Clube das Lobas

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By Patrícia PhoenixArtsBooks
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Clube das Lobas episodes

  • "O Amor", um poema de Vladimir Maiakóvski
    Numa referência à ressurreição empreendida por La Loba, lemos aqui "O Amor", um poema de Vladimir Maiakóvski. La Loba, a Mulher Selvagem, a Velha La que Sabé, que vai habitando nossa psique, a cada ossada de lobos que monta, ressuscita-os, cantando, como faz com a mulher que foi deixada para morrer no deserto; esta mulher que representa cada uma de nós, nas muitas travessias do nosso processo de iniciação. "O amor"
    "Um dia, quem sabe,
    ela, que também gostava de bichos,
    apareça
    numa alameda do zôo,
    sorridente,
    tal como agora está
    no retrato sobre a mesa.
    Ela é tão bela,
    que, por certo, hão de ressuscitá-la.
    Vosso Trigésimo Século
    ultrapassará o exame
    de mil nadas,
    que dilaceravam o coração.
    Então,
    de todo amor não terminado
    seremos pagos
    em inumeráveis noites de estrelas.
    Ressuscita-me,
    nem que seja só porque te esperava
    como um poeta,
    repelindo o absurdo quotidiano!
    Ressuscita-me,
    nem que seja só por isso!
    Ressuscita-me!
    Quero viver até o fim o que me cabe!
    Para que o amor não seja mais escravo
    de casamentos,
    concupiscência,
    salários.
    Para que, maldizendo os leitos,
    saltando dos coxins,
    o amor se vá pelo universo inteiro.
    Para que o dia,
    que o sofrimento degrada,
    não vos seja chorado, mendigado.
    E que, ao primeiro apelo:
    – Camaradas!
    Atenta se volte a terra inteira.
    Para viver
    livre dos nichos das casas.
    Para que doravante
    a família seja
    o pai,
    pelo menos o Universo, a mãe, pelo menos a Terra." Vladimir Maiakóvski (1923).. {tradução de Haroldo de Campos}. do livro “Poemas de Maiakóvski”. [tradução, notas e organização de Boris Schnaiderman, Augusto de Campos e Haroldo de Campos]. São Paulo: Editora Perspectiva, 9ª ed., 2013.
    3 min
  • Trecho de "Força Estranha" - na maravilhosa voz de @Brighid
    "La Loba canta mais e a criatura-lobo começa a respirar" (#1, O uivo: A ressurreição da Mulher Selvagem. p.23) MULHERES QUE CANTAM COM LOBOS se expressam através do "vento sagrado para o canto". Com a "força estranha" de "uma voz tamamha" do feminino selvagem. Temos cantado, a cada capítulo, canções da MPB que estão associadas ao texto de Clarissa Pinkola Estés. Neste episódio, @Brighid nos presenteia com o uivo de La Loba, entoando "Força Estranha", de Caetano Veloso. Escute e sinta o poder da ressurreição do feminino sagrado.
    1 min
  • #3 Farejando os fatos: O resgate da intuição como iniciação - O Conto da Vasalisa - 6a Tarefa
    Neste episódio, na voz de @LaHuesera, se faz ressoar que "qualquer coisa que possa acontecer a um jardim pode acontecer à alma e à psique." O ciclo da vida-morte-vida é visto no jardim e na psique. Aprender a separar a vida da morte é algo que sempre fazemos inconscientemente, mas um dia isto chega à consciência. Vasalisa, usando a intuição, aprendeu esta lição, separando isto daquilo na prática, foi sua 6a tarefa. Baba Yaga, iniciando Vasalisa, pede a esta jovem mulher que separe um agente medicinal do outro, o que vai atuar terapeuticamente na psique que vai amadurecendo. E você, o que pode aprender, como pode utilizar isso no seu processo de iniciação?
    9 min
  • #9 A volta ao lar: O retorno ao próprio Self - A ecologia inata às mulheres
    "Sabemos que não podemos viver uma vida confiscada". Esta frase ressoa dentro de nós como o chamado da Mais Velha, a velha foca nos chama do fundo das águas da alma e nos lembra de vivermos na superfície como anfíbios, mediais que somos. Esta é nossa "ecologia inata": temos nosso lar da alma e nos sustentamos no mundo objetivo. Vamos nos lembrar sempre disto: na superfície, no mundo objetivo, sempre podemos voltar ao lar da alma e ouvir o chamado da Mais Velha, da que sabe. A iniciação feminina se fortalece com este retorno constante ao próprio Self. Isto se faz, por exemplo, lendo mulheres como Clarissa Pinkola Estés que, numa transmissão matrilinear, nos inicia no feminino sagrado, selvagem. Clarissa é uma das nossas mães, a Mais Velha que nos chama no meio da escura da alma ou mesmo num dia ensolarado, basta abrir seu texto e conversaremos com ela, correremos com os lobos...
    10 min
  • #9 A volta ao lar: O retorno ao próprio Self - A prática da solidão voluntária
    Tempo Para Mergulhar - TPM. Estar "num estado de solidão - aloneness - no sentido mais antigo do termo". All one: estar inteiramente em si. Clarissa Pinkola, neste trecho, fala da TPM (tensão pré-menstrual) e da própria menstruação como um período necessário para a "prática da solidão voluntária". Interessante, porque estes dias estava pensando em como fico com a percepção alterada nestes momentos menstruais e como preciso ter cuidado para não me criar problemas com aqueles que amo, principalmente com meu namorado e com minha filha. Então, eis que me deparo com esta afirmação de Clarissa Pinkola: "Durante este período, a mulher está muito mais próxima de autoconhecimento do que o normal. A membrana que separa a mente consciente da inconsciente fica, então, consideravelmente mais fina. Sentimentos, recordações e sensações que normalmente são impedidos de atingir a consciência chegam ao conhecimento sem muita resistência. Quando a mulher procura a solidão durante este período, ela tem mais material a examinar." Ler isto me fez refletir sobre como agir ou como não agir neste período pré e menstrual. Refletir sobre a TPM como a "prática da solidão voluntária" pode nos fazer acessar nosso autoconhecimento e também isto pode nos ajudar nos nossos relacionamentos mais próximos. Penso que este autoconhecimento que podemos acessar na TPM, não é um saber irrefutável sobre o outro e uma verdade plena a ser atiçada na cara do outro, como um saber superior, o que, muitas vezes, fazemos, movidas por uma raiva que nos toma desde as entranhas. Quem sabe se nos escrevermos lembretes antes da TPM, para lermos neste período, nos dizendo que precisamos da prática da solidão voluntária, nestes momentos, eles serão mais proveitosos e menos problemáticos. Podemos escrever num postic ou no antebraço: "TPM - Tempo Para Mergulhar na alma e refletir sobre nossas verdades." Quem sabe se, com isso, poderemos ouvir a voz do nosso inconsciente com mais atenção, mas não vociferar isto para os demais. A prática da solidão voluntária também se estende a outras situações, ela é um exercício de escuta da alma, que fazemos como Ooruk faz com sua mãe foca: debruçado sobre a rocha do mar. O estado de contemplação pode existir de fato ou simplesmente ser imaginado por nós quando precisamos estar inteiramente a sós (all one). Clarissa diz que isto pode ser feito ainda que estejamos cercadas por uma multidão de gente. Escapar para a rocha do mar pode ser tudo o que precisamos para saber melhor sobre nós mesmas e nos relacionarmos melhor com os outros, fico com esta reflexão. E você?
    16 min
  • Homenagem ao Dia Internacional da Mulher - Mulheres que CANTAM com os lobos
    Neste 8 de março de 2021, fica registrado, neste episódio, o que estamos fazendo no nosso Grupo "Mulheres que correm com os lobos": cantamos, relacionamos "canções poderosas" com as palavras de Clarissa Pinkola Estés, nas quais nos reconhecemos e nos transformamos.
    Somos Mulheres que CANTAM com os lobos. Fazemos isto, aqui, relacionando trechos do #9 - no item "A volta à superfície" - com duas canções de Caetano Veloso: "Vaca Profana" e "Muito Romântico".
    Com isso, desejamos, a todas nós, que "a mulher medial" cresça e apareça "na voz de uma mulher sagrada", "com todo mundo podendo brilhar num cântico", num "vento sagrado para o canto".
    Vamos, assim, rumo a "vicejar e não apenas sobreviver"!
    7 min
  • #9 A volta ao lar: O retorno ao próprio Self - A volta à superfície
    À semelhança de Ooruk, a criança espiritual, filho do Homem solitário (o Ego) com a Mulher da pele de foca (a Alma), um mulher não pode ficar todo tempo no mundo subaquático. Esta metáfora serve para nos alertar sobre a importância de assumir nosso lugar no mundo objetivo, para poder fazer uma conexão com a materialidade da vida, mas também para assegurar que podemos usar nossas habilidades subjetivas quando estamos fora do lar da alma. Como? Afirma Clarissa Pinkola Estés, de forma poética, que isso se dá pelo insight, pela paixão e pelo vínculo com a natureza selvagem; entoando nosso canto com a voz do feminino sagrado, tocando nosso tambor, contando histórias, por exemplo. "É essa poesia e esse canto sagrados o que procuramos. Queremos palavras e canções poderosas que possam ser ouvidas em terra firme e debaixo d'água." (#9, p. 218) Na voz de @Brighid, ouçamos, com nossa natureza medial, este belo trecho do #9.
    8 min
  • #9 A volta ao lar: O retorno ao próprio Self - A mulher medial: a que respira debaixo d'água
    Respirar debaixo d'água e voltar à superfície: a mulher selvagem que habita nossa psique é esta "mulher medial" - como dizia a Psicanalista junguiana Toni Wolffe - um ser de dois mundos, "que existe no âmago de todas mulheres" . "A mulher selvagem é uma combinação de bom senso e senso da alma", afirma Clarissa Pinkola, quando fala do ser medial como uma das características da mullher selvagem. O que seria este "senso da alma"? Como isto se relaciona com ser medial? O que significa ser medial pra você? Como você tem feito para poder transitar entre os mundos objetivo e subjetivo? Após ouvir a leitura deste trecho do #9, você poderá refletir sobre este "senso de alma" e sobre sua própria transição entre o mundo objetivo e o mundo subjetivo.
    6 min
  • #9 A volta ao lar: O retorno ao próprio Self - A demora excessiva
    O que significa, pra você, "voltar ao lar da alma"? Nesta parte do #9, Clarissa nos dá alguns exemplos de volta ao lar, sugeridos por suas pacientes, ressaltando que embora algumas destes exemplos pareçam simples, isto exige muito de uma mulher. Vemos, no conto, que a demora em voltar ao lar provoca o ressecamento da pele da mulher-foca, a perda de sua visão e seu definhamento progressivo, deixando-a "vesga de cansaço". Neste sentido, Clarissa nos pinta um quadro "brutal": o de "amamentar uma ninhada morta"... Sem mais, vamos à escuta deste item do #9.
    19 min

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Conversas do Grupo de Leitura "Mulheres que correm com os lobos"