Morrer no Brasil é um negócio bilionário e, muitas vezes, abusivo. O setor funerário movimenta cerca de R$ 7 bilhões por ano, um mercado imune a crises que lucra com a dor e a vulnerabilidade das famílias enlutadas[reference:0][reference:1]. Em São Paulo, após a privatização dos cemitérios, os preços dos funerais mais que triplicaram, com o pacote mais básico custando quase R$ 600 e o "luxo" ultrapassando R$ 5.700[reference:2]. Famílias de baixa renda, que por lei teriam direito à gratuidade, são coagidas a pagar por serviços que deveriam ser gratuitos, gerando mais de 200 denúncias por abuso de preço[reference:3][reference:4]. A indústria da morte transforma o luto em lucro, vendendo desde caixões até hologramas e música ao vivo para quem pode pagar[reference:5]. Enquanto isso, famílias endividadas lutam contra a burocracia para enterrar seus entes queridos com dignidade[reference:6].