África em Destaque – DW em português | Deutsche Welle

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África em Destaque – DW em português | Deutsche Welle episodes

  • Verónica Macamo: "Exigimos ao Governo sul-africano que os ataques parem"
    Automobilistas privados moçambicanos e condutores de transportes semicoletivos receiam viajar até à África do Sul, depois de circularem nas redes sociais vídeos de ataques a viaturas. Maputo exige explicações.Nas redes sociais circulam imagens de ataques a viaturas particulares e de passageiros na África do Sul, depois da fronteira da Ponta do Ouro, a sul da província de Maputo.
    Os vídeos mostram quatro viaturas particulares em chamas e, num outro momento, um autocarro de passageiros também a arder, na semana passada. Ninguém sabe ao certo quem são os indivíduos que praticam tais atos. Mas sabe-se que exigem dinheiro.
    Entre a cidade de Maputo e a terra do rand circulam vários cidadãos que fazem compras de diversos produtos para revender em Moçambique. Os ataques deixam nervosos os comerciantes, também conhecidos por "mukheristas".
    "Tenho de ir à África do Sul, se tivesse boas condições não iria", afirma uma cidadã ouvida pela DW África.
    Automobilistas privados e condutores de transporte de passageiros queixam-se frequentemente de agressões. Com os novos ataques, alguns proprietários pararam de viajar desde domingo (29.01):"Eles, quando entendem, agridem. É muito complicado e sempre temos alertado a polícia, pedindo socorro", afirmou um motorista.
    Exigência moçambicana
    A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, garantiu, esta segunda-feira (30.01), que o Governo moçambicano está em contacto com a África do Sul. Macamo exige que estes ataques de desconhecidos a moçambicanos na África do Sul parem.
    "Acho que esse não é um desejo do Governo sul-africano. O problema principal é quando é que [os ataques vão] parar. É isso que também exigimos ao Governo sul-africano, que essas coisas parem", afirmou.
    A governante acredita que haverá em breve uma resposta das autoridades sul-africanas: "Penso que haverá uma resposta formal", referiu.
    Na África do Sul, os moçambicanos têm também sido alvos de ataques xenófobos, que já deixaram dezenas de mortos. Os seus bens também têm sido vandalizados.
    35 min
  • Sismo de magnitude 5,3 registado em Cabo Verde
    Um tremor de terra foi sentido na última madrugada nas ilhas cabo-verdianas de Santo Antão e São Vicente. Até ao momento não há registo de vítimas nem danos materiais.O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) detetou esta madrugada um sismo com magnitude 5,3 na escala de Richter com epicentro próximo das ilhas cabo-verdianas de Santo Antão e de São Vicente.
    De acordo com informação do USGS consultada esta quinta-feira (26.01) pela agência Lusa, o epicentro do sismo foi registado a uma profundidade de 10 mil metros, a 75 quilómetros de distância de Porto Novo, na ilha de Santo Antão, e 75,2 quilómetros do Mindelo, São Vicente, tendo ocorrido às 03:16 locais.
    O sismo foi sentido em várias ilhas de Cabo Verde, além de Santo Antão e São Vicente, conforme relatos de vários populares na comunicação social cabo-verdiana ao início da manhã.
    Há relatos ainda da ocorrência de pequenas derrocadas de pedras, mas sem danos materiais ou vítimas confirmadas até ao momento.
    Todas as ilhas do arquipélago são de origem vulcânica, pelo que os sismos são sentidos com alguma frequência.
    2 min
  • Contra o Crime: Academia de Excelência
    "Contra o Crime - Academia de Excelência" fala de fraude e corrupção na educação. A história passa-se em Didiassa, uma cidade africana fictícia, onde a população é muito jovem, mas não tem grandes perspetivas de emprego.Neste novo audiolivro, intitulado "Contra o Crime - Academia de Excelência" e escrito por Ani Eliam, falamos de fraude e de corrupção no setor da educação.
    A história passa-se em Didiassa, uma cidade africana fictícia. Aqui, a população é muito jovem, mas infelizmente as perspetivas de emprego para os jovens não são brilhantes.
    O sistema de ensino superior público tem sido assolado por uma série de greves e a taxa de desemprego entre os que procuram o primeiro trabalho é elevada.
    Tal como muitos outros pais, o inspetor Martins, da polícia nacional, está preocupado com o seu filho, Henrique.
    É a eles que nos juntamos neste primeiro episódio, quando pai e filho decidem ir visitar uma universidade privada.
    5 min
  • Contra o Crime: Comportamentos tóxicos
    O audiolivro "Contra o Crime - Comportamentos tóxicos", escrito por James Muhando, fala sobre estereótipos, perceções e juízos de valor ainda existentes em África no que toca à masculinidade.O audiolivro "Contra o Crime - Comportamentos tóxicos", escrito por James Muhando, fala sobre estereótipos, perceções e juízos de valor existentes em África no que toca à masculinidade.
    Esta história passa-se em Shinki, uma pequena, mas animada cidade africana fictícia. Vamos conhecer Lucas, um jovem que acaba de se formar em Direito, e a sua noiva, Rute, que ainda está a estudar.
    O "Learning by Ear - Contra o Crime" tem um novo formato: o audiolivro. Adaptámo-nos às restrições impostas pela pandemia provocada pela Covid-19 e continuámos a fazer a produção desta série em África - ainda que remotamente.
    Com a ajuda de ferramentas digitais, a nossa série educativa continua a tratar de temas que fazem parte dos desafios dos jovens africanos.
    5 min
  • Contra o Crime: Não acredite na propaganda
    O audiolivro "Não acredite na propaganda" fala sobre notícias falsas e desinformação. Esta história passa-se em Kalanda, uma cidade africana fictícia em crescimento e com uma população de 10 milhões de habitantes.Neste audiolivro, escrito por Chrispin Mwakideu, vamos conhecer Tiago, um jornalista de investigação, e Nélia, que trabalha no departamento de qualidade alimentar da maior fábrica de processamento de milho da cidade.
    A população de Kalanda está a crescer e, por isso, precisa de mais habitações, estradas, escolas e hospitais.
    A história começa no centro de Kalanda, onde o presidente do Conselho Municipal inaugura o novo hospital da cidade, uma iniciativa de financiamento privado.
    O "Learning by Ear - Contra o Crime" tem um novo formato: o audiolivro. Adaptámo-nos às restrições impostas pela pandemia provocada pela Covid-19 e continuámos a fazer a produção desta série em África - ainda que remotamente.
    Com a ajuda de ferramentas digitais, a nossa série educativa continua a tratar de temas que fazem parte dos desafios dos jovens africanos.
    5 min
  • Distúrbios em Cabinda após anúncio dos resultados eleitorais finais
    Após o anúncio dos resultados finais pela Comissão Eleitoral, Cabinda foi palco de tumultos entre militantes do MPLA e da UNITA. A sede do maior partido da oposição foi cercada pela polícia durante mais de duas horas.Segundo os dados apresentados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) na segunda-feira (29.08), o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) arrecadou 3.209.429 de votos, elegendo 124 deputados, e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) conquistou 2.756.786 votos, garantindo 90 deputados.
    O plenário da CNE proclamou Presidente da República de Angola João Lourenço, cabeça de lista do MPLA, o partido mais votado, e vice-presidente Esperança da Costa, segunda da lista do MPLA.
    Depois do anúncio dos resultados definitivos das eleições de 24 de agosto, muitas cidades angolanas registaram uma onda de protestos. Em Cabinda, geram-se momentos de tensão e tumultos entre militantes do MPLA e da UNITA, que "não reconhece os resultados indicados pela CNE".
    "Enquanto não forem decididas as reclamações" já na posse da CNE, e "dentro dos prazos legais", a UNITA "fará entrada de uma reclamação que terá os efeitos suspensivos da declaração dos resultados definitivos", informou em comunicado enviado à DW.
    Alvoroço em Cabinda
    "Quando a caravana do MPLA passava defronte à sede da UNITA, os militantes sentiram-se insatisfeitos e criou-se aquele alvoroço todo, altura em que houve intervenção da polícia, mas já com disparos", descreve o correspondente da DW em Cabinda, Simão Lelo, que esteve a acompanhar os tumultos.
    "A Polícia Nacional usou todas as forças e todos os meios para contrapor a vontade da UNITA" e muitos militantes tiveram de se refugiar na sede do partido pelo menos durante duas horas, acrescenta o jornalista a partir da província mais a norte de Angola.
    Em declarações à DW, Lourenço Domingo, deputado da UNITA, mostrou-se insatisfeito pela maneira como a polícia está a "tomar de assalto" a província, que está atualmente muito militarizada.
    Insatisfação popular
    Esta situação também criou alguma insatisfação entre vários populares presentes, que queimaram bandeiras do partido no poder, por não se reverem na posição da Comissão Eleitoral.
    Dois dois dias antes do anúncio dos resultados finais em Cabinda, já tinha havido uma manifestação de jovens na cidade, que terminou com a vandalizaram da imagem do Presidente João Lourenço e da bandeira do MPLA.
    A polícia já começou a prender algumas pessoas que participaram nesse evento, não se sabendo ao certo quantas foram detidas pela Polícia Nacional.
    Os partidos da oposição UNITA e Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) preveem realizar hoje conferências de imprensa para reagir aos resultados definitivos divulgados ontem pela CNE.
    2 min
  • Angola reage aos resultados das eleições
    Apesar da contestação da oposição aos resultados da CNE, que dão vitória ao MPLA, partido de João Lourenço já canta vitória e agradece confiança do povo. Polícia deteve oito pessoas em protesto em Benguela.Os principais acontecimentos do dia:
    - CNE indefere reclamação da UNITA sobre divulgação dos resultados eleitorais
    - CASA-CE vai interpor recurso junto do Tribunal para impugnar resultados
    - PRS também não reconhece resultados eleitorais
    - Delegados da lista da UNITA detidos no Bengo foram libertados
    - Oito detidos em protesto contra fraude eleitoral em Benguela
    - MPLA diz que não se "faz pacto de regime quando se tem uma maioria absoluta"
    Um dia após a divulgação dos resultados da contagem provisória dos votos das eleições de quarta-feira (24.08) pela Comissão Nacional de Eleições, e que dão vitória ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), com 51% dos votos, o ambiente na capital angolana é de "contestação".
    Em Benguela, os agentes da polícia nacional detiveram, esta sexta-feira (26.08), oito jovens que protestavam contra a fraude eleitoral no município do Lobito.
    Segundo o correspondente da DW nesta província, o protesto teve lugar no Bairro da Bela Vista Alta, tendo a polícia recorrido a armas de fogo para dispersar os manifestantes.
    Entretanto, no Bengo, estão já em liberdade os seis delegados de lista da UNITA que foram detidos no município de Nambuangongo, durante o ato de votação, na quarta-feira. Na altura, foram acusados de falsificação de ata eleitoral.
    Depois de transportados por cerca de 150 quilómetros e apresentados ao Ministério Público, receberam a ordem de liberdade por falta de prova que sustenta a acusação.
    Os acusados contam que estavam na posse de uma ata simulada usada na formação promovida pela direção do seu partido e que não entendem a razão da detenção dos outros cinco delegados, já que apenas um estava na posse do documento.
    Também esta sexta-feira, a CNE anunciou que indeferiu a queixa da UNITA sobre a divulgação dos resultados eleitorais, por não estar de acordo com a legislação. Segundo Lucas Quilundo, porta-voz da CNE, a queixa foi rejeitada porque "o requerimento foi apresentado de forma irregular" e a "fundamentação jurídica não estava de acordo com o que a lei estabelece".
    Clima de "contestação"
    Esta quinta-feira, após o anúncio dos resultados, que colocam a UNITA em segundo lugar, com cerca de 44,05% dos votos, registaram-se alguns "distúrbios" na capital.
    De acordo com o correspondente da DW em Luanda, Nelson Francisco Sul, "há uma rejeição aos resultados anunciados pela Comissão Nacional de Eleições. Sente-se de facto que a população tem sede de mudança".
    Numa altura em que decorre ainda a contagem paralela dos votos que a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) está a levar a cabo, o partido pede calma aos seus apoiantes.
    Em declarações esta quinta-feira, o dirigente da UNITA, Ruben Sicato, explicou que a UNITA está a assumir uma posição "responsável" e deve contar as atas e ter a certeza antes de reivindicar vitória.
    MPLA canta vitória
    Já o MPLA dá a vitória como garantida e minimiza as queixas da oposição. Na sua conta da rede social Twitter, o partido liderado por João Lourenço agradeceu esta manhã ao povo a confiança.
    "Obrigado a todos os angolanos por estarem a construir o nosso país", afirma João Lourenço no vídeo publicado.
    Horas mais tarde, havia a expectativa que João Lourenço daria uma conferência de imprensa na sede do partido, em Luanda. No entanto, o líder do MPLA abandonou o local sem prestar declarações.
    Já o secretário para a Informação do partido avançou aos jornalistas que o partido fará a avaliação do processo eleitoral "no seu todo" e apenas após a divulgação dos resultados definitivos. Na mesma ocasião, Rui Falcão frisou que "em nenhuma parte do mundo se faz pacto de regime quando se tem uma maioria absoluta". E disse ainda que o MPLA "ganhou e bem".
    O porta-voz do MPLA reafirmou ainda que é intenção do partido avançar com a criação de autarquias no próximo mandato, num momento em que a oposição ganhou a província de Luanda nas eleições gerais. Em resposta à convivência com um poder local de outra cor partidária, Rui Falcão minimizou: "Mas qual é o problema? Eu não percebo onde está o problema, democracia é isso mesmo, habituamo-nos a ela e nós estamos a fazer um esforço muito grande de pedagogia, de auto pedagogia".
    Para já, Rui Falcão espera que a UNITA admita a derrota, criticando a manifestação anunciada pelo partido para este sábado. Questionado sobre a realização do protesto, Falcão afirmou que "a UNITA é que tem de explicar quais são os objetivos da sua manifestação".
    CASA-CE interpõe recurso
    A Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) anunciou hoje que vai interpor recurso junto do Tribunal Constitucional para impugnar os resultados das eleições, considerando-os "de longe fraudulentos" e "gravemente" lesivos da "verdade eleitoral".
    "Ciente do seu bom desempenho em sede da campanha eleitoral", afirma a coligação liderada por Manuel Fernandes em comunicado, "irrefutável aos olhos de Angola e dos angolanos", a CASA-CE "garante que vai, em breve, nos termos da Constituição e da Lei, interpor competente recurso junto do Tribunal Constitucional, no sentido de se exigir a reposição da verdade eleitoral".
    Na mesma nota, o partido apela aos seus "militantes, amigos, simpatizantes e povo angolano em geral, serenidade, coragem e bom ânimo", neste "momento de tensão à volta dos resultados provisórios divulgados pela CNE".
    A Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral já havia anunciado, esta quinta-feira, que não aceitava os resultados apresentados. A CASA-CE, que na última legislatura contava com 16 deputados na Assembleia Nacional, não deverá eleger deputados nestas quintas eleições angolanas.
    Partidos desapontados
    Também o Partido de Renovação Social (PRS), que à luz dos resultados provisórios ocupará a terceira posição do círculo nacional com 1,13% dos votos, não reconhece os resultados da CNE e anunciou que vai recorrer também ao Tribunal Constitucional depois de concluir as suas contagens paralelas.
    Esta sexta-feira, o presidente do partido Benedito Daniel classificou os resultados divulgados de "irreais", sobretudo pela mobilização que o partido fez pelo país.
    "Esperamos que estes resultados provisórios venham, depois, a confirmar-se com a realidade das atas sínteses, que temos, para que estas eleições sejam consideradas livres e justas", salientou.
    Já o vice-presidente do Partido Humanista de Angola (PHA), que deverá conseguir eleger dois deputados na sua estreia, diz que os dados são satisfatórios.
    "A nossa projeção é positiva, pelo lugar em que estamos, apesar de ser provisória, mas esperamos que os resultados definitivos tragam uma resposta mais positiva do que essa", disse Fernando Diniz.
    Num comunicado enviado à imprensa, o partido liderado por Bela Malaquias considera, no entanto, que a taxa de abstenção, cifrada acima de 54%, "não é real" porque a CNE "não está a divulgar a base dos resultados eleitorais" na sua página da internet como estabelece a lei. Os eleitores, argumenta o partido, "devem poder ver mesa a mesa, assembleia a assembleia, quais são de facto as mesas de voto já escrutinadas".
    Já o Partido Nacional para a Justiça em Angola (P-Njango), que é também estreante, diz-se "desapontado" com os resultados.
    "Percorremos o país quase inteiro e nós encontrámos muita simpatia e, por isso, as nossas projeções iniciais de conseguirmos entre 8 e 32 deputados, mas são eleições e o que temos de fazer agora é aceitar os resultados e trabalhar", afirmou em entrevista à Lusa, o presidente do partido, Dinho Chingunji.
    Contagem paralela
    Para já, a contagem paralela dos resultados eleitorais feita pelo Movimento Cívico Mudei dá vantagem à UNITA com 51%, seguindo-se o MPLA com 45%, num total de 196.547 votos válidos de 18 províncias escrutinadas. Estes números correspondem a 1,7% das atas que o movimento tratou, explicou em entrevista ao enviado da DW a Luanda, António Cascais, uma das responsáveis do movimento.
    Alexandra Gamito afirma que os números divulgados pela CNE não são credíveis e explica porquê: "houve assembleias de voto que nem sequer fecharam. Temos casos de atas não recolhidas, portanto do ponto de vista logístico é quase impossível que o MPLA tenha conseguido tratar todo o país em 24h. Para além do mais, não é credível porque não estamos a ver as atas-síntese publicadas no site da CNE".
    A DW visitou as instalações do movimento cívico Mudei, em Luanda. Saiba um pouco mais dos bastidores desta organização da sociedade civil.
    Também em declarações à DW, esta sexta-feira, o coordenador da organização não-governamental OMUNGA, João Malavindele, diz ter sido surpreendido pelos resultados anunciados pela CNE, uma vez que era conhecido o "nível de insatisfação" dos angolanos.
    Reações da comunidade internacional
    As missões internacionais de observação às eleições angolanas reuniram-se, esta tarde, em Luanda, para dar os seus pareceres preliminares sobre o processo eleitoral. Estiveram presentes representantes das missões de observação eleitoral da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), da União Africana, do Fórum Parlamentar da SADC, do Fórum das Comissões Eleitorais dos Países da SADC, da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos e da CPLP.
    O momento foi registado e partilhado na rede social Twitter pelo embaixador dos Países Baixos em Angola e São Tomé e Príncipe.
    Na sua página do Facebook, Ossufo Momade, líder da RENAMO, o maior partido da oposição em Moçambique, expressou hoje o seu apoio à UNITA e a Adalberto Costa Júnior. Num pequeno texto sobre as eleições em Angola, Ossufo Momade escreve que "é preciso que se respeite a vontade popular em Angola" e encoraja a UNITA "a não recuar" e a fazer "tudo para a reposição da justiça eleitoral" no país.
    Na mesma plataforma, o líder da oposição moçambicana mostra-se a participar numa marcha de apoio à UNITA rodeado de centenas de apoiantes da RENAMO.
    Receio de "makas"
    Em entrevista à DW, o investigador Eugénio Costa Almeida diz temer que a tensão possa subir em Angola, não só por causa da derrota da UNITA, mas também por causa dos maus resultados que a contagem provisória atribui à CASA-CE - que deixa de ser a terceira maior força política do país para ser a sexta.
    "Gostaria que o bom senso prevalecesse em toda gente, mas a partir do momento em que temos a CASA-CE a contestar os valores apresentados, e a UNITA pondera impugnar as eleições, temo que possa provocar alguma confusão ou, como se diz em bom angolês, temo que possa haver bué maka", diz o analista.
    Eugénio Costa Almeida frisa também que "até agora, ainda ninguém desmentiu" os resultados da contagem paralela da UNITA, que lhe dão vitória.
    Uma coisa parece ser já certa, tanto de acordo com o partido do galo negro, como com os dados provisórios da CNE, é que a UNITA foi o partido mais votado nas províncias de Luanda e do Zaire. Eugénio Costa Almeida comenta que, se estes forem os resultados definitivos, o MPLA governará com uma perna bamba.
    "Esses valores serão históricos em Luanda para a UNITA, como serão históricos para a UNITA os valores provisórios nacionais. Igualmente serão históricos para o MPLA que perde, mesmo que venha a ganhar com maioria absoluta, perde aquilo que sempre teve, a maioria qualificada, que lhe permitia aprovar certas leis sem qualquer contestação", diz.
    2 min
  • ++ Minuto a Minuto: Eleições em Angola ++
    14 milhões de angolanos são, esta quarta-feira, chamados às urnas para eleger o próximo Presidente do país e os deputados da Assembleia Nacional. Acompanhe aqui as notícias, fotos e vídeos que marcam o dia D em Angola.Todas as atualizações na hora de Luanda.
    Os principais acontecimentos do dia:
    - CNE diz que votação foi um "sucesso retumbante" e que não recebeu "qualquer referência a irregularidades relativas" ao processo.
    - Atrasos na abertura das mesas de voto, preenchimento de atas a lápis e a não credenciação de delegados de lista entre as irregularidades constatadas
    - Em entrevista à imprensa moçambicana, ativista Rafael Marques critica falta de delegados de lista
    - CNE autoriza votação com Bilhetes de Identidade (BI) expirados
    - Adalberto Costa Júnior diz esperar que "os votos sejam todos contados", JLo: "é a democracia que ganha, é Angola que ganha". Principais candidatos votaram pela manhã.
    21:30 - Encerramos o acompanhamento das eleições em Angola neste 24 de Agosto de 2022. Obrigado por nos acompanhar!
    21:23 - Acompanhe o programa especial da DW África sobre as eleições em Angola
    21:15 - No último briefing de hoje sobre as eleições gerais, Lucas Quilundo afirmou que "a CNE não recebeu, de forma oficial, qualquer referência a irregularidades relativas" ao processo.
    19:18 - A contagem de votos para as eleições gerais de Angola já começou nas assembleias de voto da capital angolana, maior praça política eleitoral do país, após o encerramento oficial do sufrágio às 17h locais. Em entrevista à DW África, o coordenador do Observatório Eleitoral Angolano (Obea), Luís Jimbo, diz acreditar que o processo pode estar concluído dentro de três dias.
    19:10 - Em Malanje, o processo de votação foi marcado por irregularidades, relata o correspondente da DW, Nelson Camuto.
    19:00 - Observadores portugueses que estão a acompanhar as eleições de hoje em Angola consideram que o processo eleitoral decorreu sem incidentes e com "total normalidade", correspondendo a "um passo em frente do ponto de vista da democratização" do país.
    "Creio que estas eleições correspondem a um passo em frente do ponto de vista da democratização", disse o presidente do Partido Socialista (PS), Carlos César, observador convidado pelo Presidente da República de Angola e pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE).
    18:57 - O porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral de Angola, Lucas Quilundo, disse hoje em Luanda que o "processo de eleição foi um sucesso retumbante".
    "Uma vez mais e de forma exemplar os eleitores angolanos deram prova de civismo e mostraram espírito bastante pacífico", acrescentou Quilundo, que falava aos jornalistas no Centro de Imprensa Aníbal de Melo.
    "Todas as 13.338 assembleias de voto no país e no exterior já encerraram", adiantou Lucas Quilunda. O porta-voz da CNE disse ainda que o Centro de Escrutínio Nacional "já começou a receber as primeiras atas de votação, provenientes da África do Sul, República do Congo e Zâmbia".
    18:50 - Acompanhe o especial Angola Eleições 2022 na DW África com o nosso enviado especial a partir de Luanda, correspondentes nas províncias e a análise de especialistas nacionais.
    18:39 - O ministro dos Negócios Estrangeiros português, João Gomes Cravinho, manifestou "expetativas positivas" sobre a forma como estão a decorrer as eleições de hoje em Angola, sublinhando uma campanha eleitoral "muito participada".
    "A nossa expecativa é muito positiva. Dia de eleições é sempre um dia de grande participação cívica e democrática", disse João Gomes Cravinho.
    18:30 - Seis delegados de lista da UNITA foram detidos no município de Nambuangongo sob alegação de estarem com atas eleitorais falsas. A informação foi avançada por uma fonte do partido à DW África. A UNITA alega que eram cópias dos cadernos eleitorais e atas simuladas que alguns delegados de lista levaram consigo para as assembleias de voto para melhor controlo, uma vez que o documento está disponível na Internet.
    18:15 - Vários eleitores "votaram e sentaram" junto a algumas assembleias de voto, para controlarem os seus boletins, tal como tinha pedido o maior partido da oposição, a UNITA.
    Mas grande parte dos eleitores "votou e bazou" dos locais de votação - nem todos os eleitores conheciam o apelo da sociedade civil e outros que sabiam, votaram e foram para casa.
    17:53 - Em Lisboa, ainda decorre a votação no Consulado Geral de Angola. Sob o olhar de polícias, apoiantes da UNITA cantam vitória e antecipam os resultados que desejam: "Adalberto Costa Júnior, Presidente", gritam. Os manifestantes não arredam pé do Consulado enquanto se preparam as condições estabelecidas por lei para o início da contagem dos votos em Lisboa e no Porto, relata o correspondente da DW em Lisboa, João Carlos.
    17:05 - As mesas na assembleia de votos também encerraram pontualmente, às 17h, em Menongue.
    17:00 - O relógio já marca 17h, urnas encerradas. Na província de Benguela, muitos eleitores ficaram sem votar por chegarem tarde às assembleias de voto.
    16:50 - No seu primeiro balanço, a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) reportou que a votação esteve a decorrer sem incidentes, mas algumas das pessoas reportaram à Lusa irregularidades, desde atrasos na abertura das mesas de voto, preenchimento de atas a lápis e a não credenciação de delegados de lista na assembleia de voto n.º 1030, nos Mulenvos de Baixo, em Cacuaco, um musseque com ruas esburacadas de terra batida e casas de autoconstrução nos subúrbios da cidade.
    16:45 - O cidadão Zacarias Samuel não sabe onde votar. Já foi a vários sítios, seguindo indicações da CNE, mas ainda não encontrou a sua mesa de voto. A AJPD já tinha alertado que "confusões" como esta poderiam acontecer no dia da ida às urnas.
    16:30 - No dia das eleições gerais em Angola, a DW conversou com a candidata Bela Malaquias:
    16:15 - Muitos angolanos puderam hoje votar pela primeira vez. Nas primeiras eleições na diáspora, o movimento de eleitores foi constante mas tranquilo na assembleia de voto 13.216, na Embaixada de Angola em Berlim, capital da Alemanha.
    16:00 - Em entrevista a canal moçambicano, o ativista Rafael Marques denuncia falta de delegados de lista.
    15:45 - Assembleias de voto em Menongue registam tranquilidade a poucas hora do encerramento do escrutínio.
    15:35 - A ministra de Estado da Área Social de Angola fez hoje um apelo às eleitoras. Carolina Cerqueira pediu que as mulheres marcassem presença "neste momento político", porque elas podem ser o "pilar da democracia" e o "futuro do país". Acompanhe a cobertura da DW ao minuto:
    15:25 - Mesas sem delegados de listas no Kwanza Sul. O secretário-executivo da CASA-CE no Kwanza Sul, Quartim Portugal, reclamou do facto de a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) não ter atendido às reclamações no que diz respeito à falta de 38 delegados de lista. Segundo a mesma fonte, isso dificultará a recepção das atas sínteses.
    15:15 - Manuel Fernandes, candidato da CASA-CE, denunciou hoje a deslocalização das assembleias de voto em Luanda. Fernandes disse que "realidades como esta não são positivas" e que isto pode "inibir a adesão de muitos eleitores". Por seu turno, o candidato da APN, Quintino Moreira, falou da suas expetativas nestas eleições gerais.
    15:10 - Duas assembleias de voto, na comuna da Kibala do Norte, município do Nzetu, província do Zaire, encontram-se inoperantes, denúncia secretário provincial da UNITA.
    A província do Zaire, no norte de Angola, conta para as Eleições Gerais de 24 de agosto com 259 assembleias de voto e um total de 566 mesas distribuídas pelos seis municípios da província. 320 mil eleitores são esperados nas assembleias.
    15:05 - Mais de 2.200 angolanos estão recenseados para votar em França. Esta manhã, mais de uma centena já tinham votado na Embaixada de Angola em Paris. Dentro da Embaixada de Angola, que se situa no número 19 da Avenida Foch, um dos bairros mais chiques de Paris, estão instaladas três mesas de voto e durante a manhã já tinham votado mais de 120 pessoas.
    15:00 - Na província angolana do Kwanza Norte, a UNITA denunciou hoje a detenção do secretário provincial da juventude revolucionária de Angola, Edvaldo Cabral, que também é candidato à deputado na Assembleia Nacional, ao nível do círculo provincial local.
    De acordo com uma fonte do partido, Cabral está detido nas celas do serviço de investigação criminal do Kwanza Norte por alegadamente ter influenciado alguns votantes. O facto terá ocorrido na assembleia número 4.079, instalada nos escombros do edifício do antigo BNA. A DW África contactou o porta-voz do Serviço de Investigação Criminal, Adão Morais, mas não teve sucesso.
    Um outro cidadão, de aproximadamente 19 anos, que votou numa das mesas da assembleia número 4.109, no bairro Vieta, cidade de Ndalatando, está detido desde às 11h desta quarta-feira, por alegadamente ter votado com um bilhete de identidade do qual não é o titular, segundo fontes oficiais.
    15:00 - A imprensa alemã também destacou o dia de eleições em Angola.
    O periódico "Frankfurter Allgemeine Zeitung", num artigo online, salientou a possibilidade de mudança após a era José Eduardo dos Santos. "Um novo amanhecer após a era Santos?", questionou. O FAZ escreveu que há uma forte oposição em Angola nestas eleições, mas que terá dificuldade em quebrar o aparelho de poder do partido no poder.
    O "Tagesschau", um dos veículos mais tradicionais do país, questionou: "Mudança de poder após quase 50 anos?". E frisou que, pela primeira vez desde a independência de Angola, a oposição pode ganhar as eleições, dando conta que os jovens eleitores angolanos têm forte influência.
    A emissora de rádio "Deutschlandfunk" também deu conta que se espera uma corrida renhida entre o partido governante do MPLA do atual Presidente João Lourenço e o maior partido da oposição, UNITA, com o líder Adalberto Costa Júnior.
    14:45 - Nesta tarde, idosos continuaram a deslocar-se até às urnas para a escolha de novo Presidente do país na província de Benguela no Lobito. Alguns apresentaram dificuldades de mobilidade e visão, mas não desistiram.
    14:40 - Nimi Ya Simbi, candidato da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), exerceu o seu direito de voto em Viana esta manhã, num dos mais populosos municípios da capital Luanda. Minutos depois de depositar o boletim de voto na urna, Nimi disse que a sua "grande expetativa é ganhar as eleições". Assista:
    14:23 - Cidadãos com bilhete de identidade caducado podem votar. A plenária da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) deliberou, esta tarde, que os cidadãos eleitores com bilhete de identidade caducado - mas que tenham a cópia da cédula e o recibo de emissão de novo Bilhete de Identidade (BI) - não sejam impedidos de exercer o seu direito de voto.
    A informação foi avançada por Lucas Quilundo, porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral, no segundo briefing do dia, para a atualização do processo de votação no país. Quilundo apelou também à necessidade dos cidadãos acatarem as orientações da CNE, que orienta que permaneçam nas assembleias de voto após o ato eleitoral.
    14:00 - Caminhos de terra batida, falta de acessos, problemas nos registos e uma ignorância grande sobre os procedimentos são os desafios das eleições gerais de hoje em Angola fora dos grandes centros urbanos. Em Duapandula, no meio de um caminho de terra batida no interior da província do Bengo, a norte de Luanda, há 13 delegados e quatro membros da assembleia de voto e só votaram, pelas 14:00, debaixo da árvore larga, que dá sombra à urna, 152 eleitores dos 288 registados.
    "Somos mais delegados [partidários] do que votantes", disse à agência Lusa o representante da Convergência Ampla de Salvação de Angola -- Coligação Eleitoral (CASA-CE).
    13:46 Também na província do Bengo, são muitos os eleitores que se têm dirigido às assembleias de voto. Segundo o nosso correspondente nesta província, António Ambrósio, alguns delegados de lista suplentes de algumas forças concorrentes viram-se impedidos de votar nas assembleias em que estão a trabalhar, com alegações de que tinham que ir votar nas suas zonas de origem.
    Os observadores eleitorais vão marcando presença nas assembleias de voto e reclamam da deslocação de eleitores de uma província para a outra.
    Escolas e tendas acolhem as assembleias de voto nesta província. Pelo menos 150 das 330 montadas no Bengo são tendas.
    13:40 Fizemos um resumo da manhã de votação em imagens. Veja aqui.
    13:28 O juiz presidente do Tribunal Supremo angolano, Joel Leonardo, considerou hoje o dia eleitoral como "momento da vitória do progresso, da democracia e da estabilidade" do país, definindo a adesão às urnas como sinal de "maturidade" dos angolanos.
    "Naturalmente, revela maturidade, revela um sinal enorme de patriotismo significando que estamos no caminho certo", afirmou o magistrado, que exerceu o seu direito de voto na assembleia 1.339, na zona do Camama, município do Talatona, em Luanda.
    12:53 Pedro Raul Nunes, eletricista de formação, vive há 41 anos em Portugal. Natural da província do Bengo, Huíla, este angolano de 51 anos de idade lamenta não lhe ser permitido votar nestas eleições gerais.
    Conta à DW que tem o BI atualizado e que no Consulado, para onde telefonou antes, lhe tinham dado informações de que poderia eventualmente votar.
    Facto é que, hoje (24.08), foi-lhe negado o direito de votar. No entanto, Raul Nunes revela desapontado que não fez antes o registo eleitoral porque achou que era desnecessário. Mas, lamenta, "gravíssimo" é o seu nome ter aparecido numa mesa de voto em Luanda como eleitor registado.
    Este é um dos muitos casos de angolanos na diáspora impossibilitados do exercício do direito de voto e que apresentaram o seu protesto público, num dia de votação até então sem registo de qualquer incidente.
    Daniel Martinho, a viver há cerca de 40 anos em Portugal, é um homem ligado ao cinema, à TV e ao teatro. O ator angolano veio ao Consulado Geral de Angola votar, feliz por ser a primeira vez que foi dada à comunidade radicada no exterior a possibilidade de exercer o seu direito de voto.
    "Era uma aspiração que nos incomodava", afirmou à DW. "É uma forma de contribuirmos para um país melhor, porque nós na diáspora também fazemos Angola", precisou.
    O ator felicita as autoridades angolanas que permitiram aos cidadãos manifestarem-se e, deste modo, contribuírem para a construção do país onde nasceram. No entanto, disse que ficou incomodado com o facto de muitos angolanos não poderem votar por razões diversas.
    12:42 O conhecido ativista angolano Luaty Beirão partilhou na rede social Twitter a sua experiência de voto.
    O ativista é um dos integrantes do grupo que interpôs Pum processo contra o Presidente João Lourenço e a comunicação social pública angolana pelo que classificam como "falta de isenção" e "tratamento desigual" dos partidos em vésperas de eleições.
    12:38 A campanha eleitoral em Angola ficou marcada pelo apelo da sociedade civil e da oposição à monitorização do voto. "Votou, sentou" é uma iniciativa lançada por várias organizações da sociedade civil que prevê que "os eleitores sejam os próprios fiscais das eleições", de modo a exigir a contagem dos votos e a publicação dos resultados nos locais da votação.
    Esta é uma iniciativa que gerou alguma controvérsia no país. Depois de ter afirmado que o "Votou, Sentou"é ilegal, a Comissão Nacional de Eleições desaconselhou, recentemente, a permanência dos eleitores no exterior das assembleias de voto por considerar que esta pode “gerar atrito”.
    12:25 O candidato do Partido Nacional para a Justiça em Angola (P-Njango) considerou hoje as eleições como "ocasião soberana" para escolha dos governantes e exortou os eleitores a esperarem os resultados em casa, contrariando o movimento "Votou, Sentou".
    Dinho Chingunji, que votou na assembleia 916, distrito do Nova Vida, município do Kilamba Kiaxi, em Luanda, exortou "todos os cidadãos a regressarem para as suas casas e a esperar pelos resultados".
    12:17 O líder da Aliança Patriótica Nacional (APN), sem assento no parlamento angolano, manifestou-se "otimista" em relação à obtenção de uma "bancada parlamentar vasta" em resultado das eleições de hoje.
    "Vamos influenciar no bom sentido, usando a diplomacia parlamentar que nos é peculiar, para que haja leis justas, leis equilibradas, e não leis impostas", disse Quintino Moreira, esta manhã, depois de depositar o seu voto numa assembleia de voto, em Talatona, perto da capital angolana.
    "Quer isto dizer que haverá mais justiça social, porque com boas leis, e viradas para o povo, teremos obviamente melhor facilidade de resolver os problemas do povo", afirmou ainda o líder da APN.
    Instado a responder sobre a intenção de permanecer junto à assembleia de voto depois de votar, Quintino Moreira afirmou que "está preceituado na Constituição e na lei que após a votação os eleitores devem retirar-se imediatamente para as suas residências e não continuarem nos locais de voto".
    12:15 O processo de votação em Cabinda está a decorrer com alguma normalidade, mas com várias queixas por parte dos eleitores que dizem desconhecer as suas mesas de voto. Os cidadãos são obrigados a percorrer longas distâncias para votar, pois foram colocados em pontos longínquos da província e da capital.
    Também de acordo com o correspondente nesta província, Simão Lelo, há delegados de lista de partidos que não foram credenciados.
    Os eleitores estão a fotografar depois de votarem, confirmou o nosso correspondente.
    José Nelson, um cidadão com deficiência auditiva, exerceu o seu direito de voto.
    Recorde-se que durante a campanha eleitoral os eleitores com deficiência auditiva disseram sentir-se excluídos do processo eleitoral por não haver intérpretes de língua gestual.
    12:05 Delegados de lista dos partidos políticos controlam o processo de votação no Bairro da Cuca, em Luanda.
    12:00 A província do Zaire, norte de Angola, conta com 259 assembleias de voto, perfazendo um total de 566 mesas distribuídas pelos seis municípios da província e um total de mais de 320 mil eleitores são esperados esta quarta-feira.
    Segundo o correspondente da DW, Firmino Chaves, as primeiras horas do dia estão a ser calmas. Timidamente, os eleitores vão chegando às assembleias de voto.
    11:58 O presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) manifestou-se hoje "orgulhoso" pela adesão dos angolanos às urnas e enalteceu o "respeito, serenidade, calma e o espírito de paz e de participação" como decorre a votação.
    "É com muito orgulho que vejo que as pessoas estão a acorrer às urnas, com muito respeito e serenidade, com muita calma e com muito espírito de paz e de participação", afirmou o arcebispo católico José Manuel Imbamba, na cidade de Saurimo, Lunda Sul, onde exerceu o seu direto de voto.
    O responsável da CEAST disse esperar igualmente que as quintas eleições gerais angolanas, cuja votação arrancou oficialmente às 07:00 locais, marquem positivamente o convívio dos angolanos e o compromisso destes com a sociedade.
    "Que marque também aquela responsabilidade que cada cidadão tem de colocar a sua pedra de bem, de justiça, de solidariedade e de reconciliação para que Angola seja de todos e que a cidadania saia a ganhar, a pátria saia a ganhar e que Angola fale mais alto do qualquer outro aspeto", exortou.
    11:49 No Cuando Cubango, as assembleias de voto abriram oficialmente às 07h00, quando Anciã Laurinda Malassa, de 80 anos, votou pela quinta vez na assembleia Nº12819.
    O governador da província e 1° Secretário provincial do MPLA, José Martins, bem como o secretário provincial da UNITA, Francisco Gaio Kakoma, também exerceram o seu direito de voto esta manhã.
    11:40 O líder da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) disse hoje que o seu partido "vai vencer" as eleições, "porque quem vai para o combate não vai para perder", tendo enaltecido o cumprimento do seu dever cívico. Nimi a Simbi, que votou numa das urnas da assembleia 1.371, em Viana, Luanda, assegurou também que o problema "da desunião já não se coloca a nível da FNLA", referindo-se às disputas em tribunal pela liderança do partido.
    11:35 A líder do Partido Humanista de Angola (PHA), Florbela Malaquias, manifestou um "sentimento de realização" após votar e reiterou a promessa de humanizar Angola "que se encontra completamente desumanizado em todos os sentidos".
    "É muito importante (o meu voto) e sobretudo nesta arrancada para a humanização de Angola dar este passo é fundamental, é o sentimento de realização pessoal e coletiva, tanto minha, do partido como a do cidadão", disse Florbela Malaquias, que votou no bairro do Maculusso, distrito urbano da Ingombota, em Luanda.
    Em declarações à saída da assembleia, onde exerceu o seu direito de voto, a presidente dos humanistas reafirmou que "vai humanizar Angola" em caso de vitória, nestas quintas eleições gerais angolanas.
    Leia mais sobre esta que é a única mulher a liderar um partido em Angola aqui.
    11:27 Delegado de lista da UNITA na assembleia de voto 9.653, no Lobito, mostra-se preocupado com algumas irregularidades no processo eleitoral.
    11:23 Para votar nas primeiras eleições angolanas de sempre na diáspora, muitos eleitores tiveram de viajar até Berlim - onde fica a única assembleia de voto na Alemanha. É o caso de João Nsiakenga que vive há 34 anos neste país e viajou de Estugarda até à capital angolana para exercer o seu direito ao voto. À DW, o eleitor afirmou que esta foi a primeira vez que votou em eleições angolanas.
    10:58 "Angola está a ganhar maturidade no exercício democrático", afirma a candidata a vice-presidente da República do MPLA, Esperança Costa.
    10:35 Angola elege, esta quarta-feira, o seu próximo Presidente. Há 47 anos que é o MPLA quem governa o país. No entanto, a oposição em peso diz que chegou a hora da mudança. Muitos angolanos, sobretudo jovens, clamam por uma alternância política.
    Filipe Mário, Jesus Joaquim, Ngongo Mbaxi, Gomes Kiano e Wilton Pontaria são cinco jovens angolanos empreendedores, preocupados com o futuro da Nação, e que, por essa razão, vão votar nas eleições. À DW, estes jovens afirmam que é urgente encontrar soluções para uma série de problemas no país, nomeadamente, desemprego, falta de investimento na educação e cultura e poluição.
    10:27 O líder da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), Manuel Fernandes, manifestou hoje, depois de votar, "plena confiança" no resultado eleitoral do atual terceiro partido com mais assentos no parlamento angolano.
    "Temos a plena certeza de que, depois de uma profunda reflexão, e olhando as várias propostas de programa de Governo, sem sombra de dúvida, a CASA-CE vai ter resultados positivos", afirmou Fernandes, que votou esta manhã no Bairro Militar, em Talatona, perto da capital angolana.
    10:20 Igreja Católica em Cabinda não foi credenciada como observador. A denúncia é do Padre Mbuca da Comissão de Justiça e Paz.
    09:55 O candidato do Partido de Renovação Social (PRS) exerceu o seu direito de voto na assembleia 1.377, no Instituto Superior Politécnico do Bita, em Luanda. Após votar, Benedito Daniel manifestou "sentimento de alegria e de dever cumprido", exortando à afixação das atas sínteses nas assembleias.
    "O sentimento é de alegria, é um dever cumprido e hoje é dia de festa, tínhamos de votar, viemos e exercemos o nosso direito de voto e esperamos que os cidadãos também possam exercer o seu direito de voto", afirmou.
    Benedito Daniel disse também esperar que a CNE possa corresponder às expetativas dos eleitores. "Pode haver esta ou aquela questão, mas esperamos que se possa afixar nas assembleias de voto as atas sínteses que revelam os resultados efetivos da votação", exortou o candidato dos renovadores sociais.
    09:39 Na sua conta do Twitter, o MPLA dá conta do momento do voto do seu candidato João Lourenço.
    09:30 A agência Lusa noticiou, esta terça-feira (23.08), que o receio de instabilidade pós-eleitoral em Angola fez com que mais que duplicasse a procura de bens alimentares nos estabelecimentos comerciais em Luanda. Frescos, arroz, óleo e massa alimentar foram alguns dos produtos com mais saída nos diversos armazéns e estabelecimentos comerciais da capital angolana.
    Nas últimas semanas, várias organizações e analistas têm alertado para a possibilidade de um cenário de violência pós-eleitoral no país.
    A polícia angolana mobilizou 35.930 elementos para assegurar a segurança das assembleias de voto. As "medidas de prevenção" e segurança, de acordo com uma diretiva do Ministério do Interior angolano, vão vigorar até 01 de setembro, em que está prevista a "tomada de posse dos membros eleitos".
    09:05 Na primeira declaração do dia à imprensa, o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições falou de "um dia histórico" para o país e informou que a maioria das assembleias de voto abriu a horas para que os eleitores pudessem votar. "O processo decorre de forma ordeira e pacífica
    mbém já votou. A votar no bairro 28 de Agosto, em Luanda, o líder da UNITA, que foi fortemente aplaudido pelos eleitores, disse que foi deslocado da sua assembleia de voto.
    "Fiz a minha atualização" do registo eleitoral e "percebi que fui deslocado para outro local", mas "fiquei satisfeito e votei no meio do meu povo e constatei que a votação está a ser feita sem cadernos eleitorais aos fiscais, apenas um caderno eleitoral na mesa", afirmou aos jornalistas Adalberto Costa Júnior, instantes depois de votar na Escola Estrela da Manhã, na zona do Kilamba.
    Costa Júnior defendeu mais uma vez a afixação dos resultados nas assembleias de voto.
    "Eleições são uma festa. A minha expectativa também é que o dia decorra em ambiente de absoluta normalidade, de absoluta tranquilidade e que, no final do dia, sejam respeitados os votos depositados nas urnas e que sejam afixados os resultados em todas as assembleias como a lei confere".
    08:56 Vários cidadãos angolanos estão a apelar ao voto nas suas contas na rede social Twitter.
    08:40 O embaixador de Angola em Portugal foi o primeiro cidadão a votar nas eleições legislativas e presidenciais desta quarta-feira. Carlos Alberto Fonseca seguiu as indicações dos delegados de mesa e, depois de preencher o respetivo boletim, depositou o seu voto na urna fixa no Consulado Geral de Angola, exercendo assim o seu dever cívico como cidadão.
    Antes da sua deslocação ao Porto, no norte de Portugal, Carlos Alberto Fonseca disse aos jornalistas que é histórica a participação dos angolanos a viverem no estrangeiro neste ato eleitoral e que acredita que o processo irá decorrer ao longo do dia com ordem e civismo. O diplomata qualificou de emocionante e gratificante o facto de ser o primeiro a votar na diáspora em Portugal.
    08:38 O candidato do MPLA, João Lourenço, votou há instantes na assembleia de voto da Universidade Lusíada, em Luanda.
    "Acabámos de exercer o nosso direito de voto, é rápido e é simples", disse João Lourenço, exibindo o dedo indicador com tinta indelével e convidando os cidadãos eleitores a fazerem o mesmo. No meio de uma enorme confusão de jornalistas que envolveram João Lourenço para registar o momento, o candidato do MPLA salientou que todos saem a ganhar: "é a democracia que ganha, é Angola que ganha", declarou.
    A assembleia de voto n.º 105 foi pequena para as dezenas de jornalistas, eleitores e observadores internacionais que se acumularam no local e onde estiveram também o presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Manuel Pereira da Silva, o ministro de Estado e da Casa Civil, Adão de Almeida, a governadora de Luanda, Ana Paula Carvalho, entre outras individualidades.
    08:18 João Lourenço acaba de chegar à assembleia onde vai exercer o seu direito de voto.
    08:05 A embaixadora de Angola na Alemanha, Balbina Malheiros da Silva, foi uma das primeiras a votar na embaixada em Berlim, única assembleia de voto na Alemanha. A votação teve início às 8h da manhã e deve encerrar às 18h locais. O movimento de eleitores é constante, mas não há filas.
    07:54 Segundo fontes contactadas pela Lusa, registaram-se alguns casos isolados de atraso na abertura de assembleias de voto.
    07:50 As campanhas eleitorais do MPLA e UNITA intensificaram-se nos últimos dias e ambos os partidos reclamam ser os mais bem posicionados para garantir as preferências dos eleitores.
    Do lado do Movimento Popular de Libertação de Angola, o candidato João Lourenço apostou em mostrar trabalho feito, prometendo acabar no próximo mandato o que deixou por fazer nos cinco anos em que esteve na Presidência do país, apontando culpas à pandemia de covid-19.
    Já Adalberto da Costa Júnior, da União Nacional para a Independência Total de Angola, focou-se no "cansaço" e erros do MPLA, que não conseguiu tirar ainda os angolanos da pobreza e centrou as promessas nas eleições autárquicas - que João Lourenço tinha prometido concretizar e falhou - e numa revisão constitucional que retire os excessos de poder ao Presidente.
    07:45 Na província de Benguela estão instaladas mais de 980 assembleias de voto. Esta manhã, na assembleia nº 9658, minutos antes da abertura das urnas, o ambiente era de tranquilidade, como nos conta o nosso correspondente Daniel Vasconcelos.
    07:40 Para as eleições de hoje, a Comissão Nacional Eleitoral criou 13.238 assembleias de voto, constituídas por 26.443 mesas, no território nacional, e 26 assembleias de voto com 45 mesas de voto no estrangeiro, para as quais foram recrutados 105.952 membros.
    Do total de 14.399 milhões de eleitores, que poderão votar entre as 07:00 e as 17:00, 22.560 são da diáspora, distribuídos por 25 cidades de 12 países de África, Europa e América. Eleições gerais de Angola terão, pela primeira vez, participação de cidadãos na diáspora.
    07:35 À semelhança de João Lourenço, também o candidato da UNITA irá votar por volta das 08h00, anunciou o partido.
    Adalberto Costa Júnior exerce o seu direito de voto na Escola Estrela da Manhã, Assembleia 805.
    07:18 Na sua página do Facebook, a organização não governamental Friends of Angola relata filas de espera em algumas assembleias de voto.
    07:17 Sete partidos e uma coligação concorrem às eleições desta quarta-feira, mas é João Lourenço, candidato do MPLA, e Adalberto Costa Júnior, candidato da UNITA, que estão mais bem lançados na corrida presidencial. Recordamos o perfil de cada um dos candidatos favoritos às eleições angolanas:
    - João Lourenço promete uma Angola "melhor do que a que encontrou"
    - Adalberto Costa Júnior: o "caçula" de oito irmãos que foi ator e sonhou ser piloto promete governar com "angolanos competentes"
    07:03 No Namibe, vão estar abertas 314 assembleias de voto. E é lá, numa das assembleias instaladas na cidade de Moçâmedes, que está o correspondente da DW África, Adilson Abel.
    07:00 Acabam de abrir as urnas em Angola.
    Na votação, que agora arranca, cabe aos eleitores decidir se "a força do povo" continua do lado do MPLA, mantendo no poder o partido que governa o país desde a independência, ou se dizem "sim" ao apelo de mudança da oposição liderada pela UNITA.
    06:52 Aos 79 anos, Adélia Namalange exerce hoje o seu direito de voto pela quinta vez. A idosa chegou 5h00 à assembleia de voto número 9658, no município do Lobito, em Benguela. Adélia aguarda pela abertura das urnas marcada para as 07h00.
    06:45 O nosso correspondente na capital angolana, António Cascais, dá-nos conta do ambiente que se vive nesta manhã de eleições na Universidade Lusíada, onde o candidato do MPLA, João Lourenço, deverá votar por volta das 08h00.
    06:40 No Bengo, a UNITA chamou a imprensa, esta manhã, para denunciar supostas irregularidades na votação. De acordo com o galo negro, a Comissão Eleitoral no Bengo está a proibir que os delegados de lista suplentes exerçam o direito de voto nas assembleias para as quais estão destacados, contrariando, desta feita, uma circular da Comissão Nacional de Eleições.
    Também no Bengo, os delegados de listas do P-NJango criticam o seu partido por não disponibilizar dinheiro para despesas de alimentação e transporte. O responsável partidário diz não ter dinheiro para custear a deslocação dos seus fiscais e avança que só vai ter subsídio quem apresentar ata da assembleia de voto.
    06:36 Luanda acordou, esta quarta-feira, com temperaturas amenas, cerca de 20 graus.
    06:19 As mesas de votos só abrem às 07h00, mas as filas já se começam a formar. A DW falou com Adão da Silva, de 18 anos, que será o primeiro a votar na sua assembleia de voto, na Universidade Lusíada, na baixa de Luanda.
    06:11 Leia aqui tudo o que precisa de saber sobre as eleições de hoje em Angola.
    06:00 Mais de 14 milhões de eleitores angolanos são chamados a votar, esta quarta-feira (24.08), naquelas que são já tidas, segundo analistas, como as eleições mais disputadas de sempre no país.
    Na corrida eleitoral, além dos tradicionais rivais MPLA e UNITA, concorrem mais seis formações políticas: a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), o Partido de Renovação Social (PRS) e a Aliança Patriótica Nacional (APN), Partido Nacionalista para a Justiça (P-NJANGO), Partido Humanista de Angola e a coligação Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE).
    2 min
  • Caso Chang: Moçambique vai apresentar novo recurso
    Moçambique anunciou que pretende recorrer da decisão da Justiça sul-africana de negar a Maputo o direito ao recurso contra a extradição do ex-ministro Manuel Chang. Analista fala em "manobra dilatória".A Procuradoria-Geral da República (PGR) moçambicana deverá apresentar um novo recurso, depois do Tribunal Superior da África do Sul ter recusado um pedido para recorrer da decisão sobre a extradição do ex-ministro das Finanças Manuel Chang para os Estados Unidos da América.
    "Confirmo que a República de Moçambique irá interpor uma petição ao Supremo Tribunal de Apelação nesta matéria", disse o advogado Busani Mabunda numa nota enviada à agência de notícias Lusa.
    De acordo com o advogado sul-africano, que representa a PGR de Moçambique na África do Sul, "o caso está longe do fim do litígio. Pode acabar no Tribunal Constitucional, pois esse tribunal nunca considerou o seu mérito".
    Em curtas declarações à DW África após este anúncio, Adriano Nuvunga, coordenador do Fórum de Monitoria do Orçamento (FMO), disse que o recurso pode ser uma "manobra dilatória" com "custos elevadíssimos" para o Estado moçambicano.
    "Há custos não só com os advogados, mas também com o processo", referiu. Para Nuvunga, o novo recurso é mais uma forma de adiar o "inevitável" - a extradição de Manuel Chang para os EUA.
    O Tribunal Superior da África do Sul, divisão de Gauteng, indeferiu na quarta-feira (27.07) um pedido de recurso de Moçambique na Justiça sul-africana, abrindo caminho à extradição de Chang para os EUA, onde é acusado de lavagem de dinheiro e fraude financeira.
    2 min
  • Maputo acorda com segurança reforçada em dia de greve geral
    Foram reforçadas as medidas de segurança em Maputo devido à greve convocada para hoje contra o aumento do custo de vida. Ambiente no centro da capital é de calma e de forte presença policial. "Chapas" estão a circular.O grupo de cidadãos Agastados e Desesperados com a Crise no País (ADCP) convocou para esta quinta-feira (14.07) os profissionais dos setores de transporte, comércio e de outras atividades a uma greve geral em todas as cidades moçambicanas, a partir das seis horas da manhã.
    O protesto inclui uma marcha de cidadãos e deve-se à subida do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), bem como ao aumento dos preços dos combustíveis, dos "chapa 100" e do pão. Corrupção e má governação também estão na origem do protesto, segundo os organizadores.
    De acordo com o correspondente da DW em Maputo, Romeu da Silva, que está desde cedo na Praça dos Combatentes, a zona mais movimentada no centro da capital moçambicana e de risco de ocorrência de escaramuças, como já aconteceu no passado, o ambiente é de calma, mas também de forte presença policial.
    Segundo confirmou também a DW, os transportadores coletivos de passageiros, vulgo "chapas", estão a circular e a transportar as pessoas, ao contrário do que se receava. Mas na zona mais a oeste da capital circulam notícias de alguma tensão registada logo pela manhã.
    PRM em alerta
    A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou ontem o reforço do "patrulhamento ostensivo, com maior incidência nos centros urbanos, principais vias e terminais rodoviários", face à circulação de mensagens convocando uma manifestação nacional em protesto contra o elevado custo de vida no país.
    "A Polícia da República de Moçambique está em alerta e em prontidão operacional", disse o porta-voz do comando-geral da PRM, Orlando Modumane, em conferência de imprensa em Maputo.
    As autoridades não conseguiram identificar a autoria das mensagens, considerando que este facto pode provocar "atos de violência, vandalismo e desordem pública generalizada", acrescentou o porta-voz.
    "A PRM continuará a exercer a devida autoridade, tomando, sempre que necessário, todas as medidas de polícia coercitivas, proporcionais e legalmente justificáveis, em todo o território nacional", frisou Orlando Modumane.
    Tensão em Maputo
    As mensagens começaram a circular no início da semana e geraram alguma tensão entre os populares na capital moçambicana. Algumas instituições, desde creches a organizações não-governamentais (ONG), chegaram mesmo a cancelar atividades por receio da alegada manifestação.
    Entretanto, a Organização dos Trabalhadores de Moçambique, que ameaçou recentemente promover uma manifestação em todo país em protesto contra o elevado custo de vida, apelou à calma face as mensagens em circulação, pedindo que a massa laboral moçambicana não se envolva em situações de violência e que siga orientações da central sindical.
    Em 2008 e 2010, o aumento do preço de transporte rodoviário, acompanhado do agravamento do custo dos bens e serviços essenciais, gerou revoltas populares nalgumas das principais cidades do país, resultando em confrontos com a polícia e destruição em alguns locais.
    2 min

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