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Nem sempre você vai receber o pedido de desculpas que você quer ou ter a conversa que você precisa ou cuidar daquele desencontro que tanto mexeu com você. E aí, a gente que tanto precisa daquela conversa, insiste. Mas, quem disse que a pessoa estava pronta para aquela conversa? Às vezes a gente esquece de pedir consentimento para uma conversa difícil. Talvez a coisa mais saudável que a gente possa fazer é respeitar esses limites. Já me irritei muito na relação com pessoas que não conseguem conversar e regenerar após um conflito. Hoje sempre que posso escolho a compaixão, afinal, nem todo mundo acessou os recursos e conteúdos que eu acessei e talvez como designer de conexões eu possa criar condições que tornem mais fácil ter a conversa difícil do que fugir dela (ou pior, se agredir no caminho). Um dos recursos mais valiosos que encontrei para cuidar disso é a DR (discussão de relação) agendada - talvez a gente consiga criar contextos que tornem o conflito mais fácil, mesmo pra quem foge dele, e mais respeitoso, mesmo pra quem costuma errar a mão.
Continuamos essa conversa no instagram @instituto_amuta.
Nos tornamos Homus sem vinculus, queremos formar laços, mas mantê-los frouxos o suficiente para que se possa facilmente escapar.Independentes ou individualistas? Auto suficientes ou solitárias? O que está acontecendo com nossas relações e porque tá mais difícil viver relações de longo prazo?
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Não é fácil adentrar nos nossos próprios buracos, e por isso talvez seja tão difícil pedir desculpas ou se viciar nelas também. Mas qualquer relação que se propõe profunda, vai precisar enfrentar esses atravessamentos. Ou seriam atropelamentos? A única certeza que a gente tem quando topa se relacionar é que vamos magoar as pessoas, decepcioná-las, quebrar suas expectativas, frustrá-las. Conflitos são parte de qualquer relacionamento saudável. Se o problema não é a treta em si, talvez o desafio more na nossa dificuldade em dissipar as tretas, em regenerar a relação após um conflito, em viver a vida que existe após as pequenas mortes. Porque é tão difícil pedir desculpas e quais os caminhos para regenerar uma relação?
As amizades costumam ser centrais na infância, adolescência e até o início da vida adulta, e tendem a se enfraquecer quando nos casamos ou temos filhas e afundamos no trabalho e demandas domésticas, ressurgindo apenas em períodos de crise conjugal. Mas será que precisa ser assim?
Um dos maiores problemas que permeiam nossas relações de amizade, é o peso secundário que aprendemos a colocar nesses relacionamentos - nos contaram que a amizade não é tão importante quanto os vínculos familiares ou amorosos.
E assim investimos menos tempo, menos energia, menos intencionalidade nas nossas amizades. Mas as amizades estão sujeitas aos mesmos problemas que afetam qualquer outra relação, e embora possam ser menos demandantes que uma relação amorosa por exemplo, elas não crescem ou minimamente não se aprofundam se são sempre deixadas em segundo plano.
Vamos conversar sobre como viver nossas amizades como um relacionamento sério? Convidamos Larissa Magrisso, fundadora da Lúcidas e consultora em Criação e Conteúdo para um papo gostoso e profundo sobre nossas amizades. Vem com a gente?
Continuamos essa conversa no Instagram @instituto_amuta.
Esse podcast é um criação do Instituto Amuta, texto e voz de Marcelle Xavier, edição Aerolitos, patrocínio K21, todo apoio e cuidado da Brunna Martinato.
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Hoje muito se fala de estresse, esgotamento, burnout. Enquanto o estresse ocorre quando a gente vive qualquer situação que nosso corpo e nossa mente lê como desafiadoras, o esgotamento se manifesta quando esse nível de estresse é tão extremo e tem uma intensidade cognitiva e emocional tão alta que a gente não consegue funcionar naquele momento. A gente precisa parar de fazer o que a gente tá fazendo para cuidar desse estado de esgotamento, mesmo que seja só por alguns minutos. E se o esgotamento persiste, a gente pode chegar em um estado de burnout e essa necessidade de parar vai precisar ser prolongada. Esgotamento relacional é um termo criado pelo Insituto Amuta para nomear esse estado de esgotamento que ocorre especificamente no contexto das relações. Neste episódio compartilhamos um algumas elaborações sobre o que observamos que pode nos influenciar a chegar nesse estado.
Em agosto de 2023, Eu (Marcelle), Marina e Mau passamos 3 semanas em Berlim e 1 semana entre Lisboa e Lousã, em Portugal.
Essa viagem foi parte de um projeto de investigação e experimentação que criamos para mapear comunidades e experiências que nos inspiram ao redor do mundo.
Ao longo desse 1 mês, nós vivemos 13 experiências, mergulhamos em 10 iniciativas de comunidade, realizamos 2 experiências pelo Instituto Amuta e nos inspiramos em 9 lugares como museus, restaurantes e pontos turísticos locais.
Um agradecimento bem especial para o Rodrigo Guima e para a Lalai Persson, que fizeram o desenho da experiência da nossa viagem em Berlim, nos conectando as pessoas, iniciativas e rolês perfeitos com base nos nossos interesses.
Ao longo da minha vida me tornei especialista em sutilezas. Aprendo a perceber todos os detalhes, e fico mesmo muito boa nisso. A agressividade e o silêncio do outro me colocaram em constante estado de alerta. Existe uma carga emocional enorme que não fazem o trabalho emocional de se perceber e comunicar o que é importante para elas. Escutei da psicanalista Manoela Xavier algo mais ou menos assim “qualquer coisa que envolve você precisar fazer o trabalho emocional para o outro é uma forma de violência”, e toda violência, por mais sutil que pareça, precisa urgentemente ser interrompida.
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É muito difícil para nós, na nossa cultura ocidental, criar relações de apoio e colaboração que consistem em escutar, aceitar e fazer companhia para o outro. A gente acha que precisa de muitas coisas para apoiar as pessoas em seu desenvolvimento e em suas questões, sendo que a melhor forma de apoiar alguém a se movimentar é através de uma relação de profunda aceitação, e isso não é qualquer coisa.
Então por hoje eu te faço essa promessa. Eu não irei te interromper.
Esse podcast é um criação do Instituto Amuta, texto e voz de Marcelle Xavier e Maurício Assis, edição Aerolitos, patrocínio K21, todo apoio e cuidado da Brunna Martinato.
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Quando as relações e comunidades começam elas costumam ter muita vitalidade, e é natural que com o tempo as pessoas mudem, as condições se alterem, as tensões tirem nossa energia, e os relacionamentos percam um pouco dessa vitalidade inicial. Reconhecendo que relações não são fixas e estão sempre em movimento, como designers de conexões projetamos para evolução, ou seja, somos capazes de perceber a mudança e realizar intervenções apropriadas para regenerar nossos relacionamentos. O que seria amor se não oferecer a nossa atenção para que qualquer relação revele seu potencial, que se é vivo está o tempo todo se movimentando? Nossa convidada de hoje para explorar os meios de cuidar e regenerar nossas relações, é a cientista social, e uma das iniciadoras do IDR, Juliana Diniz.
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Muitas vezes entramos nas relações partindo do pressuposto de que certas coisas são óbvias e não precisam ser ditas. E quando ocorre algum conflito ou desalinhamento, criamos uma caça às bruxas para encontrar a culpada ou “corrigir o problema”. Quando nos relacionamos, estamos constantemente experimentando, testando, e aprendendo juntas sobre o que funciona para mim, para a outra pessoa e para esse relacionamento. E o que funciona hoje, pode deixar de funcionar amanhã. Por isso, melhor que tentar encontrar a culpada ou o problema, ou que apenas aceitar as diferenças sem verbalizá-la, é ver os desalinhamentos que acontecem como oportunidades para revisitar os nossos acordos. Um relacionamento pode ser percebido como um jogo infinito: o objetivo é continuar jogando, e por isso, qualquer pessoa tem o direito e o poder de propor novos acordos para continuar brincando. O que você precisa para que o jogo continue sendo gostoso, divertido e nutritivo para você?
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