Nossas vidas são como livros. Cada ciclo, um livro. De maneira que se você começou sua faculdade em 2018 e agora, em 2022, colocou o ponto final, conseguiu terminar mais uma bela obra repleta de capítulos tensos, mas também descontraídos, desafiadores, mas também enriquecedores. O mesmo serve para o ano que estamos prestes a encerrar, outro livro que terminaremos. Começou em janeiro e agora em dezembro terá o ponto final decretado. Que história você escreveu?
Como escritor, admiro os meus livros. Desde o primeiro, por mais infantil e imaturo que ele tenha sido, pois foi aquele que me permitiu dar o primeiro passo. Apesar disso, sei que tenho livros satisfatórios, mas também tenho livros ruins. No entanto, seria injusto tentar me livrar, ou simplesmente me esquecer, daqueles que não me agradam tanto, cujas histórias não se desenrolaram exatamente como eu queria. e seria injusto porque eles me ajudaram na minha construção, no meu desenvolvimento, para que eu aprendesse sobre quais caminhos evitar e por quais enredos não me aventurar. Sou grato por eles.
Com isso quero dizer que precisamos olhar para as nossas vidas dessa mesma forma. Seu livro 2022 está se encerrando. Tenho certeza de que capítulos desagradáveis foram escritos, trechos nem um pouco prazerosos foram vivenciados, mas se você retirar esses trechos ruins, será que os bons existiriam? Meus melhores capítulos nas histórias que escrevo surgem daqueles que considero como os mais difíceis de terem sido escritos. Porque eles deram a sustentação de que eu precisava para as palavras de alívio que vieram a seguir.
Olhe para a sua história dessa maneira. Não é para soltar fogos pelas passagens trágicas. É para ressignificar as lágrimas inevitáveis que rolaram sobre seu rosto. E, então, com mais um livro na coleção, seguir em frente ainda mais sábio sobre si mesmo!
(Nossa conversa pode continuar em meu perfil no Instagram, @Amilton.Jnior)