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O Quilombo Kédi convoca mutirão para esta quinta-feira, 2 de outubro, a partir das 8h da manhã, na Av. Nilo Peçanha, 2200, em Porto Alegre, RS.
O Kédi, que já teve parte de seu território roubado, vem sendo alvo da família Zaffari e construtoras associadas. Assédio financeiro, presença de jagunços armados, demolições irregulares e deterioração das condições de vida no local são algumas das estratégias usadas pela Country Investimentos (empresa da família Zaffari) para remover o povo quilombola de um terreno que é historicamente seu e está em processo de ser reconhecido pelo estado brasileiro.
Para manter o território habitável para as pessoas que estão decididas a resistir até o fim, é preciso limpar a área onde casas foram demolidas. E pra isso o quilombo precisa da sua ajuda. Venha nesta quinta-feira, dia 02/10, a partir das 8h da manhã. Traga luvas e disposição. Será também necessário a compra de alguns materiais para reparar alguns danos causados à infraestrutura do território, portanto se puder, faça uma doação para [email protected].
Quilombo Kédi Fica!
Quilombo Kédi convoca apoiadores para participarem da vigília em defesa do território quilombola amanhã, dia 29 de setembro, a partir das 8:30 da manhã, para impedir o roubo de parte do território pela Cia Zaffari @zaffari e Prefeitura de POA @prefpoa . Eles estão atuando no território através de uma “empresa de segurança privada” chamada Beltrão Segurança, contratada para roubar a posse dos quilombolas depois das demolições ilegais que estão em curso.
Participe da vigília, a partir das 8h30 nesta segunda, 29 de setembro, na Rua Nilo Peçanha, 2200.
Você também pode ajudar o Kédi a resistir doando para o PIX: [email protected]. Os recursos arrecadados serão usados para fortalecer a vigília e garantir a seguranças das quilombolas.
Quilombo Kédi Fica!
Bolsonaro foi condenado.
E muitas pessoas estão celebrando, o que é compreensível. Bolsonaro foi um presidente autoritário que incentivou a perseguição e violência contra movimentos sociais, dissidentes de gênero e sexualidade, que impulsionou o genocídio indígena, promoveu a misoginia e a violência policial contra pessoas negras e periféricas, a devastação dos ambientes naturais e não hesitou em colocar o lucro das elites acima das nossas vidas durante a pandemia da COVID-19 enquanto debochava da maior crise de saúde da história deste território.
Porém sua prisão reforça a lógica carcerária e a legitimidade do chamado "Estado Democrático de Direito", levando diversas pessoas que buscam por justiça social a apoiar as instituições de um Estado que é a base das injustiças que afligem este território há 500 anos. O Estado brasileiro é uma ferramenta colonialista criada pela nobreza portuguesa para explorar as habitantes e saquear as riquezas destas terras para o benefício de uma elite. E os poderes políticos existem para administrar esse Estado; enquanto o judiciário, com seus tribunais, polícias e prisões, serve para manter essa ordem brutal, punindo qualquer pessoa que ousar desafiá-la ou se levantar contra ela.
Seja no governo social democrata do PT ou sob um regime neofascista da extrema-direita, a característica originária colonial e extrativista do Estado brasileiro se mantém. Nem mesmo Lula, admirado por tantas pessoas, contraria essa lógica. Pelo contrário, ele a reforça e impulsiona, passando por cima da autodeterminação dos povos indígenas para construir ferrovias em suas terras e abrindo a Amazônia ainda mais para o extração de petróleo e outros minerais cobiçados pelo capital internacional. Tudo isso legitimado pelo frágil verniz da chamada democracia.
Enquanto houver Estado, enquanto houver capitalismo, vamos viver sob a ameaça da tomada de poder por fascistas. A história já nos mostrou diversas vezes que as estruturas centralizadoras de poder do Estado a qualquer momento podem ser, e serão, tomadas novamente por autoritários, déspotas, fascistas e genocidas.
Então, mesmo que dê gosto ver Bolsonaro começando a se dar mal, apoiar e fortalecer essas instituições por punirem fascistas e golpistas é um tiro no pé. Porque não há dúvida que elas serão usadas para perseguir, com ainda mais rigor, populações marginalizadas e movimentos sociais radicais que buscam o fim dessa ordem opressiva e injusta e a construção de um mundo livre, justo e igualitário.
Não queremos o fortalecimento das instituições que sempre foram usadas contra as pessoas mais vulneráveis e contra as lutas populares. Não queremos a soberania de um Estado que há 500 anos nos mata, nos oprime e devasta estas terras. Queremos sua abolição, para que possamos enfim buscar a libertação total, através da autodeterminação dos povos e territórios, da solidariedade e do internacionalismo.
Assista O Fim da Polícia em: https://kolektiva.media/w/oNJzxQ1EXpmz7oj8WVvznf
Dia 4 de março de 2025 a Brigada Militar do Rio Grande do Sul executou a sangue frio Geovane Matias Maciel, de 19 anos, que se encontrava algemado e dominado, em Bom Jesus, no Rio Grande do Sul. Na versão dos policiais, Geovane seria uma ameaça e teria atacado os policiais com uma faca, e o teriam abatido em autodefesa. Essa versão se sustentou até dia 23 de junho, quando uma denúncia anônima junto a um vídeo do ocorrido mostrou o que de fato aconteceu. Esse não foi um caso isolado. Só em 2024 as polícias brasileiras mataram mais de 6 mil pessoas, a maioria negras, quase todas pobres, e na maior parte desses casos a versão que prevalece é a contada pela própria polícia. Quantos casos como esse acontecem diariamente e jamais são esclarecidos?
A polícia foi criada para proteger as elites e uma ordem colonial e racista e cumpre esta tarefa até hoje. Se buscamos um mundo mais igual, o fim do racismo e do colonialismo, é preciso abolir todas as polícias.
Em dezembro de 2024, coletivos e movimentos sociais como MOB-MG, Organização Socialista Libertária-OSL e Kasa Invisível, se reuniram frente ao consulado da Turquia para denunciar os crimes que o estado Turco vem cometendo no norte da Síria, no território revolucionário conhecido como Rojava.
Dissidências indígenas anônimas denunciam as reuniões de conciliação criadas pelo STF para debater os temas relativos ao chamado Marco Temporal, bem como as ações do Ministério dos Povos Indígenas ao continuar na mesa ocupando o lugar da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) após esta se retirar.
Demarcação sem conciliação!
Quel que soit le vainqueur des élections, les mouvements sociaux et les luttes populaires ne gagneront jamais.
Tous les deux ans, de nombreuses personnes consacrent énormément de temps, d'énergie et de ressources matérielles à essayer d'élire des candidats dans l'espoir d'améliorer les conditions de vie de la population. Mais c'est un jeu que nous ne pouvons pas gagner. Si des représentants des mouvements sociaux sont élus, ils devront se réconcilier avec les élites politiques et financières qui ont créé ce système afin d'atteindre leurs objectifs les plus modérés. Tout changement plus radical au sein du système est alors impossible, car en utilisant les institutions de l'État, nous reproduirons toujours les dynamiques d'oppression et de violence inhérentes à ces institutions.
Notre situation empire chaque jour où nous cessons de nous battre, en espérant un changement institutionnel ou une situation plus favorable. Mais nous avons une alternative : nous pouvons commencer à construire le monde que nous voulons dès maintenant, de nos propres mains. Organisez-vous collectivement ! Vivez comme vous aimeriez vivre et, ensemble, nous affronterons l'État et les capitalistes lorsqu'ils tenteront de nous empêcher de transformer ce monde.
Não importa quem vença as eleições, os movimentos sociais e as lutas populares nunca vão sair ganhando.
A cada dois anos muitas pessoas dedicam uma quantidade enorme de tempo, energia e recursos materiais para tentar eleger candidaturas com a esperança de melhorar as condições de vida da população. Mas esse é um jogo que não podemos vencer. Se alguma representante de movimentos sociais for eleita, ela terá que conciliar com as elites políticas e financeiras que criaram esse sistema para conseguir alcançar seus objetivos mais moderados. Qualquer mudança mais radical dentro do sistema então, é impossível, pois ao usarmos as instituições do Estado sempre vamos reproduzir as dinâmicas de opressão e violência inerentes a essas instituições.
Nossa situação piora a cada dia que deixamos de lutar esperando alguma mudança institucional ou uma conjuntura mais favorável. Mas temos uma alternativa: podemos começar a construir o mundo que queremos agora mesmo, com nossas próprias mãos. Organize-se coletivamente! Viva como você gostaria de viver e vamos enfrentar juntas o Estado e os capitalistas quando tentarem nos impedir de transformar este mundo.
En julio y agosto de 2024, las aldeas y retomadas Kaiowá y Guaraní de la Tierra Indígena Panambi - Lagoa Rica, en los territorios ocupados por el estado de Mato Grosso do Sul, sufrieron ataques armados de los latifundistas. Decenas de personas resultaron gravemente heridas. La Fuerza Nacional estaba presente, pero permitió que continuaran los ataques contra la comunidad indígena. El Ministerio de Pueblos Indígenas envió una representante, que pidió que las víctimas de la masacre fueran más pacíficas.
Aunque el gobierno federal de Lula y su Partido de los Trabajadores dice defender la lucha de los pueblos indígenas, invierte mucho más en el agronegocio y otros proyectos que amenazan sus tierras y su modo de vida que en la defensa de estos territorios.
Ya sea bajo gobiernos de derechas o de izquierdas, la masacre continúa. El genocidio indígena es uno de los pilares del Estado brasileño. Desde su creación. El Estado depende de un crecimiento económico continuo y por eso necesita aniquilar las vidas y culturas indígenas que protegen los bosques, para poder explotar sus tierras y recursos. Ningún gobierno va a cambiar eso.
Para que los pueblos indígenas vivan, el Estado debe morir.
Unamos nuestras fuerzas en los territorios y en las ciudades para quemar las instituciones que están incendiando la selva. Sumémonos a las movilizaciones anticoloniales y a los frentes de contraataque. Antes de que sea demasiado tarde.
In July and August 2024, the Kaiowá Guarani communities and reclaimed areas in the Panambi - Lagoa Rica Indigenous Land, in the territories occupied by the state of Mato Grosso do Sul, have suffered armed attacks at the behest of big landowners. Dozens of people have been seriously injured. The National Force was present, but allowed the attacks against the indigenous community to continue. The Ministry of Indigenous Peoples sent a representative, who requested that the victims of the massacre be more peaceful.
Although the federal government of Lula and his Workers' Party claims to defend the struggle of indigenous peoples, it invests much more in agribusiness and other projects that threaten their lands and way of life, than in the defense of these territories.
Whether under right-wing or left-wing governments, the massacre continues. Indigenous genocide is one of the pillars of the Brazilian state. Since its creation. The state depends on continuous economic growth and therefore must annihilate the lives and cultures of the indigenous people who protect the forests, so that it can exploit their lands and resources. No government is going to change that.
If indigenous peoples are to live, the state must die.
Let's join forces to burn the institutions that set fire to the forest. Join the anti-colonial movements and counterattack. Before it's even later.
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