperação do Golfo – muito por culpa das ações dos grupos xiitas que, a mando de Teerão, semeiam o caos no Médio Oriente.
Por cá, em tempos de discurso sobre o estado da União, o assunto é a tempestuosa relação entre Ursula von der Leyen e Kaja Kallas, com António Costa a manter-se prudentemente a uma distância segura.
O 11 de Setembro foi há 25 anos... e o mundo nunca mais foi o mesmo. Dos conflitos militares como a "guerra ao terror" passando por grandes atentados terroristas a nível global passando por significativas mudanças políticas e sociais em todo o mundo.
Este será o tema único deste Especial, com a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa (que estava em Nova Iorque neste dia) e a condução do jornalista António Freitas de Sousa.
A guerra comercial que os Estados Unidos lançaram sobre o Canadá nem é inesperada nem é aceitável.A alteração das relações entre as duas nações umbilicalmente unidas implica uma mudança profunda que os mais otimistas consideram que não será mais que momentânea.De algum modo, o mesmo se passa com a guerra agora também económica com o Irão.No meio dela, a União Europeia e a Europa em geral já está a sofrer as suas consequências. Entretanto, em França, metade do país parece querer comparecer às eleições presidenciais – numa amálgama que ninguém esperava.A sondagens indicam que jogam todos contra todos e no fim ganha Marine Le Pen. Ou Jordan Bardella.
Esgotaram-se os 60 dias que Estados Unidos e Irão se tinham proposto para alcançar a paz. Nesses 60 dias, o presidente dos Estados Unidos manteve-se igual a si mesmo: acusou o Irão de tudo, insistiu na ameaça de destruição total e, finalmente, achou-se na disposição de declarar o Estreito de Ormuz como fazendo parte dos Estados Unidos. O Irão respondeu à altura, mantendo o seu registo sacrificial. Neste contexto, muito estranho seria que a trégua servisse de alguma coisa. Esperam-se os próximos capítulos de uma guerra que não está para acabar. O mesmo se passa a muitos quilómetros dali, no Donbass: Rússia e Ucrânia correm ‘alegremente’ para um possível aumento da geografia do conflito.
Entretanto, alguma coisa mudou na relação entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, naquilo que parece ser uma vingança de Trump como resposta à ausência de apoio dos coreanos na guerra contra o Irão.
Sob o signo das pesadas simbologias – Acordo de Abraão, Acordo de Meca – a aliança que agrega Paquistão, Arábia Saudita e Turquia é uma resposta imediata ao problema do Irão, ou não fosse uma aliança sunita.Mas vale a pena analisar o que será no futuro, principalmente se se confirmar que o Egipto passará também a fazer parte dela.Israel também está no centro das atenções depois de inviabilizar o acordo de paz para Gaza, apesar de patrocinado pelos Estados Unidos. Vence a fação que diz que só negociará com o Hamas quando os seus membros estiverem todos mortos.Logo ali ao lado, na Síria, há um vento de esperança que continua a correr suavemente pelo país.Adiante se verá se a condenação à morte, à revelia, de Bashar al-Assad mudará ou não o curso dos ventos.Tudo para ver no programa desta semana de A Arte da Guerra, com o embaixador Francisco Seixas da Costa e condução do jornalista António Freitas de Sousa.
A crise migratória ocorrida em Ceuta – cidade que está formalmente excluída do Espaço Schengen, convém recordar – não foi a primeira, não será a última e demonstra os problemas históricos existentes entre Marrocos e a Espanha. Acossado internamente, o chefe do governo espanhol está sob forte pressão depois de ter decidido legalizar milhares de imigrantes a viverem no seu país. Mais adiante – quando houver eleições – se verá quais são as reais consequências de todo o cenário.Entretanto, o cenário de Trump é a aproximação das eleições intercalares; ninguém consegue arriscar qualquer certeza sobre as escolhas dos norte-americanos, mas uma coisa é certa: a segunda parte do segundo mandato do presidente será para ser seguida com toda a atenção.Outro cenário desconhecido: que país será a Ucrânia depois da guerra? O futuro afigura-se obscuro e poucos se admirariam se o nefasto exemplo novecentista das ‘entantes’ viesse a repetir-se.
Os mais alarmistas olham para o ataque ucraniano a um navio iraniano no Mar Cáspio como o pronúncio de uma guerra mais alargada. Ao mesmo tempo, norte-americanos e sauditas – que estão em guerra com os houthis, que estão em guerra com quem passar para o Mar Vermelho – levaram a guerra até ao Iraque. Para todos os efeitos, os sinais são inquietantes.
Inquietantes são também os sinais que Lula da Silva e o seu partido tomam para as eleições presidenciais que se avizinha – com Javier Milei, presidente da Argentina, a dar uma ajuda à oposição ao seu congénere.
Mais inquietante que tudo isto é ser-se palestino e viver-se em Gaza ou na Cisjordânia – lá, onde há uma guerra esquecida.
Sintoma de que os ucranianos não estão totalmente alinhados com o seu presidente, ou apenas a democracia a funcionar? Com certeza uma mistura das duas coisas, mas o certo é que a crise política na Ucrânia é um sinal que vale a pena perceber em termos das suas consequências.Para perceber está também aquilo que faz correr, desde há poucos dias, o novo primeiro-ministro britânico. São os primeiros passos de um longo caminho que irá desembocar nas eleições (se Burnham sobreviver até lá) e no seu manancial de incertezas.Do lado de lá do oceano, Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, fartou-se da oposição. E Washington fartou-se dele. Um caso a acompanhar de perto.
Contra as teorias militares, contra os primeiros anos da guerra no terreno, a “Rússia está à beira de um ataque de nervos”.Não consegue progredir no terreno e vê o seu território invadido todos os dias pelos aparelhos de guerra ucranianos.Longe dali, a guerra no Irão regressou, depois de mais um episódio trágico-cómico da autoria do suspeito do costume: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.Entretanto, a NATO deu mostras de ainda estar viva e conseguiu subtrair-se a uma reunião geral que podia ter corrido muito mal. Para já, salvaram-se as aparências.
Sinal dos tempos: o ‘anti-europeismo’ da administração Trump tem raízes históricas seculares, o que talvez ajude a explicar muita da contemporaneidade protagonizada pelo atual presidente da federação. É, de qualquer modo, um marco histórico incontornável, que marcou o globo há 250 anos.Mas, se Trump não conseguiu nada de especial na comemoração dos 250 da independência em termos de exacerbação da nacionalidade, passou-se exatamente o contrário com as cerimónias fúnebres do líder iraniano Ali Khamenei.Entretanto, a cimeira da NATO em Ancara revela mais uma vez todas as suas idiossincrasias.
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