Clube das Lobas

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By Patrícia PhoenixArtsBooks
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Clube das Lobas episodes

  • #1 O uivo: A ressurreição da Mulher Selvagem - La Loba, a Mulher-Lobo (1a parte)
    Em plena Páscoa 2021, na transição do Sábado de Aleluia para o Domingo da Ressurreição, é bem sugetivo começar a ler sobre o arquétipo da Mulher Selvagem como uma ressurreição na psique feminina, a partir de La Loba. "Osso a osso, fio a fio de cabelo, a Mulher Selvagem vem voltando." Feliz Páscoa, Lobas! Uma Páscoa marcada por tanta dor e tanta perda, pela Covid-19, o que se renova na nossa psique? A ressurreição do Cristo mostra a vitória do espírito e da alma, que segue vivendo sem o corpo. A imortalidade da essência do ser. Metaforicamente, muitas vezes, morremos, e o arquétipo da Vida-morte-vida nos mostra que ressurgimos, como o Cristo, inclusive mais fortes e mais sábias. Que La Loba cante sobre nossos ossos e que ampliemos nossa consciência a respeito de quem somos e do que nos mata a alma, a fim de encontrarmos o Self profundo, a Velha La que Sabé, a Mulher Selvagem. Em tom de oração peço que saibamos nos libertar de tudo que nos oprime, que deixemos no deserto, com La Loba, tudo o que mata nossa vida criativa!
    8 min
  • As histórias: o caminho à Mulher Selvagem - Introdução - Cantando sobre os ossos (parte final)
    "É a contadora de histórias propiciando o fazer-se da alma." (...) Este livro de histórias de mulheres, apresentadas como marcos ao longo do caminho. Elas são para você ler, refletir e prosseguir na direção da sua própria liberdade natural e conquistada, do seu carinho para consigo mesma, para com os animais, a terra, as crianças, as irmãs, os amantes e os homens. Já vou lhe avisar: as portas para o mundo da Mulher Selvagem são poucas, porém valiosas."
    24 min
  • Introdução - Cantando sobre os ossos (parte 4) "A Mulher Selvagem é a saúde de todas as mulheres"
    Sem a Mulher Selvagem... "Sem ela, as mulheres não têm ouvidos para ouvir o discurso da sua alma ou para registrar a melodia dos seus próprios ritmos interiores. Sem ela, a visão íntima das mulheres é impedida pela sombra de uma mão, e grande parte dos seus dias é passado num tédio paralisante ou então em pensamentos ilusórios. Sem ela, as mulheres perdem a segurança do apoio da sua alma."
    10 min
  • "Mulheres NÃO correm atrás de homens, Mulheres correm com os lobos Ou O Poder do NÃO" - por @Phoenix
    Escutando mulheres, a partir da minha experiência pessoal e observando como tanto tem se falado do comportamento evasivo, narcisista, dos homens e do rogativo das mulheres, cheguei a uma conclusão que quero compartilhar com vocês. Cada vez mais se confirma pra mim que uma mulher mostra que reencontrou a mulher selvagem na sua psique, quando ela descobre o poder do NÃO. Estas negativas são, por exemplo: "agora NÃO posso", "ainda NÃO dá pra me entregar de corpo e alma nesta relação ou nesta empreitada", "você NÃO merece minha atenção, meus carinhos, meu sexo, ou minha dedicação, faça por merecer", "NÃO hoje, tenho compromissos marcados" etc. Quando uma mulher, cega sobre seu próprio valor e ávida por ser aceita e amada, passa a aceitar tudo que lhe propõem como se aquilo fosse a oportunidade de ouro, que tanto quer, a última bolacha do pacote, seja no campo das relações afetivas, de amizade ou profissionais, ela está se entregando a predadores. Fatalmente, desta forma, serão desamadas e desvalorizadas: maltratadas e rejeitadas. Prosseguirão se ajoelhando e implorando pela atenção dos homens que vão seguir as ignorando, por exemplo, nos WhatsApp da vida. Vão se sentir exploradas por patrões que usarão e abusarão de sua docilidade e necessidade. Serão usadas por amigos que as têm para servir às suas conveniências. Elas continuarão a dizer que estão fazendo tudo e vão se perguntar por que não foram amadas e respeitadas. Ora, justamente por fazerem tudo, por concederem, por consentirem, por serem "daquelas mulheres que só dizem sim", que correm atrás, que ficam em cima, mandam mensagens, paparicam, atendem e se desculpam sempre e não deixam nada a desejar. Mulheres selvagens não correm atrás de homens, nem seguem amarguradas em relações amorosas ou profissionais que lhes deixam com "fome de alma", que as fazem "trivializar o anormal", como nos adverte Clarissa Pinkola Estés em "Mulheres que correm com os lobos". Mulheres poderosas correm com os lobos. O que isto significa? Que uma mulher é tanto mais interessante e valorosa quanto sabe negar com categoria e firmeza. Negar é saber impor limites, não estar disponível sempre. Quando uma mulher se reencontra com a mulher selvagem, ela vai aprendendo, intuitiva e instintivamente, a dizer NÃO e o mundo ao seu redor vai saber bem seus limites e seu valor. Se você ainda não aprendeu o valor do NÃO, hoje mesmo corra com os lobos no encalço da mulher selvagem. Quer parar com a sofrência nos seus relacionamentos, que sempre dão errado, e com seus insucessos profissionais? Diga não a uma proposta qualquer, a um qualquer. Se você se sente insegura para fazer isto, busque ajuda, faça uma terapia, procure se conhecer, entender seu padrão afetivo. Se você perceber que está em relações tóxicas, considere que pode ser uma dependente química de afeto. Vá em busca da sua cura. Toda relação de abuso, como em qualquer outra, tem dois lados. Só existe o abusador, o que ignora, explora, se há quem permita ser abusado, ignorado e explorado. Com isso, tenha nas suas mãos o poder do NÃO! Tome isto como verdade. Tenha coragem, a mulher selvagem em você, não me deixará mentir.
    Por quê? Vejam o que acontece quando vocês se reencontram com a mulher selvagem.
    "Uma vez que as mulheres a tenham perdido  e a tenham recuperado, elas lutarão com garra para mantê-la, pois, com ela suas vidas criativas florescem; seus relacionamentos adquirem significado, produndidade e saúde; seus ciclos de sexualidade, criatividade, trabalho e diversão são restabelecidos; elas deixam de ser alvos para as atividades  predatórias dos outros; segundo as leis da natureza, elas têm igual direito a crescer e vicejar. Agora, seu cansaço do final do dia tem como origem o trabalho e esforços satisfatórios, não o fato de viverem enclausuradas num relacionamento, num emprego ou num estado de espírito pequeno demais. Elas sabem instintivamente quando as coisas devem morrer e quando devem viver; elas sabem como ir embora e como ficar." (C. ESTÉS)
    7 min
  • Introdução - Cantando sobre os ossos (continuação - parte 3)
    Clarissa Pinkola apresenta a Mulher Selvagem, afirmando que este arquétipo precisa ser entendido para solucionar as limitações da Psicologia traditional no tocante à compreensão da psique feminina. Sobre a força do reencontro com a mulher selvagem: "Uma vez que as mulheres a tenham perdido e a tenham recuperado, elas lutarão com garra para mantê-la, pois, com ela suas vidas criativas florescem; seus relacionamentos adquirem significado, produndidade e saúde; seus ciclos de sexualidade, criatividade, trabalho e diversão são restabelecidos; elas deixam de ser alvos para as atividades predatórias dos outros; segundo as leis da natureza, elas têm igual direito a crescer e vicejar. Agora, seu cansaço do final do dia tem como origem o trabalho e esforços satisfatórios, não o fato de viverem enclausuradas num relacionamento, num emprego ou num estado de espírito pequeno demais. Elas sabem instintivamente quando as coisas devem morrer e quando devem viver; elas sabem como ir embora e como ficar."
    9 min
  • "RESSUSCITA-ME! PARA QUE NÃO MAIS EXISTAM AMORES SERVIS" - Introdução: Cantando sobre os ossos
    "Ressuscita-me!" Ressuscita na nossa psique, nos faz chegar à consciência o que amamos em quem amamos. Parece que as mulheres têm amado seu próprio sintoma, ao se entregarem a "predadores naturais da psique", como o fazem as personagens contadas em Mulheres que correm com os lobos. Estamos, no Grupo, no #10, e até aqui vimos a mulher que foi deixada para morrer no deserto, a esposa do Barba-azul, Vasalisa, O Patinho Feio, A menina dos Sapatinhos Vermelhos, A mulher da pele de foca, La Llorona, A Menininha dos Fósforos e o Velho exausto do Conto Os Três Cabelos de Ouro, lutarem contra seu próprio sintoma, aquilo que os levariam a uma destruição do Self, de si mesmos. Este sintoma da mulher, penso que se trata da dependência afetiva, é o que faz a mulher não reconhecer no "mutante" o "predador natural da psique". Em "O Amor", de Vladimir Maiakóvski e na versão deste poema, na canção de Caetano Veloso, na voz de Gal Costa, podemos encontrar o pedido que fazemos a La Loba, a Velha La Que Sabé, esta versão da Mulher Selvagem que habita a nossa psique: que ressuscite, nos traga à luz, à consciência, o que de nosso sintoma ainda nos faz amar o que nos destrói. "RESSUSCITA-ME! PARA QUE NÃO MAIS EXISTAM AMORES SERVIS." Assim, voltamos à Introdução: Cantando sobre os ossos.
    10 min

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Conversas do Grupo de Leitura "Mulheres que correm com os lobos"