Boia

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By Julio AdlerSports
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Boia episodes

  • Boia 104

    #104

    Falemos novamente de quem partiu.

    No dia exato da gravação do #103, Greg Noll resolveu bater as botas, deixando as quimeras ainda mais indecifráveis. 

    Olhando do topo da maior onda imaginada coletivamente da história do surfe, Júlio Adler, João Valente e Bruno Bocayuva debruçam no personagem tão grande quanto o mito.

    Todas as versões e aversões estão lá, narradas sem qualquer ordem de hierarquia, procurando fatos naquele dia fatídico em dezembro de 1969, quando Noll sai do surfe para entrar na história.

    Ele volta mais de uma vez, fosse pelos amigos, pelo dinheiro que jorrava franco e generoso, pela bebida ou mesmo pelo lugar na cabeceira.

    Despudorados que somos, invadimos uma conversa particular entre dois jornalistas e oferecemos um verdadeiro banquete de opiniões sobre o surfe profissional e seu enevoado futuro nas mãos da WSL.

    O Almanaque chama o clássico instantâneo Riding Giants e a Imagem falada mostra em palavras o Touro original desembestado em Makaha.

    A trilha fica por conta do The Dream Syndicate com Loving The Sinner, Hating The Sin e, saravá!, Gil e Jorge com o hino, Meu glorioso São Cristovão.

    [O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro. - Apparício Torelly, o Barão de Itararé.]

    1 hr 57 min
  • Boia 103

    #103

    No flutuar da prosa do Boia passar de 100 é virar o milênio, portanto no episódio 103 - versículo 2003 - Julio Adler, João Valente e Bruno Bocayuva pegam carona na garupa do jet ski com uma foto clássica do camarada Aleko Stergiou (de 2008!), revisitando a temporada mais flamejante na rivalidade histórica entre Kelly Slater e Andy Irons. 

    Claro que os fatos e as análises escorreram para muito além de apenas um ano.

    Semana passada perdemos um personagem histórico e o Boia faz questão de apresenta-lo mesmo que tardiamente. 

    Joe Quigg [1925 - 2021], surfista, artesão, projetista, construtor. 

    Das mãos dele surgiram inovações que até hoje são relevantes na fabricação das nossas obsessões flutuantes. 

    Para não restar duvida sobre a magnitude  do Camarada, os boieiros recorreram a um trio pesado de pensadores do nosso universo liquido, os jornalistas, Sam George, Matt Warshaw e Derek Hynd. 

    É impressionante como a leitura que temos das pessoas fala tanto sobre nós e nossas ideias.

    Nos trabalhos sonoros, a abertura foi com - Jon Lucien e a peróla,  In Search For The Inner Self - e a saideira com os 50 anos de lançamento do clássico álbum, Blue, da Joni Mitchell, escolhemos a eterna canção, Califórnia.

    Almanaque Flutuante - 'Round Midnight, filme de Bertrand Tavernier (1986)

    1 hr 45 min
  • Boia 102

    #102

    Onde mais você começa uma conversa com a esposa funkeira de Miles Davis, a irresistível Betty Davis, mergulha nas águas cheias de cloro do Rancho da WSL e acaba citando autores russos? 

    Talvez na boêmia mesa de um quiosque perdido nos Baixos das metrópoles cercadas de ondas, como as citadas nos destinos das melhores surf-trips para um não surfista. 

    Com certeza nas beiradas do Boia, o único podcast que quanto mais programado se torna, mais caótico fica. 

    No Boia 102, Júlio Adler, Bruno Bocayuva e João Valente se debruçam sobre o evento no Surf Ranch, dissecam a relação Mineirinho x Kelly Slater, recordam a magia da palavra impressa no mundo do surfe e terminam com referências a Tchekov e Dostoyevsky. 

    Não tem jeito: só com Boia a deriva é pura.

    Musicas -

     If I'm In Luck I Might Get Picked Up - Betty Davis e Ten Thousand Voices (with Francesco Turrisi) - Rhiannon Giddens

    Discos mencionados, 

    A Tribute to Jack Johnson - Miles Davis


    2 hr 23 min
  • Boia 101

    #101

    Caro navegante,

    a irmandade do amor eterno se apresenta como a única possibilidade de alterar sua percepção sensorial.

    Desorientemo-nos juntos do podcast menos objetivo que temos notícia.

    Nesse episódio aqui apresentado, podemos ouvir um belo solo de sapiência do nosso estimado João Valente, iluminando Bruno Bocayuva, Júlio Adler e todos 17 ouvintes na prosa profana do movimento psicodélico da Califórnia do final dos anos 60 - Brotherhood of Eternal Love - e suas maravilhosas consequências no mundo dos cabeludos que pegavam onda.

    As referencias do programa são:

    Musicas - Afro Pusherman com Tony Allen e Pali Gap com Jimi Hendrix

    Livros mencionados (ou não!) - Mike Hynson-Transcendental Memories of a Surf Rebel

    Mr Sunset - Phil Jarratt

    The History of Surfing - Matt Warshaw

    Jeff Divine: 70s Surf Photographs - Tom Adler

    Flashbacks LSD: a Experiência Que Abalou o Sistema - Timothy Leary

    Filmes mencionados -

    Orange Sunshine - William A. Kirkley

    Fantastic Plastic Machine - Eric Blum, Lowell Blum

    The Hot Generation - Paul Witzig

    Rainbow Bridge - Chuck Wein

    (Para celebrar a psicodelia, Júlio, recém vacinado, erra até o próprio nome para o seu entretenimento)

    1 hr 39 min
  • Boia 99

    #99

    Um Boia de mais de duas horas é um Big Boia.

    Júlio Adler, Bruno Bocayuva e João Valente avisam logo na voz do lendário Big Boy que o negócio no Boia 99 é sério. 

    Tão sério que os surfistas do Kalahari abrem com a sua canção, 1999, ditando o tom. 

    Quem dá o primeiro acorde é Wayne Lynch respondendo como os campeonatos em nada contribuíram para evolução das pranchas ao longo dos tempos, ao que os nossos boieiros concordam discordando ou discordam concordando. 

    Com Eric Logan a discordância é total. 

    O Homem-cadeira da távola quadrada da WSL, usa mais uma vez de números imaginários para explicar a realidade atual do surfe profissional. 

    Desafinamos com Kelly Slater, nosso onipresente e carequíssimo unodecacampeão, em modo de desespero pré-aposentadoria não anunciada, dispara pra todos os lados e só acerta nele mesmo. 

    E finalmente chegamos até 1999, ano sacro santo do título do Marco Jay Luciano Occhilupo, do histórico 3º lugar do Victor Ribas e dos primeiros sinais de uma tempestade em fase de formação. 

    Tudo para terminar sem medo ao som do Depeche Mode, Nothing to Fear.

    Boia 99, a caminho do terceiro dígito, caminhando para frente e olhando para trás.

    2 hr 12 min
  • Boia 97

    Bóia # 97

    A volta do "The Search" ou um tapa-buraco com cenário idílico?  

    Júlio Adler, João Valente e Bruno Bocayuva não respondem a pergunta mas gastam uma boa prosa sobre quase tudo que aconteceu em Strickland Bay, na Ilha de Rottnest. 

    Entre o constrangimento de ver os ícones (Fanning em Narrabeen e Burrow em Rottnest) aceitarem o convite para festa da WSL e comparecerem sem a fome adequada e o outro patamar imposto por Gabriel Medina, lá se foi meia hora de podcast - que é um sopro de tempo pros padrões  do Bóia. 

    O ritmo só voltou ao normal quando o trio revisitou o passado, vestindo a camisa 97. 

    Júlio lembrou de uma temporada com muita água salgada nas ideias e a ruptura com as competições, enquanto João mergulhou na perna portuguesa do circo da ASP em clima de Rave, com direito a um porre homérico do Slater, que garantiu o Penta bem antes do fim do ano ajudado com uma penca de vitórias na temporada do seu quinto título.  

    Bruno acariciou o início de um farto ciclo de viagens para cobrir eventos internacionais, passando pela Austrália, Europa e outras quebradas. 

    Eles também não esqueceram de mencionar o épico Pipe Masters dominado por dois celebrados veteranos, Boy Gomes X Michael Ho, primeira final na história do evento entre dois (coroas) trialistas.

    Os embalos musicais ganharam o vulto de Manifesto com uma turma da pesada que incluiu James Brown acompanhado do Afrika Bambaataa e a mitológica banda da Pavuna, Zona norte carioca, União Black.

    Como disse Chico: 

    - Modernizar o passado é uma evolução musical.

    Saravá! 

    1 hr 43 min
  • Boia 96

    #96

    A queda do muro de Berlim não nenhuma relação com esse episodio - nem precisa.

    Domínio absoluto no rio da Margarete, retorno triunfal do João Valente ao triangulo magico, com Júlio Adler e Bruno Bocayuva.

    Perna australiana depilada por Ítalo, Gabriel e Filipe. Tati chegou chegando nas duas últimas etapas e se apresenta como virtual candidata ao caneco com Teahupoo se aproximando.

    1996 é recarregado em baterias graduais de discos, filmes e campeões mundias, profissionais e amadores.

    O Bananão ainda sonhava.

    A trilha é feita de Slow J (que disco é The Art of Slowing Down!) e Odissey numa canção de título tão sedutor quanto maravilhoso, Our Lives Are Shaped By What We Love.

    Quem não muda de caminho é trem. Apparício Torelly, o Barão de Itararé

    1 hr 46 min
  • Boia 94

    #94

    Cambito foi uma série de vídeos de surfe (gênero extinto) orgulhoso do seu lema:

    Jornalismo Mentira, Surfe de verdade.

    Quatro camaradas arranjavam desculpas para seguir o circuito profissional registrando com humor duvidoso tudo que se passava entre uma vitória e outra.

    Os campeões não tinham a menor importância, exceto quando eram os nossos campeões.

    Nesse episódio do Boia, exaurimos tudo que não importa em matéria de produção de vídeo.

    A saber, insistência, repetição, fracasso financeiro e um convívio insuportável e permanente duma amizade regada a quantidades não recomendáveis de chope e admiração mútua.

    Júlio Adler e Bruno Bocayuva recebem Pepê Cézar para uma agradável conversa sobre os passados futuros e presentes.

    Papo devidamente regado pelas cançoes do Bruno Pernadas e do Domenico Lancellotti.

    2 hr 41 min
  • Boia 92

    #92

    Boia à deriva, parte sempre de algum lugar, no tempo ou no espaço. 

    Desta vez, Bruno Bocayuva, Júlio Adler e João Valente resolvem iniciar do ano de numeração, episódio 92, para desfilar reminiscências individuais e coletivas sobre o ano de 1992. 

    Bruno distingue a divisão do circuito mundial em elite e operários, primeiro título de Slater e a passagem meteórica e fugaz de um hoje esquecido Shane Herring; João evoca a memória de Mark "Sanga" Sainsbury e a despirocada geral de Occy num campeonato muito louco no norte de Portugal; enquanto Júlio disseca os arquivos completos da ASP.

    Quem vive de memória, anda de marcha-ré, como (mais ou menos) disse Lewis Carroll. 

    Por isso fomos até Merewhether comentar tudo o que você viu e não reparou no primeiro campeonato dessa perna australiana, digno da patada do Ian Thorpe, que pra nadar mais rapido não precisa de boia, mas pra divagar lentamente, sim.

    1 hr 48 min
  • Boia 91

    #91

    Todos os Santos [Rio de Janeiro], 6 de abril de 2021

    Meus caros surfeiros boiantes,

    Saudações.

    Agradeço-vos muito a bondade de nos escutar, diferente de ouvir.

    Quisera, por miúdo, saber os resultados de Newcastle.

    Não tenho nenhuma malquerença com os apressados e mesmo com os impacientes de certas ordens. 

    Se cometemos excessivamente o gesto indelicado de nos aproximarmos dos intermináveis 120 minutos é porque nos escapa a providencial virtude dos proxenetas.

    Veja, portanto, que a nossa verve não é malsã, nem de ini­migo: é curiosidade. 

    Não me sinto capaz de gabar-me de ter-vos corrompido no formato tradicional da matéria. Mesmo com grandes dúvidas sobre a WSL, mas cheio de amor pelos homens e respeitoso diante do Mistério que nos cerca, Italo, Medina e JJF , como sacerdotes do sal, podem prestar, ainda, muitos serviços à humanidade.

    Havemos de conversar sobre novos e velhos técnicos, sucessos, parcerias entre clubes de dança lisboetas e editoras, fracassos, orquestra londrina, saxofonista octagenário acompanhado de criativo produtor inglês de música eletrônica e memórias acessadas pela dádiva da rede informática.

    Encheremos vossos vazios existenciais com cartas compartilhadas (como essa aqui, plagiada e afanada na cara dura do Lima Barreto que, se vivo fosse e tivesse a sorte de alguma vez subir numa prancha, seria ouvinte do Boia com um belo e malicioso sorriso no canto da boca) e nostalgias futuras.

    Sem mais, etc. etc...

    João, Bruno e Júlio

    1 hr 58 min

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