
Sign up to save your podcasts
Or


Muita gente me pergunta como é que eu consigo produzir tanto conteúdo, escrevendo, gravando vídeos e podcasts, fazendo palestras... editando livros. Olha, tem vários segredos, viu? Um deles é: sistematize os processos. O outro é: produza pensando nas formas como o conteúdo chegará ao público. Isso tem de estar na sua cabeça no momento da criação do conteúdo. Se é um texto para o portal Café Brasil, tenho de lembrar que ele pode servir para os podcasts, portanto tem de ser escrito para ser lido. Pode se transformar num bloco de uma das palestras. Pode se transformar num post, num cartum, num vídeo... e assim vai.
O resultado disso é que um só esforço criativo gera diversas opções de entrega. Cê quer ver?
Este Podcast Cafezinho foi criado em 4 de setembro de 2017, momento em que os ânimos se elevavam, a temperatura política aumentava. Uma gritaria ensurdecedora tomou os espaços de debates. A ideia era voltar o foco para o que realmente interessava, sem histrionismos, histeria e hipocrisia.
A intenção era distribuir pelo Whatsapp, portanto, o podcast tinha de ser curto e objetivo. No começo da pandemia, reuni todos os 257 textos até então publicados, escolhi os mais representativos e parti para transformá-los em meu nono livro. O resultado é um apanhado dos temas que motivaram grandes discussões na sociedade nos últimos três anos e meio. Mas o mais legal é que este é meu segundo livro que nasce diretamente dos podcasts. De roteiro de podcast para livro.
Mas por que alguém leria um livro com textos que já ouviu nos podcasts, hein? É simples. Porque no livro os textos estão encadeados. Apesar de serem independentes, transformam-se numa viagem nos temas que ocuparam nossas mentes e que, na maioria, não estão resolvidos. Rever as reflexões com o distanciamento do tempo é um exercício de provocação e motivação à discussão. Uma iniciativa que nasceu durante a pandemia e que agora pode chegar a você em e-book ou papel.
O livro Cafezinho pode ser encontrado em minha loja virtual no lucianopires.com.br/loja
Vai um cafezinho aí?
Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.br
Versão do Youtube você encontra em bit.ly/lucianonoyoutube
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Podcast é o nome de um processo de distribuição de arquivos. Você tem de subir o arquivo para uma plataforma que gerará um endereço, o tal feed, que precisa ser informado aos agregadores, como o iTunes, Spotify, Google Podcasts e centenas de outros. São eles que enviarão os episódios para os assinantes. É prático, mas nem sempre simples.
Há algum tempo, grandes plataformas globais estão se consolidando como distribuidoras de podcasts. Semanas atrás optamos por transferir todo nosso arquivo de quase 1400 episódios do Café Brasil, Cafezinho e LíderCast para a plataforma Omny Studio, que chegou ao Brasil pela Audio.ad, a primeira empresa de soluções de publicidade em áudio digital da América Latina. Na Omny Studio já estão algumas das principais organizações que produzem podcasts no mundo, como a Bell Media, CRP Radios, Grupo Bluradio, Cumulus Media, Stitcher e, aqui no Brasil, a CBN, CNN, Estadão, Jovem Pan e Grupo Globo.
E estreamos no ranking da América Latina em 14º lugar, à frente de dezenas de programas gerados por grandes grupos de comunicação. E ainda vamos subir nesse ranking.
Há algum tempo eu criei uma metáfora para explicar o que vem acontecendo com a revolução da mídia: os grandes dinossauros, os brontossauros das mídias, como Rede Globo, Estadão, Folha e outros grupos, estão sendo dizimados pelos velociraptors, como Facebook, Twitter, Instagram, que são mais ágeis, espertos e adaptados ao meio ambiente. Estão dominando o jogo e crescendo. Como seus antecessores, vão ficar lentos, consumir muitos recursos para gerar pouca energia, vão ocupar muito espaço.
É aí que aparecem as bactérias. Minúsculas, que precisam de pouco alimento, são ultra ágeis e se adaptam a quase qualquer ambiente. E se reproduzem numa velocidade impressionante.
As bactérias vão dizimar os velociraptores.
Eu sou uma bactéria.
Me aguarde.
Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.br
Versão do Youtube você encontra em bit.ly/lucianonoyoutube
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Dan Ariely é professor de psicologia e Economia Comportamental na Duke University, nos Estados Unidos. Em seu livro “A mais pura verdade sobre a desonestidade”, conta uma história que ilustra muito bem nossos esforços equivocados para diminuir a desonestidade.
Um dia, Pedro, um de seus alunos, ficou trancado para fora de casa. Então percorreu as redondezas para encontrar um chaveiro. Ele precisou de algum tempo para encontrar um que tivesse autorização municipal para destrancar portas. O chaveiro finalmente estacionou o caminhão e, em cerca de um minuto, destrancou a fechadura.
Pedro ficou impressionado com a rapidez e facilidade com que essa pessoa conseguiu abrir a porta. Em resposta à sua surpresa, o chaveiro disse: “Um por cento das pessoas sempre será honesto e nunca roubará”. “Outro um por cento sempre será desonesto e tentará arrombar a fechadura e roubar a televisão.” O restantes 98% serão honestos desde que as condições sejam favoráveis. Mas se as tentações forem suficientemente grandes, também serão desonestos. As fechaduras não o protegerão dos ladrões, que conseguem entrar em sua casa se realmente quiserem. Elas só vão protegê-lo da maioria honesta que poderia ficar tentada a entrar na sua casa se não houvesse a fechadura.
Após refletir sobre essas observações, eu saí pensando que provavelmente o chaveiro estava certo, cara. Não se trata de que 98% das pessoas sejam imorais ou que vão trapacear toda vez que a oportunidade surgir. Se trata de que muitos de nós precisamos de lembretes para nos mantermos no caminho certo.
É por isso que seu pai, sua mãe, seus avós, são tão chatos...
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Encontrei um texto de 2016 que me parece mais atual do que nunca, especialmente se você aplicar a ideia às discussões políticas que infernizam nossas vidas atualmente. Olha só. Lembre-se, hein, o ano era 2016:
Outro dia chamei um Uber e me surpreendi quando chegou um carro preto com placas vermelhas. Perguntei ao motorista, o Vagner, o que era aquilo e ele me disse:
– Eu sou Uber, sou Táxi Comum, sou 99, sou Easy Taxi, sou qualquer sistema de transporte que o senhor conhece. Tudo regularizado, com as licenças necessárias. Trabalho com qualquer um.
E eu perguntei:
– Ué, mas você tem taxímetro?
E ele:
– Tenho e uso conforme o chamado que eu atendo. Comigo não tem tempo quente.
De novo eu:
– Pô, mas você gastou dinheiro pra ter tudo isso, não foi?
E ele:
– É. Mas eu acredito que vou compensar com o volume de trabalho que eu consigo. Posso pegar até cliente na rua. E não corro risco de ser atacado pelos que não querem o Uber, afinal, eu sou um taxista regularizado.
Confesso que eu não entendi muito bem, não sei se um carro preto com placas vermelhas pode ter taxímetro, mas uma coisa ficou na minha mente desde aquele dia: no meio do tiroteio o Vagner fez uma escolha, em vez de optar por um lado ou outro, abraçou aquilo que todos os lados têm de melhor.
Em vez de nadar contra a onda, o Vagner está surfando nela.
Isso é que é ser disruptivo.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
“Difícil é lidar com donos da verdade. Não há dúvida de que todos nós nos apoiamos em algumas certezas e temos opinião formada sobre determinados assuntos. Isso é inevitável e necessário. Se somos, como creio que somos, seres culturais, vivemos num mundo que construímos a partir de nossas experiências e conhecimentos. Há aqueles que não chegam a formular claramente para si o que conhecem e sabem, mas há outros que, pelo contrário, têm opiniões formadas sobre tudo ou quase tudo. Até aí nada demais. O problema é quando o cara se convence de que suas opiniões são as únicas verdadeiras e, portanto, incontestáveis. Se ele se defronta com outro imbuído da mesma certeza, arma-se um barraco.
De qualquer maneira, se se trata de um indivíduo qualquer que se julga dono da verdade, a coisa não vai além de algumas discussões acaloradas, que podem até chegar a ofensas pessoais. O problema se agrava quando o dono da verdade tem lábia, carisma e se considera salvador da pátria. Dependendo das circunstâncias, ele pode empolgar milhões de pessoas. (...) As pessoas necessitam de verdades e, se surge alguém dizendo as verdades que elas querem ouvir, adotam-no como líder ou profeta e passam a pensar e agir conforme o que ele diga (...) não cansamos de nos espantar com a reação, às vezes sem limites, a que as pessoas são levadas por suas convicções. E isso me faz achar que um pouco de dúvida não faz mal a ninguém. (...) prefiro os homens tolerantes, para quem as verdades são provisórias, fruto mais do consenso que de certezas inquestionáveis.”
Esse é um trecho do texto O Benefício da Dúvida, escrito pelo poeta Ferreira Gullar lá em 2006. Cai como uma luva nestes dias de donos da verdade em cada post, cada tuíte, cada matéria de jornal, não é?
Não se engane, viu? Esses donos da verdade só são donos da própria ignorância. E ao bradar “ciência, ciência, ciência!”, tornam-se prestidigitadores de palavras e dados. Eles usam a pobre ciência como aquele crachá do Bozó, o inesquecível personagem de Chico Anísio, criando uma pandemia de ignorância emocional. Não se discutem fatos, mas interpretações. A verdade depende de quem diz. Tudo virou torcida.
Como muitos têm lábia, carisma e se consideram salvadores da pátria, é por isso mesmo que são perigosos.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ivan Pavlov foi um médico russo que fez um experimento interessante cerca de um século atrás. Reuniu alguns cães e começou a condicioná-los. Cada vez que chegava com comida, Pavlov tocava uma sineta, até um ponto em que, mesmo sem comida, bastava acionar a sineta para que os cães começassem a salivar. Pavlov desenvolveu a ideia dos reflexos condicionados.
Todos temos reflexos condicionados, a maioria deles naturais. Diante da visão de um cachorro rosnando com os dentes à mostra, imediatamente ficamos com os músculos tensos. Estamos condicionados a preparar a fuga ou o enfrentamento diante de uma situação de perigo.
[Vinheta do Plantão Globo]
Olha aí, ó. Isso que você sentiu é um reflexo condicionado. Mas também podemos ser intencionalmente treinados a reagir de forma condicionada a determinados estímulos.
O que aconteceu com nossa relação com as mídias foi isso então, anos de condicionamento recebendo más notícias, quebrando expectativas, vivendo desilusões nos treinaram para o que somos hoje: uma sociedade desconfiada, cética, que sempre espera o pior. Quase não há mais espaço para o deleite, para curtir uma boa nova, para acreditar que alguém está fazendo algo bom. O otimista, o que acredita, o que confia no bom, no belo, no justo, é um otário.
Não acho que dá pra justificar, mas dá pra explicar. É só olhar para nossa história de traições, desilusões, cizânia e inveja. De tanto apanhar, criamos uma casca emocional grossa.
Parece impossível baixar a guarda e simplesmente curtir, saborear a notícia boa e compartilhá-la para que, por exemplo, outros copiem as boas ações. Há que se buscar o sofrimento, pintar o pior cenário, dizer que aquela boa notícia não merece crédito.
Como Cães de Pavlov, estamos condicionados a babar.
Isso sim é que é herança maldita.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Esta semana fiz um post no Twitter anunciando o Podcast Café Brasil 729. Eu vou atualizar os números: 247 pessoas clicaram, 68 deram likes e 14 compartilharam. 14 compartilhamentos de 68 likes. Eu disse 14, eu não disse 14 mil.
A pessoa diz que gosta, mas não compartilha.
Nós, os independentes, não vivemos de curtidas, mas do engajamento real de quem nos escuta e gosta do que fazemos. Tem de se mexer, pô. Mídias sociais não andam sozinhas e eu não pretendo investir em estratégias para buscar seguidores no atacado. Não. Eu não vou pintar o cabelo nem sair fazendo treta com celebridade para obter milhares de likes e compartilhamentos.
Eu passei dessa idade faz muito tempo.
Se você vê valor no conteúdo deste Cafezinho, pô, meu contribua! Dê um like, comente, compartilhe. Se não, fica complicado... E isso vale para todos os criadores independentes de conteúdo, que não têm um grande portal por trás ou filas de anunciantes procurando um post de um influenciador digital. Esse povo valoriza entretenimento, e isso é o que não tem por aqui.
Fique atento para suas reações. Quando se deparar com alguém dizendo alguma coisa que você achou legal, cumprimente a pessoa, curta o post, comente, compartilhe. Use sempre um imperativo que leve para a ação. É disso que se trata: empatia com quem produz o conteúdo que você curte. Se curte, algum valor tem, não é?
E se quiser ir mais longe, ajudando a gente a manter a independência, torne-se um assinante do Café Brasil. Acesse confraria.cafe e faça uma assinatura, o plano mais em conta custa 12 reais por mês. Doze reais, cara, é menos que duas cervejas quentes na balada. É assim que a gente vai conseguir manter a independência e o rabo solto. Mas só se você ajudar.
Curta. Comente. Compartilhe. Assine.
Confraria.cafe.
Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.br
Versão do Youtube você encontra em bit.ly/lucianonoyoutube
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Quantas pernas um cachorro tem se você chamar o rabo de perna, hein?
Quatro.
Chamar o rabo de perna não faz do rabo uma perna.
Essa frase é atribuída a Abraham Lincoln e eu a usei na abertura do Cafezinho 147, quando falei da realidade fantasma, a realidade desejada e a realidade em si.
Diante das fontes não confiáveis de informações, apelamos para a realidade desejada, criando em nossas mentes o mundo que queremos, e vivendo nele como se fosse real. É aí que somos enganados, ludibriados, traídos, pela recusa de ver a realidade cruel. Até que aparece alguém que cospe a realidade na nossa cara.
A primeira coisa é entender que a realidade nem sempre é ideal como você a imagina ou colorida como alguém pintou. Comece aceitando-a como ela é. Aceite que a realidade tem coisas boas e ruins e se puder, foque nas coisas boas. Provavelmente você jamais conseguirá mudar a realidade, mas sempre pode mudar o jeito de reagir a ela.
Mas o mais importante é: aceite a realidade, mas não precisa se conformar com ela. Você pode e deve buscar formas de melhorá-la! Esse é o pensamento dos inovadores, dos transgressores que quebram regras e mudam o mundo para melhor. Eles sabem como é a realidade e assumem o compromisso de mudá-la.
Mas tome cuidado para não se transformar em mais um revolucionário de butique, o jovem dinâmico com a cabeça feita por algum dinossauro do século 18, que prega o céu no futuro a custa do inferno no presente. Um céu que jamais chega.
Bote sua energia em mudar a realidade para outra realidade possível, não para transformá-la na realidade fantasma de alguém. Ou na realidade desejada que só existe em seus sonhos.
A realidade fantasma e a realidade desejada têm um baita problema: é nelas que vive a turma que diz que rabo é perna.
Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extra-forte para seu crescimento profissional www.cafebrasilpremium.com.br
Versão do Youtube você encontra em bit.ly/lucianonoyoutube
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Uma pesquisa recém realizada pelo Cato Institute nos Estados Unidos, mostrou que 62% dos norte-americanos têm medo de compartilhar suas opiniões políticas. E 32% têm medo de perder oportunidades de trabalho por causa de opiniões políticas.
Você entendeu, hein? Dois terços dos norte-americanos dizem que o clima político atual os impede de dizer coisas nas quais acreditam, porque outras pessoas podem se sentir ofendidas. O número de norte-americanos que praticam a autocensura cresceu sete pontos desde 2017. E isso em todos os partidos.
52% dos Democratas, 59% dos Independentes e inacreditáveis 77% dos Republicanos afirmam que têm medo de compartilhar suas opiniões políticas.
A autocensura cresceu em todos os estratos da pesquisa, seja por grupos demográficos, por faixa salarial ou por religião.
50% dos esquerdistas mais extremos são a favor de que quem fez doações para a campanha de Donald Trump seja demitido.36% dos direitistas mais extremos são a favor que os doadores para a campanha de Joe Binden sejam demitidos.
44% dos norte-americanos com menos de 30 anos apoiam demitir alguém por suas posições políticas, mas esse número cai para 22% para os que têm mais de 55 anos.
Você entendeu? A intolerância é muito maior na geração que mais teve liberdade na história da humanidade, a que se diz a mais tolerante, e que não perde uma oportunidade de cassar a voz de quem pensa diferente.
É isso que alguém chamou de ódio do bem.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
"O cérebro médio é naturalmente preguiçoso e tende sempre a escolher o caminho onde encontra menor resistência. O mundo mental do homem médio consiste de credos que ele aceitou sem questionar e aos quais ele está firmemente fixado. Ele é instintivamente hostil a qualquer coisa que ameaçar a estabilidade do mundo que lhe é familiar. Uma nova ideia, inconsistente com seus credos, representa a necessidade de rearranjar a mente e esse processo é trabalhoso, requer um gasto doloroso de energia mental. Para ele e seus amigos, que formam a grande maioria, novas ideias e opiniões que causem dúvidas nos credos e instituições estabelecidas, parecem malignas, pois são desagradáveis."
Se eu sou esse homem médio, e tenho poder, fico tentado a não permitir que ideias que considero malignas e desagradáveis sejam expressas. E para isso posso lançar mão do conceito do “bem comum”, “da proteção aos mais fracos, pobres e desamparados”, “da sobrevivência da humanidade” e tantos outros argumentos lindos, imbatíveis, que se tornam pretextos para verdadeiros crimes contra as liberdades individuais.
Escolha um tema quente, dê sua opinião e em seguida olhe em volta pra ver quanta gente altruísta e bondosa assanhada para cassar a sua liberdade de manifestar a discordância.
Essa gente tem medo de suas ideias. Você sabe o que isso significa, hein? Que temas importantes que deveriam estar sendo discutidos, analisados e compreendidos, não estão.
Ah, o texto que eu usei na abertura deste podcast é de autoria do historiador e filólogo irlandês John Bagnell Bury num livro precioso chamado A HISTÓRIA DA LIBERDADE DE PENSAMENTO, escrito em 1914.
1914...
Não temos problemas novos.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
From the publisher's feed

90,768 Listeners

252 Listeners

131 Listeners

77 Listeners

6 Listeners

163 Listeners

251 Listeners

31 Listeners