Coemergência | Podcast

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Coemergência | Podcast episodes

  • #55 Como integrar toda a vida em um caminho de transformação? (com Gregory Kramer)
    Seres de todos os reinos: como integrar toda a vida em um caminho de transformação? Para responder a essa questão espinhosa convidamos Gregory Kramer para a primeira live (internacional) do Coemergência. Gregory é professor de meditação há 40 anos e discípulo de vários professores respeitados no budismo. Há cerca de 25 anos, ao observar uma dificuldade comum entre praticantes, a começar por ele mesmo, de integrar a prática intrapessoal com as relações e os papeis sociais que precisamos exercer, co-criou e vem aperfeiçoando o Insight Dialogue, um método de meditação interpessoal que, a partir dos princípios budistas e exercícios práticos, busca levar a prática meditativa para nossas interações num sentido amplo e profundo. Seu trabalho conta com a admiração de grandes referências da área como Joseph Goldstein, Tara Brach e Bhikkhu Bodhi. A conversa foi realizada no nosso canal do Youtube e contou com a participação de Beth Farias representante no Brasil do Insight Dialogue e tradução consecutiva de Marcus Teles. No final, abrimos para algumas perguntas. O formato ficou um pouco deferente. Esperamos que gostem. Para apoiar Coemergência, é só ir em www.apoia.se/coemergencia.
    1 hr 23 min
  • #54 Soprando dentes-de-leão na educação (com Fernando Leão)
    Seres de todos os reinos, neste novo episódio conversamos com o querido Fernando Leão (@historiafernando), educador extraordinário e, em suas próprias palavras, um "soprador de dentes-de-leão". Entre seus maiores sopros está a Escola Vila Verde (@vilaverdeescola), em Alto Paraíso de Goiás, referência nacional e integrante do Projeto Escolas Transformadoras, da Ashoka. Como sonhar e trazer ao mundo uma uma educação para a vida e não para o vestibular? Voltada pros interesses mais nobres dos seres humanos e menos para uma grade curricular escolhida à nossa revelia? Em nossa conversa, Fernando falou sobre essas questões, sobre sua trajetória, a abordagem pedagógica baseada nas cinco inteligências e também sobre suas perspectivas para os desafios da educação pós-pandemia. Para apoiar Coemergência, é só ir em www.apoia.se/coemergencia.
    1 hr 28 min
  • #53 Acolhendo o luto (com Gabriela Casellato)
    Gravamos e lançamos este episódio em fevereiro de 2021. Um ano após o primeiro caso de covid-19 ser registrado no país. De lá pra cá, é praticamente impossível não ter experienciado ou estado próximo a situações em que vidas foram abreviadas; sonhos foram desfeitos; projetos foram interrompidos. A impermanência atuou intensamente nas nossas vidas! Quando a impermanência surge arrancando aquilo que consideramos importante, sentimos que partes nossas são arrancadas também, não é mesmo? Sentimos dor, raiva, medo, indignação, saudade, arrependimento, alívio e mais uma infinidade de emoções e sentimentos. Vivenciamos o luto. Mas, o que é o luto, afinal? É algo que acontece com todo mundo? Como a experiência do luto surge internamente? Qual o papel da impermanência nisso? Há algo que podemos fazer para cultivar um mundo interno que acolha o luto, a perda e o sofrimento? Assim como vocês, estávamos cheios de dúvidas e com muita vontade de aprender. Convidamos uma especialista sobre o tema: a psicóloga Gabriela Casellato, que aceitou generosamente nosso convite. Além de ser uma pessoa super gentil – vocês vão perceber como ela aborda com tanta delicadeza o tema - Gabriela possui uma trajetória profissional admirável. É doutora em Psicologia Clínica (pela PUC-SP), especialista em lutos e perdas, é co-fundadora, professora e supervisora do 4 Estações Instituto de Psicologia. É organizadora dos livros: Dor Silenciosa ou Dor Silenciada?, O Resgate da Empatia: Suporte psicológico ao luto não reconhecido; e Luto por perdas não legitimadas na atualidade. Este último lançado no final de 2020. Na conversa, Gabriela explicou que onde há perda de vínculo estruturante há luto e isso não ocorre apenas quando morre um ente querido. O processo de luto perpassa vários contextos de perdas e de mudanças. Ou seja, o luto pode acontecer quando a impermanência surge e desorganiza nosso mundo presumido. O luto está aí. E, como Gabriela nos advertiu, melhor olhar pra ele. Não vamos dar mais spoilers. Escuta esse papo! Esperamos que seja tão benéfico para você tanto quanto foi pra gente. Deixamos nosso profundo agradecimento aos generosos seres que seguem nos apoiando por meio da campanha de financiamento coletivo. Caso você sinta que o projeto merece sua contribuição e tenha o desejo de participar dessa corrente, está tudo explicado lá no apoia.se/coemergencia.
    1 hr 10 min
  • #52 Literatura: direito ao sonho e transformação social (com Bel Santos Mayer)
    Uma das formas de investigar a maneira pela qual o mundo externo coemerge com os referenciais que levamos a ele é investigar o que fazem aquelas pessoas que estão produzindo outros mundos. Afinal, se o mundo é coemergente, outros mundos são possíveis. Que tipo de visão permite que essas pessoas ajam? Como articulam redes de atuação coletiva para produzir mudanças? Quais resultados elas já obtiveram, que podem nos servir de exemplo e de estímulo? Assim sendo, nossa 52a investigação sobre coemergência tem a imensa alegria de receber a educadora social, coordenadora do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (IBEAC) e co-gestora da Rede LiteraSampa, Bel Santos Mayer. Um dos eixos de atuação da Bel é a transformação social por meio das bibliotecas comunitárias. Ela falou com a gente sobre como a literatura tem o poder de curar feridas, de viabilizar o exercício da capacidade de sonhar e, por meio disso, de reduzir algumas das desigualdades de raça, gênero e classe ainda tão presentes em nosso país. Exploramos também outras formas de transformação social produzidas em Parelheiros - transformações que, esperamos, possam ser replicadas em outras regiões do Brasil, e façam os olhos brilharem nesses tempos em que somos facilmente acometidos pelo niilismo. É bem provável que, ao final da conversa, você esteja com a sensação de que, mesmo diante de cenários com tantos retrocessos, tem muitas pessoas e muitas comunidades vendo e nutrindo o potencial de operar em rede e gerando exemplos de florescimento coletivo. Essa entrevista, em outras palavras, é um prato cheio para a prática de alegria empática, de apreciação e uma inspiração para a ação compassiva no mundo. Que muitas pessoas se beneficiem por ouvir a Bel! Como sempre, deixamos nosso profundo agradecimento aos generosos seres que seguem nos apoiando por meio da campanha de financiamento coletivo. Caso você sinta que o projeto merece sua contribuição e tenha o desejo de participar dessa corrente, está tudo explicado lá no apoia.se/coemergencia.
    1 hr 22 min
  • #51 Catástrofe climática e ativismo ambiental (com Emersom Karma Konchog)
    Seres de todos os reinos, apesar dos sinais crescentes, como o calor insuportável do qual tanto gostamos de reclamar, aparentemente ainda estamos vivendo num estado de negação diante da crise ambiental que já está acontecendo. As análises são impactantes: estamos em meio a sexta extinção em massa, mas, ao contrário das cinco anteriores, desta vez somos nós os responsáveis, e, se não houver uma mobilização maciça e urgente, rumaremos para um longo e vasto colapso financeiro, climático, social e ecológico; ou, basicamente, o fim da civilização como a conhecemos. Assim, ligamos as sirenes e convidamos o monge Emersom Karma Konchog, monge budista, ativista ambiental e articulista do Ecoa para falar sobre a temática.Emersom está à frente do Extinction Rebellion Brasil, entidade que vem se destacando na luta ambiental através da desobediência civil; e não violência. Neste episódio, ele nos conta como se deu esse encontro entre espiritualidade e ativismo, esclarece a situação grave em que estamos e nos ajuda a pensar no que podemos fazer para sair da ecoparalisia e como enfrentar a sensação de impotência com sabedoria e compaixão diante dos cenários que se desenham. Para nos ajudar no papo contamos com a participação especial de Polliana Zocche, nossa entrevistada no episódio #20, doutora em Ecologia e facilitadora do Trabalho que Reconecta.Caso você sinta que o projeto merece sua contribuição e tenha o desejo de participar dessa corrente, está tudo explicado lá no apoia.se/coemergencia.
    1 hr 22 min
  • #50 Impermanência - O apego nas relações
    Prosseguindo nossas conversas sobre a impermanência em suas diversas facetas, agora examinamos o que acontece quando rejeitamos a impermanência e lidamos com o mundo externo como se ele fosse constituído de objetos estáticos, fixos… permanentes. Achamos que essas coisas, ou melhor, processos que congelamos como coisas, têm o poder de por si só serem as causas da nossa felicidade (e também do nosso sofrimento). Por um equívoco de atenção e/ou por projeção, exageramos as qualidades dessa suposta entidade permanente. O nome dessa operação é apego, e é dela que falamos no programa de hoje. Podemos achar, à primeira vista, que não temos tantos apegos assim. Por isso, frequentemente, o assunto surge mais no contexto de relacionamentos amorosos, e, de fato, foi principalmente sobre isso que conversamos hoje. Afinal, é um tema que toca a todos nós (do programa e ouvintes), e vale a pena ser explorado com algum detalhe. Ao mesmo tempo, podemos lembrar que temos muitos outros apegos não reconhecidos: a maioria de nós quer um bom relacionamento amoroso e vários outros bons relacionamentos com a família e com amigos, talvez uma casa, saúde, juventude, emprego, reputação. Talvez só percebamos a presença do apego quando essas coisas mudam, ou melhor, quando a mudança momento a momento de todas essas coisas fica óbvia. Então a conversa não busca de forma alguma explorar todas as facetas do tema do apego em sua relação com o da impermanência, e também é uma conversa bastante pé no chão. Estamos dividindo nossas experiências e reflexões que surgem na tentativa de manter o coração aberto enquanto tudo muda constantemente ao nosso redor. Se você quiser apoiar nosso trabalho, estamos em apoia.se/coemergencia. Faz a maior diferença para que possamos dedicar tempo e energia a esse projeto! Nossos apoiadores têm direito ao sorteio de dois cupons por mês para adquirir livros da editora Lúcida Letra. E ao longo do segundo semestre, tivemos a honra de sortear mensalmente as maravilhosas pinturas do artista Fábio Rodrigues. Dêem uma olhada no instagram dele, @iodris, e verão. Ainda falta o sorteio de dezembro!
    1 hr 36 min
  • #49 Pelo direito de ser quem se é (com Leandro Ramos)
    Seres de todos os reinos, aqui estamos com mais um episódio gravado diretamente da nossa lavanderia virtual. Dessa vez, convidamos Leandro Ramos, Diretor Regional para a América Latina da organização AllOut, um movimento global em defesa dos direitos LGBT+. Na conversa com o Leandro, exploramos não só a atuação da AllOut (o que a organização faz, seus objetivos e principais projetos), mas também aspectos mais amplos do mundo externo e interno. Abordamos, especificamente, como o Leandro se conectou com esse movimento, os sofrimentos associados a não poder vivenciar a sexualidade livremente, a maior presença de questões de saúde mental em meio à população LGBT+ (o que se agravou ainda mais agora durante a pandemia), os impactos dos preconceitos e violências no mundo interno da população LGBT+, a LGBTfobia, o machismo, a urgência de ações e de posturas anti-lgbtfóbicas, dentre vários outros temas. Para compor a mesa, convidamos também nosso querido amigo Valentin Conde. O papo ficou sensível e profundo, abordando muitos pontos que achamos urgentes para refletirmos individual e coletivamente - sempre com o objetivo de criarmos realidades que permitam que a vida seja experienciada em todo o seu potencial, sem sofrimento e violência. Se você quiser saber mais sobre a atuação da AllOut, é só acessar AllOut.org/pt. E, como de costume, caso faça sentido para você nos apoiar, estamos no Apoia.se/coemergencia. É isso, puxa uma cadeira ou uma almofada, pega algo pra tomar e vem com a gente.
    1 hr 13 min
  • #48 Impermanência - Quando o ano se desfaz
    Impermanência. Ela atravessou todos os quarenta e sete episódios. Quase sempre discreta e sutil, boa parte do tempo ela se fez despercebida. Eis que chegou a hora de sair do papel de coadjuvante. A impermanência reivindicou seu espaço de fala. Como ela que manda, afinal, estamos aqui porque a impermanência permitiu, iniciamos um novo ciclo do Coemergência com a temporada Impermanência. Serão seis episódios onde vamos conversar sobre a impermanência em vários aspectos da nossa vida, contemplando experiências em primeira pessoa em conexão com nossas visões de mundo. A ideia é investigar nosso mundo interno na tentativa de reconhecer o que sentimos e como lidamos com o que nos atravessa e, na medida do possível, estabelecer um elo entre essas experiências e as referências teóricas e filosóficas com que temos afinidade ou nos provocam. Nessa nova proposta, o papo está permeado por nossas vivências e pontos de vista. Isso significa que inúmeras experiências e visões de mundo não foram contempladas.  Aqui, não estamos falando de um lugar de saber ou professoral. É uma conversa entre amigos. Convidamos você a participar deste papo e a contemplar suas próprias experiências ouvindo o programa. Para ampliar essa troca, no dia 24 de novembro, vamos fazer uma roda de conversa com os ouvintes (detalhes no nosso site). Vamos divulgar mais detalhes aqui no Instagram e no nosso site também. Neste primeiro episódio, vamos contemplar como a impermanência foi experienciada em 2020  com o impacto da pandemia do coronavírus nas nossas vidas. Esse é só o gancho para falarmos sobre expectativas, frustrações, dores, alegrias, descobertas, inquietações. Ah, no final do episódio, sugerimos uma prática para contemplarmos a impermanência para quem quiser seguir aprofundando nesse tema. É uma prática da Denise Kato, do podcast Pílulas de Saber e de Sabedoria, sugerida pela Dra. Ana Cláudia Quintana Arantes em seu canal do YouTube. Pega um chá ou café, ou algo menos convencional, se preferir, e vem conversar com a gente! Se você quiser apoiar o Coemergência, estamos em www.apoia.se/coemergencia. ;)
    1 hr 17 min
  • Interser #6 | O que há de tão realista no "realismo capitalista"? (com Victor Marques)
    Traduzido para o português onze anos após sua publicação em 2009, o livro "Realismo Capitalista", de Mark Fisher, trata de uma atmosfera com a qual muitos de nós nos habituamos nas últimas décadas: a limitação do horizonte de possibilidades, da capacidade de imaginar outros mundos e de se articular coletivamente para produzi-los. Para conversar não apenas sobre as características do "realismo capitalista", mas também sobre exemplos e possibilidades alternativas, recebemos Victor Marques, professor de filosofia da ciência da UFABC. Ele dividiu com a gente suas reflexões sobre a insuficiência da busca por soluções individuais para problemas sistêmicos, a potência da ação coletiva e a necessidade de "fortalecer o músculo da imaginação". Se você quiser apoiar o Coemergência, estamos em www.apoia.se/coemergencia. ;)
    1 hr 44 min
  • Interser #5 | Processos genocidas e etnocidas: por que não olhamos? (com Helena Palmquist)
    Para a presente edição do Interser, temos a alegria de receber a jornalista e antropóloga Helena Palmquist. A Helena defendeu em 2018 a dissertação de mestrado “Questões sobre genocídio e etnocídio indígena: a persistência da destruição” na Universidade Federal do Pará. Este texto, que pode ser acessado gratuitamente online, como toda a produção feita pela universidade pública brasileira, foi a base da conversa que gravamos no dia 06/08/2020. Além de discutir o caso brasileiro – que não foi relegado ao passado, mas segue sendo praticado em pleno 2020, inclusive na resposta do atual governo à pandemia da covid –  a Helena nos falou também sobre a origem deste conceito, e também do de etnocídio. Usando outros exemplos, falou sobre conjunto de fatores que ocasionam estes processos por meio do qual se busca levar à destruição um grupo e seu um modo de vida. Nossa aspiração é que uma conversa sobre estes fatores sem os quais não ocorrem genocídios – discursos de desumanização, racismo, proibição de práticas culturais, havendo também, ao menos no caso do Brasil, um avanço sobre as terras, atualmente por parte do agronegócio e da mineração – nos estimule não apenas a denunciar, mas a efetivamente avançar na construção, de baixo para cima, de um mundo cujos habitantes que não presumam que há apenas um modo de vida possível, que não busque assimilar a todo custo (para explorar) tudo aquilo que é diferente. Que nosso olhar saiba ver pessoas onde quer que haja pessoas, humanas e não-humanas. O título do episódio faz referência à uma frase na dissertação da Helena: “Os processos genocidas e etnocidas não são nunca silenciosos, são silenciados, escondidos, negados [...] São silenciosos para quem não está interessado em escutar.” Se você vê valor nas diferentes atividades que realizamos no Coemergência e se alegraria em apoiar a continuidade do projeto, estamos no apoia.se/coemergencia.
    1 hr 20 min

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