Coemergência | Podcast

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Coemergência | Podcast episodes

  • #47 Poesia como modo de vida (com André Gravatá)
    Poeta perplexo: essa é uma boa descrição para nosso convidado André Gravatá. E acrescentaríamos, um educador de perplexidades. É assim que desde novo André tem marcado seu caminho pelo mundo, construindo pontes através de sua poesia e nos convidando a olhar e a nos relacionarmos com o mundo a partir de uma presença que desbanaliza o cotidiano e enxerga riqueza e potencialidade naquilo que nos habituamos a ver com indiferença. Em outras palavras, que deixamos de ver ou percebemos como mais do mesmo. A partir de suas mãos e olhos em parceria com outras mãos e olhos nasceram projetos como a Virada Educação, evento de intervenção junto à escolas públicas que propõe uma educação mais horizontal e poética e que resultou em livros como o Poéticas Públicas, em conjunto com Aline e Raissa Oliveira. Criou também o Jornal das Miudezas, nascido da parceria com sua companheira Serena Labate, que nos convida para um encontro poético com as miudezas; como diz ele, "o respeito pelas miudezas tornaria o cuidado com as grandezas uma consequência natural". Essas são só algumas, entre outras ações, livros, cursos, derivas e intervenções desse ser entusiasmado em ajudar a descobrir as insignificâncias do mundo. Esperamos que você se contagie com esse entusiasmo assim como nós e que a conversa te inspire para uma vida mais nutrida de poesia e, por consequência, de vitalidade.… Você gostaria de apoiar nosso trabalho? Estamos no Apoia.se. Faz a maior diferença pra gente!
    1 hr 24 min
  • #47 Poesia como modo de vida (com André Gravatá)
    Poeta perplexo: essa é uma boa descrição para nosso convidado André Gravatá. E acrescentaríamos, um educador de perplexidades. É assim que desde novo André tem marcado seu caminho pelo mundo, construindo pontes através de sua poesia e nos convidando a olhar e a nos relacionarmos com o mundo a partir de uma presença que desbanaliza o cotidiano e enxerga riqueza e potencialidade naquilo que nos habituamos a ver com indiferença. Em outras palavras, que deixamos de ver ou percebemos como mais do mesmo. A partir de suas mãos e olhos em parceria com outras mãos e olhos nasceram projetos como a Virada Educação, evento de intervenção junto à escolas públicas que propõe uma educação mais horizontal e poética e que resultou em livros como o Poéticas Públicas, em conjunto com Aline e Raissa Oliveira. Criou também o Jornal das Miudezas, nascido da parceria com sua companheira Serena Labate, que nos convida para um encontro poético com as miudezas; como diz ele, "o respeito pelas miudezas tornaria o cuidado com as grandezas uma consequência natural". Essas são só algumas, entre outras ações, livros, cursos, derivas e intervenções desse ser entusiasmado em ajudar a descobrir as insignificâncias do mundo. Esperamos que você se contagie com esse entusiasmo assim como nós e que a conversa te inspire para uma vida mais nutrida de poesia e, por consequência, de vitalidade.… Você gostaria de apoiar nosso trabalho? Estamos no Apoia.se. Faz a maior diferença pra gente!
    1 hr 24 min
  • #46 Felicidade e adversidade como caminho (com Henrique Lemes)
    Para nosso programa de número 46, nós temos a alegria de receber novamente o querido Henrique Lemes para falar de um obstáculo que geralmente nos atrapalha bastante assim que começamos a querer cultivar uma relação diferente com o nosso mundo interno. Ele basicamente consiste no fato de a gente achar que esse cultivo de qualidades do nosso mundo interno não inclui totalmente aquilo que usualmente chamamos de “vida”: nosso trabalho, nossa rotina, nossas relações, as situações do cotidiano e assim por diante. Essa visão se manifesta, por um lado, no fato de nos bagunçarmos quando o bicho pega, quando surge alguma crise ou alguma adversidade. Facilmente achamos que precisamos primeiro resolver essa situação para, então, voltar a praticar. Ou, podemos achar que algo é demais, que não é possível incluir aquilo no nosso caminho. “Quando tal coisa acontecer, quando eu resolver isso, quando essa situação passar, eu volto a olhar pras minhas emoções, volto a tentar cultivar uma felicidade mais genuína, volto a cultivar estabilidade, compaixão, sabedoria. Mas, agora, preciso resolver isso aqui.” Por outro lado, também podemos deixar esse cultivo e qualquer prática de lado assim que as coisas parecerem andar um jeito melhor; podemos ter a sensação de que isso tudo não é tão necessário. Vamos simplesmente seguindo aquilo que está agradável e pronto. Prática? Caminho? Quê? Mas, se não praticamos quando estamos mal e não praticarmos quando estamos bem, quando, então, vamos praticar? É exatamente nesse ponto que tocamos ao longo de toda a conversa com o Henrique, inspirados pelo texto “Transformando Felicidade e Adversidade em Caminho Espiritual”, do mestre budista Dodrupchen Jigme Tenpe Nyima. O texto parece realmente um manual para conseguirmos incluir qualquer coisa que aconteça no nosso trabalho com nosso mundo interno. Esse texto faz parte do livro “Meditação, Transformação e Ioga dos Sonhos”, último lançamento da Bodisatva, projeto colaborativo e sem fins lucrativos que busca traduzir e difundir conteúdos de sabedoria de linhagens autênticas do Budismo em língua portuguesa, e também publicar textos produzidos por mestres e praticantes budistas brasileiros. O Henrique foi um dos tradutores desse livro, juntamente com o Lama Padma Samten, a Jeanne Pilli e o Marcelo Nicolodi. Esperamos que vocês desfrutem muito da conversa, assim como nós desfrutamos! E que ela deixe lembretes para realmente aproveitarmos todos os momentos, sejam de adversidade ou felicidade, como parte do nosso caminho em busca de um bem-estar menos dependente, mais livre. Como sempre, deixamos nosso profundo agradecimento aos generosos seres humanos que seguem nos apoiando por meio do nosso Apoia.se (www.apoia.se/coemergencia).
    1 hr 30 min
  • #45 Nutrição comportamental e autocuidado (com Mariana Baldani)
    Seres de todos os reinos, esta é a edição #45 do Coemergência, o podcast que tem como missão nutrir o mundo interno dos seus ouvintes. Neste episódio, o papo foi sobre algo essencial para nossa existência: a alimentação. O que surge na sua mente quando você pensa em comida? Memórias afetivas da infância? Momentos de alegria com familiares e amigos? Prazer, conforto, acolhimento? Medo de engordar? Culpa e ansiedade? As inúmeras experiências com dietas restritivas? Comentários e julgamentos sobre seu corpo? Miséria, fome, sofrimento? Só de imaginar essas respostas dá perceber a complexidade em torno do ato de comer. A convidada que nos ajudou a contemplar essas questões foi a Mariana Baldani, nutricionista comportamental que desenvolve um trabalho nomeado como Nutrição Compassiva. Como Mariana irá explicar, a nutrição comportamental e a nutrição compassiva partem do princípio que, ao nos alimentarmos, estamos nos nutrindo de significados, experiências e cultura, além, claro, de nutrientes, e alimentando nosso corpo físico, mas também nossas mentes e nossas relações. Então, na medida que o ato de comer é permeado de experiências dolorosas, estamos perdendo experiências afetivas lindíssimas relacionadas ao cuidado de si e ao cuidado do outro. Te convidamos a experimentar esse papo instigante que percorreu temas como contexto saudável de alimentação, transtornos alimentares, padrões de beleza, gordofobia, saúde, doença, pressão social, afeto e cuidado. Aproveitamos para agradecer aos ouvintes que participaram enviando suas experiências e, em especial, a duas amigas que trouxeram seus relatos. Agradecemos também aos generosos seres humanos que seguem nos apoiando por meio da campanha de financiamento coletivo. Caso você sinta que o projeto merece sua contribuição e tenha o desejo de participar dessa corrente, está tudo explicado lá no www.apoia.se/coemergencia.
    1 hr 24 min
  • #44 Saúde mental em contextos de estresse (com Frederick Leslie)
    Seres de todos os reinos, este é o Coemergência em sua edição #44 e o tema da vez é a polícia. Seria possível manter a saúde mental em um contexto de tanto estresse? E, se sim, quais são algumas chaves para isso? Sabemos que o assunto é complexo e polêmico, ainda mais aqui no Brasil. A polícia brasileira é a que mais mata e mais morre no mundo todo. Em 2019, ao menos, 5.804 pessoas foram mortas por policiais. Na outra ponta, as taxas de assassinato e de suicídio de policiais brasileiros só aumentaram. Esse cenário fica ainda mais complexo quando levamos em conta que no Brasil não há uma única polícia. Temos pelo menos três esferas (Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Federal) com atribuições distintas. Difícil saber por onde começar o papo, não? Mas somos o Coemegência, então nada mais justo do que tentar entender tanto o mundo interno de quem experimenta esse ofício quanto o mundo externo do próprio ofício. É isso o que quisemos explorar nesse episódio, além de tentarmos descobrir alguns dos fios condutores de tanto sofrimento e violência. Nosso convidado de hoje, Frederick Leslie, é agente da Polícia Federal desde 2006. E mais do que isso, Fred também é professor do programa Cultivando Equilíbrio Emocional e, nos últimos anos, tem levado estes conhecimentos para dentro da PF e trabalhado-os com os policiais que vivem o seu dia-a-dia. Importantíssimo, não? Parece que sim, mas para termos certeza disso, recebemos o Fred pra contar como tem sido essa experiência. Além de ser um agente e professor, Fred também tem uma visão crítica refinada a respeito das policias, integra o coletivo "policiais antifascistas", e conversou com a gente sobre o que acredita que está errado e o que poderia melhorar nas forças de segurança brasileiras. Para além do que foi discutido no episódio, é bom lembrar que as conversas são sempre abertas e que, ao discutir algumas facetas de um assunto, sempre várias outras ficam de fora. Se isso vale até mesmo pra questões simples, vale mais ainda para temas tão complicados quanto aqueles sobre como uma comunidade pode garantir sua segurança, sobre como garantir que isso seja feito sem produzir ainda mais violência e sobre a possibilidade até mesmo de que tarefas como a investigação, prevenção e solução da violência sejam feitas por outros meios que não a instituição polícia como a conhecemos. … Você gostaria de apoiar nosso trabalho? Estamos no apoia.se/coemergencia. Faz a maior diferença pra gente!
    1 hr 50 min
  • #43 Um caminho interpessoal para a liberdade (com Beth Faria)
    Qual é a imagem que vem à sua mente quando se fala em meditação? Para muitas pessoas, costuma ser algo como a de alguém sentado à beira de um lago ou na frente de uma parede branca, sozinho ou em um grupo, mas provavelmente sem nenhum tipo de interação. Devido a essa concepção, muitas vezes esquecemos que a consciência meditativa pode ser cultivada em todas as circunstâncias da vida. E se for possível praticar a meditação interagindo com outras pessoas? E se essa interação for parte fundamental da prática? Ficou curioso? Essa é a proposta do Insight Dialogue, que é, nas palavras de seu criador, Gregory Kramer, "um caminho interpessoal para a liberdade". Convidamos a psicóloga, praticante experiente e professora de Insight Dialogue Beth Faria (www.bethfaria.com) para nos esclarecer como é possível cultivar as qualidades de atenção, relaxamento, abertura, conexão e discernimento através do diálogo e das interações com uma ou mais pessoas. Para nossa alegria, Beth transformou o próprio papo numa experimentação da proposta, e também nos trouxe reflexões preciosas sobre como a prática do mundo interno não pode se desvincular de uma preocupação ética mais abrangente. Esperamos que o papo te instigue a refletir sobre as nossas possibilidades de ação em nossas relações e no mundo. Te convidamos para que dê uma pausa no piloto automático mental, relaxe e se abra para essa conversa. Se quiser fazer parte desse movimento é só contribuir no apoia.se/coemergencia.
    1 hr 32 min
  • Interser #4 | Para imaginar alianças radicalmente Terrestres (com Alyne Costa)
    Algumas das conversas que temos gravado no Coemergência, e outras mais ligadas às ciências humanas aqui no Interser, têm abordado diferentes aspectos da vida contemporânea (sem falar na da não-contemporânea): a necessidade de olhar as causas estruturais do nosso sofrimento contemporâneo, de produzir cuidado, conexão e mesmo atuação no mundo não apenas invidualmente, mas em rede, os problemas de uma vida muito acelerada e individualista. O equívoco de pensarmos que o mundo é algo que existe pronto, que os significados e identidades são pretensamente sólidos e estáveis. Há um tema que quase ninguém que nos ouve deixaria de considerar igualmente importante, que diz respeito às mudanças climáticas e a urgência de ação coletiva em relação a ele. Mas esta edição do Interser discute uma perspectiva mais radical sobre a questão, aquela adotada pelo filósofo francês Bruno Latour. Falando no surgimento de um Novo Regime Climático, mais do que em uma mera crise, Latour considera ser esse o fator sem o qual não se pode entender nenhum aspecto da geopolítica contemporânea. No seu livro mais recente, publicado em 2017 na França e essa semana no Brasil, "Onde Aterrar?: Como se orientar politicamente no Antropoceno", ele afirma que várias das mudanças ocorridas a partir do fim dos anos 1990 - des-regulação, explosão das desigualdades, negacionismos - surgem da percepção, por parte de certos grupos dominantes, de que a Terra não tinha mais espaço para eles e para todos os demais. Eles respondiam ao fato de que era mais possível crescer, progredir, acelerar indefinidamente - ainda que respondessem negando o problema. Isso leva a mudanças muito drásticas. Uma delas diz respeito ao que concebemos como natureza. A natureza não pode mais ser pensada como o palco imóvel, dado, onde os seres humanos vivem suas vidas. Mas como, então, compreendê-la? E, se a natureza não é isto que pensávamos que ela era, falar verdades sobre ela também não é o que pensávamos que era. Como pensar, então, sobre natureza e verdade no Novo Regime Climático? Quem nos respondeu sobre estas questões e outras mais foi a filósofa Alyne Costa, que é graduada em Comunicação Social pela UERJ, especialista, mestra e doutora em Filosofia pela PUC-Rio (2019), pós-doutoranda do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ. A Alyne publicou recentemente o artigo “Por uma verdade capaz de imprever o fim do mundo” e escreveu o posfácio para a edição brasileira de "Onde Aterrar?". A gente tomou estes textos como base para a discussão, e, obviamente, tentamos imaginar um pouco mais o que seria uma vida mais aterrada. Se você quiser apoiar o Coemergência em sua luta constante contra Maharaja, estamos no apoia.se/coemergencia.
    2 hr 14 min
  • #42 Arte e florescimento humano (com Fábio Rodrigues)
    Seria inevitável que um podcast sobre coemergência se ocupasse da atividade humana em que a inseparatividade entre o olhar e o mundo fica mais evidente, que é a arte. Como os processos artísticos podem revelar nossos processos internos e catalisar o cultivo das mais nobres qualidades humanas. Seria isso possível? Para nos ajudar a responder esta e outras perguntas, o entrevistado da vez é o designer, artista visual e caligrafista Fábio Rodrigues (@iodris). Além de seu engajamento com as artes, Fabio também é professor do programa Cultivating Emotional Balance, cofundador da comunidade de transformação online olugar e coordenador do CEBB em Joinville. Caso o nosso enforque para o tema tenha parecido abstrato demais ou pouco interessante, aviso: tem arte para todos os gostos. O maior foco da conversa foi esse que já citei aqui no início mas, se o seu lance é cultura pop, saiba que seu interesse também será contemplado – com destaque especial para a primeira edição da Casa dos Artistas e a cultura do oba-oba. Como sempre, deixamos nosso profundo agradecimento aos quase cem generosos seres humanos que seguem nos apoiando por meio da campanha de financiamento coletivo. Caso você sinta que o projeto merece sua contribuição e tenha o desejo de participar dessa corrente, está tudo explicado lá no apoia.se/coemergencia. Além de viabilizar a continuidade do nosso projeto, você concorre a dois livros por mês de nossa parceira Lúcida Letra.
    2 hr 5 min
  • #41 Renda Básica: a economia a favor da vida (com Tatiana Roque)
    Seres de todos os reinos, seguimos tentando explorar as questões relevantes do nosso tempo à luz da relação entre consciência e o mundo social, aspectos que, como vocês talvez desconfiem, consideramos coemergentes. Uma questão particularmente relevante do nosso tempo é o crescimento inacreditável da desigualdade social nesta fase neoliberal do capitalismo, e o impacto dessa desigualdade sobre nossos corpos, nossas mentes, nossas relações. A convidada desse programa tem não apenas refletido sobre como o capitalismo incide sobre a nossa subjetividade, mas tem também se engajado na defesa de uma proposta capaz de transformar alguns dos problemas causados por ele, que é a proposta da renda básica. Estamos falando de Tatiana Roque, matemática, filósofa, professora da UFRJ, vice-presidente da Rede Brasileira de Renda Básica. A Tatiana falou com a gente não só sobre os aspectos práticos da proposta, mas também da visão subjacente, e de como ela ajudaria a resolver um problema, que é: hoje ainda pensamos todo tipo de proteção social atrelando-as ao emprego, sobretudo o formal, mas vivemos em um mundo em que a quantidade e a qualidade dos empregos está em declínio. Mais importante do que apoiar este medida em específico ou de se ver como alguém de esquerda, que é de onde a Tatiana fala, você certamente há de concordar que não adianta falarmos de coisas como a dignidade básica de todos os seres e não pensar nas condições materiais necessárias para que todos vivam dignamente, tenham elas ou não um emprego. Além disso, é uma visão muito estreita do potencial uns dos outros acharmos que só por meio de um emprego as pessoas se moveriam para desenvolver suas potencialidades e oferecê-las ao mundo - a gente tem bons motivos para crer que, da maneira como vivemos, as potencialidades e o movimento compassivo são muito mais bloqueados do que estimulados. Como a Tatiana diz no programa, é necessário fazer política, mesmo, em um sentido amplo do termo. ... Você gostaria de apoiar nosso trabalho? Estamos em www.apoia.se/coemergencia. Faz a maior diferença pra gente! ;)
    40 min
  • #40 Cuidar de si para cuidar do outro (com Caroline Bertolino)
    O quadragésimo desafio do Coemergência à impermanência conta com a participação muito especial da querida Caroline Bertolino e com o tema um tanto relevante que é a autocompaixão. A Caroline é formada pelo programa Cultivando Equilíbrio Emocional, do qual já falamos bastante por aqui, e no Mindful Self-Compassion, da Kristin Neff e do Christopher Germer. O tema se torna especialmente relevante hoje por diferentes motivos. Por um lado, nosso contexto político e a pandemia seguem trazendo complexidades diariamente, ainda mais para quem está sendo mais diretamente impactado por essas circunstâncias. Por outro lado, se não bastasse esse contexto, ainda adicionamos o tempero de seguir com nossos padrões de cobrança. Queremos seguir produtivos, aproveitar melhor o tempo, assistir todas as lives do momento, ler aquele texto, fazer aquela aula de yoga, terminar o livro que está ali parado, manter contato com os amigos e família, cuidar da casa, fazer uma horta, colocar em dia os podcasts, ler sobre a última violência praticada pelo presidente e, ah, idealmente, comer e dormir bem… Ufa! Seja como for, uma coisa é certa: para lidarmos com tudo o que tem acontecido sem adicionarmos ainda mais sofrimento, a autocompaixão é essencial. Se, como já discutimos em tantos programas, essa lucidez que reconhece o sofrimento e a possibilidade de cuidar dele é tão indispensável, não haveria sentido praticar compaixão sem oferecê-la também a nós mesmos. E isto sequer seria possível também, pois levamos aos outros o que temos em nós a cada momento. Esperamos realmente que esse papo chegue como um abraço, como uma expressão de cuidado. Foi assim que nos sentimos ao longo de toda a conversa. Ah, não custa lembrar: caso você queira apoiar o Coemergência, seguimos no apoia.se/coemergencia.
    1 hr 31 min

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A proposta do Coemergência é explorar temas importantes da nossa sociedade e da vida cotidiana, sempre à luz da relação entre os nossos mundos interno e externo. Partimos do princípio de que a maneira…