BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 03/12/2024 - Cenário climático
    Olá, hoje é terça-feira, 03 de dezembro de 2024 meu nome é Marcelo Matsumura, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Piracicaba-SP e falaremos sobre o cenário climático. Devido aos monitoramentos no Oceano Pacífico, a NOAA, manteve previsão de um La Niña fraco e de curta duração, próximos da neutralidade. Neste mês, o Instituto Nacional de Meteorologia – INMET indica previsão de chuvas acima da média em grande parte da Região Norte, nordeste de Mato Grosso, oeste do Piauí, São Paulo, sul de Minas Gerais e em áreas pontuais no leste de Santa Catarina e norte do Paraná. Já a região Sul terá precipitação abaixo da média em várias localidades. Bem como para áreas da Bahia, Maranhão, sul do Piauí, centro-norte de Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso do Sul, onde são previstas chuvas próximas e abaixo da média. A previsão indica temperatura acima da média em grande parte do país, com possibilidade de ocorrência das ondas de calor.  Em áreas pontuais do Sudeste e Sul estão previstas temperaturas abaixo da média devido a ocorrência de dias consecutivos com chuva que podem amenizar a temperatura. Devido a possibilidade de ondas de calor e períodos de chuvas mais frequentes, algumas lavouras sensíveis, principalmente frutas e hortaliças, podem ter sua qualidade prejudicada com os eventos. O prognóstico climático do INMET, mostra que as culturas de verão de grande parte do Centro Oeste e Sudeste, terão seu desenvolvimento favorecido com a elevação dos níveis de umidade no solo devido a previsão de chuvas mais regulares. Para o MATOPIBA, a previsão aponta para menores volumes de chuva, porém suficientes para a manutenção da umidade do solo na maioria das localidades. Assim, atentando para a proximidade do verão, e aos eventos climáticos pertinentes para época, o planejamento da safra associado ao monitoramento do clima são ferramentas importantes para a tomada de decisões. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 02/12/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, dia 02 de Dezembro de 2024, sou Sacha Tesck, Assessor da Diretoria de Agronegócios e Agricultura Familiar e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.   Iniciando com a soja, espera-se que  
    • Na CBOT, os impactos da administração do presidente eleito nos EUA com a possível escalada da guerra comercial com a China, principal compradora de soja do mundo, e a retirada de incentivo à produção de biodiesel, são fatores de atenção dos traders.
    • Segue forte no radar dos principais analistas, a tendência de confirmação de uma produção sul-americana recorde, que direciona para um cenário negativo nas cotações da CBOT.
    • O Ministério da Agricultura da Argentina estimou o plantio de 17,9 milhões de hectares de soja no país na temporada 2024/25. A semeadura já atingiu quase 50% da área projetada e há previsão de bons volumes de chuvas nas regiões produtoras.
    • No Brasil, os mapas climáticos para os próximos 10 dias, apontam para chuvas relevantes sobre os estados de SP, MS, PR, SC, RS e parte dos estados de MG e MT. Vale destacar que, em algumas áreas do PR, MT e MS, já estão há mais de 15 dias sem precipitação.
    • No mercado interno, a baixa disponibilidade do grão, o dólar em alta refletindo o cenário fiscal do Governo e prêmios valorizados, vão dando sustentação para as cotações no curto prazo, entretanto, as estimativas de safra volumosa na América do Sul exercerão pressão de baixa nos médio e longo prazos.
      No tocante ao milho, Com a colheita americana finalizada, o mercado acompanhará os reportes semanais de vendas do cereal pelos Estados Unidos. No último documento divulgado pelo Departamento de Agricultura do país (USDA), as vendas líquidas foram de 1,49 mi t para a Safra 2024/25, aumento de 14% em relação à semana anterior, mas queda de 40% em relação à média das quatro semanas anteriores. O plantio de milho na Argentina avança em bom ritmo, beneficiado pelo clima favorável. De acordo com dados da Bolsa de Cereais, 89% das lavouras são consideradas normais a excelentes e a área plantada já alcança 34,40%, ficando 13,20 pontos percentuais acima do mesmo período no ano passado. No Brasil, de acordo com a Conab, o plantio do milho 1ª safra 2024/25 chegou à 58,7%, ficando 4% acima quando comparado ao mesmo período da safra anterior. De maneira geral, a condição das lavouras está boa e, para os próximos dias, é esperando um aumento na pluviosidade no RS, que estava sofrendo com stress hídrico. Para a próxima semana é esperado um mercado menos volátil e estável, mas com viés de baixa.       Para o café, destaca-se que,  
    • A regularidade das chuvas e o clima mais favorável nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo vêm ajudando no desenvolvimento da florada, mas ainda mantém as incertezas em relação à safra 2024/25. As altas temperaturas ocorridas no período de pré-floração podem ter impactado negativamente o potencial produtivo da safra no Brasil, especialmente no caso do café arábica.
    • Baixos estoques e resistência dos cafeicultores brasileiros em vender seu produto vêm auxiliando na manutenção da alta dos preços.
    • Desvalorização do Real frente ao Dólar permanece influenciando as cotações do mercado físico no Brasil, com alta nesses preços.
    • Oferta reduzida globalmente deve manter a pressão sobre os preços, tornando o produto mais valioso no mercado.
    • Forte chuvas no Vietnã estão atrasando a colheita e inundando os cafezais.
      Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que:  
    • Espera-se que, no curto prazo, o preço firme do boi, uma vez que a escala de abate da Indústria permanece reduzida na maior parte do país.
    • As exportações de carne bovina seguem em ritmo forte de embarque ao longo do mês de novembro. O dólar fortalecido e a demanda da China, nossa principal compradora, contribuem para esse cenário.
    • No último trimestre do ano observou-se a recuperação dos preços dos animais de reposição. Segundo o indicador CEPEA, no MS o valor do bezerro saltou de R$ 2.205,46 em out/24 para R$ 2.543,81 em nov/24, aumento de 15%. Diante desse fato, o mais provável é que a partir de 2024/25 haja retração no abate de fêmeas.
    • A entrada do 13º salário, criação de empregos temporários e confraternizações de final de ano são estímulos para manter a economia aquecida e favorecem o consumo dos cortes bovinos. Entretanto, o aumento no preço da carne bovina no mercado doméstico pode estimular a migração do consumidor para a fontes de proteínas concorrentes de menor valor, como a carne de frango.
    • Assim, faz-se necessário gerenciar os custos e mitigar o risco da atividade, seja fazendo uso de opções ou do mercado futuro.
      Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    8 min
  • 29/11/2024 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 29 de novembro de 2024, meu nome é Danilo Teodoro, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Uberaba, Minas Gerais, e vamos conversar sobre o cenário do milho.    Os futuros precificados na Bolsa de Chicago enfraqueceram nos últimos dias, fundamentado pelo impacto negativo de uma fala do futuro presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De acordo com a Reuters, Trump disse que assinaria um decreto em seu primeiro dia no cargo, em janeiro, impondo uma tarifa de 25% sobre as importações do Canadá e do México, além de uma tarifa adicional de 10% sobre as importações da China. Além deste fundamento, as condições climáticas favoráveis para as lavouras implantadas na América do Sul contribuíram para o movimento observado.     O contrato referência março/25 encerrou na terça-feira cotado a US$ 4,28/bushel, queda de 1,15% em relação ao pregão do dia anterior.   A semeadura do milho na Argentina está em bom ritmo. De acordo com a Bolsa de Cereais, em publicação no dia 21 de novembro, já foi cultivado 34,40% da área projetada para a Safra 2024/25, estando 13,20 pontos percentuais acima em comparação com o mesmo período do ano passado. Cerca de 89% das lavouras apresentam condições entre normais a excelentes.   No Brasil, o plantio do milho 1ª safra atingiu 58,7% da área total, conforme publicação semanal da Conab. O ritmo está cerca de 4% superior em comparação com o final de novembro de 2023. Na publicação, o órgão destaca que, de maneira geral, a safra do milho verão vêm se desenvolvendo bem e com condições climáticas favoráveis, com exceção do Rio Grande do Sul, que apresentou redução das precipitações e altas temperaturas, que podem ter interferido no potencial produtivo em algumas regiões. Para os próximos dias há previsão de bons volumes de chuva no estado, que pode contribuir para a manutenção da umidade no solo.   Após as altas nos preços físicos nas últimas semanas, as cotações enfraqueceram, sendo pressionadas pelo menor interesse dos compradores. No dia 27 de novembro, o indicador do milho referência CEPEA/B3 encerrou cotado a R$ 72,51 por saca, queda de 0,83% em relação ao dia 26 de novembro.   O Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB e o termo de moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor das oscilações de preços e suas margens.     Atualmente, temos opções de venda (PUT) referenciadas na B3, com vencimento em:    - Janeiro/25, com strike/preço garantido entre R$ 67,78 e R$ 69,95 por saca, e  - Março/25, com strike/preço entre R$ 67,08 e R$ 70,33 por saca.    Para simular o valor do prêmio da opção, bem como consultar outros vencimentos disponíveis acesse sua conta no APP BB > Menu Agro.    Para maiores informações, consulte seu gerente de relacionamento.    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!
    5 min
  • 28/11/2024 - Cenário do trigo
    Olá, hoje é 28 de novembro de 2024, meu nome é Sergio Luiz Sousa, Assessor de Agronegócios em Campos Novos - SC e vamos falar sobre o cenário do Trigo.   Segundo dados da Conab, 94,4% dos 3,068 milhões de hectares semeados com trigo no país já foram colhidos. Somente os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina possuem lavouras a serem colhidas, representando 10% e 30% de suas áreas, respectivamente. A expectativa inicial de aumento de produção que havia em abril com mercado esperando um aumento de 20% em relação à safra passada, foi frustrada. A nova estimativa da Conab para o mês de novembro/2024, é de uma produção nacional de 8,1 milhões de toneladas, ou seja, semelhante a safra 2023. A maioria dos estados produtores registraram diminuição na produção obtida, seja por diminuição da área plantada ou por intempéries climáticas, como estiagem e geada. Na região nordeste, a Bahia, único estado produtor, apresentou redução de 20% na área plantada, refletindo diretamente na redução de 20% na produção obtida. Vale destacar que o estado cultiva somente no sistema irrigado, não apresentando variação de produtividade. Na região centro-oeste, as lavouras foram afetadas pela estiagem e pelas altas temperaturas, sendo o Mato Grosso do Sul o estado que apresentou as maiores perdas. A produção reduziu 64% em relação à safra passada. Em Goiás apesar do aumento de 37% na área cultivada, houve queda de 12% na produção. Somente no Distrito Federal, onde há o predomínio de cultivos irrigados a produção subiu 81%, principalmente devido ao aumento de área de 105%. Na região Sudeste, os dois principais estados produtores apresentaram redução de produção em relação à safra passada. Minas Gerais, motivada pela redução na área cultivada em 8% e a estiagem na região do triangulo mineiro, reduziu sua produção estadual em 12%. Já São Paulo viu sua produtividade reduzir aproximadamente 5% em função da estiagem. Na Região Sul, o estado do Paraná é o único com a colheita já finalizada. O segundo maior produtor do país, viu sua produção cair 34% em relação à safra 2023. Em função da estiagem que atingiu as lavouras cultivadas no norte do estado, onde o plantio foi realizado mais cedo, e depois as geadas ocorridas na metade sul, foram os principais motivos na redução da produtividade das lavouras. No cenário internacional, os preços chegaram a subir 6% nas últimas semanas, devidos as crescentes tensões no Mar Negro, envolvendo dois dos maiores exportadores mundiais de trigo, Rússia e Ucrânia. As altas só não foram maiores, devido ao relatório do USDA, que apontou expectativa de aumento na produção mundial da safra 2024/25. O indicador Cepea/Esalq-Paraná registrou redução de 0,16% nos últimos 30 dias, cotado a R$ 1.425,62/t. Comparado ao mesmo período do ano anterior o aumento foi de 7%. A confirmação da diminuição da produção brasileira está sustentando as cotações internas apesar da oferta da colheita na região Sul.    Para apoiar nossos clientes, o Banco do Brasil disponibiliza linhas de comercialização para este e outros cereais de inverno. Para mais informações, consulte sua agência BB e parceiros agro. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Boa safra.
    4 min
  • 27/11/2024 - Cenário do café arábica
    Olá, hoje é quarta-feira, 27 de novembro de 2024. Eu sou Alexandre Carvalho Queiroz, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Patos de Minas, e vamos falar sobre o mercado de CAFÉ ARÁBICA. Após um longo período de estiagem nas principais regiões produtoras, as chuvas de novembro trouxeram alívio, favorecendo as floradas dos cafeeiros e reduzindo as preocupações com a produção da próxima safra no Brasil. As estiagens prolongadas e as altas temperaturas, além de afetarem as floradas no Brasil, maior produtor mundial de café, também impactaram outros grandes produtores, como o Vietnã. O país, segundo maior produtor de café do mundo, está iniciando sua colheita com expectativa de queda na produção. Embora o Vietnã produza principalmente café robusta, sua produção total exerce influência direta na demanda global e, consequentemente, nos preços do café arábica. Com o consumo de café crescendo globalmente, especialmente nos países asiáticos, e as adversidades climáticas afetando os principais países produtores, a preocupação com a oferta mundial de café fez os preços dispararem. Em meados de novembro, o preço do café arábica atingiu os maiores patamares dos últimos 13 anos. No dia 25 de novembro de 2024, os preços no mercado físico registraram uma média acima de R$ 2.000,00 por saca nas principais praças brasileiras. Diante desse cenário, marcado por incertezas climáticas e de mercado, a expectativa é de que os preços se mantenham em patamares elevados, considerando a média dos últimos anos. O Banco do Brasil oferece linhas de crédito para custeio, investimento e comercialização, auxiliando na condução eficaz da lavoura, proteção contra intempéries e fixação de preços. Essas soluções permitem que o produtor assegure margens em um mercado volátil e desafiador. Além disso, o BB disponibiliza o termo de mercadoria e as opções agro, ferramentas que ajudam a proteger as margens de rentabilidade na cafeicultura, garantindo maior segurança ao produtor. Entre em contato com seu gerente Agro e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 26/11/2024 - Cenário do algodão
    Olá, hoje é terça-feira, 26 de novembro, meu nome é Marcos Lira, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Tangará da Serra, Mato Grosso, e falaremos sobre o cenário do algodão. O boletim do departamento de agricultura dos Estados Unidos, USDA, divulgou redução na produção e consumo mundiais comparados aos índices de outubro. A produção recuou devido a menor colheita no Paquistão e na Índia, que reduziram suas estimativas (vale lembrar que são o quinto e segundo maiores produtores mundiais, além de serem grandes importadores de pluma). Pelo lado do consumo, a redução se deve às incertezas quanto à demanda chinesa. Recentemente, o governo local lançou um pacote de incentivo à sua economia para alavancar demandas em vários setores. O país asiático tem grande influência no quesito importação, visto ser o maior consumidor de pluma no mundo. Apesar da demanda chinesa estar em ritmo lento, salientamos que países citados, anteriormente, como Paquistão Índia poderão aumentar sua expectativa de importação, devido a problemas climáticos em suas lavouras, sustentando as importações brasileiras e americanas, sobretudo. No Brasil, o plantio iniciou-se em Paraná e São Paulo (com o fim do vazio sanitário). Na Bahia e Minas Gerais, o vazio encerrou dia 20 de novembro e o clima, no momento, apresenta chuvas regulares que podem auxiliar a semeadura. O maior produtor nacional, o Mato Grosso, ainda aguarda o fim do vazio sanitário em primeiro de dezembro para regiões sul, sudeste e nordeste e o dia 15 de dezembro para regiões Norte, Médio-Norte, centro-sul e oeste para iniciar os trabalhos a campo. Um fato importante nesta safra é que, de acordo com o instituto mato-grossense de economia agropecuária (IMEA), o índice de comercialização para safra 24/25 é de 40%, o mesmo número da safra passada considerando o mesmo período do ano, mesmo com a variação negativa de quase 12% na cotação da pluma em outubro de ano passado até outubro desde ano. Este fato se deve ao menor custo de produção e é um sinal positivo da atenção que o cotonicultor emprega à sua comercialização. A pluma é uma commodity elástica, ou seja, dentre as commodities é a que mais apresenta volatilidade e o produtor pode ter ajuda do Banco do Brasil para travar seus custos e garantir sua margem. Para isso, temos as Opções Agro BB e o Termo de Moedas (NDF) e, atualmente, temos as Opções de Venda (PUT), referenciadas na B3, com vencimento em:       - junho/25 com strike entre U$c 67 e U$c 73/pound. Consulte seu gerente de relacionamento para mais informações e conte sempre   com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!
    3 min
  • 25/11/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, dia 25 de novembro de 2024, sou Sacha Tesck, Assessora da Diretoria de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.   Iniciando com a soja, espera-se que   O mercado siga correlacionando o cenário de finalização da colheita americana, o avanço do plantio no Brasil e a demanda chinesa, principalmente, com os EUA. Há também grande expectativa quanto à política que o presidente Trump irá adotar diante das relações comerciais com a China. Nesta segunda quinzena de novembro, a Argentina dará início efetivo à Safra 2024/25 e, assim como no Brasil, há boas perspectivas de produção, com cerca de 51 milhões de toneladas. Para o Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), há previsão de precipitação acumulada, de leve a moderada, para os próximos 10 dias, em toda região produtora do país, exceto para o norte do MA e PI que tendem a um clima mais seco. Com a China antecipando suas compras diante de possíveis conflitos comerciais com os EUA os preços tendem a certa estabilidade. A expectativa é que o plantio na Argentina e o desenvolvimento das lavouras no Brasil, somados a demanda chinesa, ditem os preços do mercado. Assim, internamente, a previsão é de estabilidade para o curto e médio prazo.   No tocante ao milho,   Com a colheita americana finalizada, o mercado acompanhará atentamente os reportes semanais de vendas do cereal pelos Estados Unidos. No último documento divulgado pelo Departamento de Agricultura do país (USDA), as vendas líquidas foram de 1,49 milhão de toneladas para a Safra 2024/25, um aumento de 14% em relação à semana anterior, mas uma queda de 40% em relação à média das quatro semanas anteriores. O aumento das tensões nos conflitos geopolíticos segue trazendo volatilidade para o cenário externo. No Brasil, de acordo com a Conab, o plantio do milho 1ª safra 2024/25 chegou à 52,4%, sendo que, de maneira geral, as condições das lavouras estão boas. As elevadas precipitações diminuíram o ritmo de semeadura em São Paulo e Minas Gerais, que estão, respectivamente, com 75% e 51,4% já cultivados. A previsão climática aponta para bons volumes pluviométricos para os próximos dias, favorecendo as condições das lavouras já implantadas. Os preços internos podem se manter estáveis com viés de baixa, com os compradores internos reduzindo suas aquisições, movimento tradicional que ocorre no final do ano.   Para o café, destaca-se que,   Apesar das chuvas do mês de novembro, produtores estão preocupados com a produção 24/25, devido as altas temperaturas ocorridas no período de prefloração. A desvalorização do Real frente ao Dólar permanece influenciando as cotações do mercado físico no Brasil, repercutindo em alta nos preços. O Departamento Geral de Alfândega do Vietnã, projeta queda das exportações de café robusta. No momento, a preocupação é de que as fortes chuvas no país asiático atrasem a colheita da commodity.   Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que:   O mercado físico continua em ritmo forte, com escalas de abate enxutas, somado ao grande volume de embarque, com destaque para o segundo semestre, onde se observou recorde após recorde em termos de exportação mensal, impulsionada pela valorização do dólar, tendo como destino principal o mercado chinês. Até o final do ano a tendencia é de oferta de gado restrita, de animais provenientes do sistema de confinamento, fato que contribui para uma cotação da arroba mais alta. A tendência de aumento do consumo da carne vermelha no mercado doméstico no último bimestre, em decorrência da entrada do décimo terceiro salário, criação de empregos temporários e festividades, impulsionam a reposição entre o atacado e varejo, fato que tende a refletir positivamente em preços firmes da arroba. Ressalta-se que existe uma limitação ao valor da carne bovina no mercado interno. O consumidor de menor renda não consegue acessar essa proteína a preços elevados.  Assim, ocorre uma migração para o consumo de fontes de proteínas mais baratas, como a carne de frango, de porco e ovo. Diante de uma Indústria com escala de abate curta, em cerca de cinco dias úteis na média nacional, o ambiente de negócios sugere um preço da arroba do boi gordo fortalecido no cenário de curto prazo.   Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    7 min
  • 22/11/2024 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira 22 de novembro de 2024, meu nome é Luciano Scuccuglia,
    Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Avaré/SP, e falaremos sobre o 
    cenário da soja.
    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos - USDA trouxe em seu novo 
    reporte mensal de oferta e demanda para novembro, as suas estimativas de produção 
    para soja. O relatório foi considerado altista, com forte corte de produtividade da soja 
    dos EUA reduzindo em 3,3 milhões de toneladas a produção total do país, passando de 
    124,7 para 121,4 milhões de toneladas. Os estoques finais da soja norte americana 
    também apresentaram redução. Ressaltamos que a colheita norte-americana está 
    tecnicamente concluída. Para o Brasil e Argentina as estimativas de produção da nova 
    safra foram mantidas, com 169,0 e 51,0 milhões de toneladas, respectivamente.
    Diante dos cortes da safra dos EUA, a produção mundial foi revisada para baixo, caindo 
    para 425,4 milhões de toneladas. Igualmente, os estoques finais globais passaram de 
    134,65 para 131,74 milhões de toneladas.
    O plantio da safra brasileira avança com ritmo acima das médias anuais, com 
    semeadura em mais de 75% da área projetada. As chuvas estão ocorrendo em todas as 
    regiões produtoras e contribuindo com os trabalhos de campo. Destaque para os estados 
    MT, MS, GO, SP e PR que já caminham para conclusão do plantio.
    O contrato de soja na CBOT com vencimento em janeiro/25, encerrou o dia 21/11
    cotado a US$ 9,80/bushel. O mercado registrou altas, diante do corte da safra nos EUA
    e também reflexos do resultado da eleição presidencial norte-americana e a China 
    realizando compras mais volumosas diante de possível acirramento comercial com os 
    EUA.
    O indicador CEPEA em 21/11 foi cotado a R$ 142,41 reais por saca, com lateralidade 
    das cotações em relação ao início de mês. Os fatores que contribuíram para a 
    manutenção dos preços internos foram: a baixa disponibilidade do grão, a demanda 
    interna pela indústria processadora, a manutenção dos prêmios positivos nos portos e 
    o dólar valorizado.
    Para o produtor ter maior segurança, previsibilidade em seu fluxo de caixa e gerar 
    oportunidades negociais para comercialização de sua safra e diante da volatilidade no 
    mercado financeiro, o BB oferece diversos mecanismos de hedge, entre eles, operação 
    de travamento de câmbio e as Opções Agro BB. Atualmente, temos opções de venda 
    (PUT) de soja referenciadas na CBOT, com vencimento em:
    - fev/25 com strike/preço garantido entre 9,45 e U$ 9,99/bushel e
    - abril/25 com strike entre U$ 9,51 e U$ 10,24/ bushel
    Você pode consultar outros vencimentos e fazer simulações diretamente no APP BB, 
    ou consultar sua agência BB.
    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do 
    Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 21/11/2024 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 21 de novembro de 2024, meu nome é Teodoro Contin, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Barretos (SP) e hoje vamos falar sobre o cenário da Bovinocultura de Corte.  Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, as exportações de carne bovina in natura, nos primeiros dez dias úteis de novembro, foram de 137,3 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.825, representando alta de 5,1% em relação ao mesmo período de 2023, mantendo-se o ritmo intenso de embarque, movimento que se iniciou no segundo semestre. A desvalorização do real frente à moeda americana contribui para que a Indústria exportadora se mantenha fortalecida no mercado. No dia 18 de novembro de 2024, de acordo com o indicador do boi gordo CEPEA/B3, a arroba do boi gordo foi precificada em R$ 344,20, com alta a de 0,58% no dia. O cenário ainda aponta para cotações com viés de alta no curto prazo, uma vez que as escalas de abate da Indústria, na média nacional, se encontram posicionadas entre quatro e cinco dias úteis. Na B3, todos os contratos tiveram ajustes positivos e o vencimento de novembro e dezembro de 2024 ficaram precificados pouco acima de R$ 344/@. O abate de animais segue em ritmo firme, entretanto a demanda das exportações segue elevada, com volume recorde de embarque, o que mantém a escala de abate curta. Ainda, até o final do ano a tendencia é de oferta de gado restrita, de animais provenientes do sistema de confinamento, fato que contribui para uma contação da arroba mais alta. Ressalta-se que existe uma limitação no mercado interno. O consumidor de menor renda não consegue acessar a proteína bovina a preços elevados.  Assim, ocorre uma migração para o consumo de fontes de proteínas mais baratas, como a carne de frango, de porco e ovo. Reforçamos a necessidade de adoção das estratégias de mitigação de risco para garantia de preços. O produtor deve aproveitar a janela de oportunidade no mercado futuro para mitigar o risco da atividade. Para isso, o BB disponibiliza as Opções Agro, atualmente temos opções de venda – Put referenciadas na B3, com vencimento em: dezembro de 2024 com preço garantido (strike) entre R$ 337 e 344 /@, e fevereiro de 2024 com strike entre R$ 328 e 339/@. Para consultar outros vencimentos e fazer uma simulação acesse o app BB, menu agro. Além disso, com o Custeio Agropecuário do BB, você pode realizar o financiamento de diferentes despesas da sua produção e garantir os melhores insumos para um ciclo pecuário bem-sucedido.  Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
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  • 19/11/2024 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é 19 de novembro de 2024, sou Fabíola Lira, estou assessor(a) de Agronegócios do Banco do Brasil em Tangará da Serra-MT e falaremos sobre o cenário da cana-de-açúcar. Os preços futuros do açúcar fecharam em baixa na última semana. Na bolsa de Nova York o contrato março/25 se aproxima dos 21 cents/lbp. Já na Bolsa de Londres, para o mesmo período, recuou 1,36%, fechando a US$ 549,30 por tonelada. Segundo pesquisas, a conjunção do fator clima brasileiro e câmbio, influenciaram nas cotações. No mercado físico interno, de acordo com o indicador Cepea Esalq o preço do açúcar cristal branco, em São Paulo, segue com alta em relação à última semana, fechando cotado em R$ 167,19/saca. Conforme pesquisadores do Cepea, desde o final de agosto, a baixa disponibilidade deste produto tem sido o principal fator que sustenta os preços. Vale destacar que o final da safra historicamente é marcado por um direcionamento do mix para etanol, impactando em uma redução na oferta do adoçante. No acumulado da safra 2024/2025, até 1º de novembro, a moagem atingiu 566,03 milhões de toneladas, superando em 0,88% dos registros no mesmo período do ciclo anterior. As chuvas recentes no Centro-Sul do país foram eficazes para promover uma recuperação dos canaviais com possíveis indícios de que a entressafra brasileira deve ser dentro da normalidade. Ao passo que também corroborou para a queda na moagem quinzenal em algumas unidades em Goiás, Minas Gerais e nas regiões central e noroeste de São Paulo, por dificultar a colheita. Na última quinzena de outubro, apenas 46,12% da matéria-prima disponível foi direcionada para a produção de açúcar, ante 48,85% observados no mesmo período da safra 2023/2024. Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de outubro atingiu 149,48 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 146,14 kg por tonelada na safra 2023/2024 – variação positiva de 2,28%. No acumulado da safra, o indicador marca 142,58 kg de ATR por tonelada, índice levemente superior ao do último ciclo na mesma posição. E para atender as necessidades da cana-de-açúcar o produtor pode sempre contar com o Banco do Brasil. Há linhas de crédito para investimento, como implantação e reforma de canaviais, irrigação, compra de máquinas e implementos para a atividade, além do tradicional crédito de custeio agrícola e CPR. Quer saber sobre as principais cadeias do agronegócio e muito mais? Inscreva-se em www.broto.com.br. Conte sempre com a assessoria em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.  Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
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