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A inteligência artificial está em todo lugar: na conta de luz, nas redes sociais e nas plataformas de streaming de música e filmes. Um ramo das ciências da computação vai um pouco além, e propõe o uso da inteligência artificial como ferramenta para conhecer melhor o funcionamento do cérebro. Sempre curiosa, a equipe do Ciência USP foi conversar com cientistas da computação para perguntar o que eles pensam sobre o assunto.
Segundo André Carvalho, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP e integrante do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), conta que, décadas atrás, os cientistas sonhavam desvendar os mecanismos de funcionamento do cérebro por meio da modelagem de redes neurais artificiais.
Essas redes neurais são uma técnica utilizada no campo de estudos da inteligência artificial. Ela é inspirada na comunicação entre neurônios, mas até hoje não foi capaz de realmente servir como modelo para o funcionamento do cérebro. Carvalho, no entanto, não descarta a possibilidade de técnicas mais recentes conseguirem resultados melhores.
Já Leliane Barros, do Laboratório de Lógica, Inteligência Artificial e Métodos Formais do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, é mais cética. “Talvez a gente
E no destaque internacional deste episódio, o tema é a astronomia. Um estudo recente publicado na revista Nature Astronomy revelou que as bordas da Via Láctea têm uma deformação que as faz parecerem “empenadas”. Isso ocorre na região da nossa galáxia onde a força gravitacional é menor. No mapa 3D abaixo, elaborado no estudo, dá para visualizar:
Ficha técnica
Neste episódio do Ciência USP, fazemos uma visita às ciências sociais para conversar com Eduardo Marques, do Centro de Estudos da Metrópole e do Departamento de Ciência Política da USP. Ele é organizador de um livro chamado As políticas do urbano em São Paulo, lançado no final de 2018. O livro traz resultados de um projeto de pesquisa que analisou as políticas públicas que constroem a cidade, como habitação, transporte e coleta de lixo. Só que o foco não foram as políticas em si, mas sim a governança por trás delas. Em outras palavras: quem são as pessoas e instituições que influenciam as políticas do urbano.
Também neste episódio, falamos sobre um unicórnio pré-histórico. Nada parecido com o personagem mitológico que é figurinha recorrente na cultura pop e nas fantasias de carnaval, o Elasmotherium sibiricum tinha proporções mais próximas às de um mamute do que às de um cavalo. Segundo uma pesquisa publicada na revista científica Nature Ecology & Evolution, ele viveu até pelo menos 39 mil anos atrás. Época em que já havia Homo sapiens por aí!
Ficha técnica
Este podcast tem conteúdos da ONU News e UN-HABITAT.
O Plasmodium vivax é um parasita causador da malária. Nas Américas, é o principal responsável pela doença: segundo uma estimativa da Organização Mundial da Saúde, 64% dos casos estavam relacionados com infecções por esta espécie de protozoário em 2016.
Até recentemente, os cientistas acreditavam que o Plasmodium vivax teria surgido no sudeste da Ásia. Mas uma pesquisa publicada na revista científica PNAS conta uma história diferente. Ciência USP conversou sobre o assunto com o especialista em malária Marcelo Urbano Ferreira, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Ele não participou do estudo, mas comentou as descobertas.
Neste episódio conversamos, ainda, sobre outras doenças: o que a pneumonia tem a ver com a gripe? Um grupo de cientistas integrado por profissionais da USP e de centros de pesquisa do Reino Unido e da Holanda mostrou como a inflamação causada pela gripe prejudica os mecanismos de defesa do organismo contra o pneumococo. Essa bactéria é responsável por três a cada dez casos de pneumonia.
Ficha técnica
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Quinzenalmente, às terça-feira às 8:05 na Rádio USP (93,7 FM e streaming).
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