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Bruno e Cássio conversam com a psicóloga Carolina Marçal e com o empresário Felipe Amaral sobre as diversas formas como pessoas pretas vem ocupando espaços de mercado, mídia e política. Passando pelos temas do racismo, a construção da subjetividade e a estrutura do Brasil, os convidados nos dão um painel profundo, pautado em suas próprias experiências, a respeito da representatividade em nosso tempo.
Aquele depois do fim, que virou, ironicamente, o de número 13, no qual os odiados, Malavolta em Goiânia e Cássio e Osvaldo em Uberlândia, avaliam os efeitos da demissão de Sérgio Moro para o governo Bolsonaro. Em uma conversa curta e muito descontraída, os odiados falaram da relação entre esquerda e direita, do caráter do ex-juiz e agora ex-ministro, das possíveis implicações políticas e jurídicas de todos esses fatos, da relação entre Bolsonaro e Paulo Guedes, e até de como o bolsonarismo tende a rearticular as relações das famílias daqui em diante.
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CofeComMilque é Bruno Malavolta, Cássio Rodrigues e Osvaldo Machado;
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Este programa é produzido e editado pela Élis Estúdios.
No último episódio de uma temporada gravada em meio a uma das maiores crises de saúde e economia da história recente, os odiados se dedicaram a refletir sobre a questão da saúde mental em tempos de pandemia e quarentena. Estimulados pelo Cássio que, por meio de Freud, lembrou que a tensão é situação constante do nosso psiquismo, Osvaldo e Malavolta trataram das ambivalências dos nossos tempos, transitando pela sociologia de Bauman e pela relevância do tema da morte para a própria existência da literatura. Cássio lembrou que a guerra (do Peloponeso) e a peste que vitimou o próprio Péricles deram início a um dos períodos mais ricos de reflexão sobre a questão dos valores, na filosofia. A partir daí, o Osvaldo lembrou de como as possibilidades de pandemia são potencializadas pelas condições de globalização capitalista, enquanto o Malavolta ressaltou os aspectos nefastos da necropolítica contemporânea, mas também lembrou como esse momento pode ser uma oportunidade de reflexão para aqueles que, como diria Guy Debord, vinham sendo empurrados pela lógica do espetáculo.
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Aquele em que os odiados conversam com o psicanalista Igor Lima a respeito de amizade e solidão no mundo contemporâneo, passando por Agamben, Derrida, Aristóteles, Lacan, Freud, Pitágoras, Epicuro, Alain de Botton, entre outros amigos e inimigos dos cofers, menos o Olavo de Carvalho, é claro. Cássio, que entende, junto de Aristóteles, que há poucos amigos, nos explica que, para Pitágoras, o filósofo não deveria reter nenhum saber, e daí o caráter dialógico da filosofia; Igor nos dá notícias a respeito das "multidões solitárias" que frequentam o seu setting psicanalítico, entendendo a amizade como um investimento libidinal, que iria diminuindo ao longo de nossas vidas; Osvaldo nos lembra que, em nosso mundo contemporâneo e consumista, quanto mais conectados, na verdade, mais sozinhos vamos ficando, analisando a amizade menos por seu "laço afetivo" e mais por seu "laço material", como bom pensador materialista e dialético. Ora, não amigos ou inimigos, meu caro Aristóteles, mas tão somente você, caro ouvinte e conviva da boa quarentena.
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Aquele em que os odiados partem dos resultados do Pisa, em que o Brasil ocupou a 59ª posição entre 79 países, para discutir se a "crise" na educação seria uma "crise" ou um "projeto", como acreditava Darcy Ribeiro (no episódio confundido - perdoe-nos, mestre - com Leonel Brizola). O Malavolta conduz as provocações, querendo saber de Osvaldo se o Brasil tem jeito e, de Cássio, os porquês do PT não ter federalizado a educação básica. Obviamente, a caricatura bufônica e bunda-mole do excelentíssimo Ministro da Educação, Fábio Weintraub, comparece ao episódio para fins grotescos, venéreos e cômicos. Em tempos de coronavírus, é hora de pensarmos se ainda haverá um país quando voltarmos, e que país gostaríamos de construir no dia após o neoapocalípse. Para tanto, três odiados professores e cheios de ódio-gourmet-do-bem-para-dar reúnem-se para trocar suas impressões acerca do sistema educacional brasileiro. Quer conferir o resultado? Aperte o play e se enforque na corda da liberdade!
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Aquele em que os odiados retomam as conversas sobre o covid-19 com Rafael Basso, filósofo que atualmente reside em Paris, que atualmente cursa seu doutoramento pela Escola Normal Superior, e também com Daniele Moraes, química formada pela Unesp de Araraquara, e gerente de compras e licitações da cidade de Araraquara, sendo também responsável pelos suprimentos do SUS. Também terminamos o nosso papo com Natália Barbosa, que está em Stanford, em seu pós-doutoramento. O episódio, também gravado no isolamento da quarentena, conta com a presença à distância de Cássio e Osvaldo, de Uberlândia, e Bruno, em Goiânia. Quer conferir o resultado? Aperte o play e se enforque na corda da liberdade!
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Aquele em que os odiados, em sintonia com o final de semana de coronamanifestações conservadoras e obtusas (desprovidas de inteligência - 15/03/20), proseiam sobre movimentos socias. Indo do clássico movimento operário do século XIX aos movimentos contemporâneos agrário, gênero, antiglobalização, etnia e congêneres, Bruno, Cássio e Osvaldo debatem sobre consciência de classe, transformação, coletivos literários, lugar de fala, individualidade, literatura marginal, representação, ideologia e cenário político atual, tateando autores como Hanna Arendt, Axel Honneth, Maria da Glória Gohn, Ilse Scherer-Warren, Lillian Schwartz, Paulo Leminsk, Karl Marx, Alain Touraine, Peter Singer, dentre outros. Em diálogos eivados de reflexões sobre os fatos políticos atuais absolutamente patéticos, como uma secretária da cultura que despreza em seu discurso produção cultural do que é considerado ideologicamente minoria ou de um presidente que utiliza um comediante para falar com a impressa, só para citar algumas das inúmeras desventuras em série de um governo grosseiro/autoritário com o cidadão, os odiados mesclam nesse episódio reflexões teóricas, conceituais com a análises lúcidas da história do Brasil, passando pela abolição da escravatura, era Vargas, tropicália, “diretas já”, até fatos mais recentes como as manifestações de junho de 2013 e o avanço da ideologia de extrema-direita em solo nacional. Destarte, questionamentos como "reivindico, logo exsito?"; "escrevo, logo transformo/aglutino?"; se o estado brasileiro foi construído com o silenciamento dos movimentos sociais?; quanto pior, melhor ou pior?; levaram nossos queridos odiados a produzir um episódio equilibrado e incômodo. Quer conferir o resultado? Aperte o play e se enforque na corda da liberdade!
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Aquele em que os odiados refletem sobre o velho bordão, que talvez nunca tenha estado tão atual, "bandido bom é bandido morto". A partir do questionamento do Cássio sobre o nível de responsabilidade da impunidade nos números da criminalidade no Brasil, Osvaldo começou por lembrar, com Durkheim, que o crime é um fato social normal e, portanto, geral, apesar dos números desconfortáveis que temos no país. A partir daí temas como a morosidade jurídica, a ineficiência das investigações policiais e a falta de acesso aos bens de consumo entraram no debate. Com as obras "O cortiço" e "Memórias de um sargento de milícias", o Malavolta tentou desvendar a mentalidade escravocrata da elite nacional. Aliás, alguém lembrou que as milícias chegaram ao poder. Cássio lembrou, com Zizek e Milton Santos, de uma violência que é exercida sobre as periferias diariamente, objetiva ou estrutural, e que por vezes é desconsiderada nas análises sobre a criminalidade. Com Loic Wacquant, lembramos a tendência do Estado de tratar questões de miséria como questão de polícia. Mas o Osvaldo, o utópico mais ranzinza do planeta, lembrou da força da cultura negra na resistência, desde Jorge Ben Jor afirmando que "Negro é lindo" até Emicida, retomando Belchior e dando voz à Majur e à Pabllo Vittar, dizendo que "Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro". Quer ouvir tudo isso em detalhes e o que mais rolou na conversa? Aperta o play e se enforque na corda da liberdade!
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