Pense no trajeto que você faz da sua casa até o seu local de trabalho. Ele deve estar decorado. Talvez você o faça de “olhos fechados”, no automático, e, quando se dá conta, já está descendo do carro ou dando o sinal para o ônibus parar. Tornou-se habitual. A paisagem é sempre a mesma e as pessoas já são conhecidas. Algumas você cumprimenta. Outras você até sabe o nome! Tudo é muito familiar.
Mas, então, um belo dia, alguma das passagens fica restrita, fechada, e, então, você é forçado a procurar por outro caminho. Em um primeiro momento fica difícil, você precisa se acostumar, é tudo desconhecido. Entretanto, as placas o ajudam a se orientar. E algumas pessoas paradas na calçada de casa acabam servindo de guia para que você se oriente. Nessa situação, com a atenção redobrada, não mais no automático, você acaba visualizando paisagens novas, conhecendo rostos novos, tendo a chance de entender que há outras possibilidades além daquela que já estava tão enraizada, até monótona, um tanto tediosa.
Na vida é assim que acontece. E só percebemos o quanto estivemos estagnados, paralisados em um só ângulo da vida, quando somos obrigados a olhar por outra janela. Quando algo acontece, saímos do trilho, e então descobrimos caminhos novos, horizontes novos, histórias igualmente novas! No começo é desconfortável, claro, o desconhecido sempre assusta. Mas é quando o desconforto passa que percebemos que naquela situação talvez não poderia ter acontecido coisa melhor do que a vida ter saído dos trilhos, porque assim fomos levados a conhecer novas possibilidades, até melhores, para uma vida felizmente vivida!
(Nossa conversa pode continuar no meu perfil no Instagram, @Amilton.Jnior)