Áudios Novo Tempo

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  • Um homem e seu Criador
    Com suas primeiras palavras, Elifaz jamais ganharia um prêmio por “tato e solidariedade”.
    Basicamente, ele estava dizendo que era fácil para Jó ser uma luz
    e conforto a outras pessoas quando as coisas lhe iam bem. Mas, depois que o mal
    lhe havia ocorrido, ele estava “perturbado”. Porém, ele não deveria estar. Afinal de
    contas, Deus é justo e, portanto, o mal que nos sobrevém é merecido.
    4. Leia Jó 4:12-21. Que outro argumento Elifaz apresentou a Jó?
    Há muitas coisas interessantes que poderíamos observar nesse texto, inclusive
    a maneira pela qual aqueles homens entendiam a natureza e o caráter do verdadeiro
    Deus, mesmo antes do surgimento da nação de Israel. O livro de Jó nos
    revela que, de fato, outras pessoas além dos patriarcas e dos israelitas tinham algum
    conhecimento do Senhor. Vemos Elifaz tentando defender o caráter de Deus.
    O que Elifaz tinha ouvido em suas “visões noturnas” era uma teologia muito
    sólida e correta em muitos aspectos (veja Sl 103:14; Is 64:7; Rm 3:19, 20). Nós, seres
    humanos, somos barro; somos transitórios e podemos ser tão facilmente esmagados
    como a traça. E, naturalmente, quem pode ser mais justo do que Deus?
    Por outro lado, as palavras de Elifaz foram banais e fora de contexto. A questão
    com Jó não era se ele era melhor do que Deus. Não era essa a queixa dele.
    A maior parte do tempo Jó falava de quanto ele era miserável, quanto estava sofrendo,
    e não que ele fosse de algum modo mais justo do que Deus.
    Elifaz, no entanto, parece ter interpretado tudo isso na fala de Jó. Afinal, se Deus
    é justo, e o mal vem apenas sobre os maus, então Jó devia ter feito algo para merecer
    o que estava passando. Portanto, as queixas de Jó não eram justas. Ansioso
    para defender Deus, Elifaz começou a “dar um sermão” em Jó. Mais do que alguma
    sabedoria coletiva que ele acreditava ter sobre Deus, Elifaz tinha algo mais: uma
    espécie de revelação sobrenatural que apoiava sua posição. O único problema, no
    entanto, é que a posição que ele tomou estava equivocada.
    Mesmo que estejamos certos em algum ponto, às vezes podemos não expressar a questão da
    maneira mais útil e redentora. Como evitar esse erro?
    6 min
  • Já pereceu algum inocente?
    2. Leia Jó 2:11-13. Como os amigos de Jó viram a situação dele? Marque a alternativa
    correta:
    A. ( ) Com muito desdém, pois acharam que ele merecia tal situação.
    B. ( ) Ficaram muito tristes e expressaram empatia, rasgando seus mantos e
    colocando pó sobre a cabeça.
    C. ( ) Com indiferença, pois não sentiam nada por ele.
    D. ( ) Tiveram bons olhos, pois achavam que Jó aprenderia muitas coisas com
    aquelas tragédias.
    Quando ouviram sobre o que havia acontecido com Jó, aqueles homens “combinaram
    ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo” (Jó 2:11); isto é, planejaram
    se reunir para visitar o amigo. Os versos transmitem a ideia de que eles ficaram
    espantados com o que viram, e começaram a compartilhar do sofrimento de Jó.
    Os amigos de Jó se sentaram em silêncio e não disseram uma única palavra. Afinal,
    o que você diz a alguém naquela situação? No entanto, assim que Jó falou pela
    primeira vez, externando suas queixas, aqueles homens tiveram muito o que dizer.
    3. Leia Jó 4:1-11. Qual é a essência das palavras de Elifaz a Jó? Preencha as lacunas
    de acordo com o referido texto bíblico.
    Elifaz insinuou que __________________ não era __________________, pois aquele
    que __________________ o mal, colhe também o __________________.
    Talvez a fala de Elifaz pudesse ser um bom começo para um livro sobre aconselhamento
    aos enlutados. O capítulo inicial poderia ser intitulado: “O que não dizer para
    um enlutado”. Embora aqueles homens tivessem se compadecido de Jó, essa compaixão
    tinha limite. Para Elifaz, a pureza teológica era mais importante do que o consolo.
    É difícil imaginar que alguém chegue até um sofredor e diga, basicamente: “Você
    deve ter merecido isso, pois Deus é justo, e somente os perversos sofrem desse jeito.”
    Que proveito haveria em dizer isso para Jó? Imagine que um motorista, dirigindo
    em alta velocidade, se envolvesse em um acidente de carro em que toda a sua
    família acabasse morrendo. Você consegue imaginar alguém indo até esse motorista
    logo depois, em meio ao seu luto, e dizendo bruscamente: “Deus está punindo
    você por seu excesso de velocidade”? O problema com as palavras de Elifaz não
    era somente a teologia questionável; a grande questão era sua insensibilidade para
    com Jó e tudo que ele estava sofrendo.
    Pense numa situação em que pessoas confortaram você em meio a perda e dor. O que elas lhe
    disseram? Como disseram? Que lições você aprendeu com essa experiência?
    6 min
  • As grandes questões
    A maior parte das ações no livro de Jó é relatada nos dois primeiros capítulos. Neles
    é levantado o véu que separa o Céu e a Terra, e obtemos um vislumbre de um aspecto
    da realidade que, de outro modo, continuaria oculto a nós. Por mais longe que
    nossos telescópios possam alcançar e examinar o Universo, eles sequer chegam perto
    da possibilidade de nos revelar o que foi mostrado nesse livro, escrito há milhares
    de anos em um deserto que muito provavelmente esteja localizado na atual Arábia
    Saudita. O livro de Jó também nos revela a íntima relação entre o mundo sobrenatural
    (o mundo de Deus e dos anjos) e o mundo natural (a Terra e os que nela habitam).
    Após os dois primeiros capítulos, grande parte do livro de Jó consiste no que
    chamamos na televisão de “conversa” ou “bate-papo”, ou seja, apenas diálogos. Nesse
    caso, o diálogo foi entre Jó e os homens que foram discutir com ele as questões
    difíceis da vida: teologia, sofrimento, filosofia, fé, vida e morte.
    E por que não discutir, considerando tudo o que havia acontecido com Jó?
    É muito fácil ficar preso às coisas comuns da vida, aos afazeres do cotidiano, e esquecer
    quais são as grandes e importantes questões da vida. Não há nada como
    uma calamidade, seja nossa ou de outros, para nos sacudir da nossa letargia espiritual
    e fazer com que comecemos a levantar as perguntas importantes.
    6 min
  • Maldição sem causa?
    Na semana passada destacamos a importância de nos colocarmos no lugar de
    Jó, pelo menos até onde for possível. Em certo sentido, isso não deve ter sido
    tão difícil, pois todos nós já tivemos essa experiência; isto é, todos nós, até certo
    ponto, já nos encontramos imersos em sofrimento que parecia não fazer sentido
    e que aparentemente não era justo.
    Devemos manter essa perspectiva no restante da lição. No entanto, precisamos
    também observar a perspectiva dos outros personagens da história: os homens que
    foram lamentar e sofrer juntamente com Jó.
    E isso também não deveria ser tão difícil. Quem já não viu o sofrimento de outras
    pessoas? Quem já não buscou consolá-las em sua dor e perda? Quem não sabe
    o que é tentar encontrar as palavras certas para falar a pessoas cuja dor também
    corta nosso coração?
    Na verdade, grande parte do livro de Jó é dedicada ao diálogo entre Jó e esses
    homens, à medida que todos eles tentavam encontrar sentido naquilo que muitas
    vezes parece não fazer sentido algum: a sucessão infinita do sofrimento e tragédia
    humana neste mundo criado por um Deus amoroso, poderoso e cuidadoso.
    5 min
  • Estudo adicional
    “Em uma era tão excepcionalmente iluminada pela ciência e a razão, as ‘boasnovas’
    do cristianismo tornaram-se uma estrutura metafísica cada vez menos
    convincente, um fundamento menos seguro sobre o qual construir a vida e menos
    psicologicamente necessário. A absoluta improbabilidade de toda a sucessão de eventos
    se tornava dolorosamente óbvia – que um Deus infinito e eterno repentinamente
    tivesse Se tornado um ser humano em um lugar e num momento histórico específicos
    apenas para ser vergonhosamente executado; que uma única pessoa tenha vivido
    durante poucos anos, há dois milênios, em uma nação obscura e primitiva, em
    um planeta hoje conhecido como uma porção de matéria relativamente insignificante,
    que gira em torno de uma estrela dentre bilhões de estrelas em um Universo
    impessoal e inconcebivelmente vasto; e que tal acontecimento indistinto tivesse um
    grande significado cósmico e eterno – tudo isso não mais poderia ser uma crença
    atrativa para homens racionais. Era completamente improvável que o Universo como
    um todo tivesse muito interesse nesta minúscula parte de sua imensidão. Sob os holofotes
    da exigência moderna pela confirmação pública, empírica e científica de todas
    as declarações de crença, a essência do cristianismo perdeu seu vigor” (Richard
    Tarnas, Passion of the Western Mind; Nova York: Ballantine Books, 1991, p. 305). Qual
    é o problema com esse pensamento? O que o autor está omitindo? Quais são os limites
    do que “ciência e razão” podem conhecer sobre a realidade de Deus e Seu amor
    por nós? O que isso nos revela a respeito da necessidade da verdade revelada, que a
    “ciência e razão” humanas não podem obter por si mesmas?
    8 min

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