Áudios Novo Tempo

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Áudios Novo Tempo episodes

  • “Mah Enosh?” (Que é o homem?)
    Mais uma vez, devemos nos colocar no lugar de Jó. Ele deve ter pensado: “Por
    que Deus está fazendo isso comigo”, ou “Por que Ele está permitindo que
    tudo isso aconteça comigo?” Jó não enxergava o quadro completo. Como ele poderia
    enxergar? Ele sabia apenas o que havia acontecido ao seu redor e com ele, e
    não compreendia por que isso ocorria.
    Quem já não esteve numa situação semelhante?
    6. Leia Jó 7:17-21. O que Jó declarou? Que perguntas ele fez? Considerando a situação
    dele, por que essas perguntas fazem tanto sentido?
    Alguns estudiosos têm argumentado que Jó estivesse zombando de Salmos
    8:4-6 (NVI), que diz: “Que é o homem, para que com ele Te importes? E o filho
    do homem, para que com ele Te preocupes? Tu o fizeste um pouco menor do que
    os seres celestiais e o coroaste de glória e de honra. Tu o fizeste dominar sobre
    as obras das Tuas mãos; sob os seus pés tudo puseste” (veja também Sl 144:3, 4).
    O problema, no entanto, é que o livro de Jó foi escrito muito antes de Salmos. Nesse
    caso, então, talvez o salmista tenha escrito em resposta ao lamento de Jó.
    De qualquer forma, a pergunta Mah enosh? (“Que é o homem?”) é uma das mais
    importantes que poderíamos fazer. Quem somos nós? Por que estamos aqui? Qual
    é o significado e o propósito de nossa vida? No caso de Jó, por acreditar que Deus o
    houvesse escolhido como “alvo”, ele se perguntava por que o Senhor Se dava ao trabalho
    de olhar para ele. Se Deus é tão grande e Sua criação é tão vasta, por que Ele deveria
    lidar com Jó? Afinal de contas, por que Deus Se dá ao trabalho de olhar para nós?
    7. Leia João 3:16 e 1 João 3:1. Por que Deus Se relaciona com a humanidade?
    Marque a única opção correta:
    A. ( ) Porque quer puni-la. C. ( ) Por piedade.
    B. ( ) Porque quer tirar proveito dela. D. ( ) Por amor.
    “Ao considerar a altura, profundidade e largura do amor do Pai para com a humanidade
    a perecer, João se encheu de admiração e reverência. Ele não pôde achar
    linguagem adequada para expressar esse amor, mas convidou o mundo a contemplá-
    lo: ‘Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados
    filhos de Deus’ (1Jo 3:1). Que valor isso coloca sobre o homem! Pela transgressão,
    os filhos dos homens se tornaram súditos de Satanás. Através do sacrifício infinito
    de Cristo e da fé em Seu nome, os filhos de Adão se tornam filhos de Deus.
    Por assumir a natureza humana, Cristo eleva a humanidade” (Ellen G. White,
    Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 563).
    8 min
  • A lançadeira do tecelão
    Imagine a seguinte conversa. Duas pessoas estão lamentando o destino de toda
    a humanidade: a morte. Isto é, não importa quanto sua vida seja boa, nem suas
    conquistas, é certo que tudo vai terminar na sepultura.
    “Sim”, Matusalém queixa-se para o amigo. “Vivemos até 800, 900 anos e então
    morremos. O que são 800 ou 900 anos em comparação com a eternidade?”
    (Veja Gn 5).
    Embora seja difícil imaginar como seria viver centenas de anos (Matusalém tinha
    187 anos quando seu filho Lameque nasceu, e Matusalém viveu 782 anos depois
    disso), até mesmo os antediluvianos, ao se depararem com a realidade da morte,
    devem ter se queixado do que para eles parecia a “brevidade da vida”.
    5. Leia Jó 7:1-11. Qual foi a queixa de Jó? Veja também Sl 39:5, 11; Tg 4:14.
    Vimos que Jó buscava o descanso e o alívio que viria com a morte. Então ele lamentou
    porque a vida passa muito rapidamente. Basicamente, ele disse que a vida
    é difícil, repleta de fadiga e sofrimento, e então nós morremos. Eis um dilema que
    muitas vezes enfrentamos: nós nos queixamos de como a vida é veloz e passageira,
    mesmo quando ela pode ser triste e miserável.
    Uma adventista do sétimo dia escreveu um artigo sobre sua luta contra a depressão
    e até pensamentos suicidas. Mas ela escreveu: “A pior parte foi: eu era uma
    adventista observadora do estilo de vida que comprovadamente me ajudaria a viver
    ‘seis anos a mais’”. Aquilo não fazia sentido. É claro que em momentos de dor
    e sofrimento, muitas coisas parecem não fazer sentido. Às vezes, em meio à nossa
    dor, a razão e a racionalidade ficam à margem, e tudo o que conhecemos é nossa
    dor e nosso medo, e não vemos esperança alguma. Mesmo Jó, que realmente sabia
    que Seu redentor vivia (Jó 19:25), clamou em seu desespero e desalento: “Lembra-
    Te de que a minha vida é um sopro; os meus olhos não tornarão a ver o bem”
    (Jó 7:7). Jó, para quem a perspectiva da morte parecia então mais próxima do que
    nunca, ainda se queixou da brevidade da existência, não importando o quanto sua
    condição fosse miserável naquele momento.
    Como o conhecimento da queda no pecado, da morte e da promessa da ressurreição deveria lhe
    ajudar a colocar na perspectiva correta toda a questão da brevidade da vida?
    6 min
  • A dor dos outros
    Jó concluiu seu primeiro lamento, conforme registrado no capítulo 3. Nos dois capítulos
    seguintes, um de seus amigos, Elifaz, pregou-lhe um sermão e o repreendeu
    (voltaremos a esse tema na semana que vem). Nos capítulos 6 e 7, Jó continuou
    falando de seu sofrimento.
    4. “Oh! Se a minha queixa, de fato, se pesasse, e contra ela, numa balança, se pusesse
    a minha miséria, esta, na verdade, pesaria mais que a areia dos mares”
    (Jó 6:2, 3). Como Jó expressou sua dor? Marque verdadeiro (V) ou falso (F).
    ( ) Jó expressou sua dor através de uma metáfora.
    ( ) Ele expressou sua dor através da própria realidade do fato.
    Essa imagem nos dá uma ideia de como Jó enxergava seu sofrimento. Se toda a
    areia do mar estivesse em um lado da balança e sua “dor” e a “calamidade” no outro,
    os seus sofrimentos excederiam o peso de toda a areia.
    O sofrimento de Jó era muito real para ele. Esse sofrimento era apenas dele e de
    ninguém mais. Às vezes ouvimos falar do conceito da “soma do sofrimento humano”.
    Porém, isso não expressa bem a verdade. Não sofremos em grupos. Não sofremos
    a dor de ninguém, apenas a nossa própria. Conhecemos somente nossa dor,
    nosso sofrimento. A dor de Jó, por maior que tenha sido, não foi maior do que a dor
    que outras pessoas poderiam sofrer. Algumas pessoas bem-intencionadas poderiam
    dizer a alguém: “Eu sinto sua dor”. Não sentem; elas não podem sentir. Tudo o
    que podem experimentar é a própria dor, que pode vir em resposta ao sofrimento
    de outra pessoa. Mas é sempre e somente isso, a dor própria, não a de outra pessoa.
    Ouvimos falar em desastres provocados pelo próprio ser humano ou por outras
    causas, com alto número de mortes. O número de mortos ou de feridos nos choca.
    Mal podemos imaginar um sofrimento de tamanha proporção. Mas no caso de
    Jó, e também de toda a humanidade caída desde Adão e Eva até o fim deste mundo,
    todos os seres caídos que já viveram puderam conhecer somente seu próprio
    sofrimento e não mais que isso.
    É evidente que jamais devemos menosprezar o sofrimento individual e, sendo
    cristãos, somos chamados a aliviar o sofrimento quando e onde pudermos (veja
    Tg 1:27; Mt 25:34-40). Entretanto, não importa quanto sofrimento exista no mundo,
    podemos ser gratos pelo fato de que nenhum ser humano caído sofre mais do
    que pode suportar. Há somente uma exceção, como veremos na lição 12.
    Reflita sobre a ideia de que o sofrimento humano está limitado apenas a cada indivíduo. Isso
    pode lhe ajudar a enxergar o problema do sofrimento em uma perspectiva diferente?
    5 min
  • Descanso na sepultura
    2. Leia Jó 3:11-26. O que Jó falou sobre a morte? Marque a alternativa correta:
    A. ( ) A morte é algo que ninguém gostaria de sofrer.
    B. ( ) A morte é um descanso, uma tranquilidade. A morte é digna de regozijo.
    C. ( ) A morte é incerta e temida por todos os homens.
    D. ( ) A morte faz distinção entre ricos e pobres, pois cada um tem
    o túmulo que merece.
    Podemos imaginar o terrível sofrimento pelo qual Jó estava passando. Por mais
    difícil que tenha sido a destruição de suas posses e a devastação da sua saúde,
    Jó perdeu todos os seus filhos! Já é muito difícil imaginar a dor de perder um filho,
    mas Jó perdeu todos. E ele tinha dez! Não é de admirar que ele tivesse desejado a
    morte. Além disso, Jó não fazia ideia do contexto por trás de tudo aquilo, e mesmo
    que soubesse, talvez ele não teria se sentido melhor, não é mesmo?
    Observe, no entanto, o que Jó diz a respeito da morte. Se ele tivesse morrido, o
    que aconteceria? A alegria da presença de Deus? Tocaria harpa com os anjos? Não
    há nenhuma teologia assim em sua fala. Em vez disso, o que Jó disse? “Porque já
    agora repousaria tranquilo; dormiria, e, então, haveria para mim descanso” (Jó 3:13).
    3. Leia Eclesiastes 9:5 e João 11:11-14. Ao comparar esses textos com as palavras
    de Jó podemos afirmar o seguinte:
    A. ( ) Jó rejeita o ensino bíblico sobre a morte.
    B. ( ) Ele distorce o que a Bíblia fala sobre a morte.
    C. ( ) Jó confirma a visão bíblica sobre a morte.
    D. ( ) Ele se mostra confuso quanto à morte.
    No livro de Jó, um dos mais antigos da Bíblia, temos o que talvez seja uma das
    primeiras declarações do que chamamos de “estado dos mortos”. Tudo o que Jó
    queria naquele momento era “descanso”. A vida havia ficado repentinamente tão
    desagradável, difícil e penosa, que ele ansiava pelo que sabia ser a morte: um descanso
    tranquilo na sepultura. Jó estava tão triste, tão ferido que, esquecendo-se
    de toda a alegria que tivera antes das calamidades acontecerem, ele desejou que
    tivesse morrido no momento do seu nascimento.
    7 min

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A voz da esperança