A Arte da Guerra

A Arte da Guerra

By O Jornal EconómicoNews
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A Arte da Guerra episodes

  • Médio Oriente: “Ambos os lados estão convencidos de que o tempo joga a seu favor”

    Cessar-fogo, negociações, viagens que afinal não se fazem, levantamento de embargos que afinal não se efetivam. No meio de uma guerra cujos avatares se percebem mal, é o resto do mundo que está suspenso dos humores de Donald Trump e de quem mandar no Irão. Nesta guerra de nervos, um dos primeiros a ceder foi o Japão: a nova primeira-ministra, que teme que o seu país fique ainda mais isolado lá longe onde está, tratou de voltar ao conjunto de nações que querem rearmar-se antes que seja tarde demais. Os antigos ocupantes de Taiwan temem pela segurança da ilha. Bem longe dali, alguns temem que a Bulgária seja a nova Hungria da União Europeia. Mas nada indica que isso venha a ser verdade.

    34 min
  • “Estamos num dos momentos internacionais mais tensos dos últimos anos”

    É preciso entender a guerra do Irão no quadro mais lato do confronto entre os Estados Unidos e a China. Um confronto há muito anunciado – há mais de uma década – e que de algum modo tem enquadrado, como pano de fundo, decisões que aparentemente têm pouco a ver com esse tema ‘maior’. No meio, um pouco de tudo: bloqueios que se somam a outros bloqueios, negociações de paz mediadas por árbitros pouco isentos – como é o caso dos encontros entre Israel é o Líbano (ou alguém pelo Líbano) – e até mesmo uma inesperada altercação entre a Casa Branca e o Vaticano (ou seja, entre dois norte-americanos).Num programa que finalmente se furta, ao cabo de algumas semanas, ao figurino monotemático, espaço ainda o adeus pouco saudoso a Viktor Orbán.

    42 min
  • “O importante era parar a guerra e só isso já é uma boa notícia”

    Em mais uma emissão em formato monotemático, vale a pena observar o conflito que eclodiu no Médio Oriente e que só os mais distraídos acharão que está próximo do fim. Donald Trump – um inimputável em termos de direito internacional – ameaçou uma civilização inteira de desaparecer sob a força das suas armas, como se tudo não passasse de uma banalidade discursiva para deleite de ouvintes ávidos de vingança. No final, está tudo um pouco pior que no início, como por exemplo o Estreito de Ormuz, outrora um caminho de livre circulação que agora passa a ser ‘portajado’.

    40 min
  • “Quem travou Ormuz foi a estupidez da ação norte-americana”

    Num programa a fazer jus ao seu próprio nome, visitamos três guerras em andamento – não vá o mundo esquecer-se que nem só de Irão se faz a geografia da guerra por estes dias. No irão, a falta de pensamento sobre a intervenção de Israel e dos Estados Unidos – crentes numa guerra rápida – está a deixar o mundo sem petróleo e sem gás natural. Mundo esse que não está disponível para fazer parte da guerra. Na Ucrânia, a Rússia – crente numa guerra rápida – averba um empate técnico no mínimo humilhante para as suas pretensões. E em Gaza, Israel – crente numa guerra eterna – o racismo está em alta, destruindo o que lhe restava de uma qualquer moralidade democrática.

    41 min
  • “Não sabemos na realidade se há negociações entre o Irão e os EUA"

    Num contexto que muda a cada instante, as possíveis negociações de paz entre o Irão e os Estados Unidos geram pelo menos uma certeza: não há nenhuma hipótese de Israel apoiar o plano de 15 pontos que terá sido – terá sido – apresentado ao Irão, com a surpreendente mediação do Paquistão. E há alguns pontos tão improváveis que mais parecem fake news. Entretanto, no terreno, os combates não esmorecem.

    Em França, as consequências das eleições municipais são interessantes: a direita tomou bom entendimento do que se passou e já vai apontando candidatos às presidenciais do próximo ano. À esquerda, as mesmas eleições não serviram para o mesmo.

    Ainda na Europa, as eleições na Eslovénia parecem dar algum alento às forças pró-europeias – o que não é um bom sinal para a Hungria de Viktor Orbán.

    36 min
  • “Guerra contra o Irão também é impulsionada pela Arábia Saudita”

    Há mais um implicado no grupo dos que querem vergar o regine teocrático de Teerão a todo o custo: a Arábia Saudita. Afinal, o país de que Donald Trump já se queixou por pouco fazer com os milhares de milhões que gastou em armamento. Mas o problema da guerra continua a ser o pensamento errático do presidente dos Estados Unidos.

    Na Europa, os europeus assistem a um fenómeno não totalmente inesperado em França: a ‘extremização’ do eleitorado. Mais surpreendente ainda: o ‘diabo’ Jean-Luc Mélenchon ganhou nova vida para o que aí vem em 2027.

    Nova vida parece não ter Viktor Orbán: tudo indica que o seu ‘reinado’ está a chegar ao fim.

    32 min
  • “O Irão tem uma noção quase sacrificial” da sua posição

    Numa altura em que a guerra da dupla Estados Unidos-Israel contra o Irão está longe de poder ser concluída, as metástases da operação – a que “só falta chamar operação militar especial” – espalham-se em seu redor à velocidade dos mísseis.

    E a resistência do antigo império persa parece estar muito para lá do que era antecipado, numa lógica sacrificial que vai alterar a relação de forças no Médio Oriente, isso é certo, mas não permite uma antecipação clara do ‘dia seguinte’.

    48 min
  • "Posição de Israel é o fator de terminante do ataque ao Irão"

    Em mais um programa monotemático – o que à partida costuma ser um mau sinal – vale a pena entender o ‘dia antes’ e o ‘dia depois’ de mais uma ação militar da dupla Estados Unidos-Israel contra o Irão. Sendo o ‘dia antes’ conhecido – mesmo que não explique de todo a ação militar – já o ‘dia seguinte’ é uma nebulosa difícil de antecipar.

    Entretanto, à volta das fronteiras do Irão, o resto do mundo vai-se afundando em mais um momento de inflação, crise energética e tensão acrescida. É o ‘menu’ do costume quando a guerra conta mais que a diplomacia.

    34 min
  • Discurso de Trump no estado da União “fica ao lado da verdade”

    Um país dentro de um país. É assim que os cartéis que gerem a produção e a venda de drogas no México querem que as coisas continuem. Aparentemente, a presidente do México – apoiada pelo presidente dos Estados Unidos – quer mudar esse estado de coisas.Mas a violenta intervenção contra os cartéis mexicanos deixa claro, por outro lado, que o tema era uma mera desculpa quando aplicado à Venezuela.Entretanto, o vizinho a norte passa por um período de grande esplendor, como se um sonho todos os dias se tornasse cada vez mais real. Mas talvez seja um exagero de Donald Trump.Exagero é com certeza o tempo que a guerra na Ucrânia já dura: quatro anos, milhares de mortos, todo uma nova Europa, mais negra e mais insegura, que se vai formando diante dos olhos espantados dos europeus.

    41 min
  • “Vance é o polícia mau, Rubio o polícia bom”

    Há um ano em Munique, JD Vance, vice-presidente dos Estados Unidos, veio dizer à Europa que o continente se afundava em imigrantes, devaneios intelectuais e desprezo pela segurança.Um ano depois, o secretário de Estado Marco Rubio veio dizer o mesmo, com a ‘boa nova’ da oferta de salvação. A Europa aplaudiu – com a honrosa exceção de Kaja Kallas.Na mesma altura, na Bélgica, a União Europeia institucionalizava a opção pela cooperação reforçada – um instrumento que não é novo, mas que tem tudo para ‘deslaçar’ a Europa.Ainda na Europa, desta vez na Suíça, Estados Unidos e Irão tentam encontrar um acordo que Israel tratará de impossibilitar.

    44 min

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