Áudios Novo Tempo

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Áudios Novo Tempo episodes

  • Estudo adicional
    Leia Sl 77:20; Os 11:4; 2Co 5:11-21. Leia, de Ellen G. White, “Ensinando e Curando” e
    “Auxílio na Vida Diária”, em A Ciência do Bom Viver, p. 139-146, 469-470; “A Esperança
    da Vida” e “Um Convite Generoso”, em Parábolas de Jesus, p. 185-197, 228-237.
    Havia um jovem que amava o Senhor e desejava falar aos outros sobre Jesus.
    Articulado, carismático, ele era uma poderosa testemunha. Contudo, havia um
    problema: ele tinha medo de pedir às pessoas que se entregassem a Jesus. Isso
    surpreendia outros membros da igreja porque, em todos os outros aspectos, ele
    parecia muito ousado em favor do Senhor. Quando lhe perguntaram sobre esse
    assunto, ele disse que aquele não era o seu dom. Ele gostava de semear, mas deixava
    para outros a tarefa de colher. Porém, após algum tempo ele confessou que
    seu maior medo era o de ser rejeitado. Ele se sentia um pouco inadequado como
    testemunha do Senhor (o que, em alguns casos, pode ser uma coisa boa) e, por
    isso, tinha medo de que as pessoas não se entregassem a Jesus quando ele fizesse
    o apelo para uma decisão. Outras pessoas da igreja lhe explicaram que a tarefa de
    testemunhar não diz respeito a nós, mas a Jesus. Somos imperfeitos. Embora possamos
    conduzir as pessoas a Jesus, não podemos desempenhar o papel do Espírito
    Santo, que é o único que pode trazer convicção e conversão. Porém, devemos
    ser os canais para que o amor de Cristo chegue aos outros.
    5 min
  • Buscai e achareis
    5. Leia Apocalipse 3:20, Mateus 7:7, 8 e João 1:12. Qual é a relação entre essas
    três passagens? O que significa buscar e achar o Senhor?
    Essas passagens mostram que as pessoas precisam pedir, buscar Jesus e estar
    abertas para recebê-Lo. Ao mesmo tempo, Apocalipse 3:20 retrata Jesus junto
    à porta, batendo para que a pessoa abra e O deixe entrar.
    Essas ideias não são contraditórias. Pelo poder do Espírito Santo, o Senhor está
    trabalhando no coração das pessoas, atraindo-as a Ele, mesmo que elas não estejam,
    necessariamente, cientes de que é isso que está acontecendo. Muitas vezes,
    elas estão buscando algo que a vida não lhes oferece. Que privilégio é estarmos
    ali para lhes indicar a direção certa e ajudá-las a compreender melhor o que, exatamente,
    elas estão procurando!
    O fato é que, por seu intermédio, Jesus pode bater à “porta” da vida das pessoas
    de sua comunidade, e todo aquele que, de boa vontade, “abrir a porta” do coração,
    receberá as bênçãos que vêm junto com Ele (Ap 3:20; Jo 1:12). Além disso, Ele convida
    Seus seguidores a pedir, a buscar e a bater em Sua porta, para que recebam as
    “boas dádivas” de Seu reino (Mt 7:7, 8, 11).
    Quando o Espírito Santo impressionar você com o fato de que alguém está pronto
    a “abrir a porta” para Cristo, pergunte: “Você gostaria de orar comigo para receber
    Jesus Cristo como seu Salvador e se tornar um membro de Sua família?” Caso
    a pessoa aceite, peça que ela repita as palavras da seguinte oração:
    “Querido Pai celestial, sei que sou um pecador e preciso do Teu perdão. Creio
    que morreste por meus pecados. Desejo abandoná-los. Agora Te convido a entrar
    no meu coração e na minha vida. Quero confiar em Ti e seguir-Te como meu Senhor
    e Salvador. Em nome de Jesus. Amém!”
    Precisamos de discernimento espiritual para saber o momento certo de fazer
    um apelo. Embora sempre haja o perigo de ser ousado e insistente demais, também
    sempre há o perigo, talvez pior, de não ser suficientemente determinado. Às
    vezes as pessoas precisam de um empurrãozinho firme e amoroso para fazer a escolha
    de seguir o Senhor. Quem sabe se a pessoa está hesitando entre duas escolhas:
    vida eterna em Cristo ou perdição eterna?
    Portanto, certamente temos uma sagrada responsabilidade!
    6 min
  • A ordem para seguir Jesus
    Jesus e Seus discípulos curavam pessoas e depois as direcionavam para assuntos
    de interesse eterno. (Ver Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 20.)
    Mark Finley nos lembra que não apresentar Deus às pessoas é uma negligência
    espiritual. O método evangelístico de Jesus consistia em tocar as pessoas em seus
    pontos de maior necessidade. Essa é a tarefa da obra médico-missionária. Cristo
    não Se contentava apenas em curar as pessoas fisicamente e não fazer mais nada.
    O objetivo é a vida eterna em Jesus. Nossa obra médico-missionária pode não começar
    com nossas palavras às pessoas que conhecemos para que sigam a Jesus,
    mas em algum momento ela deveria chegar nesse ponto. Pelo fato de amarmos as
    pessoas, desejaremos intensamente compartilhar com elas tudo que Jesus oferece.
    Mas talvez você diga: “Vou cuidar da primeira parte do método de Jesus, mas
    não da parte relacionada ao ‘Segue-Me’. Esse não é meu dom.” Se você fizer a primeira
    parte, pode ter a grata surpresa de se ver automaticamente compartilhando
    Jesus – e será algo muito natural, muito mais fácil, porque você já estabeleceu
    o alicerce no solo do coração das pessoas.
    À medida que se torna mais familiarizado com as pessoas a quem serve, fique
    atento às oportunidades de falar sobre sua fé e sobre o que o Senhor significa para
    você. Busque oportunidades de introduzir na conversa assuntos espirituais. Pergunte
    aos novos amigos sobre sua família, sua ocupação e sua religião, pois isso
    abre o caminho para que você dê seu testemunho pessoal.
    Na verdade, testemunhos pessoais podem ser a maneira mais poderosa de falar
    sobre a fé em Jesus, porque podem também ser a maneira menos ameaçadora
    de fazer isso. Você não está pregando abertamente; está simplesmente contando
    uma história, e todos nós devemos ter nossa história pessoal sobre o que Jesus fez
    em nossa vida.
    4. Em Atos 26:11-27, Paulo contou seu testemunho pessoal ao rei Agripa.
    O que podemos aprender com esse relato ao buscarmos testemunhar aos
    outros sobre Jesus?
    Note os vários estágios: Paulo falou a respeito de como ele era antes de conhecer
    o Senhor; depois, contou sua experiência real de conversão; a seguir, falou sobre
    o que Deus havia feito em sua vida desde então. Por fim, fez um apelo.
    Mesmo que você não tenha uma história tão dramática quanto a de Paulo, qual é a sua história
    com Jesus? Como pode compartilhá-la com outras pessoas, nos momentos oportunos?
    6 min
  • A ponte
    Às vezes, uma igreja tem programas missionários de serviço à comunidade nas
    áreas de saúde, família, finanças pessoais, resolução de conflitos, etc., e talvez
    pergunte: Qual é a ponte para trazer as pessoas ao estágio do “Segue-Me”? Em vez
    disso, deveríamos perguntar: Quem é a ponte?
    Resposta: Você! “O mais forte argumento em favor do evangelho é um cristão
    que sabe amar e é amável” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 470). As
    igrejas que têm a felicidade de possuir membros que amam genuinamente a Deus
    e estão ansiosos para cultivar amizades duradouras acabam tendo sucesso em levar
    os visitantes (especialmente os que têm interesse em aprender), a participar
    de cada evento e de cada programa oferecido.
    Por outro lado, os membros que não têm interesse em se aproximar dos visitantes,
    ou são até mesmo apáticos em relação a eles, podem ter um impacto muito
    negativo nos esforços missionários da igreja. “O Senhor não atua agora para trazer
    muitas pessoas para a verdade, por causa dos membros da igreja que nunca foram
    convertidos e dos que, uma vez convertidos, voltaram atrás. Que influência
    teriam esses membros não consagrados sobre os novos conversos? Não tornariam
    sem efeito a mensagem dada por Deus, a qual Seu povo deve apresentar?” (Ellen
    G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 371).
    3. Leia Lucas 19:1-10. Por que Zaqueu achou necessário subir numa árvore para
    ver Jesus? Que lições espirituais podemos tirar dessa história?
    Imagine o que poderia ter acontecido se aqueles que estavam bloqueando o
    acesso a Jesus em Jericó tivessem prestado atenção no grande interesse de Zaqueu
    em chegar perto dEle, e convidassem amavelmente aquele “pecador” para
    ir aos pés do Salvador.
    Aqueles dentre nós que fazem parte da “multidão” ao redor de Jesus deviam estar
    tão “influenciados” por Seu amor pelos seres humanos aflitos e pecadores a ponto
    de se tornarem cristãos “contagiantes”. Se formos profundamente conscientes
    do amor e da graça de Deus por pecadores como nós, procuraremos apaixonadamente
    os que estão fora da multidão e têm baixa estatura espiritual, e os conduziremos
    cuidadosamente a Cristo.
    Como você reage a novos rostos que aparecem na igreja? Faz um esforço intencional de falar
    com eles? Ou ignora essas pessoas, achando que outro membro da igreja possa ministrar a elas?
    O que sua resposta diz sobre você e sobre o que precisa ser mudado?
    4 min
  • Devemos buscar
    2. Leia Lucas 19:10, Marcos 1:17, Lucas 9:2 e Apocalipse 14:6, 7. Qual é o ponto-chave
    de todas essas passagens? O que Deus nos pede que façamos?
    Durante anos, uma congregação adventista orou: “Senhor, por favor atrai as pessoas
    de nossa comunidade para a igreja e para Ti”, como se a igreja fosse um ímã
    gigantesco que atraísse magicamente as pessoas. Sim, às vezes as pessoas entram
    em nossa igreja em busca de Deus, sem que haja esforço aparente de nossa parte.
    Mas o que sua igreja deve fazer quando os anos vão passando e ninguém entra
    pelas portas da igreja? Se vocês se concentrarem meramente em orar para que
    as pessoas venham, não estarão seguindo o método de ganhar almas usado por
    Jesus. Ele Se misturava, Se socializava e saía procurando pessoas para salvar. “Não
    devemos esperar que as pessoas venham a nós; precisamos procurá-las onde elas
    estão. [...] Há multidões que nunca serão alcançadas pelo evangelho se ele não for
    levado a elas” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 229).
    Várias metáforas ilustram essa ideia de busca:
    A. O pastor deixou as 99 ovelhas que estavam no aprisco para procurar a única
    que se havia extraviado (ver Mt 18:10-14). Jesus contou essa história no contexto
    de Sua admoestação de que devemos nutrir os “pequeninos” e preservá-los do
    pecado. Os “pequeninos” poderiam ser crianças literais ou cristãos imaturos. Se
    eles se desviarem de volta para o mundo, devemos seguir o exemplo de Jesus, buscando
    as ovelhas extraviadas e trazendo-as de volta a Ele de maneira amorosa.
    Nessa passagem e na seguinte, a ideia é semelhante: devemos ser proativos em
    buscar os perdidos. Devemos fazer um esforço para alcançá-los. Embora algumas
    vezes alguém possa vir da rua, entrar na igreja e dizer: “Ensinem-me sobre Deus,
    sobre a salvação, sobre a verdade”, geralmente não é essa a regra, não é mesmo?
    B. Os “métodos de Cristo” para alcançar os perdidos “jamais [...] [ficarão] sem
    frutos” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 144). Será, porém, que estamos
    nos concentrando apenas nos “frutos que estão mais embaixo” – as pessoas que
    já compartilham de nossa visão cristã do mundo, como é o caso dos cristãos de
    outras denominações? O que estamos fazendo para alcançar os frutos que estão
    numa posição mais difícil, isto é, as pessoas secularizadas, os ateus, muçulmanos,
    judeus, hindus, budistas, etc.? Historicamente, aqueles que já têm uma perspectiva
    cristã consideram o adventismo relevante, mas precisamos fazer um trabalho
    melhor ao compartilhar Jesus com pessoas que têm outras perspectivas religiosas.
    5 min
  • Elas conhecem a Sua voz
    1. Leia João 10:1-5, 16. Por que os representantes de Cristo precisam criar um
    relacionamento positivo e amável com as pessoas de sua comunidade, caso
    desejem levá-las a Jesus? Como podem ajudá-las a conhecer Sua voz?
    O sussurro de um amigo é mais poderoso para atrair pessoas para Jesus do que
    o grito de um estranho. Quando fazemos amigos e eles passam a confiar em
    nós, o bom Pastor (Jo 10:11, 14) pode atuar por nosso intermédio para ajudar essas
    pessoas a ouvir, conhecer e seguir Sua voz.
    É importante, naturalmente, que nós mesmos conheçamos a voz de Jesus antes
    de poder ajudar outros a conhecê-la também. Precisamos ter o discernimento
    dado por Deus para distinguir entre a voz enganadora de Satanás e a voz de Jesus.
    Na verdade, nunca devemos nos esquecer da realidade do grande conflito e de que
    temos um inimigo que trabalha de maneira furtiva para impedir que as pessoas
    entrem num relacionamento salvífico com Jesus.
    Contudo, podemos ser poderosos canais para ajudar as pessoas a conhecer a voz
    de Jesus. Ele fala por meio da natureza (apesar das devastações causadas pela queda),
    por atuações providenciais, pela influência do Espírito Santo, por meio de pessoas
    piedosas e por Sua Palavra. (Ver Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 85-91.)
    Quando conhecemos essa voz, podemos ser guias para os outros. Refletindo sobre
    uma advertência de Jesus, a última coisa que desejamos ser é um cego guiando
    outro cego (ver Mt 15:14).
    Por que Jesus tinha um poder tão irresistível de atrair pessoas? Porque é difícil
    resistir ao Seu exemplo de abnegada entrega de Si mesmo. Quando nós, que fazemos
    parte de Seu corpo, colocarmos de lado o egoísmo e assumirmos a natureza
    de servos, permitindo que Ele viva em nós, os outros serão atraídos pelo chamado
    desse Cristo em nós.
    Como representantes do bom Pastor, precisamos refletir as características de
    Seu ministério quando ordenamos às pessoas que O sigam. A autenticidade nas
    palavras e serviço genuíno que reflete o amor sacrifical de Jesus abrem os ouvidos
    daqueles que servimos e derruba barreiras entre a comunidade e a igreja.
    5 min
  • Estudo adicional
    Leia Marcos 5:18-20; Lucas 8:38, 39; Atos 5:12-16. Leia, de Ellen G. White, “Nosso
    Exemplo”, em A Ciência do Bom Viver, p. 17-28; “A Virtude da Cortesia”, em
    Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 237-240 (especialmente a p. 238, 239); “Deixai Vir a
    Mim os Meninos”, em O Desejado de Todas as Nações, p. 511-517; Minha Consagração
    Hoje [MM 1989], p. 242.
    Há muitas maneiras de cooperar com outras igrejas e organizações para o bem
    da comunidade. É importante que sua igreja saiba do que a comunidade precisa e
    trabalhe em harmonia com outros para atender a essas necessidades. Existe melhor
    maneira de desenvolver confiança em meio à comunidade e mesmo junto a outras
    igrejas? Assim, lançamos a base para que as pessoas conheçam a Jesus, pois “esta
    obra jamais ficará sem frutos” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 144). Só
    Deus sabe quantas pessoas foram ou serão ganhas através do simples ato de entrar
    em contato com aqueles que têm alguma necessidade e procurar fazer o bem a eles.
    Perguntas para reflexão
    1. Como conciliar essa ideia de construir bons laços e conseguir um bom conceito
    na comunidade com a advertência de Jesus em Mateus 10:22? Como resolver
    essa aparente contradição?
    2. Se tivermos verdadeiramente uma fé salvadora em Jesus, o que será diferente
    em nós, em comparação com aqueles que não possuem essa fé?
    3. Como vimos no estudo de quarta-feira, Ellen G. White falou favoravelmente sobre
    o recebimento de doações dos que não têm fé em Jesus. No livro A Ciência
    do Bom Viver (p. 340), contudo, ela falou de maneira severa sobre igrejas que
    recebiam dinheiro dos que estavam empenhados no negócio de bebidas alcoólicas
    (mesmo de membros da igreja “de boa reputação”). O dinheiro dessas pessoas
    “é manchado de sangue. Está sobre ele uma maldição.” Como saber o que é
    certo e o que é errado a respeito das pessoas de quem recebemos contribuições
    ou com quem cooperamos, mesmo que seja para uma boa causa?
    6 min

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