Coemergência | Podcast

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Coemergência | Podcast episodes

  • #63 Transformação Social: visão e ação (com Andreas Hernandez)
    O Coemergência #63 discute o tema da transformação social: como ela tem sido produzida coletivamente ao redor do mundo, por quem, com que tipo de visão e enfrentando quais tipos de obstáculos? Para discuti-lo, contamos com o conhecimento e a simpatia do querido Andreas Hernandez. Andreas Hernandez é – bom, ele é muita coisa. Já no começo da conversa, ele conta alguns episódios de uma biografia absolutamente cheia de plot twists. Se você não se interessa pelo tema, mas curte narrativas de ação, vale a pena ouvir no mínimo essa parte! Mas se você também valoriza reflexões muito ricas e articuladas e deseja atuar, ou seguir atuando, na montagem peça a peça da mandala de um novo mundo, esse episódio é para você. O Andreas tem se debruçado sobre o tema ao longo de sua carreira, que inclui um doutorado em Sociologia do Desenvolvimento pela Cornell University e, atualmente, a atuação como professor de Estudos de Sustentabilidade na University of New Mexico, nos Estados Unidos, com diversos artigos e filmes pelo caminho. Algumas de suas pesquisas, especialmente sobre agroecologia, envolvem o Brasil. Elas podem ser vistas, por exemplo, no filme Soil, Struggle and Justice: Agroecology in the Brazilian Landless Movement (Solo, Luta e Justiça: Agroecologia no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). A importância da terra e da atuação coletiva são alguns dos pontos em comum entre o filme e a conversa que você vai ouvir em breve. Em linhas gerais, o Andreas parece enfatizar bastante a importância das visões de mundo. Mas não é uma concepção desencarnada de visão, e sim uma que surge de seres incorporados, atuando coletivamente, interdependentes com a terra com T minúsculo e a Terra com T maiúsculo. Ele também traz muitos exemplos concretos, o que é excelente para ampliar nosso senso do que é possível e do que pode ser adaptado criativamente em novas circunstâncias. Caso você veja valor no nosso trabalho aqui no Coemergência e queira apoiá-lo, estamos em apoia.se/coemergencia. Outra forma de apoiar é divulgando pras pessoas no boca-a-boca, pra que possamos depender um pouco menos dos algoritmos. No nosso site, você pode cadastrar o seu e-mail para receber nossa newsletter e ter acesso mais direto às nossas atividades: programas, rodas, cursos, etc. É isso! Esperamos que gostem do programa tanto quanto gostamos de gravá-lo e que ele te inspire a agir mais e melhor no sentido daquilo que você considera mais benéfico!
    1 hr 48 min
  • Interser #8 | A Cibernética do Self (com Letícia Cesarino)
    A coluna Interser tem o prazer de receber novamente Letícia Cesarino, antropóloga e professora da UFSC. No início de 2020, discutimos as pesquisas dela sobre populismo digital, pós-verdade e bolsonarismo. Na época, ela também havia publicado a tradução de um artigo de Gregory Bateson, pensador que atuou na antropologia e em várias outras áreas: "A Cibernética do Self: uma teoria do alcoolismo", originalmente de 1971. A Letícia frequentemente traz em suas pesquisas e reflexões um componente do pensamento de Bateson, que é o olhar para o funcionamento de todo o sistema (incluindo as mídias digitais, por exemplo), sem presumir um centro de decisão unilateral, dominado por indivíduos descontextualizados, supostamente autônomos e estáticos. Óbvio que não é apenas ela que faz isso, mas nos trabalhos dela a força da cibernética e da teoria dos sistemas aparece com bastante clareza. O alcoolismo é o estudo de caso do Bateson naquela discussão em específico, mas o objetivo da nossa conversa é tratar de algo mais amplo, a concepção cibernética de self que Bateson propõe e que afirma encontrar também nos Alcóolicos Anônimos. O subtexto do artigo e da conversa é que nossas concepções sobre quem são os sujeitos e como eles se relacionam com o ambiente em que vivem têm consequências diretas sobre a qualidade dessa relação e, em última instância, sua capacidade de sobrevivência do sistema. Nos tempos em que nossa sobrevivência é ameaçada pela emergência climática, pelo neoliberalismo e por várias formas de violência da sociedade brasileira, incluindo o violento movimento que atualmente ocupa o governo e mobiliza parte da nossa sociedade, reconhecer as limitações de nossa visão e ampliá-la pode ser um bom negócio. Caso você se alegre com o movimento que fazemos aqui no Coemergência e queira nos apoiar, é só ir em apoia.se/coemergencia.
    2 hr 6 min
  • #62 O bem-estar como habilidade | Conexão
    Seres de todos os reinos, está no ar o terceiro episódio da nossa série “O bem-estar como habilidade”: “Conexão”. Esse pilar inclui o aspecto relacional do bem-estar, componente fundamental nas tradições contemplativas e também presente nos estudos científicos mais recentes sobre a felicidade. Do lado das tradições contemplativas, vemos a importância de nos movermos pelo mundo gerando menos sofrimento e promovendo benefícios para os seres ao nosso redor e aprendemos a cultivar qualidades que nos apoiam a estabelecer relações mais genuínas e de modo mais não-excludente, ampliando nossos círculos de cuidado. O Budismo, por exemplo, fala das quatro qualidades incomensuráveis (bondade amorosa, compaixão, alegria empática e equanimidade), além de fatores como apreciação e gratidão. Do lado da ciência, diversos estudos vêm mostrando a influência que ter boas relações e redes de apoio exerce em nossa saúde psicológica e, inclusive, em nossa saúde física - em alguns casos, mais até do que fatores biológicos ou econômicos. Partindo desse pano de fundo, como fizemos nos outros programas, discutimos um pouco como vemos a importância das relações na experiência de cada um de nós, abordando o que está por trás delas contribuírem tanto para o nosso bem-estar; lembramos momentos em que nos sentimos com redes e outros em que nos sentimos isolados e os efeitos disso; falamos dos obstáculos que enfrentamos para cultivar relações e aprofundá-las; e levantamos como cada um tenta fazer para lidar com esses obstáculos e vários outros temas. Para completar, já guardem na agenda aí: na semana que vem, na quinta-feira dia 14/10, vamos fazer uma roda de conversa para seguirmos papeando sobre esse assunto juntos com vocês! Sempre ficamos empolgados e achamos incríveis esses encontros, então já estamos super animados por aqui! Que esse nosso papo chegue como uma boa companhia para vocês! Para nos apoiar: estamos no apoia.se/coemergencia.
    1 hr 34 min
  • #61 A arte do palhaço e a escuta (com Cláudio Thebas)
    Seres de todos os reinos, estamos de volta com mais um episódio do Coemergência. A gravação deste programa foi a realização de um sonho da era pré-pandêmicas. Um sonho que só ganhou mais força diante das experiências enfrentadas nos últimos tempos e que, como todos os sonhos, abriu uma brecha no tempo-espaço e voilá! Conversamos com Claudio Thebas! Escritor, educador, investigador, escutador, criador, improvisador, mas, antes de tudo, Palhaço! Um palhaço que escreve, que educa, que investiga, que escuta, que improvisa. Um palhaço que tem como ofício o encontro com o outro. Além de estar à frente de diversos projetos de transformação social, como PlayMonday e Forças Amadas, assumiu a tarefa de espalhar a arte da palhaçaria através de palestras, cursos e livros, nos aproximando desse universo tão encantador e lúdico. Há quem pense que os palhaços vivem de piadas, mas depois de conversar com Cláudio Thebas desconfiamos que os palhaços vivem de magia. A magia que os encontros podem produzir! No nosso papo, com uma generosidade do tamanho do mundo, Claudio Thebas revelou alguns segredos escondidos nas mágicas dos palhaços: a escuta empática e o brincar. Conversamos também sobre seu último livro “Ser bom não é ser bonzinho”, lançado há pouco pela editora Planeta, que aproxima a arte do palhaço e a comunicação não-violenta, além de, claro, aproveitarmos para saber mais sobre o encontro da palhaçaria com a psicanálise, materializado no livro O Palhaço e o Psicanalista, em co-autoria com Christian Dunker. O programa está lindo e divertido. Esperamos que vocês se divirtam tanto quantos nos divertimos e que o papo possa contribuir para o cultivo da ludicidade na vida de vocês. Como sempre, para quem quiser nos apoiar, estamos no apoia.se/coemergencia.
    1 hr 9 min
  • Interser #7 | Eu queria falar sobre a vida (com Cecília Coimbra)
    Na ocasião dos seus 80 anos de idade, a professora e ativista Cecília Coimbra, do grupo Tortura Nunca Mais, publicou suas memórias no livro "Fragmentos de Memórias Malditas: Invenção de Si e de Mundos", lançado neste ano de 2021 pela n-1. A sétima edição da coluna Interser aproveita a oportunidade para esse encontro com a Cecília, que tem muito a dizer sobre a produção discursiva de "classes perigosas" que legitima violências de longa data na sociedade brasileira, sobre os microfascismos que nos atravessam, mas também sobre a possibilidade de vivermos, desde já, uma vida mais aberta aos encontros, à diferença, à alegria e à solidariedade. São tópicos que reaparecem a todo momento em seu livro e na nossa conversa - e que a própria presença dela transborda a todo tempo! Para ouvir: site, Spotify, agregadores (link na bio). Estamos em apoia.se/coemergencia!
    1 hr 42 min
  • #60 O bem-estar como habilidade | Cultivo da atenção
    Seres de todos os reinos, está no ar o segundo episódio da nossa série “O bem-estar como habilidade”. Começamos essa série inspirados por uma fala do Dr. Richard Davidson justamente sobre o bem-estar ser uma habilidade que podemos cultivar. Como comentamos no primeiro episódio da série, seguiremos, apenas como ponto de partida, quatro pilares de práticas apontados pela ciência - e pelos contemplativos - como essenciais para esse cultivo: Propósito, Consciência, Conexão e Insight. (Apenas como contexto para quem não ouviu no primeiro episódio da série, esses termos são uma tradução livre nossa da linguagem utilizada no programa Healthy Minds para apresentar esses pilares. O Healthy Minds é um programa que foi criado pelo próprio Richard Davidson e outros cientistas, como Cortland Dahl, ambos grandes praticantes e alunos do Mingyur Rinpoche). Se você ainda não viu, no primeiro programa da série, falamos sobre “Propósito”. E, hoje, vamos conversar sobre o segundo pilar: “Consciência”. De novo, voltamos com o mesmo formato: uma mesa redonda entre nós seis, em que compartilhamos como esse tema em particular ressoa para cada um em primeira pessoa. Nesse pilar, de “Consciência”, estão todas as práticas voltadas para o cultivo da atenção, da introspecção e outras habilidades mentais correlatas. Em outras palavras, todas as práticas que nos apoiem a cultivar uma atenção relaxada, estável e clara tanto ao ambiente ao nosso redor quanto a experiências internas, como pensamentos e emoções. Diversos estudos científicos atuais apontam a conexão entre esse pilar com o bem-estar, na medida em que ele nos ajuda, por meio de suas práticas, a irmos além da agitação ou distração e do mero torpor ou embotamento - os dois extremos nos quais usualmente nos vemos no dia a dia. Dentre os resultados específicos identificados, estão o de que essas práticas apoiam a regulação emocional; levam a níveis mais baixos de estresse, reatividade a dor, ansiedade e depressão e promovem emoções positivas e uma maior sensação psicológica de bem-estar. Além disso, claro, esse pilar é uma das bases de muitos caminhos contemplativos, então é mais um ponto onde há uma clara convergência entre a ciência e as práticas contemplativas. Mas, nem precisamos ir tão longe para ver a importância dessas práticas: é só lembrarmos da última vez que tentamos focar em alguma tarefa, leitura, conversa, etc. para vermos a dificuldade que temos de realmente direcionar e manter a nossa atenção em algum objeto de nossa escolha. Usualmente, somos simplesmente carregados, sem liberdade e sem muitas escolhas pela nossa mente. É evidente que, com uma mente assim, estamos muito mais sujeito às aflições mentais, a termos episódios emocionais destrutivos e a seguirmos comportamentos dos quais nos arrependeremos no futuro. Então, este foi o tema da nossa conversa! Assim como fizemos no programa anterior, falamos, a partir da nossa experiência em primeira pessoa, sobre como vemos a conexão entre essas práticas de “Consciência” (ou cultivo da atenção) e o cultivo do bem-estar, abordamos potenciais obstáculos, armadilhas e dificuldades nesse caminho e finalizamos com práticas, contemplações e referências que têm nos apoiado a seguir praticando. Não esperem nenhuma aula ou grande ensinamento, ouçam realmente como uma conversa despretensiosa entre praticantes. Mais uma vez, vocês vão ver que dividimos o programa em alguns blocos de perguntas e, entre cada um, colocamos uma música como transição. Sugerimos aproveitar esse breve momento para notar como tudo o que falamos no bloco anterior ressoa por aí e como vocês responderiam às perguntas que nos fizemos. Se acharem útil, pausem o áudio por alguns instantes para essas reflexões. Também, como fizemos no primeiro programa da série, vamos deixar, ao final do programa, uma sugestão de prática relacionada a esse pilar, para cada um fazer no seu próprio tempo. E, no site, na página desse episódio, listamos algumas das referências que citamos para quem quiser se aprofundar. É isso! Relaxem e desfrutem! Como sempre, para quem quiser nos apoiar, estamos no apoia.se/coemergencia.
    1 hr 31 min
  • #59 As Sementes da Consciência (com Denise Kato)
    Para a edição #59 do Coemergência, temos a alegria de receber a instrutora de meditação e tradutora Denise Kato [@denise_s_kato]. Formada em Psicologia pela PUC de São Paulo, aluna do grande professor Thich Nhat Hanh e membro da Ordem do Interser, a Denise explorou com a gente uma das imagens que seu professor usa para ensinar alguns aspectos do Dharma: a das sementes presentes na consciência armazenadora (um dos oito níveis de consciência descritos no budismo), que podem ser convidadas por nós a se manifestarem na consciência mental. Só para dar um leve contexto em budistês e depois seguirmos a conversa de uma maneira mais coloquial, eu vou fazer uma citação rápida. No livro "A Essência dos Ensinamentos do Buda", Thich Nhat Hanh diz: "Quando não estão manifestas, as formações mentais residem em nossa consciência armazenadora na forma de sementes: sementes de alegria, paz, compreensão, compaixão, esquecimento, ciúme, medo, desespero, e assim por diante. … Toda vez que regamos uma delas ou deixamos que uma semente seja regada por outra pessoa, aquela semente se manifesta e torna-se uma formação mental. Nós temos que ter cuidado sobre quais tipos de sementes regamos em nós e no outro." Assim, como em um jardim em que diferentes sementes dão origem a diferentes tipos de plantas e flores, tanto as causas da felicidade quanto as do sofrimento vêm à tona em nossas consciências (individuais e coletivas) na dependência de nossa agência. Nós temos um papel ativo no processo, não estamos impotentes. O que fazemos com o nosso corpo, nossa fala e nossa mente afeta diretamente nosso próprio bem-estar e o bem-estar de todos os seres. Manter isto em mente é uma chave importante para transformarmos o sofrimento, cultivarmos a felicidade e nutrirmos nossas relações e nossa sociedade. O Lama Padma Samten, como lembra a querida Jeanne Pilli de tempos em tempos, já falou que podemos ter um "olhar de jardineiro" na relação com os outros seres, convidando suas qualidades a se manifestarem quando elas ainda não estão visíveis, dando espaço para elas crescerem, regando, cuidando, etc. E é certamente verdade também que podemos ter um olhar de jardineiro ruim, ou olhar de agronegócio, de monocultura - mas, ao percebermos que a jardinagem pode produzir diferentes tipos de resultados, passamos a ter escolhas. Para que esta jardinagem seja benéfica, precisamos estar presentes. Thich Nhat Hanh enfatiza muito a importância da atenção plena à respiração para que possamos estar presentes. Por isso, de tempos em tempos na conversa, a Denise nos convidará a retornarmos ao momento presente com o apoio de um sino. Nossa aspiração é que essa conversa nutra muitas sementes positivas na mente de você que está ouvindo, e que você nutra muitas sementes positivas ao seu redor! Antes de passarmos para ela, nós agradecemos de coração a todes que sustentam nossas atividades por meio do apoia.se/coemergencia. Quem mais quiser nos apoiar, sinta-se muito bem-vindo, muito bem-vinda. Um último aviso: nós estamos compartilhando nos stories o perfil do @projetosolidare, que está arrecadando fundos para uma campanha de cobertores em São Paulo, e vamos fazer o mesmo para outras campanhas pelo país. Fiquem de olho também, por favor, em hashtags como #pl490não e #MarcoTemporalNão, porque é muito importante apoiarmos a preservação dos direitos dos povos indígenas do nosso país. É isso. Pegue sua pá, seu regador e venha com a gente!
    1 hr 22 min
  • #58 O bem-estar como habilidade | Propósito
    Seres de todos os reinos, chegamos com o primeiro episódio da nossa nova série, "O bem-estar como habilidade". No episódio de hoje, vamos focar no primeiro pilar, "Propósito". Culturalmente, falamos muito em propósito, mas muitas vezes de formas superficiais e individualistas, como nas reflexões sobre encontrar um propósito no trabalho. No entanto, acreditamos que isso não precisa ser motivo para descartarmos a importância de pensarmos o propósito sob perspectivas diferentes e mais amplas. "Propósito", aqui, se refere a termos um senso de clareza em relação às nossas motivações e desejos mais profundos, aos nossos valores pessoalmente significativos e a conseguirmos aplicá-los no cotidiano. O propósito é um componente importante dos modelos científicos influentes de bem-estar e é central para as perspectivas de florescimento humano nas tradições contemplativas. O propósito molda nossas narrativas pessoais e está associado a uma série de resultados relacionados ao bem-estar psicológico e à saúde física. Mas, simplesmente falar e ler isso não basta. Precisamos contemplar como isso se aplica na nossa própria experiência em primeira pessoa. Foi isso o que tentamos fazer na conversa. Buscamos abordar como essa reflexão sobre encontrar um "propósito" ou sentido para a vida surgiu para cada um de nós, a importância desse pilar e sua conexão com o cultivo do bem-estar, potenciais obstáculos, armadilhas e dificuldades que podemos enfrentar ao tentar praticá-lo e que contemplações e práticas têm nos ajudado nesse caminho. E, para vocês já poderem explorar, na prática, um pouco do que vamos ter discutido no episódio, deixamos, ao final, uma sugestão de contemplação relacionada a esse pilar, para cada um fazer no seu próprio tempo. Além disso, no nosso site, na página desse episódio, listamos algumas referências para quem quiser se aprofundar. Esperamos que aproveitem o papo o tanto que curtimos gravar e que o que falamos seja benéfico ou um apoio de alguma forma para o caminho de todos vocês. Ah, antes de esquecer, caso queiram nos apoiar, estamos lá no apoia.se/coemergencia. É isso, relaxem e aproveitem! Temas discutidos: 06:17 Em que momento da vida começamos a refletir sobre o propósito? 27:13 - Como a busca por sentido se conecta com a busca pela felicidade pra você? 38:28 - Exemplos pessoais de experiências marcadas pela busca de sentido. 57:01 - Como a gente tem feito pra produzir sentido nesse momento de isolamento? 96:46 - Que exercícios ou práticas poderíamos fazer para cultivar ou localizar esse sentido em nossas vidas?.
    1 hr 55 min
  • #57 Entre a estatística e a medicina da alma (com André Islabão)
    Seres de todos os reinos, nosso convidado neste programa é o André Islabão, um ser de muitos talentos e, além de médico, principal razão pela qual o convidamos pra essa conversa, é entre outras coisas, pai, tradutor, artista, escritor, compositor e músico. Entusiasta da medicina sem pressa, André lançou em 2019 o livro "Entre a estatística e a medicina da alma – Ensaios controlados do Dr. Pirro", em que compartilha um pouco da sua tentativa de reduzir o abismo crescente entre a medicina moderna e uma visão mais holística do ser humano comum a outras épocas. Dr. Pirro é o pseudônimo usado por ele para simbolizar o ceticismo que o acompanha em sua crítica e prática médica, em referência a dois "pirros": o de Élis, fundador do ceticismo filosófico, e o rei de Épiro, da Grécia Antiga que ficou conhecido por se preocupar não só com as vitórias em guerra mas também com as perdas causadas por elas. Neste ano em que a medicina esteve sob os holofotes, a posição de um cético é importante para nos fazer questionar algumas das premissas não questionadas da nossa cultura. A pandemia e as escolhas que temos feito para lidar com seus desafios não foi o tema principal da conversa, mas também esteve presente e pode despertar insights interessantes por aí. O livro pode ser encontrado diretamente em seu site www.andreislabao.com.br, e outros textos estão disponíveis https://www.facebook.com/dr.pirro. Já as músicas que compõem a trilha deste programa estão publicadas em seu canal do YouTube com o nome de Peche Richards. Como sempre, para quem quiser nos apoiar, estamos no apoia.se/coemergencia.
    1 hr 38 min
  • #56 Resgate Emocional (com Carlos Ferreyros)
    Seres de todos os reinos, chegamos com mais um episódio do Coemergência. Esperamos que estejam bem e se cuidando, o máximo possível. No programa de hoje, voltaremos a falar sobre as emoções. No livro "Resgate Emocional" (lançado aqui no Brasil pela editora Lúcida Letra), Dzogchen Ponlop Rinpoche diz que "O poder das emoções vem de uma fonte simples, ainda que profunda: nossa falta de autoconhecimento". O que podemos fazer, então, para diminuir essa nossa falta de conhecimento sobre as nossas emoções? É isso o que exploramos no papo com o nosso convidado da vez. Falamos com Carlos Ferreyros [@carlosferreyros]. Nascido em Lima, mas com uma forte conexão aqui com terras brasileiras, Carlos é um estudante sênior e instrutor de meditação sob a orientação do próprio Dzogchen Ponlop Rinpoche [@rebel_buddha]. Dentre outras coisas, focando na experiência em primeira pessoa do Carlos, abordamos a importância de mudarmos a nossa atitude diante das emoções, como podemos ganhar mais autonomia frente a elas e o que seria a "energia" das emoções e como trabalhar com ela. Falamos também sobre o próprio "Plano de Resgate Emocional", que o Rinpoche apresenta no livro como uma forma de nos apoiar no cultivo dessa nova relação com as emoções. Foi uma sequência de relatos e contemplações bastante rica, que só poderiam vir da mente de um praticante. Ele está falando com cada um de nós, que também estamos nessa tentativa de treinarmos nossas mentes e de ganharmos mais espaço frente às nossas emoções, de termos mais escolhas, mais liberdade. Esperamos que desfrutem! Como sempre, para quem quiser nos apoiar, estamos no apoia.se/coemergencia. É isso, desfrutem do papo com o Carlos e fiquem bem!
    1 hr 19 min

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