BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 21/10/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, dia 21 de outubro de 2024, sou Fabiola Lira, estou Assessora de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.    

    Iniciando com a soja, espera-se que haja grande atenção do mercado nas condições climáticas do Brasil, com expectativa de chuvas mais expressivas sobre as regiões produtoras, que permitirão um ritmo melhor do plantio. Ainda há um atraso significativo, o que também deixa os traders em alerta. A excelente evolução da colheita e a totalização da safra nos Estados Unidos já são fundamentos conhecidos, embora, o programa de exportação e a originação de compras chinesas no mercado estadunidense ainda influencie a CBOT. Com o clima do Brasil em foco complementamos que o INMET – Instituto Nacional de Meteorologia, informou que há previsão de chuvas na região central do país nesta semana, com nebulosidade e convergência de umidade para o Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e São Paulo, as chuvas se intensificam com previsão de pancadas de chuva e acumulados acima de 80 mm. Permanece no radar, os desdobramentos do conflito bélico no Oriente Médio, podendo causar possíveis distorções nos mercados de petróleo e o de commodities agrícolas. Com previsões climáticas favoráveis e expectativas de safra cheia o mercado interno se ajustará com viés de baixa para curtos e médios prazos.  

    No tocante ao milho, a colheita estadunidense chegou a 47% da área, de acordo com o USDA. O ritmo encontra-se oito pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos. De acordo com Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), a previsão climática para os próximos dias nos Estados Unidos aponta para precipitações acima da normalidade, entretanto, não são volumes elevados, o que pode continuar favorecendo o avanço da colheita no país e pressionar negativamente as cotações na CBOT. No Brasil, a Conab divulgou seu 1º Levantamento safra 2024/25 no dia 15/10. O órgão apontou pequena queda na área total cultivada, sendo esperado 21 milhões de ha, ante 21,05 da safra anterior. A produção total foi estimada em 119,73 milhões de toneladas, aumento de 3,48% ante à safra 2023/24. De acordo com progresso de safra, divulgado pelo órgão no dia 14/10, o plantio do milho 1ª safra chegou à 28,8% da área total. Os preços no curto prazo podem se estabilizar, uma vez que são previstos bons volumes de chuvas para o Centro-Oeste e Sudeste, favorecendo os cultivos de verão.      

    Para o café, destaca-se que o mercado está de olho no clima das regiões produtoras, a volta das chuvas nas principais regiões ainda não apresentou um volume suficiente para amenizar os efeitos nas lavouras frente ao longo período de estiagem o que iria diminuir a volatilidade dos preços no mercado. As Altas temperaturas e a falta de chuvas podem influenciar a produção de café 24/25. O Vietnã prevê queda na produção de café, após a seca ocorrida durante o período de produção. O mercado cafeeiro segue em sua tendência de alta nas cotações à medida que as perspectivas ainda trazem preocupações com a oferta no curto e médio prazos, a baixa dos estoques nos mercados internos e externos, e o aumento do consumo da bebida no mundo.  

    Quanto ao boi gordo, é importante frisar que a última quinzena do mês normalmente apresenta um ritmo lento de reposição entre o varejo e o atacado, uma vez que o consumidor se encontra menos capitalizado. Assim, ocorre uma migração para o consumo de fontes de proteínas mais baratas por parte da população que possui uma renda menor, como a carne de frango, de porco e ovo. Diante de uma Indústria com escala de abate curta, em cerca de cinco dias úteis na média nacional, o ambiente de negócios sugere um preço da arroba do boi gordo fortalecido no cenário de curto prazo. O bom ritmo de exportação da carne bovina in natura deve contribuir para manter o movimento de alta dos preços no mercado interno. O viés de alta do boi gordo no mercado físico refletiu positivamente no mercado futuro ao longo da semana, abrindo janelas de oportunidade para se mitigar o risco da atividade, utilizando-se de ferramentas de trava de preço, como o contrato a termo e as opções. A Indústria conta predominantemente com animais terminados em sistema de confinamento. Desse modo, o produtor deve se atentar a oscilação de preços dos insumos utilizados na alimentação, como o milho, por exemplo, um dos principais ingredientes utilizados na dieta. Sugere-se, também, a utilização de mecanismos de proteção de preço para a alta do insumo.  

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    7 min
  • 18/10/2024 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira 18 de outubro de 2024, meu nome é Luciano Scuccuglia,
    Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Avaré/SP, e falaremos sobre o 
    cenário da soja.
    No relatório do USDA divulgado no dia 11/10, para a safra norte-americana, houve 
    uma ligeira redução na expectativa da produção de 124,81 para 124,7 milhões de 
    toneladas, entretanto, os estoques finais ficaram mantidos em 14,97 milhões de 
    toneladas. A produção mundial de soja foi estimada em 428,92 milhões de toneladas, 
    frente aos 429,20 milhões do relatório de setembro. Assim, os estoques finais também 
    tiveram uma correção acanhada, saindo de 134,58 para 134,65 milhões de toneladas.
    A colheita da safra dos Estrados Unidos, em 14/10 já avança acima dos 50%, da área 
    plantada. 
    No Brasil, a previsão é de chuvas nos próximos dias, beneficiando o plantio e afastando 
    os temores quando ao desenvolvimento da nova safra. O plantio atingiu 9,1% da área 
    projetada, que segue ainda atrasada, embora, com a previsão do retorno das chuvas, a 
    semeadura deverá ganhar ritmo nos próximos dias. Para a produção brasileira, o USDA 
    manteve as estimativas em 169 milhões para 2024/25. Para a Argentina, safra 2024/25, 
    é estimada em 51 milhões de toneladas, sem alteração sobre o mês anterior.
    O contrato de soja na CBOT com vencimento em novembro/24 encerrou o dia 16/10
    cotado a US$ 9,79/bushel. O mercado registrou baixas, diante da confirmação da super 
    safra nos EUA e retorno das chuvas nos principais estados produtores do Brasil, 
    seguindo a tendência predominante do fundamento oferta com correções técnicas no 
    mês de setembro. 
    O indicador CEPEA em 16/10 foi cotado a R$ 142,03 por saca, apresentando
    lateralidade nas cotações para o início de outubro. Os fatores que contribuíram para a 
    manutenção dos preços internos foram: a demanda interna pela indústria processadora
    e manutenção dos prêmios positivos nos portos.
    Para o produtor ter maior segurança, previsibilidade em seu fluxo de caixa e gerar 
    oportunidades negociais para comercialização de sua safra, o BB disponibiliza a linha 
    de crédito de investimento (PCA) destinada à construção, ampliação e reforma de 
    unidades de recepção, beneficiamento e armazenagem de grãos, Operação de 
    travamento de cambio (NDF) e as Opções Agro BB. Atualmente, temos opções de 
    venda (PUT) de soja referenciadas na CBOT, com vencimento em:
    - fev/25 com strike/preço garantido entre 9,40 e U$ 9,99/bushel e
    - abril/25 com strike entre U$ 9,50 e U$ 10,14/ bushel
    Você pode consultar outros vencimentos e faz/er simulações diretamente no APP BB, 
    acessando “Menu”, “Agro” e depois “Contratar opções Agro.”
    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do 
    Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima
    4 min
  • 17/10/2024 - Cenário da suinocultura
    Olá, hoje é 17 de outubro de 2024, meu nome é Luciane Seraphim, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Santo Ângelo RS e falaremos sobre o cenário da suinocultura.

    O cenário atual da suinocultura brasileira continua favorável, com projeções de preços mais altos, oferta ajustada no mercado interno e exportações em alta.

    As exportações de carne suína brasileira em setembro de 2024 foram de 119 mil toneladas, o que representa um aumento de 7% em relação ao mesmo período de 2023, segundo levantamento da SECEX. Este desempenho foi o segundo melhor da história do setor, ficando atrás apenas de julho de 2024. Este crescimento das exportações de carne suína deve-se principalmente às maiores compras de países asiáticos, como as Filipinas e o Japão, conforme dados do CEPEA.

    Conforme levantamentos do CEPEA, o poder de compra dos suinocultores paulistas frente ao milho cresceu pelo oitavo mês consecutivo e, em relação ao farelo de soja este crescimento ocorreu pelo terceiro mês consecutivo. Isto é decorrente das altas dos preços do suíno vivo em relação a estes insumos. Em São Paulo o preço recebido em setembro foi de R$ 8,95 o kg vivo.

    De acordo com a Embrapa Aves e Suínos, o índice de custo de produção do suíno no mês de setembro sofreu leve aumento de 0,06% em relação a agosto, sendo o custo de capital responsável pela alta. No estado de Santa Catarina, no mês de setembro, o custo para produzir um quilo de peso vivo de suíno foi de R$ 5,91.

    O suinocultor deve manter um planejamento para a compra de insumos, acompanhando as tendências dos preços dos grãos. Para isto, ele pode realizar o financiamento de diferentes despesas da sua produção com o Custeio Agropecuário do BB e garantir os melhores insumos para um ciclo pecuário bem-sucedido.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 16/10/2024 - Cenário do café arábica
    Olá, hoje é quarta-feira, 16 de outubro de 2024, eu sou Rossana Maria Claudio, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Vitória da Conquista Bahia e vamos falar sobre o mercado de café arábica. 

    As vendas de café arábica já alcançaram 58% da produção, superando o mesmo período do ano passado, quando eram 52%, mas ainda ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco anos, que gira em torno de 60%.  

    O produtor brasileiro voltou a acelerar as vendas de arábica, impulsionado pelos preços elevados devido à tensão climática causada pela falta de chuvas no Brasil. As previsões indicam chuvas significativas nas próximas semanas, especialmente em Minas Gerais e São Paulo, o que pode aliviar o estresse hídrico e favorecer a florada do café. Essa mudança é crucial para o desenvolvimento da safra 25/26, embora parte do potencial produtivo já possa ter sido prejudicada pela seca prolongada, mantendo o setor em alerta para possíveis impactos a médio e longo prazo. 

    Outro fator relevante é o início da colheita no Vietnã, que deve aumentar a oferta global e gerar uma pressão baixista adicional nos preços a curto prazo. No entanto, a longo prazo, a perspectiva de déficit global, com a queda na produção de robusta e os baixos estoques, pode favorecer uma recuperação dos preços no futuro.  

    Diante dessas incertezas climáticas, de mercado e da produção de café, principalmente no Brasil, a volatilidade dos preços deve continuar. No mercado interno, as principais praças registraram uma média de R$ 1.443,00 por saca de café arábica.  

    O Banco do Brasil oferece crédito para custeio, investimento e comercialização, auxiliando na condução eficaz da lavoura, proteção contra intempéries e fixação de preços, permitindo ao produtor assegurar margens em um mercado volátil e com preocupações climáticas.  

    Como mecanismos de proteção de preços, o BB disponibiliza o termo de mercadoria e as opções agro, que ajudam a garantir um preço mínimo para a safra, protegendo a rentabilidade do produtor em momentos de incerteza.  

    Contate seu gerente Agro e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 15/10/2024 - Cenário do pequi
    Olá, hoje é terça-feira, 15 de outubro de 2024, meu nome é Sttefanne Camp, sou Assessora de Agronegócios em Campinas-SP e falaremos sobre uma fruta nacional, o Pequi.  

    Segundo a EMBRAPA, o pequi é fruta nativa do cerrado brasileiro e seu significado na língua indígena, “casca espinhosa”. É uma árvore alta, cuja ocorrência é maior na Região Centro-Oeste e em parte das Regiões Sudeste, Norte e Nordeste do país.  

    Sendo considerada uma planta perene, a qual pode ser classificada como frutífera ou oleaginosa, seus frutos podem ser utilizados de várias formas, a mais conhecida é no consumo direto do caroço em cozidos de carne ou frango, no feijão, no arroz e no conhecido baião de dois.  

    Assim, é um produto utilizado na alimentação das populações que vivem ao redor das áreas de ocorrência das plantas, fornecendo parte dos aportes energéticos e nutricionais, principalmente para as famílias carentes, durante sua safra.  

    Como oleaginosa, é extraído um óleo que, além de uso na culinária, é empregado na indústria de cosméticos, na produção de sabão, com potencial para biodiesel e, apesar de conhecimentos empíricos, é utilizada no combate a gripes e resfriados.  

    Quando possível, sua madeira pode ser utilizada em diversos usos, desde calções de bate-estacas, mourões e até em construções civis e navais, em virtude de sua resistência e alta densidade.  

    Apesar dessas características, estudos mais profundos e publicados em relação ao pequizeiro são relativamente recentes. Temos como exemplo o “pequi sem espinhos” lançados a dois anos atrás pela EMBRAPA e EMATER/GO, o qual foi um trabalho de 25 anos de pesquisa entre as duas instituições, contando também com a parceria de produtores rurais.  

    Dessa forma, com esse processo de “domesticação da espécie”, aumenta também o conhecimento agronômico desta importante fruta do Cerrado, possibilitando não somente o cultivo para a geração de renda extra, mas também auxiliar na preservação e recuperação deste Bioma, que foi fortemente atingido pelos incêndios esse ano.  

    Assim, o Banco do Brasil conta com linha completa de investimentos para que o produtor possa implantar pomares comerciais e auxiliar na preservação e recuperação do Meio Ambiente.   

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    4 min
  • 14/10/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, dia 14 de outubro de 2024, sou Fabiola Lira, estou Assessora de Agronegócios e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.  

    Iniciando com a soja, espera-se que, de acordo com o relatório mensal de oferta e demanda do USDA, haja uma pequena redução das estimativas para a safra e os estoques finais de soja dos EUA 2024/25, bem como um leve corte no quadro de oferta e demanda mundial da soja.

    O fundamento clima ganhará mais relevância, principalmente, para o Brasil. Segundo o INMET – Instituto Nacional de Meteorologia, a previsão de retorno das chuvas na região central do país será nesta semana, com a convergência de umidade, para o norte do MT, GO, DF, MG e MS, podendo ocorrer pancadas de chuva isoladas, contribuindo para acelerar o plantio da nova safra.

    Seguem no radar os desdobramentos do conflito bélico no Oriente Médio, podendo causar possíveis distorções nos mercados de petróleo e o de commodities agrícolas. 

    Com o avanço da colheita norte americana e consolidação da supersafra, o mercado sofrerá o efeito da sazonalidade da oferta da colheita, ocorrendo a preferência da originação das compras para lá pelos principais importadores. 

    No Brasil, o retorno das chuvas beneficiará os trabalhos de plantio e irão pressionar as cotações. Assim os mercados irão se ajustar, podendo ter viés de baixa para os curtos e médios prazos nas cotações internas.  

    No tocante ao milho, conforme a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), a previsão climática para os próximos dias nos Estados Unidos aponta clima favorável para a colheita, o que ajuda a pressionar negativamente as cotações na CBOT.

    O relatório de Oferta e Demanda do USDA, apesar de ter apresentado pequena redução nos estoques finais globais e americanos, vieram dentro das estimativas do mercado.

    Na Argentina, segunda a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o plantio atingiu 13,7% da área esperada de 6,3 milhões de hectares, porcentagem maior do que no mesmo período do ano passado, isso se deve a maior velocidade de plantio dos agricultores, devido à redução de 20% na área cultivada, o que representa 1,6 milhão de hectares a menos plantados.

    No Brasil, a CONAB divulga no próximo dia 15 o primeiro acompanhamento da safra brasileira 24/25. A ocorrência de chuvas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste podem favorecer o plantio do milho verão e soja, trazendo novos números de progresso da área plantada, especialmente para o estado do Mato Grosso, onde o atraso no plantio da soja é mais significativo e prejudica a janela ideal do plantio do milho 2ª safra.    

    Para o café, destaca-se que o mercado segue volátil conforme previsões climáticas e de disponibilidade do produto.

    No Brasil, as altas temperaturas e falta de chuvas podem influenciar a produção de café 24/25. 

    No Vietnã a previsão é de queda na produção de café, após a seca ocorrida durante o período de lavra.

    O mercado cafeeiro segue em sua tendência de alta nas cotações, à medida que as perspectivas ainda trazem preocupações com a oferta nos curto e médio prazos.  

    Quanto ao boi gordo, é importante frisar que será encerrada a parceria entre o CEPEA e a B3 para a elaboração do Indicador do Boi Cepea/B3 depois de 30 anos.

    A partir de fevereiro de 2025 a B3 passará a considerar a cotação apurada pela consultoria de mercado Datagro, hoje com uma base de dados de três mil pecuaristas e 120 frigoríficos.

    Quanto aos preços, há expectativa de estabilização no mercado físico, devido à entrada dos animais confinados.

    Na B3, as cotações para mercado futuro vêm se mantendo estáveis e abaixo dos praticados no mercado físico do estado de São Paulo.

    A indústria frigorífica segue firme nas compras, mas atenta ao nível de estoque no mercado atacadista, que tem o desafio de repassar o preço para o consumidor.  

    O volume de negócios de contratos também segue em alta, gerando liquidez ao mercado e se valorizando.  

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 11/10/2024 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 11 de outubro de 2024, meu nome é Leandro Milléo, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Presidente Prudente-SP, e vamos conversar sobre o cenário do milho.   

    Os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago, apresentaram volatilidade nos últimos dias, com leve alta. O contrato referência dezembro/24 encerrou na quarta-feira cotado a US$ 4,21/bushel, elevação de 0,12% em relação ao pregão do dia anterior.  

    O clima quente e seco no Centro-Oeste americano previsto para as próximas 2 semanas favorece a colheita do milho, aliado com as boas perspectivas de produção, acabam limitando maiores altas. Conforme publicação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), no dia 07 de outubro, a colheita no país chegou a 30% da área, estando três pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos em relação ao mesmo período.  

    No Brasil, o destaque se dá para o avanço no plantio do milho 1ª safra, segundo publicação semanal de acompanhamento das lavouras da CONAB, o órgão apontou que 25,9% do milho 1ª safra já foi semeado, principalmente na região sul do país. O estado mais avançado no plantio é o Paraná, com 74% da área, seguido pelo Rio Grande do Sul com 73% e Santa Catarina com 55%.  

    Outro destaque são os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) que informou que o volume embarcado de milho ao longo do mês de setembro alcançou cerca de 6.500.000 toneladas. No acumulado do ano já foram exportadas 24,3 milhões de toneladas, 28% de redução em comparação com 2023, onde até o fim de setembro haviam sido exportadas 33,9 milhões de toneladas. Os preços no mercado físico seguem movimento positivo, conforme observado desde o início desse mês. O indicador do milho referência CEPEA/B3 no dia 09/10 encerrou cotado a R$ 67,07 por saca, alta de 4,31% no mês.  

    O mercado doméstico acompanha com atenção o clima quente e seco no Brasil, sobretudo o ritmo mais lento do plantio da soja, principalmente no estado do Mato Grosso, onde segundo dados da CONAB o plantio está com 3,7% da área semeada, contra 19,1% no mesmo período da safra passada, este atraso no plantio da soja poderá prejudicar a janela ideal de semeadura do milho 2ª safra.        

    O Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB e o termo de moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor das oscilações de preços e suas margens.    

    Atualmente, temos opções de venda (PUT) referenciadas na B3, com vencimento em:


    • Novembro/24, com strike/preço garantido entre R$ 66,51 e R$67,96 por saca
    • Janeiro/25, com strike/preço entre R$ 68,81 e R$ 71,42 por saca


    Para simular o valor do prêmio da opção, bem como consultar outros vencimentos disponíveis acesse sua conta no APP BB > Menu Agro.   

    Para maiores informações, consulte seu gerente de relacionamento.   

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!
    4 min
  • 10/10/2024 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 10 de outubro de 2024, meu nome é Emerson Gheri, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Rio Verde (GO) e vamos falar sobre o cenário da Bovinocultura de Corte. 

    No dia 8 de outubro de 2024, de acordo com o indicador do boi gordo CEPEA/B3, a arroba do boi gordo foi precificada em R$ 294,20, com queda de 0,36% no dia. Na B3, o contrato futuro de outubro de 2024 fechou o dia cotado em R$ 290,85.

    Segundo dados da Secretaria de comercio exterior, as exportações de carne bovina in natura chegaram a 251 mil toneladas em setembro de 2024, valor recorde de volume exportado. Na primeira semana de outubro foram exportadas 39,8 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.595, representando estabilidade em relação a setembro de 2023.

    A escala de abate da Indústria permanece curta, com cerca de seis dias úteis na média pais, o que sugere viés de alta na cotação da arroba do boi gordo para os próximos dias, cenário fortalecido pela redução na oferta de animais terminados, entrada de salário na economia estimulando o bom ritmo de reposição entre o varejo e o atacado, e o elevado volume de exportações de carne bovina. 

    Com o preço firme do boi gordo, as cotações dos contratos futuros na B3 se valorizaram, demonstrando esse otimismo através dos contratos para outubro, novembro e dezembro de 2024, com valores acima de R$ 285,00/@, oferecendo boas oportunidades para os confinadores se protegerem de eventuais oscilações nos preços no momento de venda dos animais. 

    O terminador pode aproveitar negócios com deságio do Boi Magro em relação ao Boi Gordo, fazendo uma reposição estratégica com preço médio favorável.

    Reforçamos a necessidade de adoção das estratégias de mitigação de risco para garantia de preços. Os produtores devem aproveitar a janela de oportunidade no mercado futuro para mitigar o risco da atividade.

    Para isso, o BB disponibiliza as Opções Agro, atualmente temos opções de venda – Put referenciadas na B3, com vencimento em:
    • outubro de 2024 com preço garantido (strike) entre R$ 288 e 290 /@
    • novembro de 2024 com strike entre R$ 282 e 288/@

    Para consultar outros vencimentos e fazer uma simulação acesse o app BB, menu agro.

    Além disso, com o Custeio Agropecuário do BB, você pode realizar o financiamento de diferentes despesas da sua produção e garantir os melhores insumos para um ciclo pecuário bem-sucedido.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    5 min
  • 09/10/2024 - Cenário do feijão
    Olá, hoje é quarta-feira, 09/10/2024, meu nome é Carlos Brunelli, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil e falaremos sobre o cenário do feijão. 

    Segundo o 12º Levantamento da Safra Brasileira de Grãos da CONAB, a produção total de feijão no Brasil deve ser de 3 milhões e 249 mil toneladas na safra 2023/2024, sendo 942 mil toneladas de feijão 1ª safra, 1 milhão 512 mil toneladas de feijão 2ª safra e 795 mil toneladas de feijão 3ª safra.

    No Paraná, maior produtor de feijão preto do Brasil, os produtores retomaram a produção neste início da safra 2024/2025, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), a previsão para o início de safra é de que o plantio seja 29% maior que no mesmo período de 2023, com área estimada em 138 mil e quinhentos hectares sendo que mais da metade desta área já está semeada. Apesar da seca no início de setembro, a chuva dos últimos dias ajudou e os produtores iniciaram o plantio. O valor da saca passou de R$ 305, o que tem incentivado os produtores. Os preços mais baixos da soja é outro fator que tem incentivado o aumento da área plantada de feijão preto. 

    Segundo o Deral, se as condições climáticas forem favoráveis, o Paraná poderá produzir 266 mil e 800 toneladas de feijão preto, um volume 66% maior do que as 160 mil toneladas colhidas entre novembro de 2023 e fevereiro de 2024, período conhecido como a primeira safra ou safra de verão.

    Esse aumento nos preços é impulsionado pela expectativa de continuidade nas exportações de feijão preto para países da América Latina, como México e Venezuela. Esses dois países receberam mais de 10 mil toneladas do Paraná. Essas exportações, incomuns, fizeram com que o Paraná ampliasse sua participação no mercado externo e se aproximasse do Mato Grosso, maior exportador do país.

    Com relação ao Feijão Carioca Extra, safra nova, o preço da saca de 60 quilos na região de Unaí (MG), atualmente é de R$238,00.

    O Banco do Brasil, principal parceiro do agronegócio brasileiro, coloca à disposição dos produtores rurais, linhas de crédito de investimento e custeio para a cultura do feijão. 

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.  

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima! 
    4 min
  • 08/10/2024 - Cenário climático
    Olá, hoje é terça-feira, 08 de outubro de 2024 meu nome é Marcelo Matsumura, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Piracicaba – SP e falaremos sobre o cenário climático.

    Apesar de ocorrerem divulgações de que o La Niña começou, no último relatório da NOAA, os modelos estatísticos consideravam uma possível transição para uma La Niña para meados de outubro.

    De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia – INMET, em geral, nos anos de La Niña, ocorre redução da chuva na Região Sul do País, enquanto nas regiões Norte e Nordeste, há um aumento da chuva. Entretanto, é importante destacar que o clima no Brasil não é apenas influenciado pela atuação desse fenômeno, pois existem outros fatores a serem considerados, que também interferem nas condições de tempo e clima no País, podendo atenuar ou intensificar os efeitos do La Niña, fatores esses também considerados nas previsões climáticas.

    Para este mês, o INMET indica previsão de chuvas acima da média em grande parte da Região Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul do Rio de Janeiro e Minas Gerais, pouco acima da média no sudoeste do Amazonas, Pará, e norte de Rondônia, com chances do retorno gradual das chuvas para a parte central do País, durante a segunda quinzena.

    A previsão de temperatura indica que deverão ser acima da média em grande parte do país, com possibilidade de ocorrência das ondas de calor. São previstos valores abaixo da média no Rio Grande do Sul, e áreas pontuais de Santa Catarina e Paraná.

    Devido ao prognóstico climático do INMET, as culturas de verão de parte do sudeste e MS podem ser beneficiadas em áreas onde prevê-se o retorno gradual das chuvas. Ao passo que, o excesso de chuvas, tal como ocorre no RS, pode atrasar o atual plantio.

    Desta forma, com a atenção centrada no plantio da safra de verão, e aos eventos climáticos ocorridos nos últimos anos ou mais recentemente, o planejamento da safra associado ao monitoramento do clima são ferramentas importantes para a tomada de decisões. 

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min

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Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…