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Juste Shani é uma jovem musicista, compositora e intérprete, considerada uma das novas representantes do rap na França. A artista ganhou notoriedade ao ancorar suas composições em um rap técnico, com influências afro-urbanas e letras feministas — algo que ela descreve como “natural” em um meio por muito tempo dominado por homens.
Daniella Franco, da RFI
Nascida em uma cidade da periferia de Paris, de origem congolesa e senegalesa, Juste Shani descobriu a música ainda na infância e mergulhou no universo do R’n’B antes de se apaixonar pelo rap. Paralelamente, se aventurou nos esportes, chegando a jogar por alguns anos em um pequeno clube parisiense.
Muito distante do estereótipo do rapper, Juste Shani também investiu nos estudos de comércio e marketing, assumindo cargos executivos durante alguns anos, ao mesmo tempo em que participava de concursos musicais. Depois de abrir o show do célebre grupo IAM no Olympia, em Paris, em 2021, sua carreira deslanchou.
Hoje, com dois EPs lançados, cresce a expectativa por seu primeiro álbum. Seu novo single, “Tout Schuss”, é um sinal de que o disco pode estar prestes a sair do forno.
*** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.
Jocelyn Balu ou simplesmente Balu – seu nome artístico – é um compositor e cantor natural de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo. O artista é um dos novos representantes da rumba congolesa, e propõe uma mistura deste gênero com afrobeat, jazz e rock, criando uma sonoridade que a imprensa especializada já apelidou de “folk da rua”.
A preservação da tradição musical congolesa é, para Balu, uma missão pessoal. A paixão pela rumba surgiu ainda na infância. Aos 14 anos, enviado para um internato, ele iniciou os estudos de canto e passou a integrar um coral gospel. Mais tarde, fundou a banda Les Aigles de la Révolte, experiência que abriu caminho para sua entrada na histórica Bakolo Music International, um dos grupos mais importantes e tradicionais da rumba no país.
Em 2020, Balu se radicou em Montpellier, no sul da França, onde começou a desenvolver seu primeiro projeto solo. Seis anos depois, o artista lança “Borumba”, um trabalho recém-saído do forno. A Programação Musical da RFI selecionou para sua playlist a faixa “Borumba Song”, que abre o disco e que pode ser conferida nesta edição do Balada Musical.
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Vicente e Marianna é a dupla formada pelo compositor e multi‑instrumentista Vincent Muller e pela compositora e cantora Marianne Feder. Juntos, eles propõem uma fusão elegante e ensolarada entre a chanson française e ritmos brasileiros – bossa nova, samba, forró –, sempre inspirados pela velha guarda da MPB. Ao lado dos músicos brasileiros Julio Gonçalves e Ricardo Feijão, acabam de lançar seu segundo álbum, “So Samba”, destaque do Balada Musical.
Daniella Franco, da RFI em Paris
Vincent e Marianne se conheceram há cerca de 20 anos e, desde então, criaram diversos projetos em parceria, mas a ideia de formar uma dupla só ganhou forma em 2017. O primeiro álbum, Vicente e Marianna, lançado em 2021, nasceu com a proposta de construir uma ponte entre os ritmos do Brasil e da França, brincando de forma poética com as duas línguas.
Cinco anos depois, o novo trabalho da dupla, “So Samba”, apresenta 11 faixas. Entre elas estão “Avant de partir”, adaptação em francês de “Eu te amo”, de Chico Buarque, e um cover de “Eu não tenho ninguém”, de Baden Powell, gravado ao vivo no Studio Gobelins, em Paris. A faixa que dá nome e abre o álbum é descrita por Vincent e Marianne como “uma receita secreta, ao mesmo tempo apimentada, suave e açucarada”.
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O voto do público e do júri — presidido neste ano pelo rapper francês MC Solaar — consagrou Opa como o vencedor do Prêmio Descobertas RFI de 2026. Esta edição do Balada Musical é inteiramente dedicada a esse jovem talento que renova a cena cultural do Benim.
Daniella Franco, da RFI
Opa ou Toussou Paoli, seu verdadeiro nome, tem apenas 24 anos e fez história sendo o primeiro artista do Benin a vencer o Prêmio Descobertas RFI, uma conquista que o deixou "submerso pela emoção", segundo suas palavras. Para MC Solaar "Opa tem algo a mais", qualidade que o destacou em praticamente todos os critérios de seleção.
Natural de Bohicon, no Benim, Opa canta em fongbe, francês e inglês. O romantismo ocupa um lugar central em seu repertório, onde retrata relações amorosas, inspira-se em histórias reais e nas próprias experiências para compor canções que combinam sensibilidade e autenticidade. Depois de "Afrocharm", seu segundo EP lançado em 2025, o beninense se prepara para apresentar seu primeiro álbum: um trabalho que o Balada Musical espera destacar muito em breve!
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Lili Theodora Mbangayo Mujinga tem apenas 22 anos e é um verdadeiro furacão da música pop francesa. Em fevereiro, a "boss lady" se tornou a grande vencedora do Victoires de la Musique 2026 — o mais importante prêmio da indústria musical na França — ao ser indicada em cinco categorias e conquistar quatro delas.
De origem congolesa, Theodora nasceu na Suíça e, com a família, transitou durante a infância por países africanos e europeus até se basear na França, onde é radicada. Essa trajetória marcada por deslocamentos não moldou apenas sua história pessoal, mas também sua estética musical: a pluralidade é uma das marcas mais fortes de suas dançantes composições.
Theodora grava seu primeiro single aos 15 anos e seu primeiro EP, "Neptune", aos 17. Dois anos depois, estourou com o hit "Kongolese sous BBL" e lançou seu primeiro álbum, "Bad Boy LoveStory". O segundo disco, Mega BBL, foi o álbum feminino mais vendido na França em 2025, impulsionado por faixas como "Des Mithos", em destaque na Programação Musical da RFI. Para ouvir o podcast, aumente o som!
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Baseado em Amsterdã, o grupo Altin Gün (“Era de Ouro”, em turco) mistura rock psicodélico e folk da Turquia para renovar um gênero conhecido como Anatolian rock. Dessa fusão, nasce um som hipnótico e dançante, uma miscelânea de timbres que mergulha o ouvinte em um irresistível “groove oriental”.
Daniella Franco, da RFI
A história do Altin Gün começou em 2016, quando o baixista holandês Jasper Verhulst fez uma turnê na Turquia e conheceu alguns músicos da formação inicial da banda. Entre eles, Erdinç Ecevit Yıldız e Merve Daşdemir, que deixou o grupo há dois anos. O sexteto estreiou com o álbum, “On”, em 2018, causando um furor na cena indie.
Após a indicação ao Grammy em 2019 na categoria melhor álbum de world music, o Altin Gün investiu em imensas turnês mundiais. Em 2023, a banda contabilizou quase 100 shows pelo pelo planeta na divulgação do álbum "Aşk". A turnê acabou resultando na saída de Merve Daşdemir do grupo.
No fim de fevereiro, o Altin Gün lançou seu sexto álbum, "Garip", um trabalho mais maduro e lapidado, composto por dez faixas que alternam momentos dançantes e passagens mais introspectivas. Deste disco, a Programação Musical da RFI escolheu para a sua playlist a faixa "Neredesin Sen". Aumente o som!
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Grande representante do afrofuturismo na música, AfrotroniX — ou Caleb Rimtobaye — vem dominando a cena eletrônica com mixagens vanguardistas e performances empoderadas. No início deste ano, ele lançou KÖD: uma obra em que modernidade e tradição se entrelaçam em 27 faixas de pura experimentação.
Daniella Franco, da RFI
Do Makossa camaronense ao blues touareg, passando pelos cantos da etnia toubou, AfrotroniX percorre a vastidão sonora do continente africano e a funde a batidas eletrônicas pulsantes. Com uma identidade visual e figurinos frequentemente comparados aos de Daft Punk, o artista constrói um universo distópico em que a herança cultural é sua base.
Em KÖD, AfrotroniX reúne talentos de diferentes regiões da África, criando um espaço para descoberta e celebração da nova geração. O resultado é uma cartografia sonora singular que transita entre raízes profundas e horizontes em expansão.
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Impedida de seguir sua carreira artística no Irã, seu país natal, a cantora Aida Nosrat reinventou-se na França, onde construiu uma obra que cruza tradições persas e influências ciganas. Seu primeiro álbum solo, "Common Routes", lançado em janeiro e tema desta edição do Balada Musical, nasce justamente desse encontro e sua paixão pelas duas culturas.
Daniella Franco, da RFI
Nascida em Teerã em 1984, Aida Nosrat iniciou-se cedo na música: flauta doce aos seis anos, violino aos dez. O talento precoce a levou, aos 17, à Orquestra Sinfônica da capital iraniana, enquanto aprofundava o estudo do canto tradicional persa. Mas, no Irã, jamais pôde construir uma carreira solo — as leis islâmicas proíbem mulheres de se apresentarem sozinhas em público. Em 2016, decide então partir para a França, onde finalmente mergulha de vez na trajetória de cantora.
Em Paris, Aida Nosrat mantém viva a tradição musical persa, mas amplia seus horizontes ao mergulhar em outros estilos, como o flamenco e o gypsy jazz — ou manouche, como o gênero é conhecido na França. Ao lado do violonista iraniano Babak, forma uma dupla com a qual lança, em 2016, o álbum "Manushan". Nesse mesmo período, passa a integrar o coletivo feminino de musicistas iranianas exiladas, o "Atine", com quem grava, em 2020, o disco "Persiennes d’Iran" (Persas do Irã”, em tradução livre).
Nos últimos anos, Aida Nosrat voltou-se definitivamente para a carreira solo, lançando dois EPs que pavimentaram esse novo caminho. No fim de janeiro, apresentou seu primeiro álbum completo, "Common Routes", pelo selo francês Accords Croisés. A obra — destaque desta edição do Balada Musical — é uma travessia afetiva entre duas matrizes que moldam sua identidade artística: a cultura persa e o universo cigano.
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Abd Al Malik ou Régis Fayette-Mikano é músico, compositor e cineasta, nascido em Paris, em 1975, de pai e mãe congoleses. No início deste ano, lançou seu segundo longa-metragem, acompanhado de uma engajada trilha sonora.
Veterano da cena hip-hop francesa, Abd Al Malik fundou na adolescência o lendário New African Poets, com quem lançou três álbuns, o último deles em 2000. Desde então, passou a investir na carreira solo e seu segundo disco, “Gilbratar”, de 2006, encantou a crítica, fazendo sua carreira deslanchar.
A partir dos anos 2010, Abd Al Malik também começa a se dedicar às produções cinematrográficas. No início deste ano, estreou nos cinemas seu segundo filme, “Furcy, né libre” (“Furcy, nascido livre”), adaptado do livro "L’Affaire de l’esclave Furcy" ("O caso do escravo Furcy"), do escritor franco-argelino Mohammed Aissaoui. O trabalho é embalado pelo álbum “Furcy Héritage”: nove faixas com parcerias de nomes do rap francês, Soprano, Youssoupha, Nèg’ Marrons, entre outros.
"Eu sabia que queria fazer um filme amplo, que fosse uma ferramenta cultural, pedagógica mesmo, e de reconciliação. Alguma coisa que nos permita dizer: ‘devemos e podemos superar o fardo da dor da escravização’ e avançar, para construir uma nova França, uma verdadeira nação", disse, em entrevista à RFI.
Para saber mais sobre o trabalho de Abd Al Malik, clique no "play" e aumente o som!
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Queen Rima ou Marie Ouria Tolno – seu verdadeiro nome – nasceu em 1997 em Conakry, na Guiné, e é considerada hoje uma das maiores figuras do dancehall da África Ocidental. Primeira mulher a se dedicar a um gênero dominado por homens em seu país, ela venceu em 2025 o prêmio Découvertes da RFI, concurso realizado todos os anos para destacar novos talentos da cena musical do continente africano. A rainha prepara seu primeiro álbum, que deve ser lançado neste ano.
A carreira de Queen Rima começou no hip-hop, mas pouco a pouco ela começou a se aventurar em um estilo originário na Jamaica e até então exclusivamente popular entre artistas masculinos na Guiné. A aposta no dancehall deu certo, graças à coragem, à força de sua identidade artística e a uma presença de palco poderosa. A escolha de Marie de cantar em vários idiomas africanos – soussou, pular, wolof – além do francês e do inglês, contribuiu para a sua projeção para além das fronteiras de seu país.
Além de vanguardista no dancehall, Queen Rima é também a rainha do empoderamento feminino na Guiné. Nas letras de suas músicas, ela denuncia as discriminações e as injustiças que vivem as suas conterrâneas, seja na sociedade ou no universo artístico: dificuldades que ela mesma enfrentou. O tema é abordado nas faixas "Boss up" e "Badman", que você pode conferir nesta edição do Balada Musical.
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Todos os sábados, o programa Balada Musical destaca os sucessos da Programação Musical da RFI. A cada edição, a jornalista Daniella Franco e o programador musical Hugo Casalinho…

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