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CofeComMilque episodes

  • Somos o que somos, inclassificáveis?
    Aquele em que eles debatem, contando com a companhia ilustre do historiador Moa, a questão do racismo no Brasil. A partir do questionamento de Moisés sobre as diferenças entre o racismo no Brasil e nos EUA, Moa utilizou teóricos como Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre para definir o que denominou de um “racismo sonso”, baseado em pretensas relações de intimidade, que passam pelo diminutivo, lembrado pelo Malavolta como característica lusitana. No fim das contas, a professora era chamada de “professorinha” pelo coronel, menos capaz que ela intelectualmente, para que fossem mantidas as mínimas relações de hierarquia. Malavolta, juntamente com Osvaldo e Moa, lembraram de como a Indústria Cultural manteve o negro em certos locais bem delimitados, longe, é claro, dos espaços decisórios. Aliás, Moa lembrou em algum momento como nos próprios movimentos de esquerda é difícil às vezes encontrar os negros em posições de evidência. Provocado pelo Moisés, um Cássio com uma voz quase inaudível em função da rouquidão apresentou o conceito de “colonialidade”, de Boaventura de Sousa Santos, presente na obra Epistemologias do Sul, fazendo uma vinculação direta entre o sucesso do sistema capitalista e o racismo e o sexismo. Assuntos como jazz, futebol e esportes se alternaram nesse bate papo entre os quatro odiados e esse monstro da História. Malavolta voltou ao velho Machado de Assis, nas “Memórias póstumas de Brás Cubas”, para tentar desvendar a natureza dessa mentalidade escravagista presente nas nossas elites. Quer saber detalhadamente como essa conversa, com pitadas de descontração, se desenrolou? Aperte o play e se enforque na corda da liberdade!
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    Bruno é poeta e doutorando em Estudos Literários pela Unesp.
    Cássio é graduado em Filosofia e doutor em História pela UFU.
    Moisés é iniciado em roadie, direito, gastronomia e graduado em Ciências Sociais pela UFU. 
    Osvaldo cursou direito e é graduado em Ciências Sociais pela UFU.
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    Edição de Arte e Podcast por Vinicius Campelo / [email protected]
    1 hr 31 min
  • A cidade é um angu de caroço!
    Aquele em que eles conversam, na ilustre companhia da arquiteta e urbanista Lara Nunes, professora da Universidade Estadual do Mato Grosso, sobre as contradições na vida da cidade. A partir do Estatuto da Cidade, acessível no link , Moisés provocou Lara sobre a aplicação prática de uma lei tão relevante. Ela, além de comentar a natureza desse documento e dos Planos Diretores, esclareceu aplicações e limites de tais instrumentos normativos. Os quatro odiados ficaram fascinados com a destreza com que Lara lhes retirou de certas concepções comuns, como a do Malavolta, de que o metrô é algo que pode melhorar necessariamente as questões do trânsito nas grandes cidades, ou de que exista alguma concepção de beleza da cidade que deva ser adotada de maneira geral. Com afirmações como “a beleza está nos olhos de quem vê” ou “o que é organização pra você não é organização pra mim”, ela retirou os rapazes de certos lugares comuns nos quais esse debate costuma cair. Ancorada em obras como O direito à cidade, de Henri Lefebvre, Espaços de esperança, de David Harvey e O que é cidade, de Raquel Rolnik, ela conduziu uma crítica reflexão sobre questões ácidas como, por exemplo, a relação meio ambiente e cidade. Até o Michel Foucault da “Microfísica do poder” entrou na conversa quando o Cássio provocou a Lara sobre a ausência da voz dos pobres no planejamento da cidade, a partir do parecer técnico sobre o Plano Diretor de Goiânia elaborado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás, acessível no link , questionamento que já havia surgido algumas vezes também nas falas do Osvaldo. Quer ouvir o resultado desse angu todo? Aperte o play e se enforque na corda da liberdade!
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    Bruno é poeta e doutorando em Estudos Literários pela Unesp.
    Cássio é graduado em Filosofia e doutor em História pela UFU.
    Moisés é iniciado em roadie, direito, gastronomia e graduado em Ciências Sociais pela UFU. 
    Osvaldo cursou direito e é graduado em Ciências Sociais pela UFU.
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    Edição de Arte e Podcast por Vinicius Campelo / [email protected]
    1 hr 20 min
  • Tá rindo de quê?
    Aquele em que eles debatem, a partir da condenação do comediante Danilo Gentili por injúria, sobre a relação entre humor, liberdade de expressão e o politicamente correto. Partindo do questionamento sobre a dificuldade de equacionar liberdade de expressão artística e inviolabilidade da honra, feito por Cássio a partir do artigo "Liberdade de expressão e a violação ao direito de privacidade e da intimidade”, disponível no link http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=15939, Osvaldo demonstrou a bagagem da sua formação jurídica diferenciando injúria de difamação, recordando o caso das biografias não autorizadas no STF. Por meio da gestão balburdiana de Moisés, que incendiou o debate com perguntas como “perco o amigo mas não perco a piada?”, a tensão e as divergências entre os quatro odiados chegaram aos níveis mais elevados de todos os episódios, sobretudo entre Osvaldo e Malavolta! Bruno Malavolta lembrou como a relação entre humor, arte e ofensa vem de longa data, recordando a velha rivalidade do barroco espanhol entre Góngora e Quevedo. Cássio, com a leitura de Zizek, presente na obra “Como ler Lacan”, Zahar, 2010, levantou a questão da nossa relação complicada com a alteridade na contemporaneidade, levantando a questão: o melhor vizinho é o vizinho morto? A partir daí e da leitura de Homero, que sendo grego exalta a beleza do inimigo, nossos nômades no centro-oeste chegaram à reflexão entre moral a moral do escravo de Nietzsche e a alteridade. Pra ver o resultado de todas essas divagações sociofiloliterobalburdianas, aperte o play e se enforque na corda da liberdade!
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    Bruno é poeta e doutorando em Estudos Literários pela Unesp.
    Cássio é graduado em Filosofia e doutor em História pela UFU.
    Moisés é iniciado em roadie, direito, gastronomia e graduado em Ciências Sociais pela UFU. 
    Osvaldo cursou direito e é graduado em Ciências Sociais pela UFU.
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    Edição de Arte e Podcast por Vinicius Campelo / [email protected]
    1 hr 26 min
  • Brasil, uma Fake News?
    Aquele em que eles falam sobre a relação entre Fake News, história e política, em um debate enriquecido pela presença ilustríssima da professora Luciana, de História. A partir da reflexão sobre a relação entre factoide e Fake News e da formação da nossa identidade, suscitada pelo Moisés, a Luciana passeia pela nossa história, elencando de maneira arguta alguns eventos que mostram a manipulação dos fatos na produção de certas compreensões de nós mesmos. A partir de uma frase de Eric Hobsbawm da obra “Sobre a história”, na qual ele diz que a “história oferece um pano de fundo mais glorioso a um presente que não tem muito o que comemorar”, Cássio convida Luciana a refletir sobre o uso e a manipulação do passado para o controle do presente, o que os conduziu a falar de “Nazismo de esquerda” e “Golpe ou Revolução de 64”. Usando a frase de Guy Debord, autor de “A sociedade do espetáculo”, que afirma que no “mundo realmente invertido, a verdade é um momento do falso”, Bruno Malavolta inseriu uma discussão sobre os níveis de manipulação social que passou por Kant, pela avaliação de dados trazida pelo Osvaldo, desembocando em Carlo Ginzburg, que em sua obra “O fio e os rastros: verdadeiro, falso, fictício”, avalia a força do uso dos documento e da diferença entre verdade e autenticidade na produção historiográfica. O documentário “Ato de fé”, que mostra a história de frades dominicanos torturados no regime militar, que se encontra no link https://youtu.be/TBbSm5nFVhE, permeou toda a conversa. Quer saber os detalhes? Dá um play agora, e se enforque na corda da liberdade!
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    Bruno é poeta e doutorando em Estudos Literários pela Unesp.
    Cássio é graduado em Filosofia e doutor em História pela UFU.
    Moisés é iniciado em roadie, direito, gastronomia e graduado em Ciências Sociais pela UFU. 
    Osvaldo cursou direito e é graduado em Ciências Sociais pela UFU.
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    Edição de Arte e Podcast por Vinicius Campelo / [email protected]
    1 hr 16 min
  • Felicidade foi-se embora?
    Aquele em que eles falam sobre a felicidade a partir de dois relatórios divulgados recentemente: um o relatório de felicidade futura sob a responsabilidade do Centro de Políticas Sociais da FGV, coordenado por Marcelo Cortes Neri (Disponível: https://www.cps.fgv.br/ibrecps/rede/finais/Etapa3-Pesq_Vot_Texto_parte_1_e_2_fim2.pdf), e outro, o Relatório Anual da Felicidade elaborado pela ONU, em que o Brasil vivencia ano após ano sucessivas quedas ocupando nesse momento o 32º lugar (https://s3.amazonaws.com/happiness-report/2019/WHR19.pdf). 
    Diante desses documentos os quatro odiados (Bruno, Cássio, Moisés e Osvaldo) elaboram sofisticada análise sobre um elemento subjetivo fundamental à vida humana em sociedade, a felicidade.
    Comum ao discurso cotidiano, a famosa “busca pela felicidade” produziu um campo de estudo rico e ao mesmo tempo controverso. Por um lado, diversas áreas do conhecimento humano como a Filosofia, Medicina, Psicologia, Sociologia, quiçá a Economia perscrutando a essência desse fenômeno humano, por outro lado, um mercado ardiloso na produção (livros, filmes, documentários, palestras, cursos e profissões) de fórmulas para a conquista desse estado humano.
    Em uma era de relações descartáveis (Bauman, “Amor líquido”), de predomínio do ter sobre o ser, no qual o fetiche da mercadoria (Marx, “O Capital”) subverte a autonomia humana diante de seus produtos, frases como as do poeta Malavolta, “o amor é uma linguagem preexistente entre duas pessoas, que não precisa de tradução’’, soam vazias de sentido e uma quimera na cruel cruzada pela felicidade. 
    Entre devaneios brasileiros por um futuro feliz diante de um presente de desolador desencanto (Max Weber, “A ética protestante e o espírito do capitalismo”), Cássio, nesse episódio, mergulha nos meandros da mais requintada Filosofia, com o auxílio de um escafandro ajustado por técnicos como Aristóteles (Ética de Nicômaco, 4ª Ed. , 2014, Edipro) e Axel Honneth (Luta por reconhecimento. A gramática moral dos conflitos sociais, 2ª Ed., 2009,Editora 34)  reencantando a puerilidade do cotidiano;  enquanto Moisés e Osvaldo ajustam a decida desse “homem barco” com referências sociológicas, Bruno como a água translucida desafiada por esses três, molda a todos com uma sensibilidade peculiar.
    Enfim, dê um play e ouça a orquestra de prosopopeias e parodias em afinação crítico sentimental sem ser piegas como a auto ajuda ou o coachismo contemporâneo, criado por esses quatros nesse episódio inquietante sobre a felicidade, ora um ideia velha, ora furtiva.  
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    Bruno é poeta e doutorando em Estudos Literários pela Unesp.
    Cássio é graduado em Filosofia e doutor em História pela UFU.
    Moisés é iniciado em roadie, direito, gastronomia e graduado em Ciências Sociais pela UFU. 
    Osvaldo cursou direito e é graduado em Ciências Sociais pela UFU.
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    Edição de Arte e Podcast por Vinicius Campelo / [email protected]
    1 hr 11 min
  • Elegemos, e agora, se fudemos?
    Aquele em que eles falam sobre o novo congresso nacional eleito no pleito de 2018 para o período mandatário de 2019 a 2023. 
    Nesse episódio, Cássio, Bruno, Moisés e Osvaldo refletem sobre o relatório “Novo Congresso Nacional em Números” (https://bit.ly/2KP8St3), elaborado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), órgão fundado em 19 de dezembro de 1983, estruturado para atuar nos Poderes da República, em especial no Congresso Nacional.
    Usando mais uma vez de irreverência e crítica, os “quatro odiados” fazem ilações a respeito de alguns dos novos parlamentares eleitos, dos novos partidos políticos, da suposta “nova política”, confrontando presente com o passado para entender um congresso reflexo de uma sociedade patriarcal, coronelista e oligárquica como a nossa.
    O engodo da expressão “novo congresso nacional” não seduz os debatedores para um otimismo simplista, ao contrário, gera o combustível necessário para acender uma vela sobre o mato do social -- que é o congresso nacional. 
    Desse modo, após uma explanação sobre o funcionamento do nosso legislativo, Oswaldo bate bola com Moisés no campo da análise sociológica, sempre à luz dos dados do relatório sobre o novo Congresso Nacional. Talvez a palavra “oligarquia” seja a que esteja no centro do debate do episódio, apesar de alguns avanços e aspectos positivos apresentados. Tal palavra foi evidenciada na fala de Cássio sobre a democracia, à luz do filósofo francês Jacques Ranciére, em sua obra “O ódio à democracia”, da Editora Boitempo. Ela também apareceu na leitura de Bruno Malavolta da obra “Esaú e Jacó”, de Machado de Assis. O ouvinte já sabe, portanto, que o velho e o novo se intercalam nesse debate necessário. 
    Dê um play e acenda uma vela no meio do mato do social!
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    Bruno é poeta e doutorando em Estudos Literários pela Unesp.
    Cássio é graduado em Filosofia e doutor em História pela UFU.
    Moisés é iniciado em roadie, direito, gastronomia e graduado em Ciências Sociais pela UFU. 
    Osvaldo cursou direito e é graduado em Ciências Sociais pela UFU.
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    Edição de Arte e Podcast por Vinicius Campelo / [email protected]
    1 hr 32 min
  • Criminalização das drogas ou do pobre?
    Aquele em que eles refletem sobre a criminalização das drogas com base na lei  11.343 de 2006 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11343.htm), apoiados em dados apresentados pela Plataforma Brasileira de Política de Drogas (htt://pbpd.org.br), em seu “Guia de bolso para debates sobre política de drogas” (Download: http://pbpd.org.br/publicacao/guia-de-bolso-para-debates-sobre-politica-de-drogas/).
    Cássio, Bruno, Moisés e Osvaldo se veem, inevitavelmente, levados a relacionar esse tema com a criminalização dos pobres, realizando análises à luz do relatório intitulado “A ocupação da Maré pelo exército brasileiro” (http://redesdamare.org.br/media/livros/Livro_Pesquisa_ExercitoMare_Maio2017.pdf), de autoria da educadora e ativista social Eliana Sousa Silva diretora e fundadora da “Redes Maré” no Rio de Janeiro,  bem como do texto “As prisões da miséria”, de 1999, do sociólogo francês Loïc Wacquant. Passando, também, por uma analogia com as obras literárias do século XIX, “O cortiço”, de Aluísio Azevedo, e “Memórias de um sargento de milícias”, de Manuel Antônio de Almeida.
    Tal discussão se faz necessária, pois estamos às vésperas da decisão do STF sobre o porte de drogas para consumo próprio (https://g1.globo.com/politica/noticia/2018/12/17/stf-decidira-em-junho-se-porte-de-drogas-para-consumo-proprio-e-crime.ghtml), um tema que causa incômodo em determinados seguimentos da sociedade. 
    Normalmente, o tabu que permeia esse debate impede uma discussão lúdica e ao mesmo tempo lúcida. No entanto, nesse episódio, mesclando ironia e teoria,  a celeuma entre os participantes se inicia com a definição de substâncias que alteram a percepção humana, passando a delimitação de termos como legalização, despenalização e descriminalização;  comparando experiências de alguns países com a legalização do uso da  maconha (https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2018/05/maconha-no-uruguai-como-foi-a-saga-da-legalizacao-no-pais-vizinho-cjhkvcvw207uz01paeifw8dhd.html); refletindo sobre algumas drogas lícitas como tabaco e álcool e seus efeitos no convívio social; abordando os diversos usos da maconha (https://www.bbc.com/portuguese/geral-44283537); e, por fim, realizando reflexões  polêmicas sobre o papel do Estado e seus paradoxos ao lidar com esse problema, como Cássio alfineta com fina ironia a “PPP” (Parceria público privado) de sucesso entre o Estado e o crime organizado, ou ainda quando, relatam a  estigmatização do pobres, pardos e negros que ocupam as periferias afora do nosso país, na criação de um, nas palavras de Bruno Malavota, “moto-perpétuo” em que a criminalização da maconha leva a uma reprodução da perversa estrutura da pobreza criminalizada.  
    Então, resta à sociedade aguardar pela decisão do STF a respeito da produção, distribuição e consumo da maconha. Enquanto isso não ocorre, dê um play nesse episódio e ascenda uma vela no mato do social! 
    Textos lidos ao final: “A piedade”, de Roberto Piva (de “Paranoia”, 1963) e “Crime e sonho”, Monteiro Lobato (de “Mundo da Lua”, 1923).
    1 hr 19 min
  • Escola sem partido
    Aquele que é o piloto, no qual eles conversam sobre Brumadinho, Escola sem Partido, e besteiras, não necessariamente nessa mesma ordem.
    56 min

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