Antimídia

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Antimídia episodes

  • Massacre em Douradina e a Resistência Kaiowá e Guarani

    Em julho e agosto de 2024, as aldeias e retomadas Kaiowá e Guarani na Terra Indígena Panambi - Lagoa Rica, nos territórios ocupados pelos estado do Mato Grosso do Sul, tem sofrido ataques armados a mando de latifundiários. Dezenas de pessoas ficaram gravemente feridas. A Força Nacional esteve presente, mas permitiu as agressões contra a comunidade indígena. O Ministério dos Povos Indígenas enviou representante, que solicitou que as vítimas do massacre fossem mais pacíficas.

    Embora o governo federal de Lula e seu Partido dos Trabalhadores afirme defender a luta dos povos indígenas, investe muito mais no agronegócio e outros projetos que ameaçam suas terras e modo de vida, do que na defesa desses territórios.

    Seja sob governos de direita ou de esquerda, o massacre continua. Pois o genocídio indígena é um dos pilares do Estado Brasileiro. Desde sua criação. O Estado depende do crescimento econômico contínuo e por isso precisa aniquilar as vidas e culturas indígenas que protegem as florestas, para assim poder explorar suas terras e recursos. Nenhum governo vai mudar isso.

    Para que os povos indígenas possam viver, o Estado deve morrer.

    Vamos somar forças nos territórios e nas cidades, para queimar as instituições que botam fogo na floresta. Junte-se às mobilizações contracoloniais e as frentes de contrataque. Antes que seja mais tarde ainda.

    3 min
  • Disaster Has a Name: Capitalism

    In the first days of May 2024, the territory known as the state of Rio Grande do Sul, in what is known as Brazil, was hit by the biggest climate catastrophe in its history. Over a week of intense rainfall caused several rivers to overflow, sweeping away dozens of towns and destroying everything in their path, and then flowing into the Guaíba River, causing the biggest flood ever recorded in the Greater Porto Alegre region and other cities in the state. By June 1st, 171 deaths had been confirmed. Thousands of people have lost everything. 614,000 were left homeless. More than two million were affected. Entire towns practically wiped off the map by the force of the waters.

    The state and the capitalist mode of production bear direct responsibility for the devastation of the planet, producing more and more catastrophes, cutting down forests to make way for cattle, monocultures and mining, degrading and sealing the soil with urban sprawl. Amid the horror, the complete inability of governments and the wealthy to take care of our lives and our environment is evident.

    At the heart of this tragedy, which heralds a new reality of increasingly frequent extreme events, anarchists, indigenous communities, quilombos and social movements are organizing solidarity as they try to rebuild their lives and their severely affected territories, whether by asking for and distributing donations, calling for joint efforts to clean up and return to affected properties, or organizing new occupations of empty buildings to house people who have lost their homes.

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  • Assimilação = Morte

    Em junho de 2024 a organização da parada do orgulho LGBT de São Paulo fez um chamado para que as pessoas comparecessem ao evento vestindo verde e amarelo e empunhando bandeiras do Brasil junto com bandeiras do arco-íris, numa retomada dos símbolos nacionais, que consideram “sequestrados” pela direita. Como se o Brasil não fosse, desde sua criação pelos invasores europeus, um projeto colonial imposto violentamente sobre as populações que habitam estas terras. A bandeira brasileira sempre representou os poderosos e os proprietários, a violência colonial, cristã, institucional, militar e policial.

    Se os holofotes estão apontados para a disputa entre uma direita neofascista e uma esquerda progressista e eleitoreira, ainda existe quem busca outro caminho. Queers revoltoses não querem "ressignificar" seus símbolos ou eleger polítiques progressistas. Recusamos a posição de vítimas que exigem a proteção do Estado, e nos juntamos para forjar meios de viver e lutar por conta própria. Para nós, queer não é mais uma identidade a ser reconhecida e incluída ao lado de outras pelas instituições, e sim uma posição de conflito que luta pelo fim dessa ordem social.

    Roteiro: Revolta Anarkokuir e Antimídia.

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  • O Desastre Tem Nome: CAPITALISMO

    Nos primeiros dias do mês de maio de 2024, o território conhecido estado do Rio Grande do Sul, no chamado Brasil, foi atingido pela maior catástrofe climática de sua história. Mais de uma semana de chuvas intensas fizeram com que diversos rios transbordassem, arrasando dezenas de cidades e destruindo tudo no seu caminho, para então desaguarem no rio Guaíba causando a maior enchente já registrada na região da Grande Porto Alegre e outras cidades do estado. Até 1º de junho, 171 mortes foram confirmadas. Milhares de pessoas perderam tudo. 614 mil ficaram desabrigadas. Mais de dois milhões foram afetadas. Cidades inteiras praticamente apagadas do mapa pela força das águas.

    O Estado e o modo de produção capitalista têm responsabilidade direta pela devastação do planeta, produzindo cada vez mais catástrofes, derrubando florestas para dar lugar ao gado, às monoculturas e à mineração, degradando e impermeabilizando o solo com a expansão urbana. Em meio ao horror, fica evidente a completa incapacidade dos governos e dos ricos de cuidarem de nossas vidas e do nosso ambiente.

    No centro dessa tragédia que anuncia uma nova realidade de eventos extremos cada vez mais frequentes, anarquistas, comunidades indígenas, quilombos e movimentos sociais organizam a solidariedade enquanto tentam reconstruir suas vidas e seus territórios gravemente afetados, seja pedindo e distribuindo doações, chamando por mutirões para limpar e voltar para imóveis atingidos, ou organizando novas ocupações de prédios vazios para abrigar pessoas que perderam suas casas.

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  • Bra$il: 500 anos de catástrofe colonial

    Enquanto as mudanças climáticas estão transformando o mundo em um lugar mais hostil, com tempestades violentas, secas extremas, ondas brutais de calor e frio, o Estado brasileiro continua obstinado em seu projeto colonialista e extrativista. O Novo Programa de Aceleração do Crescimento, do governo Lula, lançado em 2023, traz uma nova onda de projetos de infraestrutura de grande impacto que alimentam e perpetuam um modo de vida coletiva altamente destrutivo, ameaçando a diversidade de modos de vida e biomas.

    Isso deixa claro, além de qualquer dúvida, que os governos de esquerda e direita são duas faces da mesma moeda. São os gestores do projeto genocida e colonialista chamado Brasil. Não existe possibilidade de construção de mundos mais justos e livres que não precise enfrentar e resistir as forças repressivas do Estado ou as milícias que defendem o mesmo projeto.

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  • Abolish The Racist Police

    On February 17, 2024, in Porto Alegre, Everton Henrique Goandete da Silva, a 40-year-old black man, was stabbed by Sérgio Camargo Kupstaitis, a 72-year-old white man. The Military Police were called and violently approached the victim, Everton, and then detained him, alleging resistance. While the police were busy arresting the victim, the attacker was calmly walking around the area. Everton was detained, stuffed into the back of the vehicle and the police also charged him with bodily injury for throwing stones at Sérgio after he had been stabbed.

    Although this is a serious case, it is just one of thousands of examples of racism by police forces, whether military or civilian, in territories occupied by the Brazilian state. Racism and colonialism are intrinsic aspects of the state, and therefore the police, who exercise violence in its name, will always impose this racism and colonialism on the population, regardless of any reform.

    If we want a more egalitarian world, the only solution is to abolish the police.

    2 min
  • Abolir a Polícia Racista

    Dia 17 de fevereiro de 2024, em Porto Alegre, o motoboy Everton Henrique Goandete da Silva, homem negro de 40 anos, foi esfaqueado por Sérgio Camargo Kupstaitis, homem branco de 72 anos. A Brigada Militar foi acionada e abordou violentamente a vítima, Everton, para em seguida detê-lo, alegando resistência. Enquanto a polícia estava ocupada agredindo a vítima, o agressor circulava tranquilamente pelo local. Everton foi detido, enfiado na traseira do veículo e a polícia ainda o indiciou por lesão corporal, por ter arremessado pedras contra Sérgio após ter sido esfaqueado.

    Embora seja um caso grave, é apenas mais um entre milhares de exemplos de racismo das forças policiais, sejam militares ou civis, nos territórios ocupados pelo Estado Brasileiro. O racismo e o colonialismo são aspectos intrínsecos do Estado, e portanto a polícia, que exerce violência em seu nome, sempre irá impor esse racismo e colonialismo sobre a população, indiferente de qualquer reforma.

    Se buscamos um mundo mais igualitário, a única solução é a abolição das polícias.

    2 min
  • Contra a Criminalização da Revolta: pelo fim do processo contra Caio e Fábio

    Após 10 anos do Levante Popular de 2013, a revolta pode ir a julgamento mais uma vez por meio da audiência dos ativistas Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza marcada para às 12h do dia 12 de dezembro de 2023. Ambos vão a juri popular sob a acusação da morte do cinegrafista Santiago Andrade, atingido por um fogo de artifício na cabeça em fevereiro de 2014, enquanto registrava confrontos entre manifestantes e policiais, para a TV Bandeirantes, no centro do Rio de Janeiro, perto da Central do Brasil.

    O caso foi usado na época para abafar e criminalizar as revoltas populares, impulsionando a votação da Lei Antiterrorismo. Mas a única lógica em alegar que Caio e Fábio tinham a intenção de matar alguém com um fogo de artifício é a de criminalizar militantes e manifestantes. O que se torna mais evidente ainda quando sabe-se que a Rede Bandeirantes não entregou todas as imagens captadas por Santiago Andrade no dia de sua morte.

    Não pode haver jurí sem todas as imagens! Pelo fim do processo contra Caio e Fábio!

    0 min
  • Do Rio Ao Mar - Uma mensagem pela libertação da Palestina

    Em 7 de outubro de 2023, o grupo paramilitar palestino Hamas lançou um ataque surpresa nos territórios governados pelo Estado israelense. Por sua vez, as Forças de Defesa de Israel lançaram uma campanha de bombardeios contra alvos principalmente civis e cortaram todos os suprimentos de energia e combustível, além de bloquear ainda a água e a ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

    Os meios de comunicação do Ocidente entraram em ação para apresentar o Hamas como monstros sanguinários e Israel como vítimas inocentes e virtuosos defensores de sua terra natal, omitindo propositalmente mais de 70 anos de contexto histórico.

    O ataque sangrento do Hamas ocorreu em um contexto de gerações de ocupação brutal e do deslocamento sistemático de palestinys de suas terras. O Estado de Israel, guiado pela ideologia sionista e sancionado pela ONU e pelas potências imperiais do Ocidente, vem conquistando e roubando gradualmente as terras da Palestina desde a Nakba, em 1948.

    A resposta totalmente desproporcional de Israel destruiu hospitais, campos de refugiadys e danificou ou destruiu 45% de todas as casas em Gaza. Isso alimentou temores renovados de que Israel irá até o fim, em um esforço para deslocar permanentemente todys palestinys da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.

    O momento para uma solidariedade significativa com a Palestina é agora. Grande parte das munições e equipamentos militares usados pelas FDI é fabricada no Ocidente, principalmente nos EUA.

    Do rio ao mar, a Palestina será livre.

    Este vídeo é uma colaboração entre a Antimidia e a subMedia.

    Para ler mais sobre os fornecedores de armas israelenses:

    https://www.palestineaction.org/

    https://caat.org.uk/data/countries/israel/israels-arms-suppliers/
    https://worldbeyondwar.org/arms-trade-which-countries-and-companies-are-selling-weapons-to-israel/
    https://impactpolicies.org/news/342/weapons-suppliers-and-the-israeli-state-complicity-in-war-crimes

    0 min
  • Jiboia Resiste

    Na quarta-feira, 18 de outubro de 2023, a Brigada Militar removeu a força moradorys e apoiadorys da Kasa Okupa Cultural Jiboia, em Porto Alegre, para então a prefeitura demolir parte da estrutura da ocupação. A Kasa Okupa Cultural Jiboia é um espaço contracultural destinado a mulheres e dissidências de gênero.

    Este é um relato enviado por integrantes da Kasa Okupa Cultural Jiboia. Imagens de Deriva Jornalismo e KOCJ.

    Apoie a Jiboia. Se puder doe para a reconstrução das estruturas demolidas:

    https://www.vakinha.com.br/vaquinha/reconstrucao-muro-jiboia

    5 min

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