Áudios Novo Tempo

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  • Conquistando a confiança
    Depois de desejar o bem das pessoas, manifestar compaixão por elas e ministrar-
    lhes às necessidades, Jesus “conquistava a sua confiança”. Essa palavra, em
    latim, é composta das palavras con, que significa “com”, e fides, que significa “fé”.
    Em toda a Bíblia, várias palavras são empregadas para transmitir o significado de
    “fé”. No hebraico, a principal raiz da palavra “fé” é amn, da qual obtemos a palavra
    “amém”. A ideia básica é a de constância, continuidade e confiabilidade. Ela
    dá a ideia de algo sólido, firme, em que se pode confiar e acreditar. É muitas vezes
    traduzida como “crer” no contexto de uma fé salvadora em Deus e, numa outra
    forma, significa “verdade”. No contexto do exemplo de Cristo sobre formas de
    conquistar a confiança das pessoas, a implicação é que Ele despertava o tipo de
    confiança que advém da percepção do comprometimento sólido e firme que, no
    caso de Jesus, vinha através de Sua atitude de Se misturar com as pessoas, compadecer-
    Se delas e servi-las.
    1. As seguintes passagens contêm uma palavra com base na raiz amn: Gênesis
    15:6; Números 14:11; Isaías 7:9 e Habacuque 2:4. Como a palavra é usada em
    cada passagem, e como transmite a ideia de confiança?
    No grego do Novo Testamento, a raiz usada para transmitir a ideia do termo hebraico
    amn (fé, crença) é pistis. Essa palavra grega para fé implica crença, confiança,
    certeza absoluta, confiabilidade e convicção. No contexto do exemplo de Cristo
    a respeito de conquistar a confiança das pessoas, a implicação é que Ele despertava
    absoluta certeza, convicção, confiança e crença em resposta ao Seu abnegado
    comprometimento ao Se misturar com as pessoas, compadecer-Se delas e servi-las.
    É importante notar que, na Bíblia, toda vez que esse conceito de confiança é
    atribuído a seres humanos – como no caso de autoconfiança ou confiança em alguém
    – ele pode ter uma conotação negativa (ver Mq 7:5 e Sl 118:9). Mas o sentido
    é positivo quando essa confiança é atribuída a Deus. Cabe aqui uma palavra
    de cautela. Como seguidores de Jesus, somos chamados a viver Seu modelo de Se
    misturar, compadecer-Se das pessoas e ministrar às necessidades delas. Contudo,
    quando aqueles a quem servimos mostram confiança em nós, precisamos conduzi-los
    a Jesus e mostrar o que o Salvador fez por eles.
    Se alguém lhe perguntasse: “Como é a verdadeira fé em Deus?”, o que você responderia, e por
    quê? Comente sua resposta na classe.
    5 min
  • Jesus conquistava a confiança das pessoas
    Há vários anos a igreja adventista de certa localidade vinha oferecendo desjejum
    cinco dias por semana numa escola pública de Ensino Fundamental. Embora
    o país fosse muito secularizado, havia acabado de aprovar uma lei que previa dinheiro
    suficiente para que cada escola fundamental tivesse um capelão, e a escola
    e a comunidade desejavam que a igreja adventista o providenciasse (mesmo sendo
    raro pedir isso a apenas uma igreja). O papel do capelão é ajudar a cuidar das
    necessidades físicas, emocionais e espirituais dos alunos, e até da comunidade escolar
    mais ampla. As oportunidades são incríveis.
    “Aprecio o relacionamento singular e especial que temos com sua igreja”, disse
    o diretor da escola ao pastor da igreja que visitou a instituição, “e desejaria que as
    outras igrejas se envolvessem tanto quanto vocês.” Quando o pastor estava saindo
    do prédio, a representante da comunidade que trabalhava na escola agradeceu
    a ele pelo que a igreja estava fazendo e perguntou se podia ir à igreja num sábado.
    Nesta semana examinaremos como conquistar a confiança das pessoas a quem
    almejamos servir e ganhar para Cristo.
    4 min
  • Estudo adicional
    Leia Dt 15:11; Jó 29:11-17; Pv 14:31; 19:17; At 3:6; Tg 1:27–2:5. Leia, de Ellen G.
    White, “Pioneirismo na Austrália”, em Beneficência Social, p. 327-338.
    Paulo se envolvia em satisfazer as claras necessidades das pessoas. Vemos isso na
    história de Paulo na Colina de Marte, em Atenas. Em Atos 17:23, movido pela idolatria
    que viu na cidade, ele se envolveu em discussões com os pensadores e outras
    pessoas, no mercado. Familiarizou-se com as necessidades e os assuntos deles. Descobriu
    que eles tinham na vida um vazio com a forma do Deus desconhecido, e que
    precisavam conhecer o verdadeiro Deus e parar de adorar ídolos inúteis. Começou
    a pregar na sinagoga, onde havia judeus e também “gentios piedosos” (At 17:17). Ele
    aproveitou a oportunidade que teve e apresentou a eles o evangelho. Paulo foi ao encontro
    deles onde se encontravam, como podemos ver em seu modo de falar com
    as pessoas fora da sinagoga e na rua. As multidões acreditavam em algum tipo de
    divindade, porque haviam construído um altar “ao Deus desconhecido” (At 17:23).
    A partir dessa premissa, Paulo procurou conduzi-los ao Deus que eles adoravam “sem
    conhecer” (At 17:23). Ele até citou um dos poetas deles que, casualmente, havia escrito
    algo verdadeiro: “dEle também somos geração” (At 17:28). Começando do ponto
    em que as pessoas estavam, ele desejava desviá-las de seus ídolos para o Deus vivo.
    5 min
  • A igreja em ação
    “Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos”
    (Pv 16:3, NVI).
    Uma vez que sua igreja tenha uma clara visão de como ministrar à comunidade,
    é importante elaborar um plano segundo o qual todos os departamentos possam
    atuar juntos para tornar essa ideia uma realidade. Ainda que não se considere
    um “líder” em sua igreja, você pode dar sua contribuição. Além disso, é bom que
    todos os membros entendam esse processo, pois ele diz respeito à missão que a
    igreja tem para com a comunidade ao redor dela.
    Teoricamente, o plano estratégico de uma igreja deve se fundamentar nas informações
    obtidas de pelo menos três fontes: (1) os princípios da Bíblia e do Espírito
    de Profecia; (2) o conhecimento das necessidades da comunidade; e (3) a
    opinião dos membros da igreja. Algumas igrejas coletaram as opiniões dos membros
    realizando reuniões para as quais eles foram convidados a fim de compartilhar
    suas ideias e sonhos a respeito do trabalho missionário e do aperfeiçoamento
    de sua igreja internamente.
    7. Leia Lucas 14:25-35. O que essa passagem fala sobre a dedicação e o planejamento
    necessários para cumprir a missão da igreja?
    Ao refletir sobre o processo exigido para satisfazer as necessidades de sua comunidade
    com eficiência, talvez você pense: Isso vai requerer muita dedicação e
    tempo. Preferiríamos pegar um atalho. As duas parábolas nos advertem contra
    a atitude de não dar muita importância às responsabilidades da missão e do discipulado.
    Elas nos lembram que a análise e o planejamento de nossa missão são
    essenciais. É uma questão de boa administração. O sabor do sal em Lucas 14:34
    representa devoção. Sem isso nosso serviço e nosso discipulado são inúteis e sem
    sentido. Precisamos de devoção fervorosa e fiel ao nosso Senhor, e se tivermos isso,
    consequentemente, teremos um ministério fervoroso e fiel.
    De que maneira você pode trabalhar mais com sua igreja na organização e no planejamento
    dos métodos para alcançar sua comunidade?
    4 min

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