BBCast Agro

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By BrotoBusiness
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BBCast Agro episodes

  • 07/10/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, dia 07 de outubro de 2024, me chamo Sacha Tesck, Assessora da Dirag e trago a vocês as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil, para o movimento de preços no curto prazo, para as commodities soja, milho, café e boi gordo.  

    Iniciando com a soja, espera-se que com a divulgação no dia 11/10, do relatório de oferta e demanda mensal do USDA, continuem, sem muitas alterações, os principais fundamentos de produção e estoques finais. Há também o retorno da China ao mercado, após seu feriado: Golden Week. O ritmo de colheita nos EUA não deverá ter alteração, chuvas irregulares com pequenos volumes podem ocorrer, embora, sem causar grandes transtornos. A atenção do mercado volta-se para o clima no Brasil, com as previsões mostrando melhora das condições a partir da segunda quinzena de outubro. Do lado geopolítico, as preocupações com a escalada do conflito no Oriente Médio, as pressões sobre as cotações do petróleo e a logística marítima irão influenciar as cotações no mercado. A pressão sazonal do avanço da colheita nos EUA, a demanda da China pós feriado e atrasos no plantio da soja no Brasil, devem manter o mercado interno com viés de estabilidade para o curto prazo e de baixa para o médio prazo.  

    No tocante ao milho, de acordo com National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), a previsão climática para os próximos dias nos Estados Unidos aponta para precipitações abaixo da normalidade em boa parte do cinturão agrícola no país, isso pode favorecer o avanço da colheita e pressionar negativamente as cotações na CBOT. Em relatório semanal divulgado pelo USDA, o órgão apontou que a colheita no país chegou à 21% da área. O ritmo está três pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos. Com relação às condições das lavouras, 64% foram consideradas entre boas e excelentes. Houve redução de um ponto percentual em relação à semana anterior.  No dia 11 de outubro, o USDA divulgará seu relatório de oferta e demanda mundial de grãos, referente ao mês corrente, podendo trazer volatilidade adicional ao mercado. No Brasil, as preocupações com o clima e o ritmo de plantio da safra verão podem manter os preços físicos em elevação. Para o Centro Oeste e Sudeste, de acordo com o Inmet. a previsão para os próximos dias é de tempo quente e seco na maior parte das regiões,  

    Para o café, destaca-se que o mercado segue sustentado pelo clima no Brasil e no Vietnã. A expectativa da chegada de chuvas sobre os cafezais brasileiros continua provocando uma intensa volatilidade nas cotações do café em Nova Iorque e Londres.  Seca e altas temperaturas no Vietnã no primeiro semestre do ano também mantém as expectativas de uma safra menor no país em 24/25 que deverá ser colhida nas próximas semanas. Analistas também monitoram a situação da greve nos portos da costa leste dos EUA, que agrava o problema de oferta da commodity no país. O mercado cafeeiro segue em sua tendência de alta nas cotações, à medida que as perspectivas ainda trazem preocupações com a oferta no curto e médio prazo.  

    Quanto ao boi gordo, é importante frisar que há expectativa de novas valorizações no mercado físico, devido à falta do animal terminado. A indústria frigorífica segue firme nas compras e o baixo nível de estoque no mercado atacadista pode favorecer o pecuarista nas negociações. O terminador pode aproveitar negócios com deságio do Boi Magro em relação ao Boi Gordo e com pouco ágio em relação ao bezerro, fazendo uma reposição estratégica com preço médio favorável no ciclo que se inicia. Na B3, pode haver oscilação nas cotações, uma vez que houve na semana anterior fortes altas em dias consecutivos. Ainda assim, a expectativa é de manutenção do movimento altista. O volume de negócios de contratos também segue subindo, gerando liquidez ao mercado e estimulando sua valorização.  

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    6 min
  • 04/10/2024 - Cenário da soja
    Olá, hoje é sexta-feira 04 de outubro de 2024, meu nome é Giuliano Pradella, Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Chapecó/SC, e falaremos sobre o cenário da soja.

    Nos Estados Unidos as lavouras estão em fase de colheita, com 26% da área cultivada já colhida, seguindo com ritmo acima da registrada na safra anterior e na média plurianual para o período. Problemas pontuais com clima trouxeram dúvidas sobre o potencial produtivo, no entanto, todas as previsões apresentam uma safra recorde no segundo maior produtor de soja do mundo.

    No Brasil, o plantio teve início com atraso em setembro, cerca de 2,4% dos 47,4 milhões de hectares estimados para o cultivo já foram semeados, destaque para o PR com 10%, MS com 3% e MT 2,6%. Há preocupação com o clima seco em boa parte da região produtora na faixa centro norte do país. Na região Sul, os modelos de previsão europeu e norte-americano indicam chuvas para primeira quinzena de outubro.

    A Agência de Previsão Climática e Atmosfera (NOAA) dos Estados Unidos, indica mais de 60,0% de chance de instalação de um evento de La Niña nesta primavera. Salientamos que, a intensidade prevista para o La Niña é baixa e há chances de neutralidade, deixando os modelos meteorológicos incertos para o início desse ciclo produtivo à cultura da soja.

    O contrato de soja na CBOT com vencimento em novembro/24 encerrou o dia 30/09 cotado a US$ 10,56/bushel. O mercado vem apresentando recuperação com alta de 5,7% no mês de setembro, refletindo a seca na colheita nos EUA, no BRA e demanda chinesa firme. 

    O indicador CEPEA em 30/09 foi cotado a R$ 141,15 reais por saca, apresentando valorização de 2,19 em setembro. Os fatores que contribuíram para a manutenção dos preços internos foram: a demanda interna pela indústria processadora frente a disputa pela safra menor 23/24 e manutenção dos prêmios positivos nos portos.

    Para o produtor ter maior segurança, previsibilidade em seu fluxo de caixa e gerar oportunidades negociais para comercialização de sua safra, o BB disponibiliza a linha de crédito de investimento (PCA) destinada à construção, ampliação e reforma de unidades de recepção, beneficiamento e armazenagem de grãos, Operação de travamento de cambio (NDF) e as Opções Agro BB. Atualmente, temos opções de venda (PUT) de soja referenciadas na CBOT, com vencimento em:
    • fev/25 com strike/preço garantido entre 10,24 e U$ 10,73/bushel 
    • abril/25 com strike entre U$ 10,33 e U$ 10,86/ bushel

    Você pode consultar outros vencimentos e faz/er simulações diretamente no APP BB, acessando “Menu”, “Agro” e depois “Contratar opções Agro.”

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 03/10/2024 - Cenário do leite
    Olá, hoje é 03 de outubro de 2024, meu nome é NATALY VILLA, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Bauru (SP) e vamos falar sobre o cenário da Bovinocultura de Leite. De acordo com o CEPEA, desde janeiro de 2024, os preços do leite apresentam alta. O leite captado em agosto de 2024 teve aumento de 0,5% na “Média Brasil”, em relação ao mês anterior, chegando a R$ 2,7607/litro. Esse valor é cerca de 22,7% maior que o registrado em agosto de 2023. Segundo a EMBRAPA, os custos subiram pelo quarto mês consecutivo. Em agosto de 2024 ocorreu um aumento de 3,5%, comparado ao mês anterior, influenciado pela energia e combustível. Comparado com o mesmo período do ano anterior, observamos uma alta de 2,2%. Em agosto de 2024 foram importados 182,7 milhões de litros em equivalente leite, que corresponde a uma redução de 25% em relação ao mês anterior. No mês foram exportados 4,1 milhões de litros em equivalente-leite, o que corresponde a uma queda mensal de 57%. Conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), o déficit da balança comercial (em volume) subiu 12,47% de julho para agosto, e o saldo acumulado de 2024 está deficitário em 1.436 milhões de litros em equivalente leite, correspondendo a US$ 620 milhões. Em consulta aos Conseleites do Paraná (PR), Minas Gerais (MG), Rio Grande do Sul (RS) e Santa Catarina (SC), a projeção do preço do leite para setembro sugere uma melhora. Diante deste cenário, o produtor de leite pode buscar a melhor gestão de custos dentro da porteira contando com as linhas de Custeio do BB para aquisição de insumos no momento oportuno. Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima.
    3 min
  • 02/10/2024 - Cenário do café conilon
    Olá! Hoje é quarta-feira, 02 de outubro de 2024. Me chamo Gildenize Barbosa Ferreira de Oliveira, sou Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Linhares, Espírito Santo, e vamos falar sobre o cenário do café conilon.

    O clima desfavorável dos últimos quatro meses, marcado por altas temperaturas e falta de chuvas, pode afetar a próxima safra, comprometendo o pegamento dos frutos a longo prazo e reduzindo a produtividade. Fatores climáticos têm um impacto significativo na cultura do café, mesmo em lavouras irrigadas.

    O clima favorável é essencial para a formação dos grãos e para a manutenção do bom estado fisiológico da planta. O instituto Clima Tempo prevê a manutenção do clima seco, com chuvas mais significativas retornando gradualmente na segunda semana de outubro. No entanto, os impactos das condições climáticas recentes já podem ter afetado a produtividade da próxima safra.

    As preocupações com a safra de robusta no Vietnã continuam, pois o impacto do calor extremo e do prolongado período de estiagem ainda são fatores que influenciam a volatilidade dos preços. Tendo em vista esse cenário de incertezas climáticas tanto no Brasil quanto no Vietnã, a volatilidade nos preços do café conilon deve continuar.

    No mercado futuro, a bolsa de Londres iniciou a semana com uma leve recuperação do robusta, sendo negociado para novembro de 2024 a US$ 5.481 por tonelada. No mercado interno, as cotações do conilon mantiveram a volatilidade, com tendência de alta ao longo de todo o mês. No início de outubro, o café conilon tipo 7 foi cotado a R$ 1.470,00 a saca de 60 kg na COOABRIEL, em São Gabriel da Palha, no Espírito Santo.

    No dia 23 de setembro de 2024, a B3 começou a negociar contratos futuros de café conilon/robusta. Esses contratos permitem que os produtores se protejam contra a alta volatilidade dos preços, estabelecendo um valor fixo para negociações futuras.

    Em 1º de outubro comemoramos o Dia Internacional do Café. Esse grão, que molda a cultura de vários países é a segunda bebida mais consumida no mundo. Cada grão de café carrega a história de quem o cultivou, representando uma jornada de trabalho árduo e amor pela terra, resultando em um sabor que conecta pessoas ao redor do mundo.

    Nesse cenário, os produtores devem considerar aproveitar os momentos de alta no mercado para vender suas produções. Além disso, utilizar mecanismos de comercialização, como linhas de crédito para estocagem. Pode ser uma forma eficaz de se proteger contra possíveis quedas de preço no longo prazo.

    O Banco do Brasil oferece diversas opções de linhas de crédito para atender às necessidades dos produtores em suas lavouras. Para obter mais informações, entre em contato com o seu gerente de relacionamento.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 01/10/2024 - Cenário da olericultura
    Olá, hoje é 01 de outubro de 2024, meu nome é Gustavo Maeda , Assessor(a) de Agronegócios, na região Uberlândia, e falaremos hoje sobre as severas ocorrências climáticas no Rio Grande do Sul e seus efeitos na produção de olericultura.

    As áreas afetadas pelas inundações em Porto Alegre RS, desempenham um papel essencial no abastecimento de hortaliças para atender às populações urbanas do entorno.

    As culturas de folhosas e leguminosas foram as mais impactadas. Segundo dados da EMATER RS um total de 8.049 produtores em todo o Estado sofreram perdas na produção olerícola, afetando consideravelmente a cadeia de suprimentos e a economia estadual.

    Segundo dados do órgão estadual, tiveram danos consideráveis nas áreas plantadas com brócolis, com perdas acima de 39 mil ton; alface 11.600 ton; repolho 8.500 ton; couve 1.400 ton e batata inglesa 51.800 ton. 

    A cultura da batata é importante pela tradição de consumo, o excesso de chuvas afetou a produção da safrinha devido ao excesso de umidade do solo, provocando o apodrecimento de tubérculos, com impacto sobre a colheita.

    O período das chuvas e cheias extremas coincidiu com o momento tradicional de mudança das áreas de cultivos olerícolas da região dos vales para áreas de maior altitude, como os Campos de Cima da Serra causando atraso e diminuição na área de plantio. Essa estratégia de cultivo serve para atender constantemente às vias de mercado durante o ano todo, pois, nos vales, a produção fica prejudicada pelas condições de temperaturas mais altas, que desfavorece o desenvolvimento geral das olerícolas.

    A previsão é que até meados de outubro, as chuvas intensas, ventos fortes, diminuição da incidência solar e granizos continuarão causando prejuízos, tanto na produção como na aparência, principalmente das folhosas. Essas perdas refletem na redução de oferta e nos preços em todas as regiões gaúchas como por exemplo a saca de 50Kg de batata inglesa branca que em abril era comercializada por R$100,00 em julho já era comercializada por R$208,00, segundo a CONAB.

    Conforme a EMATER RS, constatou-se vários danos em instalações localizadas na zona rural, como casas, galpões, armazéns, estufas e estradas. Também há problemas para o escoamento da produção de 4.548 comunidades (em razão de estradas vicinais afetadas, dificultando a logísticas para levar a produção e causando incertezas sobre a redução da oferta, mas até o momento não houve a interrupção total, situação que amenizou um pouco a elevação dos preços na Ceasa/RS.

    O Banco do Brasil coloca à disposição dos produtores rurais, linhas de crédito de investimento e de custeio, e para os produtores gaúchos linhas de créditos emergenciais.

    Conte sempre com a Assessoria especializada em Agronegócios do Banco do Brasil.

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    4 min
  • 30/09/2024 - Perspectiva semanal: mercado agro
    Olá! Hoje é segunda-feira, 30 de setembro de 2024, sou Fabíola Lira, estou assessora de Agronegócios e trago a vocês hoje as expectativas da equipe de inteligência competitiva do Agronegócio do Banco do Brasil para o movimento de preços no curto prazo para as commodities soja, milho, café e boi gordo. 

    Iniciando com a soja:

    • Na CBOT, o clima sobre as lavouras nos EUA e, também, no Brasil, permanecerá no radar do mercado. O clima seco permitirá o avanço da colheita norte-americana, no entanto, prejudicará o desempenho das lavouras que ainda necessitam de umidade. A baixa umidade e o calor podem vir a afetar o potencial produtivo das lavouras, proporcionando sustentação às cotações no curto prazo. Mesmo assim, o sentimento de ampla oferta mundial com o avanço da colheita da maior safra da história estadunidense, ainda permanece.
    • O mercado segue na expectativa de mais estímulos econômicos pelo Governo chinês, que pode refletir positivamente na composição dos preços de Chicago.
    • No fundamento clima, os mapas atualizados pela NOAA para os próximos 07 dias nos Estados Unidos, seguem com previsão de chuvas escassas, localizadas e de baixo volume, ainda com dias quentes, com temperaturas acima da média.
    • No mercado interno, a pouca soja disponível e clima seco, que ainda não permite o início efetivo do plantio da soja, principalmente, no Centro-Oeste, poderão dar sustentação aos preços. Assim os preços poderão se manter com viés de estabilidade no curto prazo e com baixa para o médio prazo.


    No tocante ao milho:
    • Em relatório semanal divulgado pelo USDA, o órgão apontou que a colheita no país chegou à 14% da área. O ritmo está três pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos. Com relação às condições das lavouras, 65% foram consideradas entre boas a excelentes, estando doze pontos percentuais acima do mesmo período do ano passado. 
    • A maior disponibilidade do grão no mercado americano, conforme a colheita se intensifica, pode pressionar negativamente os preços na CBOT. 
    • A Bolsa de Cereais, na Argentina, estima produção para a safra 2024/25 em 47 milhões de toneladas, 5% menor que a produção da safra anterior. O plantio da nova safra está no início no país. 
    • No Brasil, de acordo com a Conab, o plantio do milho 1ª safra atingiu 16,2% da área total esperada (3,84 milhões de hectares). Entretanto, a semeadura concentra-se apenas na região sul, nos estados do Rio Grande do Sul (51%), Paraná (46%) e Santa Catarina (22%). As preocupações com o clima e o ritmo de plantio da safra verão podem manter os preços físicos em elevação, conforme observado nas últimas semanas. 

    Para o café: 
    • O mercado ainda tem suporte na preocupação com a oferta global, sobretudo nas condições atuais do Vietnã.
    • Diante das incertezas climáticas, os preços do café devem continuar apresentando alta volatilidade;
    • A baixa oferta pelos países produtores do robusta e a cotação do dólar sustentam os bons preços do café no Brasil.

    E finalizando com o boi gordo:
    • Apesar da valorização do bezerro de ano, o ágio entre as categorias apresentou queda de 2,71% ante ago/24. Esse movimento ocorreu devido à maior valorização do boi gordo em relação ao bezerro, reflexo da melhora na demanda por animais prontos para abate. Por fim, com o elevado abate de matrizes desde 2022, a oferta de bezerros tem reduzido, o que deve continuar influenciando positivamente seus preços no médio prazo, ao passo que a crescente demanda pelo boi gordo deve sustentar a cotação da @ nos próximos meses.

    • Para as negociações previstas da semana que vem (com foco no abastecimento da primeira quinzena de outubro), a expectativa é de que os preços da carne bovina permaneçam estáveis, com boa sustentação.

    • Com o preço firme do boi gordo, as cotações dos contratos futuros na B3 se valorizaram, demonstrando esse otimismo através dos contratos para outubro, novembro e dezembro de 2024, sendo esses dois últimos que superaram os R$ 280,00/@, valores que não eram praticados desde dez/23, oferecendo boas oportunidades para os confinadores se protegerem de eventuais quedas nos preços no momento de venda dos animais. 

    Desejamos a todos os nossos clientes uma excelente semana, bons negócios e até a próxima!
    7 min
  • 27/09/2024 - Cenário do milho
    Olá, hoje é sexta-feira, 27 de setembro de 2024, meu nome é Danilo Teodoro, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Uberaba, Minas Gerais, e vamos conversar sobre o cenário do milho.   

    Os futuros negociados na Bolsa de Chicago, apesar da volatilidade apresentada nos últimos dias, têm se mantido em estabilidade. O contrato referência dezembro/24 encerrou na quarta-feira cotado a US$ 4,15/bushel, elevação de 0,85% em relação ao pregão de terça.  

    A boa perspectiva da safra americana para o ciclo 2024/25 e o início da colheita estão limitando maiores altas no mercado externo. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em publicação no dia 23 de setembro, a colheita no país chegou a 14% da área, estando três pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos em relação ao mesmo período.  

    No Brasil, a Conab, em conjunto com o BB, divulgou no dia 17 de setembro suas perspectivas para o cereal, referente à safra 2024/25 brasileira. Espera-se produção total para o novo ciclo de 119,78 milhões de toneladas, incremento de 3,58% em relação à safra 2023/24.  

    Apesar de sinalizar recuo na área cultivada do milho 1ª safra, em torno de 3,24%, espera-se aumento no plantio da 2ª safra em 0,92%, o que acabaria compensando a diminuição de área no milho verão, e praticamente levando a uma manutenção da área em relação ao ciclo anterior.  

    Em publicação semanal de acompanhamento das lavouras, o órgão apontou que 16,2% do milho 1ª safra já foi semeado, sobretudo na região sul do país. O estado mais avançado no plantio é o Rio Grande do Sul, com 51% da área esperada cultivada, seguido do Paraná e Santa Catarina, com 46% e 22%, respectivamente.  

    Os preços no mercado físico seguem movimento positivo, conforme observado desde o início desse mês. No dia 25 de setembro, o indicador do milho referência CEPEA/B3 encerrou cotado a R$ 63,34 por saca, alta de 0,16% em relação ao dia 24 de setembro.  

    Apesar da demanda externa estar enfraquecida, o mercado doméstico acompanha com atenção o clima quente e seco no Brasil, sobretudo o ritmo de plantio da soja, uma vez que, caso ocorram atrasos, estes poderão prejudicar a janela ideal de semeadura do milho 2ª safra.        

    O Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB e o termo de moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor das oscilações de preços e suas margens.    

    Atualmente, temos opções de venda (PUT) referenciadas na B3, com vencimento em:
    • Novembro/24, com strike/preço garantido entre R$ 65,39 e R$ 67,05 por saca
    • Janeiro/25, com strike/preço entre R$ 67,18 e R$ 69,73 por saca

    Para simular o valor do prêmio da opção, bem como consultar outros vencimentos disponíveis acesse sua conta no APP BB > Menu Agro.   

    Para maiores informações, consulte seu gerente de relacionamento.   

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!!
    5 min
  • 26/09/2024 - Cenário do boi gordo
    Olá, hoje é 26 de setembro de 2024, meu nome é Emerson Gheri, sou Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil em Rio Verde (GO) e vamos falar sobre o cenário da Bovinocultura de Corte. 

    A semana começou com novas altas no preço da arroba do boi gordo, com a redução nos abates de fêmeas, a oferta está de animais está menor e a indústria encontra dificuldades em aumentar a escala de abates.

    O estado do Mato Grosso do Sul continua com a menor oferta de animais e o preço recebido pela arroba é o maior das principais praças pecuárias, com a arroba do boi comum sendo comercializada a R$ 265,00 e o boi padrão China cotado a R$ 270,00. As escalas de abate no estado estão na média em 6 dias.

    No dia 24 de setembro de 2024, de acordo com o indicador do boi gordo CEPEA/B3, a arroba do boi gordo foi precificada em R$ 265,05, com alta de 1,28% no dia e o indicador do bezerro ESALQ/BM&FBOVESPA – MS em R$ 2.144,81 com alta de 0,31%. Na B3, o contrato futuro com vencimento em primeiro de novembro de 2024 fechou o dia cotado em R$ 268,65.

    Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, foram exportadas nos quinze primeiros dias úteis do mês de setembro de 2024, média diária de 12,3 mil toneladas de carne bovina in natura, volume 27% maior do que o mesmo período de 2023, no qual foram exportadas cerca de 9,8 mil toneladas diárias. O preço médio da tonelada foi de US$4.478,00 por tonelada, queda de 1% em relação ao mês de setembro de 2023.

    Assim, o mercado pode apresentar oscilações no preço da arroba e os produtores devem aproveitar a janela de oportunidade no mercado futuro para mitigar o risco da atividade.

    Para isso, o BB disponibiliza as Opções Agro, atualmente temos opções de venda – Put referenciadas na B3, com vencimento em:
    • outubro de 2024 com preço garantido (strike) entre R$ 265,00 e 267,00/arroba
    • novembro de 2024 com strike entre R$ 265,00 e 270,00/arroba

    Para consultar outros vencimentos e fazer uma simulação acesse o app BB, menu agro.

    Além disso, com o Custeio Agropecuário do BB, você pode realizar o financiamento de diferentes despesas da sua produção e garantir os melhores insumos para um ciclo pecuário bem-sucedido.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima! 
    5 min
  • 25/09/2024 - Cenário do algodão
    Olá, hoje é quarta-feira, 25 de setembro, meu nome é Marcos Lira, sou Assessor de Agronegócios no Banco do Brasil em Tangará da Serra, Mato Grosso, e falaremos sobre o cenário do algodão. 

    Apesar de divulgar um recuo na demanda mundial de 0,4% (comparada à agosto), o boletim de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe um alento à cadeia: recuo na produção americana e indiana (dois grandes produtores mundiais) de 4% e 2%, respectivamente, comparadas ao relatório passado.

    Desta forma, na semana de divulgação, as cotações na bolsa de Nova Iorque tiveram variação positiva de 2,86%, considerando período entre os dias 9 a 13 de setembro, para contratos em dezembro/24. O mercado internacional segue atento às informações de colheita das safras norte americana e indiana, visto estarem somente no início.

    No Brasil, com a colheita praticamente finalizada (segundo o relatório semanal da ABRAPA), a produção encaminha-se para alcançar um recorde de 3,65 milhões de toneladas de pluma (dados do relatório da CONAB em setembro) em uma área total de 1,94 milhão de hectares.

    Para a safra 24/25, a Câmara Setorial da cadeia produtiva do algodão e derivados do MAPA expôs as primeiras estimativas: área de 2,14 milhões de hectares e uma produção total de 3,97 milhões de toneladas de pluma.

    Os dados foram divulgados na 76ª reunião do foro presidido pela ABRAPA no dia 18 de setembro.
    Tanto os números da safra 23/24 e quanto a expectativa dos números da safra 24/25 poderão consolidar o Brasil como o terceiro maior produtor mundial, atrás somente de China e Índia.

    Visto o otimismo para a safra futura, é importante sempre a atenção do cotonicultor às cotações que poderão sofrer pressão diante de números expressivos de produção a nível mundial.

    Para isso, o Banco do Brasil disponibiliza as Opções Agro BB e o Termo de Moedas (NDF), com o objetivo de proteger o produtor das oscilações de preços e suas margens, visto a grande volatilidade que o mercado da pluma apresenta. Atualmente, temos as Opções de Venda (PUT), referenciadas na B3, com vencimento em Novembro/24 com strike entre U$c 69 e U$c 72/pound.

    Consulte seu gerente de relacionamento para mais informações e conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil. 

    Fica a dica de crédito consciente e sustentável. Até a próxima!
    3 min
  • 24/09/2024 - Cenário da cana-de-açúcar
    Olá, hoje é 24 de setembro de 2024, eu sou Graça Fogli, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Araraquara, SP, e hoje vamos falar sobre o cenário da cana-de-açúcar.

    O processamento acumulado da safra até 1º de setembro, totalizou 422,6 mi de t, um crescimento de 3,9% em relação às 406,6 mi de t processadas no mesmo período da safra anterior.
    É importante ressaltar que esses dados ainda não refletem totalmente o impacto das queimadas nas lavouras do Centro-Sul, principalmente em São Paulo.

    Estima-se que os incêndios atingiram cerca de 400 mil ha de cana-de-açúcar no Centro-Sul.
    Levantamento da Unica, sobre a produção paulista, apontou que 231,8 mil ha foram afetados, sendo 132 mil ha de áreas que não haviam sido colhidas e 99,8 mil ha de áreas já colhidas ou em estágio inicial de plantio.

    A Orplana divulgou que os prejuízos dos produtores com os incêndios já chegam a R$ 1,2 bi.
    Projeções indicam que a produção de açúcar no Centro-Sul (safra 2024/25) deve ser quase 9,0% menor do que o inicialmente previsto.

    Nesse contexto (seca e incêndios), analistas e corretores que operam no mercado internacional de açúcar, indicam redução da disponibilidade de matéria-prima no Brasil, tanto na cana a ser colhida ainda nesta temporada quanto na safra futura.

    Preocupação com a oferta de cana no Brasil causou movimento de compra no mercado futuro de açúcar. Na última sexta-feira, Londres trabalhou com alta em todos os lotes de açúcar e Nova York observou alta de 19,2% na semana, maior ganho semanal desde 2008.

    No mercado interno a sexta-feira também foi de alta nas cotações do açúcar cristal medidas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada com valorização de 1,48% no comparativo ao dia anterior.

    Impactos (seca e incêndios) ainda a mensurar, incertezas sobre clima, aumento na tensão no Oriente Médio e consumo firme de etanol no mercado interno, tendem a manter tendência de alta nos preços.

    No aspecto de produção, risco de falha na rebrota, replantio, necessidades de novos tratos culturais, perda de qualidade da matéria-prima e possíveis atrasos na colheita podem diminuir a eficiência agrícola da cultura.

    Para atender as necessidades da cultura da cana-de-açúcar, o produtor pode sempre contar com o Banco do Brasil. Há linhas de crédito para investimento, como implantação e reforma de canaviais, irrigação, compra de máquinas e implementos para a atividade, além do tradicional crédito de custeio agrícola e CPR.

    Quer saber sobre as principais cadeias do agronegócio e muito mais? Inscreva-se na nossa página do Broto: www.broto.com.br.

    Conte sempre com a assessoria especializada em agronegócios e com toda a equipe do Banco do Brasil.
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Boletim realizado por especialistas da Diretoria de Agronegócios e Gerências de Assessoramento Técnico ao Agronegócio do Banco do Brasil. A cada dia, uma análise sobre o cenário de uma cultura…