Áudios Novo Tempo

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Áudios Novo Tempo episodes

  • Cultivando o campo espiritual
    5. Leia João 4:35-38. Quais são os passos necessários para alcançar as pessoas?
    O trabalho de um agricultor é um bom exemplo das diversas etapas do desenvolvimento
    espiritual. Outros tipos de atividades agrícolas precisam ser realizadas
    antes de uma colheita farta (Mt 9:35-38). Não são necessários somente ceifeiros
    na seara do Senhor. Você pode imaginar um agricultor, na época da colheita, dizendo
    a seus trabalhadores: “A época da colheita está chegando, por isso precisamos
    começar a plantar as sementes”? A colheita só ocorre depois que o agricultor
    se empenhou em cultivar a terra durante um longo período.
    6. A agricultura inclui a preparação do solo, pois nem todo solo é originalmente
    bom. (Leia Mateus 13:3-9.) O que sua igreja pode fazer em sua comunidade
    para amolecer o “solo duro” e remover “rochas” e “espinhos”?
    Alguns trabalhadores fizeram o árduo trabalho agrícola antes da colheita, e
    outros colhem os benefícios do seu esforço. Às vezes as estratégias evangelísticas
    têm enfatizado mais a colheita do que o trabalho preparatório. Não é assim que
    deve ocorrer. O solo precisa ser preparado muito antes que o evangelista venha e
    comece a pregar, com a esperança de colher frutos.
    Devemos olhar para o trabalho agrícola como um processo: analisar o solo,
    preparar e arar a terra, plantar, irrigar, fertilizar, combater as pragas, esperar, colher
    e preservar a colheita.
    Colher é apenas uma parte do processo. Na igreja, o processo de “agricultura”
    poderia incluir atividades de análise do solo, como pesquisas de avaliação das necessidades
    da comunidade, análise das características da população e entrevistas
    com líderes comunitários. Pode haver atividades de preparação e cultivo da terra,
    como atendimento às necessidades da comunidade que foram reveladas pela
    avaliação; atividades de plantio de sementes, como seminários, estudos bíblicos e
    pequenos grupos; e oração pela chuva do Espírito Santo. Poucas pessoas são ganhas
    para Cristo participando de apenas uma atividade. Precisamos nutri-las num
    processo de múltiplas participações em atividades evangelísticas, aumentando assim
    a probabilidade de que elas estejam prontas para a colheita. Se confiarmos em
    eventos esporádicos, é improvável que as novas plantas sobrevivam até a colheita.
    Que papel você exerce agora nesse processo de conquistar pessoas para Deus? Acha que deveria
    desempenhar um papel diferente?
    5 min
  • A receita completa
    “Vós sois o sal da Terra” (Mt 5:13).
    Nessa passagem, Jesus está chamando Seus seguidores para que sejam
    “sal”, que é um agente transformador. A igreja é um “saleiro”, que contém o “sal da
    Terra”. Com o que ou com quem esse “sal” deve se misturar? Somente com nós
    mesmos, ou com “ingredientes” diferentes de nós?
    Você pode entender melhor a resposta a essa pergunta se encher uma fôrma de
    pão com sal, e outra com massa de pão contendo sal como um de seus ingredientes.
    Na primeira fôrma, o sal é a receita inteira; dificilmente essa receita seria saborosa,
    muito menos comestível. Na segunda fôrma, o sal é parte da receita e está
    misturado com ingredientes diferentes dele mesmo. Como tal, ele transforma um
    pão sem graça num pão delicioso. O sal cumpre seu papel quando se mistura com
    elementos diferentes de si mesmo. Algo semelhante ocorre com os cristãos. Isso
    não acontecerá se permanecermos confortavelmente dentro do “saleiro”, a igreja.
    Assim, há um ponto que não podemos ignorar. Podemos, em todos os aspectos
    possíveis, ser pessoas moralmente corretas, no sentido de que não fumamos, não
    bebemos, e não nos envolvemos em orgias, jogos de azar e crimes. Tudo isso é importante.
    Porém, a questão não é apenas o que não fazemos, mas o que fazemos. O
    que temos feito para ajudar nossa comunidade e os que têm alguma necessidade?
    4. Leia novamente Mateus 5:13, concentrando-se no restante do verso. Como
    o sal pode perder seu sabor?
    “Mas se o sal perdeu o sabor, se existe apenas uma profissão de piedade, sem o
    amor de Cristo, não há poder para o bem. A vida não pode exercer salvadora influência
    no mundo” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 439).
    Volte à ilustração da receita. Como vimos, se tudo o que tivermos for o sal, isso
    não é bom. Na verdade, excesso de sal na alimentação pode ser prejudicial. O sal
    tem que ser misturado com o que é diferente dele. Assim, se somos exatamente
    como o mundo, ou se somos semelhantes a ele, não faremos diferença nele. Não
    teremos nada a oferecer. O sal passará a ser inútil. E o que Jesus disse que acontecerá
    a ele então?
    Contudo, se estivermos impregnados do sabor do amor de Cristo, desejaremos
    nos aproximar dos “estranhos”, misturando-nos com outros para que sejamos agentes
    da transformação, fazendo uma diferença positiva na vida deles e, por extensão,
    levando as pessoas ao que realmente tem importância na vida: a salvação em Jesus.
    Leia Deuteronômio 12:30; 31:20; Isaías 2:8. Qual é o perigo apresentado nessas passagens? Como
    podemos nos precaver para não cair nessa armadilha?
    4 min
  • Ame seu próximo
    “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas
    as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo
    como a ti mesmo” (Lc 10:27).
    3. Qual é mensagem de Lucas 10:25-37 a respeito da questão de ajudar os necessitados?
    O doutor da lei entendeu que todos os mandamentos giram em torno de amar
    a Deus com tudo o que temos e amar o próximo como a nós mesmos. A pergunta
    que precisava ser respondida era: “Quem é o meu próximo?”
    Uma vez que a ideia prevalecente no tempo de Cristo era considerar alguém
    do seu próprio povo como seu próximo e relegar todos os outros à condição de
    estranhos, esse doutor da lei esperava que Jesus esclarecesse a questão. A parábola
    contada por Jesus revela uma perspectiva totalmente diferente. Nosso próximo
    é qualquer pessoa que encontremos e que precise de nós. Ser o próximo de
    alguém é satisfazer as necessidades dessa pessoa. O sacerdote e o levita estavam
    mais preocupados em evitar a contaminação e proteger da impureza seus deveres
    religiosos. Essa era uma forma conveniente de usar a religião como desculpa para
    não renunciar ao egoísmo a fim de ajudar alguém que, muito provavelmente, nunca
    poderia retribuir. Em contraste, o samaritano viu como seu próximo esse “estranho”
    e “inimigo” ferido, cuidando misericordiosamente das necessidades dele
    em vez de cuidar das suas. A ideia principal é que, em vez de perguntar: “Quem é
    meu próximo?”, precisamos perguntar: “Quem será o próximo dos fracos e oprimidos?”
    Não importa quem seja a pessoa; aquela que estiver necessitada é a que
    devemos ajudar, e ponto final.
    “Deus não reconhece distinção alguma de nacionalidade, etnia ou classe social.
    É o Criador de todo homem. Todos os homens são de uma família pela criação, e
    todos são um pela redenção. Cristo veio para demolir toda parede de separação e
    abrir todos os compartimentos do templo a fim de que todos possam ter livre acesso
    a Deus. Seu amor é tão amplo, tão profundo, tão pleno, que penetra em toda
    parte” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 386).
    Quais preconceitos o impedem de ser o próximo de alguém, de acordo com o exemplo do bom
    samaritano?
    5 min

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