BBCast Agro

BBCast Agro

By BrotoBusiness
Download on the App Store

BBCast Agro episodes

  • 18/11/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, dia 18 de novembro de 2024, sou Fabiola Lira, estou Assessora de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.       Iniciando com a soja, espera-se que   A demanda chinesa permaneça no centro das atenções do mercado, em especial, na originação de suas importações sobre a safra dos EUA recém-colhida. Do mesmo modo, seguem no radar as condições de clima na América do Sul, principalmente no Brasil, com seu plantio entrando na etapa final. No cenário geopolítico, as expectativas da montagem do governo Trump e sua postura em relação a elevação das tarifas sobre as importações chinesas podem afetar diretamente o comércio agrícola dos EUA e, consequentemente, do mundo. O fundamento clima ganha cada vez mais relevância no radar dos investidores, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a semana será marcada por chuvas entre a região central do país e o Amazonas. As precipitações podem ultrapassar 100 mm em algumas localidades do AM, MT, Goiás, oeste de SP e leste de MG. A expectativa é que o mercado externo siga sensível ao progresso do plantio e desenvolvimento da commodity no Brasil, o cenário climático favorável e boa demanda nos EUA podem dar sustentação aos preços externos, com reflexo nas cotações domésticas. Assim, o mercado interno tende a estabilidade no curto e médio prazos.     No tocante ao milho,   A colheita norte-americana se encaminha para o fim, com mais de 95% de área colhida, segundo os dados do USDA. A demanda pelo milho estadunidense deve continuar aquecida com o México sendo um importante importador do cereal. Segundo dados mensais do USDA, o volume de milho dos EUA para o México em 2023/24 é recorde e representou pouco mais de 40% do total das exportações do cereal no país. Segundo dados da CONAB, o plantio da 1ª safra segue para reta final nos estados de SC e PR. No estado de SP, o plantio avança bem, favorecido pelo clima favorável. No RS algumas áreas já avançam para florescimento e o estado passa por um período de restrição hídrica. A recente valorização dos preços fez a comercialização avançar no Mato Grosso. Segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o estado já comercializou 85,79% da safra 2023/24, 9,01% a mais do que o mesmo período do ano passado.  A perspectiva para os próximos dias é de estabilidade com viés de alta, devido à forte demanda que deve continuar aquecida. Para o café, destaca-se que,   As previsões indicam que as chuvas devem continuar nas principais regiões produtoras do Brasil, favorecendo as floradas e reduzindo os danos já ocorridos nas lavouras. A desvalorização do Real frente ao Dólar segue influenciando as cotações do mercado físico no Brasil, com alta nesses preços. Por outro lado, com este cenário de alta, os cafeicultores seguram as vendas na expectativa de preços maiores. O Vietnã, maior exportador de café robusta, vem lidando com a menor oferta em função de problemas climáticos, apresentando queda nas exportações. A expectativa para a entrada de grãos vietnamitas da safra 24/25 no mercado pode diminuir a pressão nas cotações.       Quanto ao Boi Gordo, é importante frisar que:   Os bons volumes de chuvas acumulados devem refletir em uma melhora nas pastagens em grande parte do Brasil, aquecendo ainda mais, o mercado de reposição. A relação de troca entre o boi gordo e a saca de milho deve seguir favorável ao pecuarista, estimulando os negócios, a produção e o caixa, proporcionando condições de investimento em pastagens e demais produções de volumoso. Na B3, pode haver oscilação nas cotações do início de 2025, mostrando um momento propicio para o produtor se proteger com pagamento de um prêmio baixo. O volume de negócios de contratos também segue em alta, gerando liquidez ao mercado e estimulando essa valorização. No mercado físico a tendência é de manutenção da cotação da arroba do boi gordo para a próxima semana.     Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 15/11/2024 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira 15 de novembro de 2024, meu nome é Luciano Scuccuglia,
    Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Avaré/SP, e falaremos sobre o 
    cenário da soja.
    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos - USDA trouxe em seu novo 
    reporte mensal de oferta e demanda para novembro, as suas estimativas de produção 
    para soja. O relatório foi considerado altista, com forte corte de produtividade da soja 
    dos EUA reduzindo em 3,3 milhões de toneladas a produção total do país, passando de 
    124,7 para 121,4 milhões de toneladas. Os estoques finais da soja norte americana 
    também apresentaram redução. Ressaltamos que a colheita norte-americana está 
    tecnicamente concluída. Para o Brasil e Argentina as estimativas de produção da nova 
    safra foram mantidas, com 169,0 e 51,0 milhões de toneladas, respectivamente.
    Diante dos cortes da safra dos EUA, a produção mundial foi revisada para baixo, caindo 
    para 425,4 milhões de toneladas. Igualmente, os estoques finais globais passaram de 
    134,65 para 131,74 milhões de toneladas.
    O plantio da safra brasileira avança com ritmo acima das médias anuais, com 
    semeadura em mais de 70% da área projetada. As chuvas estão ocorrendo em todas as 
    regiões produtoras e contribuindo com os trabalhos de campo. Destaque para os estados 
    MT, MS, GO, SP e PR que já caminham para conclusão do plantio.
    O contrato de soja na CBOT com vencimento em janeiro/25, encerrou o dia 13/11
    cotado a US$ 10,07/bushel. O mercado registrou altas, diante do corte da safra nos 
    EUA e também reflexos do resultado da eleição presidencial norte-americana e a China 
    realizando compras mais volumosas diante de possível acirramento comercial com os 
    EUA.
    O indicador CEPEA em 13/11 foi cotado a R$ 143,68 reais por saca, com lateralidade 
    das cotações em relação ao início de mês. Os fatores que contribuíram para a 
    manutenção dos preços internos foram: a baixa disponibilidade do grão, a demanda 
    interna pela indústria processadora, a manutenção dos prêmios positivos nos portos e 
    o dólar valorizado.
    Para o produtor ter maior segurança, previsibilidade em seu fluxo de caixa e gerar 
    oportunidades negociais para comercialização de sua safra e diante da volatilidade no 
    mercado financeiro, o BB oferece diversos mecanismos de hedge, entre eles, operação 
    de travamento de câmbio e as Opções Agro BB. Atualmente, temos opções de venda 
    (PUT) de soja referenciadas na CBOT, com vencimento em:
    - fev/25 com strike/preço garantido entre 9,77 e U$ 10,33/bushel e
    - abril/25 com strike entre U$ 9,83 e U$ 10,45/ bushel
    Você pode consultar outros vencimentos e fazer simulações diretamente no APP BB, 
    ou consultar sua agência BB.
    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do 
    Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 14/11/2024 - Cenário do leite
    Olá, hoje é 14 de novembro de 2024, meu nome é ROSSANA MARIA CLÁUDIO, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Vitória da Conquista (BA) e vamos falar sobre o cenário da Bovinocultura de Leite. De acordo com o CEPEA, de janeiro a setembro de 2024 os preços do leite apresentaram uma alta de 34%. O leite captado em setembro de 2024 teve aumento de 3,80% na “Média Brasil”, em relação ao mês anterior, chegando a R$ 2,86/litro. Esse valor é cerca de 39,7% maior que o registrado em setembro de 2023. Segundo a EMBRAPA, os custos subiram pelo quinto mês consecutivo. Em setembro de 2024 ocorreu um aumento de 2%, comparado ao mês anterior, influenciado pela mão de obra e concentrado.  Nos últimos doze meses o custo de produção aumentou 3,9%. Durante o mês de setembro de 2024 as importações de lácteos tiveram uma leve redução, comparado ao mês anterior. Ao todo, foram importados 182,1 milhões de litros em equivalente-leite. No mês foram exportados 4,9 milhões de litros em equivalente-leite, o que corresponde a um aumento mensal de 19,50%. De acordo com a publicação do Centro de Inteligência do Leite da EMBRAPA, no acumulado de 2024, a balança comercial de lácteos apresentou um déficit de US$ 699 milhões, correspondendo a 1.613 milhões de litros em equivalente-leite. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), as exportações de leite, creme de leite e laticínios, exceto manteiga ou queijo, diminuíram 4,7% em outubro de 2024, comparado com o mesmo período de 2023, com volume de 17.564 toneladas a um preço de US$ 3.501,00 por tonelada. Em consulta aos Conseleites do Paraná (PR) e de Minas Gerais (MG), a projeção é de leve queda no preço pago pelo litro do leite para outubro. Já no Rio Grande do Sul (RS) e Santa Catarina (SC), a projeção do preço é de leve alta. Diante deste cenário, o produtor de leite pode buscar a melhor gestão de custos dentro da porteira contando com as linhas de Custeio do BB para aquisição de insumos no momento oportuno. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 13/11/2024 - Cenário do café conilon
    Olá! Hoje é quarta-feira, 13 de novembro de 2024. Eu sou Gildenize Barbosa Ferreira de Oliveira, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Linhares, Espírito Santo, e vamos falar sobre o cenário do café conilon. Mesmo com o início das chuvas e condições climáticas favoráveis, o impacto do clima recente já pode ter afetado a produtividade da próxima safra. Este é um momento crucial, e o manejo adequado é fundamental: irrigação, nutrição apropriada e controle de pragas e doenças desempenham papéis essenciais. Além disso, o clima favorável é determinante para o potencial produtivo das lavouras, influenciando o volume, a uniformidade e a qualidade dos grãos. A redução da safra de robusta no Vietnã continua impactando o mercado, pois as condições climáticas adversas que afetaram as lavouras do país, junto a problemas logísticos, especialmente pelos conflitos no canal de Suez, seguem influenciando a volatilidade dos preços e podem persistir até a próxima safra. O aumento do consumo global e a baixa dos principais estoques também são fatores importantes para a manutenção dessa volatilidade. No mercado futuro, a bolsa de Londres iniciou a semana com uma leve recuperação do robusta, sendo negociado para janeiro de 2025 a US$ 4.385 por tonelada. No mercado interno, as cotações do conilon mantiveram-se voláteis, com uma tendência de alta ao longo de todo o mês. No início de novembro, o café conilon tipo 7 foi cotado a R$ 1.380,00 por saca de 60 kg na COOABRIEL, em São Gabriel da Palha, Espírito Santo. O Vietnã, maior exportador mundial de café robusta, registrou uma queda de 11,2% nas exportações nos primeiros 10 meses de 2024 em comparação com o mesmo período de 2023. Essa queda foi influenciada pela redução na oferta e pela alta nos preços devido à escassez, o que tem favorecido um aumento nas exportações brasileiras, mesmo com problemas logísticos nas principais vias de exportação. No Espírito Santo, por exemplo, houve um crescimento de 25% nas exportações de café solúvel em relação ao ano passado. Diante desse cenário, os produtores devem considerar aproveitar os momentos de alta para vender suas produções. Além disso, utilizar mecanismos de comercialização, como linhas de crédito para estocagem, pode ser uma estratégia eficaz para se proteger contra possíveis quedas de preço no longo prazo. O Banco do Brasil oferece diversas opções de linhas de crédito para atender às necessidades dos produtores em suas lavouras. Para obter mais informações, entre em contato com o seu gerente de relacionamento. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 12/11/2024 - Cenário da piscicultura
    Olá, hoje é 12 de novembro de 2024, meu nome é Luciano Lima, sou Assessor de Agronegócios em Nova Friburgo/RJ, e vamos falar sobre os efeitos do clima para o segmento da pesca artesanal na Região Norte do Brasil. O Índice Integrado de Seca, divulgado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, de agosto de 2024, apontou seca extrema no Acre e no oeste do Amazonas. Esse cenário provocou uma redução drástica na renda das pescadoras e pescadores artesanais em mais de 100 municípios locais, devido suas relações de dependência e subsistência com as águas da região. É importante salientar que diversos organismos internacionais já discutem os efeitos das mudanças climáticas sobre a produção pesqueira. O tema foi pauta do G20, encontro que aconteceu em Brasília, entre os dias 11 e 12 de junho de 2024. Na ocasião o Ministério da Pesca e Aquicultura defendeu uma integração sustentável da pesca e aquicultura nas cadeias locais e globais. Dentre as principais espécies das áreas de rios e lagos afetadas pela estiagem extrema e prolongada, temos a traíra, tucunaré, aracu, acará, branquinha, apaiari, pirarucu, tamoatá e jejú. Em razão disso, em 07/10/2024, o Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional a Medida Provisória nº 1.263/2024, que institui o Auxílio Extraordinário para pescadoras e pescadores artesanais beneficiários do Seguro-Defeso nos municípios em estado de calamidade/emergência na Região Norte do Brasil O dispositivo legal foi publicado no Diário Oficial da União de 08/10/2024, por meio dele, as pescadoras e pescadores terão acesso ao montante estimado em mais de R$ 418 milhões, que serão pagos em parcela única, no valor de 2 salários, correspondendo ao repasse de R$ 2.824,00 (dois mil oitocentos e vinte e quatro reais), para mais de 148 mil pescadoras e pescadores atingidos pela seca na Região Norte. Considerando que a produção pesqueira e aquícola atingiu o recorde de 214 milhões de toneladas no mundo em 2020, porém, concentrada em poucas regiões, o Brasil deve buscar uma distribuição justa de cotas de captura e oportunidades para o desenvolvimento pesqueiro. Além disso, o país precisa ampliar os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural, garantindo, assim, uma exploração pesqueira mais eficiente. Tais ações poderão, inclusive, potencializar o acesso ao crédito rural, gerando maiores investimentos no setor e viabilizando, por exemplo, modernização de embarcações e a aquisição de novos equipamentos.   O Banco do Brasil conta com linhas de financiamento para investir na exploração de peixes e custear as despesas da produção. Procure o seu gerente de relacionamento para maiores informações. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 11/11/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 11 de novembro de 2024, sou Fabíola Lira, estou assessora de Agronegócios e trago a vocês hoje as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo.   Iniciando com a soja, espera-se que   Com a vitória de Donald Trump nas eleições presidências dos Estados Unidos, o mercado especulará sobre a possibilidade de o Governo eleito travar uma guerra comercial com a China, o que poderá desencadear transferência da demanda chinesa dos Estados Unidos para outros mercados, em especial, o Brasil. Os mercados se ajustarão aos dados do Relatório de oferta e demanda que o USDA divulgou na sexta-feira (08/11). A previsão climática para os próximos sete dias, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia – INMET, é que teremos chuvas em todas as regiões produtoras de soja do Brasil, embora em volumes diferentes. Com a recuperação da umidade do solo, a expectativa é que o plantio da soja siga avançando de forma bem significativa, com desenvolvimento bastante positivo das lavouras. Já a colheita da safra norte-americana avança para o final com produção recorde, que, combinado com as boas previsões climáticas para o Brasil e preparativos para o início da safra argentina, esses fatores pressionarão as cotações na CBOT. Assim, no mercado interno, no curto prazo, a cotação do dólar e a pouca oferta de soja disponível, manterão as cotações em estabilidade, enquanto para o médio e longo prazo, os vieses são de baixa.   No tocante ao milho,  O relatório semanal divulgado pelo USDA indicou que a colheita da Safra 2024/25 americana atingiu 91% da área total, estando treze pontos percentuais acima que o mesmo período do ciclo anterior. Conforme a Bolsa de Cereais na Argentina, o plantio de milho comercial para grão no país foi estimado em 37,2% da área projetada de 6,3 milhões de hectares. O órgão espera que para a Safra 2024/25 sejam produzidas 47 milhões de toneladas, contrapondo as expectativas do USDA, que são de 51 milhões de toneladas.   No Brasil, a Conab divulgará no dia 14 de novembro seu 2º Levantamento Safra 2024/25, e o mercado acompanhará as perspectivas do órgão com relação à 1ª e 2ª safra do cereal, além dos estoques finais do ciclo anterior e previsto.   Conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia, o clima deve ser favorável para as principais regiões produtoras do milho 1ª safra (verão), com chuvas regulares e bem distribuídas.   Os preços internos podem se manter estáveis com viés de alta, uma vez que o produtor pode continuar cauteloso nas vendas, buscando maiores preços.   Para o café, As chuvas trazem as primeiras floradas aos cafezais do Brasil, mas não devem ser suficientes para reverter os danos já ocorridos nas lavouras. A desvalorização do Real frente ao dólar está influenciando as cotações do mercado físico no Brasil, com alta nesses preços. Por outro lado, há baixa liquidez na comercialização por parte dos cafeicultores; Já o Vietnã, maior exportador de café robusta, vem lidando com a menor oferta em função de problemas climáticos, exportou 1,15 milhão de toneladas métricas de café nos primeiros dez meses deste ano, apresentando uma queda de 11,2% em relação ao mesmo período de 2023. Isso, por outro lado, tem impulsionado as exportações brasileiras desse tipo de grão.   E finalizando com o Boi Gordo temos que A tendência de valorização da cotação no mercado físico deve se manter durante a semana. A indústria frigorífica segue firme nas compras e o baixo nível de estoque no mercado atacadista pode favorecer o pecuarista nas negociações. O mercado de reposição deve apresentar movimento de alta, seguindo a valorização do animal terminado, uma vez que com a entrada da estação chuvosa e o começo da produção de folhas nas pastagens das principais regiões produtoras, a liquidez nas comercializações do bezerro e do boi magro deve melhorar. A valorização do dólar também deve manter o mercado externo aquecido, uma vez que a cotação do Boi Gordo na referência CEPEA/São Paulo deve seguir com preços atrativos para o comprador internacional, especialmente em relação aos principais compradores da carne brasileira. A relação de troca entre o Boi Gordo e a saca de milho deve seguir favorável ao pecuarista, estimulando os negócios, a produção e favorecendo o caixa do pecuarista, proporcionando condições de investimento em pastagens e demais produções de volumoso. Na B3, pode haver oscilação nas cotações, uma vez que na semana anterior houve fortes altas em dias consecutivos. Ainda assim, o movimento de alta deve continuar. O volume de negócios de contratos também segue em alta, gerando liquidez ao mercado e estimulando essa valorização.   Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    7 min
  • 08/11/2024 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 08 de novembro de 2024, meu nome é Danilo Teodoro, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Uberaba, Minas Gerais, e vamos conversar sobre o cenário do milho.    As cotações do cereal no mercado externo têm apresentado valorizações desde o início de novembro, fundamentado pelo aumento na demanda do milho norte-americano. O contrato referência dezembro/24 encerrou na quarta-feira cotado a US$ 4,26/bushel, elevação de quase 3% em relação ao início do mês.   A colheita no país está praticamente finalizada. De acordo com levantamento realizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicado no dia 04 de novembro, restariam apenas 9% das lavouras no campo.   Ainda hoje o USDA divulgará seu levantamento mensal de oferta e demanda global, podendo trazer volatilidade ao mercado no decorrer do dia.   No Brasil, de acordo com a Conab em publicação nesta semana, a semeadura do milho 1ª safra atingiu 42% da área total. O retorno das chuvas contribuiu para a melhora no ritmo de plantio em estados que estavam mais atrasados, como São Paulo, agora com 40% da área cultivada, e Minas Gerais, com 22%. Para os estados da região Sul, restam poucas áreas para serem implantadas.   Os preços físicos seguiram firmes. De acordo com o CEPEA, o indicador do milho referência B3 base Campinas, acumulou valorização de 13,4% no mês de outubro e atingiu seu maior valor desde meados de abril do ano passado. A elevação é justificada pela demanda interna aquecida e retração de vendas pelo produtor. No dia 06 de novembro o indicador encerrou cotado a R$74,21 por saca, alta de 1,56% em relação ao dia anterior.    O Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB e o termo de moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor das oscilações de preços e suas margens.     Atualmente, temos opções de venda (PUT) referenciadas na B3, com vencimento em:    - Janeiro/25, com strike/preço garantido entre R$ 72,89 e R$ 83,14 por saca, e  - Março/25, com strike/preço entre R$ 73,04 e R$ 84,37 por saca.    Para simular o valor do prêmio da opção, bem como consultar outros vencimentos disponíveis acesse sua conta no APP BB > Menu Agro.    Para maiores informações, consulte seu gerente de relacionamento.    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!
    4 min
  • 07/11/2024 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 7 de novembro de 2024, meu nome é Teodoro Contin, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Barretos (SP) e hoje vamos falar sobre o cenário da Pecuária de Corte.  No dia 5 de novembro de 2024, de acordo com o indicador do boi gordo CEPEA/B3, a arroba do boi gordo foi precificada em R$ 320,90, com alta de 0,03% no dia. No último dia útil de outubro, quinta-feira (31/10), na B3, aconteceu a liquidação do contrato futuro do boi gordo. A cotação da arroba nesse vencimento, segundo o indicador calculado pelo Cepea, ficou em R$315,90/@. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, as exportações de carne bovina in natura, nos dezenove primeiros dias úteis de outubro, foram de 236,2 mil toneladas, sendo 50 mil toneladas a mais do que foi exportado em todo o mês de outubro de 2023. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.638, representando alta de 0,9% em relação ao mesmo período de 2023. O mercado do boi gordo permanece fortalecido. A indústria continua com escala de abate curta, em cerca de cinco dias úteis. O volume de animais prontos para o a abate segue restrito. A entrada de salário na economia deve estimular o volume de reposição entre o varejo e o atacado na primeira quinzena do mês. É importante destacar que a carne de frango ainda é mais competitiva quando comparada a carne bovina, existindo a possibilidade de o consumidor migrar para a fonte de proteína de menor valor. Com a melhora das cotações do boi gordo, os preços dos contratos futuros na B3 se valorizaram, ofertando boas oportunidades para os confinadores se protegerem de eventuais oscilações nos preços da arroba do boi gordo no momento de venda dos animais.​ Reforçamos a necessidade de adoção das estratégias de mitigação de risco para garantia de preços. Os produtores devem aproveitar a janela de oportunidade no mercado futuro para mitigar o risco da atividade. Para isso, o BB disponibiliza as Opções Agro, atualmente temos opções de venda – Put referenciadas na B3, com vencimento em: dezembro de 2024 com preço garantido (strike) entre R$ 317,60 e 359,00 /@, e fevereiro de 2025 com strike entre R$ 308,00 e 351,00/@. Para consultar outros vencimentos e fazer uma simulação acesse o app BB, menu agro. Além disso, com o Custeio Agropecuário do BB, você pode realizar o financiamento de diferentes despesas da sua produção e garantir os melhores insumos para um ciclo pecuário bem-sucedido.  Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 06/11/2024 - Cenário da silvicultura
    Olá, hoje é terça-feira, 06 de novembro de 2024 meu nome é Rodrigo Rodrigues, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Campinas – SP e falaremos sobre a retenção de carbono pelas florestas. Atualmente temos muitos comentários sobre a retenção de carbono nas florestas, sejam naturais ou sejam de reflorestamento. Qual a árvore com maior capacidade? Vale a pena reflorestar ou manter as que já estão vivas? O que devemos fazer? Temos estudos que demonstram a capacidade de retenção de carbono atmosférico, inclusive pela parte aérea e raízes dos vegetais. No que vamos acreditar?  Vamos comparar o Eucalipto com o Pinus e mencionar o potencial de sequestro de carbono com relação aos biomas brasileiros.  Segundo a Sociedade Brasileira de Silvicultura- SBS o sequestro de carbono atmosférico para o Eucalipto gira em torno de 10 ton.C.ha-¹ ano enquanto pro Pinus o mesmo fica em torno de 7. Temos estudos demostrando que a proporção de sequestro de carbono varia de acordo com a árvore cultivada fazendo com que o Pinus tenha uma melhor retenção de carbono nas raízes enquanto o Eucalipto retém mais nas partes aéreas. A Araucária, como Rainha das Árvores, retém, aproximadamente, 18,59 ton.C.ha-¹ ano, Seringueiras, 9,15, e, as, espécies nativas como Angico, Massaranduba, Ipê, Jequitibá e Canela-preta, em média, 2,59. Observa-se que a retenção de carbono nas árvores nativas, é, comparativamente menor que no Pinus e Eucalipto, porém, se deve considerar as vantagens biológicas destas em referência às florestas plantadas e que, a cada 7 árvores plantadas, retendo carbono num período de 20 anos, sequestram 1 tonelada de carbono, retirando o mesmo da atmosfera. Então? A rainha, sabemos quem é, mas, quem é o Rei e quem é o Cavaleiro? Pinus retém bem mais carbono nas raízes do que o Eucalipto, porém o Eucalipto retém muito mais do que o Pinus na parte aérea (aproximadamente mesmo volume total – um na parte aérea e outro nas raízes). Na dúvida, contem com o BB para contratar o Renovagro, tanto para o cultivo do eucalipto, quanto de pinus. Assim também estarão contribuindo para o sequestro de carbono atmosférico e com o meio ambiente! Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 05/11/2024 - Cenário climático
    Olá, hoje é terça-feira, 05 de novembro de 2024 meu nome é Marcelo Matsumura, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Piracicaba – SP e falaremos sobre o cenário climático. O último relatório da NOAA, cita a previsão de um La Niña fraco e de curta duração devido verificação de temperaturas abaixo da média nos pontos de monitoramento no Oceano Pacífico. No Brasil, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), ainda observam condições de neutralidade. Para este mês, o Instituto Nacional de Meteorologia – INMET indica previsão de chuvas acima da média em grande parte da região Sudeste, Goiás, centro-leste do Mato Grosso, Acre e Amazonas. A região Sul terá precipitação na faixa normal, com algumas localidades acima da média. Para grande parte da região Nordeste, centro-norte do Pará, Amapá, Roraima, sudoeste do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, são previstas chuvas próximas e abaixo da média. A previsão indica temperatura acima da média em grande parte do país, com possibilidade de ocorrência das ondas de calor. São previstos valores abaixo da média em áreas pontuais do Sudeste e Sul, devido a ocorrência de dias consecutivos com chuva que podem amenizar a temperatura. Devido ao prognóstico climático do INMET, as culturas de verão de parte do sudeste e centro-oeste podem ser beneficiadas com o aumento da umidade e do nível de água do solo. Em locais do Sul, onde existem lavoura de inverno, o excesso de chuvas, além de prejudicar colheitas, pode atrasar o plantio da nova safra. Com a possibilidade de ondas de calor, algumas lavouras sensíveis à temperatura mais alta, principalmente frutas e hortaliças, podem ter sua qualidade prejudicada com o evento. Assim, atentando para o plantio da safra de verão, e aos eventos climáticos ocorridos de forma recente, o planejamento da safra associado ao monitoramento do clima são ferramentas importantes para a tomada de decisões. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min

About BBCast Agro

From the publisher's feed

Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…