3. Leia Mateus 24:15-22. Sobre o que Jesus estava falando? Que tipo de quadro
Ele apresentou em resposta às perguntas que Lhe foram feitas?
De maneira geral, entende-se que “o abominável da desolação” seja algum tipo
de sacrilégio ou profanação do que é santo. Obviamente Jesus estava falando
sobre a destruição de Jerusalém, que ocorreria em 70 d.C. Como vimos ontem, Ele
misturou Sua descrição desse evento com a dos eventos prevalecentes no mundo
antes de Sua segunda vinda. “Cristo viu em Jerusalém um símbolo do mundo endurecido
na incredulidade e rebelião, e apressando-se ao encontro dos juízos retribuidores
de Deus” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 22).
Contudo, mesmo em meio à desolação, o Senhor procura livrar todos os que
querem ser salvos. Jesus disse aos discípulos que fugissem antes que a abominação
fosse posta: “Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que
está próxima a sua devastação. Então, os que estiverem na Judeia, fujam para os
montes; os que se encontrarem dentro da cidade, retirem-se; e os que estiverem
nos campos, não entrem nela. Porque estes dias são de vingança, para se cumprir
tudo o que está escrito” (Lc 21:20-22).
Quando os cristãos de Jerusalém viram isso acontecer, fugiram da cidade, como
Jesus os havia instruído, ao passo que a maioria dos judeus ficou para trás e pereceu.
Estima-se que mais de um milhão de judeus pereceram durante o cerco de
Jerusalém, e mais 97 mil foram levados cativos. “No entanto, durante uma trégua
temporária, quando os romanos inesperadamente levantaram o cerco de Jerusalém,
todos os cristãos fugiram e é dito que nenhum deles perdeu a vida. Seu local
de retiro foi Pela, uma cidade no sopé das montanhas a leste do rio Jordão, cerca
de 30 km ao sul do Mar da Galileia” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo
Dia, v. 5, p. 533).
Alguém já advertiu você sobre algo e, para sua desilusão, você não deu ouvidos? Por que é tão
importante que, além de dar ouvidos às promessas da Palavra de Deus, também ouçamos suas
advertências?