Balada musical

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Balada musical episodes

  • O cold wave hipnotizante de La Mverte e seu novo álbum, “Media Nocte”

    La Mverte, ou Alexandre Berly, é um jovem músico, compositor e DJ francês da cena eletrônica parisiense. Ele começou a se destacar dentro do particular universo musical da cold wave e do synth pop há pouco mais de dez anos e acaba de lançar seu segundo álbum, o hipnotizante “Media Nocte”.
     

    Berly lançou seu primeiro EP em 2014, "Through the Circles", e deslanchou três anos depois com seu primeiro álbum em 2017, "The Inner Out". Habitué das pistas obscuras parisienses, La Mverte também confere uma dimensão cinematográfica a seu trabalho, como se suas composições fossem pensadas para serem trilhas sonoras de filmes. 

    Essa característica se torna ainda mais evidente em “Media Nocte”, disco lançado em janeiro pelo selo Canto V. Faixas como “Another Vampire Story” são verdadeiras viagens sonoras que levam o ouvinte a transitar entre o sonho, o mistério e a melancolia noturna. 

    *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.

    10 min
  • Em novo álbum, Melody’s Echo Chamber renova o pop psicodélico e amplia seus horizontes sonoros

    Projeto da francesa Melody Prochet, Melody’s Echo Chamber acaba de lançar seu novo álbum, "Unclouded". No trabalho, a artista apresenta 12 belas faixas em que mostra ter superado um início de carreira difícil e inaugurado uma fase promissora.

    Melody’s Echo Chamber foi concebido em 2010, quando Melody Prochet liderava a banda My Bee’s Garden e abria os shows do Tame Impala. A parceria na música e no amor com Kevin Parker, vocalista deste icônico grupo australiano, rendeu um belo primeiro disco. No entanto, boatos apontam que a ruptura foi traumática para ambos, seguida por uma série de percalços na vida da francesa.

    Recuperada da decepção amorosa, mais madura e com a criatividade à toda potência, o novo trabalho de Melody’s Echo Chamber promete alcançar o espaço que a artista sempre mereceu. Pop psicodélico, guitarras flutuantes, sintetizadores vintage e a voz etérea de Prochet que conduzem o público por um universo sonoro íntimo, luminoso e profundamente renovado. 

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    10 min
  • O rapper franco-senegalês Abou Tall: entre a saudade do Brasil e a paixão pela bossa nova

    Na estrada há 20 anos, o franco-senegalês Abou Tall se tornou um dos grandes representantes de um movimento de artistas no rap e no r&b francês apaixonados por ritmos brasileiros. Desde sua primeira viagem ao Brasil, em 2017, o músico desenvolveu uma profunda paixão pela bossa nova. 

    Abou Tall lançou em dezembro de 2025 seu terceiro álbum solo, "Monsieur Saudade II", em que segue explorando esse sentimento definido por uma palavra sem tradução em outras línguas, ou "uma nostalgia sem sofrimento", como explicou em entrevista à RFI. Em algumas faixas do disco, como "Baby Girl", também é possível ouvir Abou Tall se aventurando a cantar algumas frases em português. 

    Já a canção "Ronaldinho", interpretada junto ao músico francês Warren Saada, virou um videoclipe, gravado no Rio de Janeiro. A faixa, que nada tem a ver com futebol, fala de uma história de amor e de uma misteriosa brasileira que “driblou” Abou Tall. Tudo isso regado a um sample do clássico "Mas Que Nada", de Jorge Ben Jor. Para ouvir o podcast na íntegra, dê o play e aumente o som!

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    11 min
  • Após deixar L’Impératrice, Flore Benguigui retorna às suas raízes do jazz

    Nesta primeira edição do Balada Musical de 2026, celebramos o talento e a trajetória de Flore Benguigui, cantora e compositora francesa que marcou uma geração de fãs como a voz da banda L’Impératrice ao longo de nove anos. Após encerrar esse ciclo marcado por violências psicológicas, a artista inicia uma nova fase, resgatando sua essência e abrindo caminhos para uma história renovada na música.

    Flore Benguigui iniciou sua formação musical ainda criança, estudando violoncelo e piano. Na adolescência, descobriu o jazz e se apaixonou por Chet Baker e Nat King Cole. Esse encanto a levou ao conservatório e, em seguida, aos palcos de clubes parisienses. Mesmo durante os nove anos em que foi vocalista da banda L’Impératrice, Flore nunca abandonou sua profunda ligação com o jazz.

    No último mês de dezembro, a cantora lançou um single em parceria com o coletivo The Sensible Notes, marcando o início de uma nova fase em sua carreira. Como cartão de visitas desse projeto, duas releituras: “Dis, quand reviendras-tu?”, de Barbara, e “More Understanding Than a Man”, de Margo Guryan, escolhida pela Programação Musical da RFI para integrar sua playlist.

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    9 min
  • Do flamenco de Rosalía ao ícone do rap latino Bad Bunny: os dez melhores álbuns de 2025

    Nesta edição especial do Balada Musical, apresentamos os dez melhores álbuns de 2025 — alguns deles já em destaque na Programação Musical da RFI. Da ousadia de Rosalía ao rap latino irresistível de Bad Bunny, passando pela energia excêntrica do Wet Leg e pelo afro‑rock vibrante do Baiana System, embarque numa viagem pelos sons que marcaram o ano. 

    Daniella Franco, da RFI

    2025 teve protagonismo feminino no pop e a volta do rock à cena musical. Já em janeiro, um dos álbuns mais aclamados pela crítica, "Eusexua", da britânica FKA Twigs, dava o tom da temporada. Mas foi "Lux", de Rosalía, que conquistou definitivamente a crítica, ao combinar música clássica, eletrônica e flamenco em um dos discos mais provocativos do ano.

    No rap, “Debí Tirar Más Fotos” consolidou o portorriquenho Bad Bunny como um ícone mundial da música latina. Ele divide o pódio com “Lotus”, o sexto álbum da brilhante artista britânica Little Simz. Do Reino Unido também vêm o melhor disco de indie do ano, “Moisturizer”, do Wet Leg, mas também “Who Let The Dogs Out”, das rainhas do punk Lambrini Girls. 

    A crítica internacional não deixou de destacar dois dos melhores lançamentos brasileiros: "Um Mar Para Cada Um", de Luedji Luna, e "O Mundo Dá Voltas", da Baiana System. Para conferir a lista completa dos discos que marcaram 2025, aperte o play e aumente o som!

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    13 min
  • Trio francês LEJ celebra dez anos de carreira com novo álbum sobre o amor

    O trio francês LEJ volta aos holofotes, dez anos após conquistar o público com o remix “Summer 2015”, que ultrapassou a marca de quase 100 milhões de visualizações no YouTube graças à releitura vibrante de “Lean On”, de Major Lazer, MØ e DJ Snake. Mais maduras e com total liberdade criativa, Lucie, Elisa e Juliette acabam de lançar seu quinto álbum e se preparam para uma extensa turnê pela França em 2026.

    Formado ainda na pré-escola, em Saint-Denis, na periferia de Paris, LEJ é antes de tudo uma história de três décadas de amizade que se transformou em música. Essa cumplicidade se reflete em uma trajetória marcada pela ousadia: o trio mistura pop, chanson française e R&B com música clássica e eletrônica, criando uma sonoridade única que conquistou fãs dentro e fora da França.

    O novo trabalho, “S’aimer, c’est une galère” (“amar-se é uma luta”, em tradução livre), é descrito pelas artistas como um disco íntimo e geracional. As faixas abordam tanto a relação de Lucie, Elisa e Juliette com o mundo quanto experiências comuns entre os jovens adultos franceses.

    Um exemplo é “Tic-Tac”, escolhida pela Programação Musical da RFI para integrar sua playlist. O título transforma em humor e leveza os desafios financeiros do dia a dia, reafirmando a capacidade do trio de transformar dificuldades em uma música contagiante.

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    9 min
  • Entre herança paterna e busca de identidade: o dream pop de Lulu Gainsbourg

    Filho caçula de Serge Gainsbourg e da cantora e modelo Bambou, Lulu Gainsbourg é um frequentador da cena musical desde criança. Ao contrário de muitos “nepo babies” da chanson française, o artista não apenas reconhece o rótulo, como também o incorpora — buscando, no entanto, trilhar um caminho próprio, por meio de um dream pop poético e criativo. 

    Daniella Franco, da RFI em Paris

    Lucien ou Lulu Gainsbourg, é menos conhecido que sua meia-irmã Charlotte, mas cresceu sob os holofotes. Sua estreia nos palcos aconteceu aos dois anos de idade, durante um show de Serge Gainsbourg no Zénith de Paris, em 1988 — uma cena que permanece viva na memória dos fãs da música francesa. Hoje, aos 39 anos, ele não rejeita a herança familiar, sobre a qual reconhece há “vantagens, mas também inconvenientes”.

    Após lançar em 2011 seu primeiro álbum solo, “From Gainsbourg to Lulu”, em homenagem ao pai, ele lançou outros três discos: “Lady Luck”, em 2015, “T’es qui là”, em 2018, e “Replay”, em 2021, desconectados do monumento que Serge representa à chanson française. Ainda assim, a figura paterna — que Lulu perdeu precocemente, aos cinco anos — continua a ecoar em suas composições, que transitam entre o pop e o eletrônico.

    Um exemplo é a faixa Le syndrome de Peter Pan, do novo EP Nuit Infinie, em que o artista aborda a dificuldade de crescer. A canção, com atmosfera melancólica e arranjos delicados, revela mais uma camada da sensibilidade de Lulu, que segue construindo uma identidade musical própria, mesmo à sombra de um dos maiores ícones da música francesa.

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    12 min
  • A cantora e compositora Célia Kameni: uma voz celestial no soul e jazz da França

    Os acordes celestiais de Célia Kameni puderam ser ouvidos durante alguns anos em colaborações com artistas franceses, como Yael Naim, Raphaël Imbert, Manu Katché e junto ao coletivo Big Band Bigre, do qual ela fez parte. Mas 2025 representa uma virada para a cantora e compositora natural de Lyon, no centro-leste da França. Depois dos dois primeiros singles, ela lançou recentemente “Méduse”, seu primeiro EP, primeiro pilar de sua carreira solo.

    O novo trabalho de Célia Kameni é composto por quatro faixas, três cantadas em inglês e uma em francês, com letras extremamente poéticas e introspectivas. Neste EP intenso e singular, a artista revela algumas das múltiplas facetas de sua identidade artística, onde percebe-se sua maestria em ir além das etiquetas.

    O resultado é um primeiro trabalho poderoso, com uma vibração soul e uma energia atmosférica, que nos remete aos universos de artistas como Björk, James Blake ou Radiohead - não por acaso nomes que influenciam o processo criativo da Célia Kameni. Deste primeiro EP tão íntimo e hipnotizante, a Programação Musical da RFI escolheu a faixa “Used”, em destaque nesta edição do Balada Musical.

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    10 min
  • Conheça Miel de Montagne, o doce electropop francês que faz a cabeça da Gen Z

    Miel de Montagne, nome artístico do músico e compositor francês Milan Dudin-Kanche, conquistou a Geração Z com sua batida feel good, regada a letras sentimentais. O artista lançou recentemente seu terceiro álbum, “Ouin ouin”, abusando desta fórmula de sucesso.

    Surfando na onda da nova french touch e impulsionado por nomes como L’Impératrice, Vendredi sur Mer e Flavien Berger, Miel de Montagne fez dos confinamentos da Covid-19 um laboratório musical. O resultado são álbuns com faixas que viram facilmente hits na França, como “Pourquoi pas” e “J’y peux rien”.

    Além da música, Milan também arrasta o pé para as artes plásticas, assinando o design das capas de seus álbuns, estampadas com o personagem Mielo. Uma espécie de “anjo guardião” que pode em breve virar protagonista de uma animação.

    Enquanto esse momento não chega, o artista segue emplacando parcerias com outros talentos, como o cantor Blasé, que acompanha Miel de Montagne em sua nova faixa “Tout tout”, em destaque na playlist da Programação Musical da RFI.

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    11 min
  • Kokoroko, nova sensação do afrobeat britânico, amplia seus horizontes em segundo álbum

    Muito mais do que uma banda, Kokoroko é um coletivo artístico que está dando uma nova cara ao afrobeat. Baseado em Londres, cada um dos sete integrantes contribui para a composição e o arranjo das músicas. O público também vem sendo conquistado com apresentações marcadas pela efusiva energia e talentosas improvisações do grupo.

    Daniella Franco, da RFI

    A origem do coletivo data de cerca de uma década, quando a trompetista Sheila Maurice-Grey e o percussionista Onome Edgeworth se encontram em uma viagem ao Quênia. A forte ligação da banda com a África começa pelo nome: Kokoroko, em urhobo, língua do sul da Nigéria, significa “ser forte” ou “difícil de quebrar”: um reflexo da resiliência musical e do orgulho cultural do grupo. 

    Para a crítica, a fórmula do sucesso de Kokoroko é a habilidade de transitar entre as diversas nuances do afrobeat, indo do jazz ao soul, do funk ao highlife. Depois de “Could We Be More”, primeiro álbum lançado em 2022, o coletivo lançou o segundo disco em julho, “Tuff Times Never Last”, ampliando seu trabalho a outros horizontes. A maturidade artística da banda, que investe agora mais na voz, pode ser conferida na faixa “Just Can’t Wait”, escolhida pela Programação Musical da RFI para a sua playlist. Aumente o som!

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    10 min

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