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Neste CMO Playbook Tatiana Rocha defende uma visão de marketing "focada no negócio", onde o objetivo central é a geração de resultados extraordinários. Ela lidera a diretoria de Branding, conhecida como o lado criativo, mas enfatiza a necessidade de integrar essa área com Performance.
Em conversa com Rapha Avellar, ela conta que um dos seus maiores desafios foi comandar o processo de rebranding da marca. A reformulação era necessária para adequar a identidade ao ambiente digital e solucionar problemas de cultura. O sucesso foi confirmado pelo crescimento nas três dimensões de mensuração estabelecidas pela equipe de Tati, sem perda de recall.
Altamente obstinada por mensuração, a executiva liderou a transição do modelo last click para o Marketing Mix Modeling (MMM). Contudo, ela aponta que o grande ponto cego da mensuração — e o foco de seu time de insights — é a qualidade criativa, responsável por quase 50% da performance.
Tatiana também critica a fragmentação do marketing na indústria, que levou à criação de "feudos" internos. Em sua visão, essa pulverização faz com que a cadeira de marketing perca relevância nas mesas de discussões estratégicas. Para Tati, a sinergia e a cooperação entre branding e performance são essenciais para o marketing recuperar seu valor estratégico no board da companhia
Rogerio Nicolai, diretor de negócios do Pinterest no Brasil, conta neste CMO Playbook como a plataforma se consolidou como uma pioneira em busca visual e inteligência artificial (IA), utilizando sua base de dados para atuar como uma "máquina de prever o futuro" através de tendências de consumo.
Em conversa com Rapha Avellar, ele descreve que o uso é impulsionado por uma psicologia única, focada no planejamento pessoal e na intenção de realizar aspirações futuras. Diferentemente de outras redes, o Pinterest é a plataforma "do self", e não da selfie. Os usuários entram com propósito para planejar algo para si mesmos — seja uma casa nova, um look, uma viagem ou uma receita — estabelecendo uma relação íntima e individual, onde o foco não está na interação social ou na vida perfeita dos outros.
Para marcas e anunciantes, essa mentalidade se traduz em oportunidades diretas de consumo, visto que cerca de 96% das buscas na plataforma estão relacionadas a intenções e desejos de compra. As categorias mais fortes no Brasil incluem moda, beleza, gastronomia, viagens e decoração. O Pinterest atua como uma solução para esses interesses, integrando o conteúdo da marca na jornada do usuário sem interrompê-lo.
Thais Souza Nicolau, diretora de marketing na Nomad, neste CMO Playbook, aborda a importância da criatividade como motor de negócios em um setor tradicionalmente avesso a risco, mas que é super competitivo: o mercado financeiro.
A Nomad, que oferece como principal produto a possibilidade de investimentos no exterior, está há apenas cinco anos no mercado, mas desde que Thais chegou, tem tido campanhas ousadas e com resultados significativos. Thais detalha esses casos feitos “sem possuir a maior verba do mercado”, advogando a maximização da eficiência do investimento em marketing, utilizando a criatividade e conceitos disruptivos para se destacar.
Thaís aponta que essa cautela excessiva leva à tendência de subestimar a marca, mantendo o branding sub investido e secundário em comparação ao investimento em performance, mesmo que a marca e a consistência sejam os fatores que realmente diferenciam a empresa e podem multiplicar os resultados.
Com passagens marcantes no Burger King e Mercado Livre, ela também conta casos exemplares de campanhas criativas no seu passado como profissional.
Giovanna Miranda, Head de Mídia, Promoções, Live Experience e Dados da PepsiCo, neste CMO Playbook, trata dos dilemas relacionados à integração e à transformação da mídia para um executivo de Marketing.
Em conversa com Rapha Avellar, Giovanna aborda a importância da consistência e da força da marca, descrevendo que, apesar de o produto ter qualidade ser o "ponto base", é na marca "onde a gente ganha o jogo". Para defender marcas líderes como Cheetos, Lays, Ruffles e Doritos, é preciso "blindar as marcas" e garantir que elas tenham "consistência".
A executiva também a conta como a gestão de marcas globais como as da PepsiCo é desafiada pela necessidade de adaptação local — processo que ela chama de "glocal" —, e destaca que a consistência é essencial, sendo o trabalho do marketing "relembrar constantemente" o consumidor, já que ele não pensa nas marcas o tempo todo. Ela enfatiza a transformação da mídia, afirmando que a estratégia atual deve ser "menos sobre fazer publicidade tradicional" e mais sobre "fazer parte dessas conversas de maneira nativa".
Além disso, a segmentação deve ser menos focada em demografia e mais no "contexto que ele [o consumidor] está inserido, qual é a jornada que a gente precisa construir pra gente impactar de maneira relevante". Para gerenciar e medir o sucesso dessas estratégias integradas, ela ressalta que é "essencial estandardizar métricas" para "eliminar achismos" e ter capacidade de comparação.
Felipe Meretti, Diretor de Marketing B2C do iFood, neste CMO Playbook, trata dos dilemas relacionados a canais para um executivo de Marketing.
Em conversa com Rapha Avellar, Meretti aborda vantagens da mídia paga, da tradicional e programática. Também descreve que a mídia de influência, apesar de ainda carregar grandes gargalos operacionais e de mensuração para atingir a escala desejada, é “inevitável”. Ele conta ainda como a gestão da marca iFood foi desafiada com a expansão de serviços - há alguns meses a empresa passou a oferecer entrega para supermercado, pet shops e farmácias -, destacou que a consistência é uma das partes mais difíceis do marketing e que qualquer movimento brusco de reposicionamento deve ser embasado em alto volume de dados.
Miriam Shirley, que acabou de assumir como nova presidente da BrandLovers - dois anos depois de ter saído do cargo de CEO no grupo Publicis – é a convidada deste CMO Playbook.
Rapha Avellar recebe a executiva ganhadora do Prêmio Caboré em 2017 e que ocupou cargos de liderança na Starcom e Ogilvy para debater as transformações da mídia e do mercado publicitário neste século.
Na conversa, Miriam argumenta que toda inovação de canal causa confusão nas métricas, compartilha lições de sua carreira e divide a experiência de liderar uma conta como Coca-Cola em contextos diferentes como a Cidade do México e o Rio de Janeiro.
Ela comenta o que observou do mercado e nas conversas entre os maiores nomes da publicidade nos dois anos que esteve dedicada à vida pessoal - e seus 33 sobrinhos -, troca números valiosos sobre a Creator Economy com Rapha e explica por que resolveu voltar ao mercado, em uma startup, neste momento.
Maurício Landi, Diretor de Desenvolvimento e Experiência dos vendedores do Mercado Livre aborda a complexidade de gerenciar o marketing e impulsionar o crescimento em um ecossistema tão diverso, que atende desde pequenos empreendedores até grandes negócios. Desde sua chegada, ele implementou mudanças rápidas, reestruturando o escopo do time em um mês. Landi discute também sua filosofia de gestão, baseada na clareza de escopo e na cultura de "beta contínuo" (nunca vai estar perfeito), que encoraja a tomada de risco e a velocidade na execução. Além disso, ele enfatiza que, em um mundo de palavras da moda como a IA, é crucial não esquecer o "arroz com feijão bem feito".
Neste CMO Playbook, Rapha Avellar recebe Eduardo Lemos, CMO da Kellanova no Brasil. Com mais de 20 anos em marcas globais, principalmente no setor alimentício, Eduardo insiste no básico: a construção de relevância.
Ele que diz ter obsessão por conhecer como ninguém o seu consumidor, tem como um dos maiores cases de sua gestão, a marca Pringles, que fatura mais de US$ 200 milhões no Brasil, impulsionado por uma decisão estratégica de nacionalização da produção,
O executivo que também foi CMO no México aponta que, embora o Brasil e o México sejam latinos e culturalmente próximos em muitos aspectos, os hábitos de consumo de alimentos são muito diferentes, e divide suas percepções sobre as particularidades do consumidor brasileiro.
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Neste CMO Playbook, Rapha Avellar recebe Luiz Fernando Musa, Chief Executive do Grupo Ogilvy Brasil.
Grande defensor da criatividade como diferencial competitivo, ele passou os últimos 30 anos criando campanhas de sucesso e vendo de perto todas as transformações do marketing das empresas e das agências de publicidade.
Musa discute o papel da inteligência artificial, aconselha CMOs a "tirar as muletas" para abraçarem a mudança e ressalta que é preciso agir com humildade intelectual, e estar disposto a reaprender constantemente em um mundo onde "tudo está em cheque".
Ainda dá dicas de como mover consumidores, focando na autenticidade e credibilidade, definindo o que a marca realmente acredita e entrega, e o executivo reflete sobre a importância do tempo e da construção de legado, contrastando com a mentalidade de gratificação instantânea.
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Neste CMO Playbook, Rapha Avellar recebe Vanessa Giangiacomo, que lidera o YoPRO dentro da Danone. A marca de apenas 7 anos que cresceu mil vezes em volume e se tornou sinônimo de categoria no mercado. Ela detalha como sendo um "squad" autônomo dentro da Danone, permitiu foco e agilidade para desenvolver produtos e estratégias disruptivas.
Vanessa explora a estratégia para aumentar a penetração de mercado de novas categorias, que são as bebidas proteicas e aborda as estratégias de comunicação mais eficazes em um mundo de atenção dispersa, destacando a importância de vídeos de 20 segundos, a colaboração com creators para mostrar ocasiões de consumo, e o trabalho com médicos e nutricionistas para recomendações.
A executiva também compartilha sua filosofia de liderança, focada no desenvolvimento humano e em um ambiente de coragem para admitir "não sei", "errei" e pedir "me ajuda" e detalha suas metodologias de "escuta ativa" dos consumidores, desde "old school" como ir a supermercados e ouvir call centers, até ferramentas de social listening e pesquisas, sempre buscando o que não é dito e a diferença entre o declarado e o real.
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